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26 de janeiro de 2017

Overwatch: Guia para o Ano Novo Chinês do Galo


O novo evento sazonal do Overwatch é dedicado ao Ano Novo Chinês, que este ano é o Ano do Galo. Para celebrar este evento, há, como sempre, loot boxes sazonais com design a condizer, muitos coleccionáveis (já lá iremos) e um novo modo de Arcade - Capture the Rooster - inspirado pelos "capture the flag". Este evento está activo desde dia 24 e estará disponível até dia 13 de Fevereiro, o que tem dado indícios de que o próximo será dedicado ao Dia de São Valentim (será que iremos ver algo sobre a Mercy e Genji? Vamos aguardar...).

Coleccionáveis

Os coleccionáveis sazonais podem ser adquiridos de duas formas no jogo durante o período do evento: através de loot boxes (ganhas quando se sobe de nível, a cada 3 vitórias num máximo de 3/semana na Arcade, ganhando a primeira vez cada modo da Arcade ou comprando no Battle.net) ou comprando com dinheiro do jogo adquirido em loot boxes.

Quanto aos coleccionáveis propriamente ditos, as skins são sempre o grande destaque, sendo que neste evento seis são épicas e sete são lendárias. Todas as personagens têm uma nova voice line, dezoito têm um novo spray temático, existem sete novas victory poses, três emotes (Junkrat, Mei e D.Va) e três highlight intros (Mercy, Roadhog e Tracer). A Widowmaker continua a ser uma das personagens mais negligenciadas a nível de coleccionáveis exclusivos e só podemos esperar que os próximos eventos lhe tragam melhor sorte.

Skins épicas: Tracer, Mercy, Ana, Symmetra, Junkrat e Bastion

Skins lendárias: Roadhog, D.Va, Reinhardt, Winston, Zenyatta e duas da Mei

Victory poses: Bastion, D.Va, Roadhog, Ana, Sombra, Mei e Junkrat


Capture the Rooster

Esta nova versão do "Capture the flag" tem lugar apenas num mapa - Lijiang Tower - e é uma batalha de 6 contra 6 sem repetição de personagens. Cada equipa tem uma bandeira do seu lado do mapa, sendo que esta é capturada caso um membro da equipa adversária fique alguns segundos no local onde ela se encontra. Depois disto, o jogador deverá transportar a bandeira até ao seu lado do mapa sem morrer - se morrer os colegas de equipa poderão apanhar a bandeira e continuar o seu transporte. A primeira equipa a atingir três capturas ganha, sendo que a partida tem tempo limite e ganha quem tiver mais capturas caso nenhuma atinja os três pontos antes do tempo terminar (é possível haver empate).
A Blizzard já admitiu que tem usado os eventos sazonais para testar alguns modos de jogo (como o PvE do Junkenstein's Revenge durante o Halloween), pelo que se este evento correr bem, podemos esperar novidades no que toca a este modo de jogo.


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25 de janeiro de 2017

Atualização de Pokémon Bank para Sun e Moon já disponível!


Já se encontra disponível a atualização de Pokémon Bank, que a torna compatível com os mais recentes Pokémon Sun e Moon! Esta atualização vem acompanhada por outra, a de Poké Transporter, que permite (finalmente) transferir os Pokémon apanhados em Red, Blue e Yellow, para o Pokémon Bank. Deste modo será agora possível ter o National Pokédex completo, nos mais recentes jogos!

Mas esta não é a única notícia! De modo a celebrar a ocasião, quem aceder ao Pokémon Bank, após a atualização, receberá um Mewnium Z, um Z-Crystal especial que dá a Mew o ataque "Genesis Supernova"! São bons motivos para voltar a usar esta Box especial, mesmo que tenha um custo anual para a sua utilização.

Por isto, não estranhem se começarem a ver imensos Pokémon antigos a surgirem no GTS (e todas as trocas fascinantes que por lá vamos vendo). Se quiserem mais informações sobre Pokémon Bank, basta aceder ao site oficial [link].

(diagrama do funcionamento de Pokémon Bank e Poké Transporter)
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22 de janeiro de 2017

Nintendo Switch: As Perguntas Mais Frequentes (FAQ)

Apresentada no passado dia 13 de janeiro, a Nintendo Switch é a nova consola doméstica da Nintendo e vem com um interessante twist: a consola pode ser desacoplada da dock que a liga à TV, transformando-se numa portátil onde podemos continuar a jogar exactamente os mesmos jogos. Depois da apresentação oficial da consola (ver reportagem), muitas questões se levantaram acerca da mesma, algo normal de acontecer enquanto aguardamos pelo seu lançamento no próximo dia 3 de março. Por esse motivo, decidimos compilar algumas das questões mais frequentes que temos encontrado online e ajudar respondendo com informações oficiais.


Quanto custa e o que traz incluído na caixa?

O preço da consola não foi publicamente anunciado pela Nintendo, como aliás é prática comum, mas está a variar nas lojas portuguesas entre os 315 (em promoção) e os 330€. Por comparação, nos EUA o preço da consola é $299 sem impostos, o que seria em Portugal o equivalente a cerca de 280€ + 64,40€ de IVA a 23%. À data de lançamento, estarão disponíveis dois packs com diferente cores dos comandos Joy-Con: um com os dois comandos cinzentos, outro com um comando azul néon e um comando vermelho néon.

