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20 de fevereiro de 2018

Pinstripe


Nos dias de hoje a variedade de temas que encontramos nos videojogos é larga, muito graças aos produtores de jogos independentes que, em busca de temas originais, têm vindo a conquistar imensos fãs. Neste caso falo-vos de Pinstripe, um jogo que não foi muito badalado mas, no momento em que tive a oportunidade de jogar, me surpreendeu não pela sua jogabilidade mas sim pela história, arte e mistério que giram em torno dele. Um jogo criado por uma só pessoa, mas que nos toca bem no fundo do coração.

O jogo tem início num comboio muito misterioso, com uma atmosfera que mais parece retirada dum filme de Tim Burton. Jogamos com Ted, um Padre numa aventura em busca da sua filha Bo, que fora raptada por um homem misterioso de nome Pinstripe. A história em si é de fácil interpretação, mas é deveras emocionante, porque nós jogadores sentimos tudo como se da nossa própria filha tratasse. Ao longo da aventura, deparamo-nos com várias personagens, incluindo um cão que fala e nos ajuda a descobrir vários colecionáveis enterrados pelos cenários. É tudo um pouco bizarro, misterioso e envolvente. Os diálogos estão muito bons, embora o nosso protagonista seja "mudo" tal como Link em The Legend of Zelda, as personagens que nos vão surgindo fazem perguntas e nós temos sempre duas opções de resposta. Conforme as respostas sejam de carácter gentil ou rude na interação, o jogo apresentará um final melhor ou pior.


É um jogo de plataformas simples em que na maior parte das vezes estamos a saltar de plataforma em plataforma, no entanto também existem pequenas secções de tiros, usando a fisga da Bo para eliminar os poucos inimigos que encontramos ao longo da jornada e também para resolver vários enigmas que não são de todo complicados, mas que não deixam de ser interessantes. O sistema de gravação está muito original pois em cada secção existem uns retratos a preto e branco de várias pessoas de faixas etárias diferentes umas das outras. Existe também um menu com os itens que vamos recolhendo os quais nos dão dicas de como avançar no jogo para resolver os vários puzzles existentes.

O pior em Pinstripe é o back tracking que tem de ser feito para obter umas gotas para avançar no jogo, isso pode vir a ser aborrecido porque nas primeiras duas horas mais ou menos, a progressão vai a um ritmo bastante bom e como a estória é tão envolvente, o prazer é bastante, mas há uma altura em que se sente uma quebra de ritmo e isso pode estragar um pouco a experiência, no entanto entende-se o facto da existência deste back tracking pois o jogo, como na maioria dos indies, é curto.


Concluindo, Pinstripe é mesmo uma experiência única em termos narrativos e irá emocionar os jogadores mais sensíveis com o seu final, a atmosfera, a música e claro a relação de Ted com a sua filha que faz com que o jogador tenha vontade de conhecer o fim desta estória e desvendando os motivos deste tão misterioso Pinstripe.

Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Xbox One, gentilmente cedido pela Armor Games.