Notícias

Análises

1 de fevereiro de 2018

Antevisão: Sea of Thieves


Embora tenha sido anunciado em 2015, confesso que nunca lhe prestei grande atenção. Recordo-me de o ver na última E3 e de torcer um pouco o nariz, mesmo sendo desenvolvido pela famosa Rare que nos trouxe grandes jogos no passado e mesmo este se basear num tema que gosto muito, a era dos piratas. Nestes últimos dias recebi acesso à beta privada para experimentar Sea of Thieves na Xbox One e em pouco tempo tornei-me fã. Esta é a história da minha jornada na pele de um pirata.

Julgo que todos os jogadores têm o prazer de serem surpreendidos quando estão com as expetativas baixas, eu não sou exceção alguma. Confesso que iniciei a beta mesmo naquela do “vamos lá ver que tal está isto”. Ao iniciar tive a oportunidade de escolher entrar num grupo de piratas online ou de jogar como um pirata solitário. Visto que este jogo é focado na vertente multiplayer, decidi entrar num grupo aleatório. Foi aqui que tudo começou a provar-me o quão errado estava o meu pensamento acerca de Sea of Thieves. Passei do "este jogo não parece ser grande coisa" para o "Ui? Que jogo genial"! Foi a minha reação mal comecei a dar os primeiros passos numa ilha no meio do oceano esbelto, colorido e meio cartoonesco que, ao mesmo tempo, se mostrava tão realista e detalhado como nunca tinha visto antes, juro.


Assim que comecei a aprender como se jogava (visto que não tinha qualquer tutorial), também comecei a aperceber-me de que Sea of Thieves realmente faz-nos sentir na pele o que é ser um pirata "de verdade". Em alguns barris, pude encontrar bananas que comia para encher a barra de saúde. No entanto comer demasiadas bananas sem qualquer motivo, faz com que o nosso pirata arrote que nem o Barney dos Simpsons. Noutros barris era possível encontrar tábuas de madeira, que inicialmente não entendia muito bem para que serviam, mas mais tarde tiveram utilidade. Enquanto passeava na ilha que julgava eu deserta, deparei-me com esqueletos que me atacaram sem hesitar e aí tive obviamente que sacar da minha espada para os derrotar. As armas que tinha à mão era uma espada, arma de fogo e uma sniper, com munições limitadas.

Nesta ilha meia deserta, os meus companheiros marinheiros já andavam em busca de tesouros e reputação e eu andava lá meio perdido. Nisto zarparam sem mim, um momento triste ver que deixaram o seu marujo para trás. Fui ao local onde o barco estava ancorado e encontrei uma sereia, aliás, era mais "sereio", porque era peixe da cinta para baixo e homem da cinta para cima. Este "sereio" leva-nos diretamente ao local onde se situa o nosso barco. Assim que pedi essa viagem ao estilo fast travel, voltei a estar junto dos meus piratas.


No barco encontrei detalhes completamente incríveis. As águas turbulentas do oceano batiam contra o nosso pequeno barco, encharcavam o chão todo e as ondas batiam com imensa força no casco. O nosso capitão ia ao leme, enquanto um tocava acordeão e eu, que tinha recolhido na ilha bolas de canhão, fui recarregando os canhões para algum caso de emergência. Algo de muito interessante foi um dos colegas avisar para não acender as lâmpadas do barco pois iria atrair a atenção de outros barcos. Os piratas com quem eu viajava já conheciam o mar como a palma da mão e não temiam o Adamastor, por isso pouco tempo levamos até chegarmos a um novo destino. Foi nesta nova ilha que me diverti ainda mais com este jogo.

Estávamos perto de uma nova aventura, aqui usamos o binóculo para ver se havia algum perigo à vista. Ao aproximar da costa, eis que avistamos um barco ancorado, ou seja, só podiam ser nossos inimigos obviamente. Primeiro ancoramos o nosso a uma boa distância, por detrás de umas rochas gigantes. Fomos a nado, evitando tubarões pois eles andam pelos mares e têm dentes aguçados. Mal chegamos ao barco, sorte a nossa, estava vazio e como somos piratas, demos-lhe o saque. Não é que tivesse grandes tesouros, mas ainda assim, o capitão quis aumentar a sua reputação de malandro e decidiu afundar o barco com dinamites. Quando rebentamos o barco por dentro fiquei fascinado com os detalhes, pois a água começou toda por entrar e aí percebi logo da importância de ter tábuas de madeira e a sua utilidade, tapar os buracos que se encontram no barco para evitar qualquer entrada de água e afundar o barco. E assim escapamos sem que o dono desse por ela, fugindo com um tesouro e voltando para a ilha dos piratas contrabandistas.


Quando chegamos ao nosso destino fomos vender os bens roubados para fazer dinheiro e ganhar reputação de piratas malandros. Adorei a experiência! Para finalizar, o nosso grupo de 4 piratas foi para a taberna festejar e eis que uma vez mais sou surpreendido por ver o capitão a emborrachar-se tanto que chegou ao ponto de "virar o barco" pela taberna toda e até na minha cara. Eu nem levei a mal, afinal de contas, estávamos a festejar e somos piratas mauzões que gostam de beber até cair para o lado. Arr!

Entretanto, experimentei também jogar a solo e, como seria de esperar, a experiência é incomparável, pois sentimo-nos tristes, fracos e perdidos. Nada como nos juntarmos com um bando de piratas, estabelecer metas juntos e partir em busca do tesouro One Piec... err, quer dizer, dos tesouros existentes em Sea of Thieves. A experiência foi soberba, tem tudo para ser um dos melhores jogos do ano e estou ansioso por poder voltar a jogar!

Sea of Thieves tem data de lançamento prevista para 20 de março de 2018 e é um exclusivo das plataformas Microsoft com Xbox Play Anywhere. Deixo-vos com o mais recente trailer.