Também disponível com os dois Joy-Con cinzentos!
Dentro da embalagem, poderão encontrar a Consola Nintendo Switch e um par de comandos Joy-Con (L+R) nas cores já referidas, assim como a Base da Nintendo Switch para ligação à TV e o Suporte para Joy-Con "Joy-Con Grip" que permite utilizar os dois comandos como se fossem um só comando tradicional. A consola utiliza poucos cabos, trazendo um Carregador, para ligar à tomada a Base ou a Consola propriamente dita em modo portátil, e um Cabo HDMI para ligar a Base à TV. Finalmente, a embalagem inclui ainda duas correias para os Joy-Con, ideais para jogos com controlos por movimento ou que usem os botões laterais SL e SR.


Em que modos podemos utilizar a consola?

É bastante simples. No modo "TV" a consola está colocada na Base ligada à TV e permite-nos utilizar os Joy-Con nos seus diversos cenários. No modo Tabletop, a consola funciona como uma espécie de TV portátil que podemos colocar em qualquer superfície estável e jogar tal como se estivéssemos em casa. Já no modo Portátil ("Handheld") a consola funciona como qualquer outra portátil, com os Joy-Con acoplados nas laterais do ecrã. Na prática, o modo Tabletop e Portátil são semelhantes e oferecem a mesma performance, apenas têm diferentes cenários possíveis de interação.


O que são os comandos Joy-Con?

Estes pequenos comandos são a nova maravilha tecnológica da Nintendo e vêm recheados de botões e sensores, além do novo sistema de vibração "HD Rumble". O formato dos comandos foi pensado de forma a proporcionar a variedade de utilizações possíveis com a Nintendo Switch, podendo ser usados individualmente ou em conjunto como se fossem um só comando tradicional. Quando colocados no Suporte ou acoplados ao ecrã da Switch, oferecem uma configuração de botões semelhante à de consolas como a Wii U ou a Xbox One. Individualmente, podem ser utilizados na vertical como se fossem Wii Remotes ou na horizontal como se fossem comandos da SNES, mas com um analógico em vez do D-Pad.
Seja de que forma sejam utilizados, também funcionarão como sensores de movimento e acrescentar o já referido "HD Rumble". Este mecanismo de vibração permite transmitir sensações extremamente detalhadas nas mãos, equiparáveis a abanar um copo com cubos de gelo e sentir essas vibrações. Além destas caraterísticas, há algumas diferenças entre os dois comandos. O Joy-Con (L), do lado esquerdo, inclui um botão de partilha nas redes sociais. Já o do lado direito, Joy-Con (R), inclui o botão "Home" para aceder ao menu principal da consola e dois sensores adicionais, nomeadamente um sensor de NFC compatível com as figuras amiibo e uma câmara de infravermelhos capaz de detetar formas e movimentos e ainda calcular a distância dos objetos.

Na fase de lançamento, os Joy-Con estarão disponíveis em cinzento, azul néon e vermelho néon, e poderão ser comprados separadamente ou em conjuntos de esquerdo + direito. Também será possível adquirir em separado as correias para os Joy-Con nas mesmas cores.


Como é que se carregam as baterias? E qual a autonomia?

Sendo esta uma consola com uma grande vertente focada na portabilidade, a autonomia e a facilidade de carregamento são questões fundamentais. Felizmente, a Nintendo Switch vem equipada com uma entrada USB-C universal que permitirá facilmente carregar a consola tanto na Base como em modo portátil. A Nintendo garante que a consola em modo Tabletop e Portátil terá uma autonomia variável entre 2,5 e 6 horas, conforme os jogos em questão. No caso do jogo Legend of Zelda: Breath of the Wild, a duração estimada da bateria é de 3 horas. Embora isto seja suficiente para uma viagem de comboio Porto-Lisboa ou de avião Lisboa-Londres, por exemplo, para sessões mais longas de jogo será ideal ter à mão um powerbank. Segundo a Nintendo, uma Switch completamente descarregada levará 3h a carregar 100% de bateria.

Sendo uma consola com comandos destacáveis e sem fios, a autonomia destes é também uma questão importante. Os Joy-Con são carregados pela própria consola quando estão acoplados à mesma, seja em modo Portátil ou com a consola colocada na Base e têm uma autonomia estimada em cerca de 20h de bateria. Bastará então deixar os Joy-Con colocados na consola quando não se estiver a jogar para não se ter preocupações com a sua bateria.
Joy-Con Grip Joy-Con Charging Grip
Embora a consola traga incluído um Suporte para Joy-Con ("Joy-Con Grip"), este será apenas uma estrutura de plástico para colocar os Joy-Con num formato mais tradicional e não lhes carregará a bateria. Quem quiser carregar os comandos mesmo enquanto joga terá à disposição um Suporte de Carregamento para Joy-Con ("Joy-Con Charging Grip"), vendido em separado. Este suporte poderá servir para quem quiser comprar comandos adicionais e quiser carregá-los enquanto joga. Tal como a consola, o suporte de carga pode ser ligado via USB-C. O mesmo pode ser dito em relação ao Pro Controller, cuja autonomia está estimada em cerca de 40h de bateria.

