Notícias

Análises

14 de fevereiro de 2018

Men of Yoshiwara: Kikuya


Há uma falta grave de novelas gráficas na Nintendo Switch e é urgente saírem mais jogos – e mais jogos bons. O bom é relativo porque vai depender de cada pessoa, mas nesta análise poderão ler a minha opinião pessoal sobre este Men of Yoshiwara: Kikuya.

Eu queria mesmo jogar este Yoshiwara porque tenho uma curiosidade mórbida com novelas gráficas e com a premissa. Neste jogo frequentamos uma casa de cortesãos, e isto é uma maneira educada de dizer bordel, e temos de escolher um parceiro homem. Sim, somos uma mulher. E se isto afastar o público masculino, não vão por aí. Após ter passado a trilogia de Mass Effect com uma Shepard e ter feito os romances com os meus camaradas masculinos, saltar para este jogo foi um prazer.


O jogo passa-se no passado num mundo semelhante ao nosso, numa ilha onde os rapazes são criados para dar prazer a quem quer pagar por ele. Há regras rígidas de conduta e a desobediência acarreta consequências drásticas. Começamos o jogo como Misao, mas podemos alterar-lhe o nome, e após um prólogo geral, podemos optar por seguir as várias histórias ou cortesãos: Hayabusa, Takao, Kagura, Iroha, Tokiwa e Kagerou. Cada um com o seu passado e futuro distinto. Isto para dizer que o jogo tem sempre mais conteúdo e razões para voltarem uma e outra vez. Ou escolham a personagem que vos pareça mais apelativa e fiquem por aí. Para efeitos desta análise escolhi o Hayabusa, o amigo de infância, porque sou um lamechas e adoro reencontros e serendipidade. Ao longo de treze capítulos fui evoluindo a relação entre estes dois amigos até ao fim. Não há pornografia – fica a adenda.

O jogo não se limita a premir botões para avançar a narrativa; ocasionalmente também temos a possibilidade de efectuar escolhas que, embora não mudem o rumo da história, fazem com que o cortesão goste mais de nós. Cada opção tem uma pontuação, mas não há respostas erradas. No final consegui uma aproximação boa com o Hayabusa, mas não a suficiente para o final super feliz. Se quiserem ser perfeccionistas podem regressar a qualquer parte da história ou a qualquer diálogo da história e escolher novamente. Após o jogo podem escolher o capítulo também.

Relativamente aos aspectos técnicos de Yoshiwara temos uma interface simples com vários botões a servirem de atalhos acessíveis como quick save, quick load, save e load normais, fast forward, regressar a um diálogo anterior. O ecrã táctil também é usado. Os campos visuais e sonoros são do mais básico possível. Temos umas músicas bem genéricas a passar enquanto lemos e é só – este jogo não tem diálogos falados. Os gráficos limitam-se a ecrãs estáticos com paisagens ou retratos dos nossos cortesãos, não há muita variedade, mas a qualidade dos mesmos é excelente.


Podemos dizer que a versão da Nintendo Switch é a definitiva porque contém todo o conteúdo das versões anteriores, mas bem que podiam aproveitar estes ports para limar algumas arestas como a tradução dos textos que não era das melhores e ainda fui apanhado alguns erros de gramática. Não obstante, fiquei satisfeito com a experiência que me deixou com um sorriso nos lábios. Caramba, gosto mesmo de finais felizes. Agora fico a aguardar por mais novelas gráficas nesta consola que é só a consola ideal para os receber.

Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Nintendo Switch, gentilmente cedido pela D3 Publisher