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14 de março de 2018

De Blob 2


Após uns bons anos do seu lançamento original, De Blob 2 recebe agora um remaster nas consolas Xbox One e PS4. No meu caso, foi bom ter a oportunidade de o jogar visto que deixei o passar ao lado na geração anterior. Este foi, aliás, o meu primeiro contacto com a série.

A história do jogo pode passar um bocado ao lado, no fundo é uma desculpa para andar pelo mundo a pintar os cenários que perderam a sua cor. O foco do jogo está na diversão, mas mesmo assim acreditem que há alturas em que se pode tornar um pouco aborrecido.

Assim que iniciamos então a nossa aventura, somos presenteados com o tutorial, fácil e simples de compreensão, o que é bom. À medida que progredimos por várias zonas e mesmo na mudança de um capítulo, aprendemos habilidades novas e está tudo bem explícito o que agradecemos como é evidente. As mecânicas são simples: pintar tudo aquilo que conseguirmos! Para alguém como eu, que por vezes meto na cabeça que tenho de ser perfecionista, começo a pintar até os objetos ou partes da ilha que não são o objetivo principal, apenas por puro prazer de ver tudo colorido, uma mania que já vem de jogar Splatoon (sim, eu sei que Splatoon é mais recente).


Se forem como eu, provavelmente vão fazer o mesmo, e passar um bom tempo a colorir todo o tipo de coisas presentes no ecrã. Apesar de existir um tempo limite para concluir os objetivos principais, é mais que suficiente para andarem dum lado para o outro a pintar, mesmo tendo estes níveis uma dimensão razoável. Os mapas são compridos e a quantidade de coisas para pintar também é avultada mas, claro, nem tudo é para pintar.

Temos casas que colorimos para salvar umas criaturas minúsculas, alguns puzzles muito básicos e assim vamos passando uns 45 minutos ou 1 hora até progredir para o capítulo seguinte. Há alguns subníveis onde jogamos em "2.5D" mas, fora essas secções, jogamos sempre num 3D com total liberdade. O que está interessante são as habilidades que vamos desbloqueando e vão dando uma pequena lufada de ar fresco à jogabilidade básica do jogo, o que faz com que seja algo para todas as faixas etárias. O problema é que em longas sessões de jogo, acaba por se tornar repetitivo e cansar.

Talvez um problema do jogo seja o facto de ser tão linear, mesmo dando a possibilidade de “perder” o tempo a explorar os cenários. O design é agradável, mas nada do outro mundo, e outro problema é a repetição de objetivos, que andam sempre à volta do mesmo. Em certas alturas parece que temos um "dejá vu", o jogo tem alguma falta de criatividade.


Finalizando, é um jogo bom, colorido e divertido, mas pode tornar-se cansativo caso joguem por umas horas seguidas. Aconselho a desfrutarem o jogo com algumas pausas e, para melhorar a experiência, recomendo o modo cooperativo para lhe trazer outra “cor”.
Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Xbox One, gentilmente cedido pela THQ Nordic.