Uma nota importante acerca do carregamento via USB-C. Infelizmente, no que diz respeito a cabos não oficiais, nem todos são de confiança, pelo que se recomenda alguma cautela ao comprar cabos adicionais para carregar a consola e/ou os comandos - optem sempre pelos certificados!


Vale a pena comprar o Pro Controller?

O Nintendo Switch Pro Controller é um comando alternativo aos Joy-Con que se vende em separado e oferece um layout mais convencional, com um posicionamento de botões semelhante aos comandos das consolas Nintendo GameCube e da Xbox. Neste aspecto, oferece os mesmos botões que os comandos Joy-Con, mas com a diferença que os quatro botões direcionais do Joy-Con (L) são aqui substituídos por um D-Pad típico da Nintendo, o que poderá ser melhor para alguns jogos.
Este comando é bastante confortável nas mãos e tem um design interessante com um aspecto translúcido que deixa observar alguns componentes no interior. Além disso, inclui os mesmos sensores de movimento e a tecnologia de vibração "HD Rumble" presentes nos Joy-Con, assim como um sensor de NFC compatível com as figuras amiibo. O comando tem uma bateria com uma autonomia estimada em 40h e pode ser carregado via USB-C, levando cerca de 6h a carregar dos 0 aos 100%.


O que é o botão de partilha?

Embora já fosse possível partilhar imagens de jogos da Wii U e da Nintendo 3DS através do browser das respetivas consolas, nunca foi uma solução prática para os fãs colocarem conteúdo dos seus jogos favoritos nas redes sociais. Desta vez, à semelhança do que acontece com a PlayStation 4, os comandos da Nintendo Switch incluem agora um botão de partilha que permitirão enviar conteúdo diretamente da consola para as redes sociais.

Numa primeira fase, será apenas possível partilhar screenshots dos jogos, permitindo personalizá-los com texto e stickers. No entanto a Nintendo já anunciou que tem planos para adicionar posteriormente a funcionalidade de partilha de vídeos através do mesmo botão. Ainda não se sabe quais as redes sociais suportadas pelo serviço, mas é de esperar que contenha as mais populares como o Facebook, Twitter e Youtube.

Por outro lado, o Miiverse, rede social da Nintendo utilizada na Wii U e 3DS, será descontinuado na Nintendo Switch embora continue disponível para os jogadores das consolas anteriores.


Region Free! E os jogos digitais?

Uma consola Nintendo Switch adquirida em qualquer parte do mundo permitirá correr jogos adquiridos em qualquer parte do mundo. Isto é óptimo para quem quiser importar jogos de diferentes regiões, especialmente no que diz respeito a lançamentos exclusivos do Japão ou dos EUA.

Já no que diz respeito à loja de conteúdos digitais, o acesso à eShop será condicionado à mesma região da Conta Nintendo associada ao utilizador. Por exemplo, se tivermos uma Conta Nintendo portuguesa, então iremos aceder aos conteúdos lançados na loja portuguesa/europeia com o peço em Euros, enquanto que se tivermos uma Conta Nintendo americana iremos aceder aos conteúdos lançados nessa região, com o preço em Dólares. A boa notícia é que a Switch irá suportar até 8 contas em simultâneo, permitindo-nos não só partilhar a consola com os familiares mas também ter contas adicionais em diferentes regiões. Está na altura de aprender japonês!


Como será o serviço online?

Ainda não se sabe muito sobre o serviço online, mas o pouco que é sabido já levantou imensas questões, principalmente porque será pago. A subscrição ficará disponível pela altura do outono de 2017, mas o preço ainda não foi revelado, assim como uma visão mais detalhada dos seus serviços. O lançamento do serviço online será feito de forma gradual à medida que a Nintendo acrescenta funcionalidades.

Todos os jogadores, quer estejam ou não subscritos, terão acesso à Nintendo eShop, possibilidade de adicionar Amigos e gerir a respetiva lista (não haverá os infames "Friend Codes"), partilhar screenshots dos jogos nas redes sociais e aceder à aplicação de gestão dos controlos parentais (ver vídeo).

Desde o lançamento da consola a 3 de março e até ao outono, decorrerá o serviço de experimentação gratuita da subscrição, que permitirá assim jogar online sem qualquer custo durante esta fase. No verão será lançada uma versão limitada da nova aplicação da Nintendo para dispositivos móveis com Online Lobby e Voice Chat, provavelmente para se utilizar com Splatoon 2. A aplicação irá permitir criar e planear sessões de jogo com amigos, assim como utilizar voice chat em jogos compatíveis, tudo a partir do smartphone. Assim, uma pessoa que transporte consigo a Switch em modo portátil poderá combinar uma sessão de jogo e dirigir-se ao hotspot Wi-Fi mais próximo para começar a jogar. O lado negativo é que, ao que tudo indica, estas funcionalidades não virão integradas na própria consola.

A partir do outono, entrará em vigor o sistema de subscrição, que poderá ser pago à mensalidade ou através de uma taxa anual, com valores ainda por definir. A subscrição será obrigatória para se poder jogar online na maioria dos jogos, assim como para utilizar a aplicação de Online Lobby e Voice Chat. Como benefícios, a Nintendo irá oferecer mensalmente acesso ao download de um jogo NES ou SNES com novas funcionalidades online integradas, que poderá jogar gratuitamente durante esse mês. No final do mês, o jogo gratuito será substituído por outro. Outro dos benefícios será o acesso a promoções exclusivas em jogos e conteúdos descarregáveis. Se a subscrição compensa ou não irá depender muito dos valores que a Nintendo pedir pela mesma.


Atualização [27/01/2017]: A Nintendo divulgou as especificações da consola na sua página oficial da Nintendo Switch!
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20 de janeiro de 2017

Dragon Quest VIII: Journey of the Cursed King


A primeira vez que ouvi falar em Dragon Quest foi em 2006, altura em que a série se estreava em território europeu com o lançamento de Dragon Quest VIII para a PlayStation 2. O estilo artístico inconfundível de Akira Toriyama, as reviews que lia e as opiniões que ouvia diziam-me que era um jogo que iria adorar. Não possuindo a consola na altura, acabei por eventualmente adquirir uma cópia do jogo na esperança de um dia ter tempo e dinheiro para adquirir uma consola e jogá-lo. A oportunidade nunca surgiu, o meu primeiro contacto com a série seria mais tarde com o remake de Dragon Quest V na Nintendo DS - e que jogo incrível foi esse!

Desde então comecei a acompanhar a série e admirar a forma como se especializou em mudar o menos possível ao longo de diversas iterações. Pelo meio modernizou-se, acrescentou inimigos no mapa para acabar com as "random battles", mas sempre se manteve fiel a um espírito muito característico de todos os Dragon Quest. Viria então reencontrar-me agora com Dragon Quest VIII, mais de uma década depois, graças a esta adaptação para a Nintendo 3DS.

   

Em Dragon Quest VIII, acompanhamos de perto a história do rei Trode, que se vê amaldiçoado por um maléfico bobo da corte chamado Dhoulmagus. O rei, transformado num troll, e a princesa Medea, transformada numa égua, assistem à destruição de todo o reino a que apenas um soldado escapa ileso - este sim, o nosso personagem. O grupo parte em perseguição do malvado Dhoulmagus, apenas para descobrir a cada nova cidade que chegaram tarde demais e que ele já espalhou um pouco mais de caos e destruição. E é assim, de cidade em cidade, masmorra em masmorra, que vamos avançando na história à medida que exploramos o mapa dos quatro continentes deste mundo de fantasia.

Parte da magia de Dragon Quest está na forma como mantém a história fresca e interessante ao apresentar-nos um novo problema assim que chegamos a um novo local, geralmente relacionado diretamente com o problema "principal" que serve de mote à aventura. A mestria com que isto é feito ao longo de gerações faz com que jogar agora Dragon Quest VIII seja tão interessante como quando foi desenvolvido originalmente, mesmo que seja uma estrutura linear e, dirão alguns, antiquada. A qualidade dos diálogos e o sentido de humor dos personagens fazem um bom equilíbrio com a seriedade que esperamos dos melhores jogos de RPG, dando a este jogo tanto de dramático como de divertido. No fim de contas, é a diversão que fica connosco, mas durante a aventura é impressionante a quantidade de temas sérios que são abordados nas pequenas tragédias dos personagens que encontramos.

   

A adaptação à Nintendo 3DS trouxe algumas novidades, sendo a que mais salta à vista são os monstros visíveis nos cenários, não havendo mais "random battles" no jogo. O combate em si permanece igual e permite controlar as ações de todos os personagens individualmente ou atribuir-lhes táticas para que combatam automaticamente. No entanto, agora há mais personagens jogáveis que se podem juntar à equipa, mais masmorras para explorar e uma história mais aprofundada para o herói e o vilão. Num jogo que já de si tinha uma grande longevidade, acrescentaram ainda mais conteúdo para se jogar após o fim da história, fazendo deste um RPG muito bem recheado para os apreciadores do género.

Visualmente, o jogo coloca-se numa posição curiosa, sendo muito mais detalhado que a anterior adaptação do Dragon Quest VII, mas também perdendo aquela sensação de "gráficos 3DS" que a caraterizavam. Esta adaptação é bastante fiel ao original da PS2, sacrificando naturalmente na resolução do ecrã e no detalhe dos cenários, mas compensando em cores vivas que se adequam ao formato da portátil. Funciona muito bem e ao fim de algum tempo começa a parecer-nos um jogo nativo da Nintendo 3DS, mesmo se lado a lado fica bastante aquém do original.

Quanto à banda sonora, perdemos as faixas orquestradas que se encontram na versão japonesa do jogo para a 3DS, ficando o Ocidente com a versão em MIDI que, francamente, não é a mesma coisa mas também não soa mal. Por outro lado, o excelente "voice acting" caraterístico da versão PS2 mantém-se neste jogo e continua a ser uma peça fundamental no apelo destes personagens com os seus variados sotaques.


Dragon Quest VIII pode ser um clássico da PS2 e ainda por cima uma adaptação que demorou quase 2 anos a chegar à Europa depois de ter saído no Japão, mas não é de todo um jogo envelhecido. A história é deliciosa e o seu desenvolvimento é dos melhores da série, com personagens fascinantes a surgir uns atrás dos outros à medida que se vai jogando. Um RPG de excelência que vem apenas reforçar o catálogo da 3DS que já por si é bastante forte nesta área. Acima de tudo, é um RPG extremamente divertido e colorido com o potencial de converter novos jogadores em fãs de Dragon Quest à espera de novos lançamentos!
Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Nintendo 3DS, gentilmente cedido pela Nintendo.
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19 de janeiro de 2017

Fire Emblem Direct: novos jogos anunciados!


Pouco tempo depois da apresentação da Nintendo Switch, recebemos a notícia de um Fire Emblem Direct, que encaixou perfeitamente após o anúncio de um Warriors para a Switch. Menos esquecido estava também a necessidade de novidades relativas ao jogo para dispositivos móveis, que tinha sido anunciado juntamente com Animal Crossing. Envolvido em alguns rumores, já tínhamos mais ou menos ideia com o que contar, contudo tivemos direito a algumas surpresas!


A apresentação começou em forte com o anúncio de Fire Emblem Echoes: Shadows of Valentia para a 3DS, com lançamento marcado já para o próximo dia 19 de maio! Este é um remake do clássico Gaiden para a Famicon, que nunca chegou a solo europeu, e será agora lançado juntando a experiência clássica do jogo, às novidades que vimos em Awakening e Fates, com diálogos com voz e os visuais 3D a que já estamos habituados.


Existem ainda algumas novidades, como elementos de exploração em masmorras, e outras que estão por revelar. Sendo um remake de um clássico da série, a experiência será ao estilo do que os fãs mais tradicionais estão habituados (e talvez prefiram), e uma boa oportunidade para os que conheceram a série devido ao Awakening. Serão ainda lançados novos Amiibo de ambos os protagonistas do jogo, Alm e Celica, cuja data ainda está por revelar.


Já prestes a chegar está Fire Emblem Heroes, a estreia da série em dispositivos móveis, com lançamento marcado para o próximo dia 2 de fevereiro de graça! (data que inicialmente fora confirmada apenas para Android, mas ao que tudo indica, será também lançado para iOS) Este será um jogo bastante fiel à série, onde a estratégia e o sistema "pedra, papel, tesoura" é extremamente vital para o desenrolar do combate. Contudo tem em conta o formato mobile, com batalhas mais curtas e mapas com uma grelha bastante mais reduzida, quando comparado com a série.

Conta também com uma história original: dois reinos estão em conflito, e o nosso papel como jogador é criar um exército, convocando heróis da série Fire Emblem, entre novos personagens. Todos os personagens contam com ilustrações animadas, onde vários artistas convidados serão o responsáveis pelas mesmas. De modo a preparar o lançamento do jogo, já está disponível o evento Choose Your Legends [link: https://events.fire-emblem-heroes.co.uk/vote], onde é possível escolher uma personagem da série que gostaríamos de ver em Heroes. O que tiver mais votos estará então presente no jogo, posteriormente.


O modo de obter personagens é semelhante ao que podemos já encontrar em vários jogos ao estilo RPG, disponíveis para o mercado mobile. As personagens são desbloqueadas a custo de uma "moeda", as Orbs, obtidas tanto ao progredir no jogo, como comprando através de micro-transações. Contudo estas são obtidas aleatoriamente, e cada personagem tem um Rank que indica a sua força, este que pode ser aumentado à medida que vai ganhando experiência.

Estarão disponíveis ainda outros modos, para além da história principal, ideais para subir o nível dos nossos personagens favoritos, e muito possivelmente o modo ideal para conseguir as preciosas Orbs, para desbloquear mais personagens. Após o lançamento do jogo serão lançados mais conteúdos e personagens, disponibilizados gratuitamente.


Voltando um pouco atrás, tivemos mais informações sobre Fire Emblem Warriors, anunciado previamente para a Switch mas agora, também, para a New 3DS! Com lançamento previsto para este outono, é um jogo ao estilo de Hyrule Warriors, e também feito pela equipa da KOEI TECMO GAMES responsável por esse jogo. Contudo pouco mais sabemos sobre ele, sendo que pudemos ver Chrom a desvastar, por completo, vários soldados.

Falando um pouco da Switch, esta verá o regresso da série Fire Emblem às consolas domésticas, com um título a ser lançado em 2018, sem quaisquer informações adicionais. Atendendo a versatilidade da consola, estamos perante um lançamento que poderá juntar a qualidade de um home-system, à portabilidade dos Fire Emblem que foram lançados para as portáteis, algo que cativou imenso o público do jogo.

Estas foram as novidades do Fire Emblem Direct, que anunciaram o lançamento de 3 jogos para este ano, tal como o primeiro jogo da série principal, a ser lançado em 2018 para a Switch. É bastante bom ver esta aposta na série, que esteve para ser extinta, caso Awakening tivesse sido completamente ignorado!

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Candle


Candle é um dos jogos mais interessantes que me vieram parar às mãos para analisar em 2016. Desenvolvido pela Teku Studios e disponível para PC, via Steam, Candle é maioritariamente uma aventura gráfica, se bem que contém muitos elementos que seriam pertença de um jogo de plataformas.

A história de Candle é bastante simples, colocando-nos na pele do jovem Teku, o qual busca resgatar o xamã da sua aldeia, das garras da tribo guerreira dos Wakcha. Contudo, Teku e o resto da sua tribo são pacifistas, o que não abona muito a seu favor. A compensar a falta de espírito guerreiro, Teku usa a sua inteligência como arma, usando o cenário e o subterfúgio como forma de combater os mais fortes e ferozes Wakchas.


O jogo implica, portanto, a resolução de determinados puzzles, de forma a permitir a nossa progressão para o próximo cenário e com isso avançar na história. Os ditos puzzles são bastante inventivos e de dificuldade crescente, podendo ir de meras questões de física, a combinação de cores. Para além disso, e porque Teku não dispõe de capacidades ofensivas, a resolução de puzzles é a forma do nosso jovem protagonista se libertar dos diferentes inimigos que possam surgir pelo caminho. A jeito de exemplo temos: o caminhar sorrateiro, como forma de empurrar um Wakcha precipício abaixo, o uso da chama para afastar perigosas criaturas anfíbias e a utilização de pequenos insectos para distrair predadores esfomeados.

A chama, de entre todos os itens que iremos encontrar, tem particular relevância. É com ela que se inicia o jogo, uma vez que a nossa aldeia é incendiada pelos Wakchas. É através dela que iremos gravar o nosso progresso (juntamente com um círculo de pedra). É com ela que iremos iluminar o nosso caminho ou, como já foi referido, afastar certos inimigos. É, igualmente, através da chama que podemos activar certos mecanismos, de forma quase mágica. Contudo, é necessário ter cuidado, pois o uso da chama pode alertar os inimigos para a nossa presença, o que resultará num game over quase instantâneo. De salientar, que para além do típico Save Point, Candle faz Checkpoint automático no último puzzle que tivermos resolvido. Os controlos de Candle não poderiam ser mais simples, com um botão designado para o salto, outro para correr e para nos movimentarmos e um último para o uso dos itens.  Para além do jovem Teku, Candle tem uma interessante panóplia de personagens, com a sua linguagem de natureza pictórica. Estas, que vão desde uma barqueira a um coleccionador, servem como auxiliares na nossa aventura.


Um dos aspectos mais importantes de Candle é o seu aspecto visual. Com cenários coloridos e bastante variados, Candle parece-nos como que um desenho animado tornado realidade, misturando influências visuais das menos badaladas mitologias sul-africanas e oceânicas. O narrador e a música vêm apenas reforçar essa sensação de estarmos a vivenciar uma qualquer saga mitológica, ao leme de um protagonista que prima pela sua simplicidade.

Na verdade, Candle faz-me recordar, tanto a nível do jogabilidade, como ao nível gráfico, com uma outra aventura gráfica que tive o prazer de jogar em 2007. Falo de Zack and Wiki para a Wii. Candle é muito similar a esse clássico moderno da Capcom. Em suma, Candle é um bom jogo. Nem muito fácil, nem muito difícil. Um must have para fãs de mitologia e de aventuras gráficas.
Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para Steam, gentilmente cedido pela Daedalic Entertainment
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18 de janeiro de 2017

Gravity Rush 2

Gravity Rush foi um dos títulos incontornáveis da PS Vita e ainda hoje é recordado como um dos poucos que realmente tiravam proveito das capacidades da consola. Felizmente, o SIE Japan Studio percebeu a qualidade do jogo que tinha em mãos e não só o adaptou para a PS4 como lançou agora uma digna sequela para este título capaz de nos fazer perder o chão.

Gravity Rush 2 é a continuação da história do primeiro jogo, onde a protagonista Kat se vê forçada a trabalhar nas minas visto que está desprovida dos seus poderes gravíticos. Felizmente, em pouco tempo se irá reunir novamente com o gato Dusty que a tornará novamente numa "gravity shifter" e aí sim, a aventura começa a descolar. Do ponto de vista da história, este começo lento permite-nos ter uma nova perspetiva sobre a protagonista que se encontra numa posição vulnerável, mas em vários momentos do jogo sente-se a narrativa a "arrastar-se" de forma propositada. Jogadores que não tenham jogado o primeiro título ou simplesmente queiram saltar para a ação irão achar o ritmo da história um pouco lento, mas em compensação a sua apresentação em vinhetas ao estilo "comic book" torna-a um pouco mais interessante.


Há muita história e até política, com a temática das lutas de classes a destacar-se quando os mais favorecidos vivem, literalmente, acima dos mais pobres, mas o cerne do jogo é mesmo a sua ação intensa no espaço 3D graças ao controlo da gravidade. Com um simples premir de um botão, Kat irá "cair" na direção para a qual estiver virada, podendo-se cancelar a queda a qualquer momento com outro botão. O deslocamento resume-se a escolher uma direção, cair, parar e escolher nova direção. Essa é também a base do combate, que nos fará "cair" a alta velocidade com um pé em cima dos inimigos. Como se pode reparar facilmente ao ver imagens e vídeos do jogo, o departamento gráfico é um dos seus pontos fortes, com estilo animé, cores néon e grandes contrastes. Visualmente é simplesmente deslumbrante!

Aliando estes fantásticos visuais à liberdade de movimentos só podíamos ter uma fórmula vencedora. A jogabilidade é intensa e, embora fácil de aprender, difícil de dominar. Por vezes pode ficar confuso em batalhas com inimigos a surgir de todo o lado, mas as vantagens de tanta liberdade de movimentos ultrapassam de longe as dificuldades. Quando se domina os controlos, é realmente divertido jogar Gravity Rush 2, até mesmo nas missões menos interessantes. Infelizmente, quando estamos no chão a acompanhar sequências de história, há uma grande quebra no ritmo do jogo. Nada como regressar ao ar!


Gravity Rush 2 pode não estar a liderar as tabelas de entusiasmo dos fãs da PlayStation, mas isso é uma pena pois esta é uma oferta sólida com muito mais conteúdo que o jogo que lhe precedeu. Um jogo colorido e vibrante com uma jogabilidade viciante, que peca apenas por não trazer missões mais interessantes mas ainda assim se recomenda a quem procura um bom jogo de ação na PS4.
Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo gentilmente cedido pela SIEE.
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16 de janeiro de 2017

Estreia Mundial da Nintendo Switch. Lançamento a 3 de Março de 2017!


Na passada sexta-feira, 13 de janeiro, a Nintendo apresentou formalmente ao mundo a sua nova consola, Nintendo Switch. A apresentação foi transmitida diretamente de Tóquio às 4h00 da madrugada de Portugal, e abordou as caraterísticas da consola, assim como os jogos em desenvolvimento e cujo lançamento está previsto até ao final de 2017. A consola propriamente dita chega às lojas já no dia 3 de março de 2017, com The Legend of Zelda: Breath of the Wild a liderar a oferta de software. A apresentação, legendada em Português, pode ser vista já de seguida:


No final da apresentação, os fãs tinham alguns "mixed feelings", muito por causa da expetativa gerada ao longo dos últimos meses recheados de rumores e especulação. Os pontos mais controversos desta apresentação foram a reduzida oferta de jogos no dia de lançamento, com apenas o novo Zelda e o novo party game 1 2 Switch no que diz respeito a títulos da Nintendo, assim como o preço na Europa que se revelou superior ao dos restantes territórios. A notícia de que a consola irá ter um serviço online pago à semelhança do que as outras marcas fazem com os seus sistemas também não caiu bem na comunidade de fãs que sempre usou a Nintendo como exemplo de que os custos dos serviços online devem ser suportados pelas marcas - falta ainda saber ao certo quais os planos de preços e regalias deste serviço.

Mas nem tudo foram dissabores, com muitas novidades interessantes em relação à consola. A primeira é que os Joy-Con são comandos recheados de tecnologia impressionante, com sensores de movimento, câmara de infra-vermelhos e um inovador sistema de vibração "HD" capaz de fazer as mãos sentirem coisas que não estão lá. E se o público-alvo destas funcionalidades não é necessariamente o tradicional fã da Nintendo, para estes houve o anúncio do novo Super Mario Odyssey que levará o Mario numa aventura "sandbox" fora do Mushroom Kingdom onde visitará mundos com ambientes e até estilos artísticos muito distintos. O jogo chegará no Natal de 2017, mas ainda não estava disponível para experimentação nos eventos de apresentação da consola. Outros destaques da apresentação que não estavam disponíveis para experimentar foram títulos como o impressionante Xenoblade Chronicles 2, sequela do original para a Wii, e Dragon Quest XI, dois títulos que irão assegurar as alegrias dos fãs de jogos RPG japoneses.


No mesmo dia, a Nintendo of Europe organizou um grande evento de lançamento em Londres, no Eventim Apollo, sala de espetáculos que já havia acolhido concertos como The Legend of Zelda: Symphony of the Goddesses. O evento, restrito à imprensa no dia 13 de janeiro mas aberto a fãs (sob convite) durante o fim de semana, permitiu experimentar em primeira mão várias das novidades da consola, incluindo os principais títulos que serão lançados até ao verão. A nível de jogos da Nintendo, era possível jogar o novo The Legend of Zelda: Breath of the Wild, 1 2 Switch, ARMS, Snipperclips, Mario Kart 8 Deluxe e Splatoon 2. Já a nível third-party, estavam disponíveis os jogos Sonic Mania, Ultra Street Fighter II, Skylanders Imaginators, Super Bomberman R, FAST RMX, Just Dance, Has Been Heroes e Disgaea 5 Complete.

Lançamentos Europeus anunciados para 2017.
Um catálogo variado, mas que soa escasso quando pensamos que pouco mais foi revelado para este ano - praticamente só conhecemos jogos que serão lançados até ao próximo verão. O grande foco do evento, no entanto, era dar a conhecer as diferentes formas de interação que a consola oferece, o que parece ser a estratégia da Nintendo para esta fase de lançamento.

   

1 2 Switch ocupava o centro do espaço e com boa razão. Este é o título de lançamento que melhor demonstra as capacidades tecnológicas dos Joy-Con através de vários minijogos para dois jogadores. Ao contrário de Wii Sports na Wii  e NintendoLand na Wii U, 1 2 Switch será vendido em separado da consola, decisão que poderá levar muitos jogadores a ignorá-lo com o preconceito de que é apenas mais um "party game". A novidade aqui é que a maioria dos jogos não precisam sequer de utilizar o ecrã, graças à sensibilidade permitida pelos Joy-Con. No papel parece "treta" mas nas mãos é mesmo impressionante: o exemplo em demonstração torna o comando numa caixa com esferas no interior, que o jogador terá de movimentar e analisar para contar quantas são. Outros jogos fazem os jogadores olharem-se nos olhos para um duelo western ou para um desafio de dança. É awkward e divertido ao mesmo tempo, especialmente porque não conhecia as assistentes de lado nenhum e de repente estavamos frente a frente a mungir uma vaca virtual. 1 2 Switch tem tudo para ser um óptimo quebra-gelo em festas com amigos.


The Legend of Zelda: Breath of the Wild dispensa apresentações e é sem dúvida o principal motivo para comprar uma Switch no dia de lançamento. A demo do evento oferecia o mesmo conteúdo que já tinha experimentado na Wii U após a E3 2016, embora com melhores texturas nos cenários e também uma grande melhoria a nível de cores, contraste e profundidade de campo. Não foi possível confirmar se estas melhorias se devem à consola ou também foram entretanto aplicadas à versão Wii U do jogo. Por esta altura, é impossível subir ainda mais o entusiasmo por este jogo, ainda para mais com o trailer revelado no final da apresentação da consola. Felizmente estamos a meras semanas do lançamento oficial, pelo que a espera será breve. Entretanto, podem ver o nosso vídeo de jogabilidade da versão para a Switch aqui.


Splatoon 2 foi uma óptima surpresa da apresentação e promete manter-nos frescos já no próximo verão, com uma sequela ao jogo mais popular da consola que antecedeu a Switch. O novo jogo, além de novos estilos de moda para os personagens (os fãs sabem que isto é importante), inclui novas armas e novos movimentos, enriquecendo bastante a experiência e tornando o jogo mais competitivo. Agora será possível jogar facilmente quer seja em modo TV ou portátil e com os Joy-Con ou o Pro Controller, tanto online como em rede local com várias consolas. Um aspecto muito positivo da sessão de demonstração foi reparar que os assistentes estavam a tirar notas sobre o feedback dos jogadores, mostrando o interesse dos criadores em oferecer a melhor sequela possível. Vejam o nosso vídeo de jogabilidade aqui.


ARMS é o novo IP da Nintendo e ambiciona trazer aos jogos de luta a frescura e cor que Splatoon trouxe aos jogos de tiros. Este jogo de combate para um ou dois jogadores requer um par de comandos Joy-Con por jogador, pois funciona com base nos controlos por movimentos para controlar a direção e intensidade dos socos. Isto não é nenhum Wii Boxing, é um jogo com bastante técnica que tira proveito da grande precisão dos novos comandos e permitirá também jogar online. Os personagens têm um design muito carismático e o ambiente de jogo faz lembrar um pouco o Splatoon e Overwatch, mas resta saber se os apreciadores de jogos de luta competitivos vão ter interesse num título controlado por movimentos.


Mario Kart 8 Deluxe é uma espécie de "Game of the Year Edition" do clássico da Wii U, num pacote especial que inclui todos os conteúdos DLC já lançados e ainda alguns novos personagens como os Inklings do Splatoon e o Bowser Jr., além de um reformulado modo de batalha em arenas ao estilo dos jogos anteriores - era uma grande omissão de Mario Kart 8. O jogo explora todas as possibilidades de multijogador da Switch, desde partilhar os Joy-Con para jogar a dois em split-screen ou até 4 jogadores com 4 comandos numa só consola (aqui é melhor usar a TV), a 8 jogadores em simultâneo em modo de rede local - quem já jogou Mario Kart 7 na 3DS com amigos saberá o quão espetacular pode ser esta experiência. Mesmo a jogar em modo portátil, o jogo corre a 60fps sem qualquer problema, pelo que se pode considerar que esta seja a edição definitiva de Mario Kart 8.

Satoru Shibata
O ambiente do evento era excelente, não só pela novidade dos jogos que estavam a ser apresentados mas também pela simpatia de todo o staff da Nintendo, incluindo o próprio presidente da Nintendo of Europe, Satoru Shibata, com quem tive o privilégio de trocar algumas palavras. A sua simpatia é contagiante! Além disso, o evento também serviu para troca de impressões com outros jornalistas nacionais e internacionais, onde se percebeu o fascínio coletivo pela tecnologia dos comandos da Switch ao mesmo tempo que partilhavam preocupação em relação ao catálogo de lançamento. Ainda não é tarde demais para a Nintendo lançar um bundle da consola com o 1 2 Switch, pois não?

De uma forma geral, fiquei realmente impressionado com as capacidades da consola e com a qualidade dos jogos que oferece em modo portátil - em modo TV já esperaria que ultrapassasse a Wii U, mas o salto qualitativo de jogar Mario Kart 8 no GamePad da Wii U para jogar Mario Kart 8 Deluxe numa Switch em modo portátil é enorme! Por outro lado os primeiros meses após o lançamento parecem mais focados em apelar aos fãs da Nintendo do que ao público mainstream, o que pode dificultar o sucesso imediato da consola no mercado. Esperemos que não!

Entretanto, fiquem com a nossa reportagem do evento em vídeo:

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