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7 de dezembro de 2017

Cat Quest


Já imaginaram um Zelda em que o Link é um gato? Cat Quest bebe muita inspiração da série Legend of Zelda. Em vez de salvar uma princesa, temos de salvar a nossa irmã, como em Wind Waker, e no início damos à costa, como sucede em Link’s Awakening, mas não se preocupem pois o jogo também tem a sua originalidade. E gatos!


Tudo se passa no continente vasto de Felingard, carregado de aldeias, montanhas e inimigos que fazem parte desta aventura do nosso protagonista com um poder especial. Ficamos a conhecer que somos descendentes dos Dragonblood, guerreiros ancestrais poderosos que deixaram de existir.  Até que um dia navegamos pelo mar dentro, juntamente com a nossa irmã, através duma tempestade furiosa onde damos de caras com um misterioso gato branco que nos rapta a irmã. O nosso pequeno barco naufraga e acabamos por dar à costa. Assim que acordamos, encontramos um pequeno espírito, bem ao estilo da famosa e chata Navi do Ocarina of Time, que nos guiará pelo jogo fora dando conselhos importantes, mas sem nos aborrecer muito como acontece no outro jogo - Hey! Listen!

Quando nos apercebermos de que temos uma marca de nascença na nuca, descobrimos que somos de facto descendentes dos Dragonblood e o nosso papel nesta vida é maior que alguma vez imaginamos. Eis que a nossa aventura se inicia e, enquanto procuramos pela nossa irmã para a salvar das garras do malandro do gato branco, vamos ajudar muitos gatos que vivem momentos de desespero. Felingard tornou-se um local perigoso para se viver e desfrutar da paz, rodeado de monstros e dragões que temos de derrotar para tornar este reino mais pacífico. Assim sendo, tal como em qualquer outro RPG, as missões secundárias são imensas, algumas um pouco repetitivas, mas outras interessantes. Exploramos várias cavernas, cada uma com os seus níveis de dificuldade, pois Cat Quest conta com um sistema de níveis e, conforme vamos lutando, vamos ganhando experiência para ficar mais fortes e capazes para enfrentar as lutas que exigem níveis altos.


A liberdade é vossa, podem seguir a estória, ou simplesmente explorar todo o reino de Felingard e isso é gratificante pois é inesperadamente gigante. Ninguém vos obriga a seguir a campanha, podem explorar, fazer missões secundárias e visitar aldeias. Nas aldeias encontramos as missões secundarias que estão afixadas num memo para quem as quiser aceitar. São vários pedidos de ajuda, todos eles servem para aumentar as habilidades do nosso gato herói. Algumas recompensas são armas, outras são equipamento, ou seja, armaduras que nos protegem de certas partes do corpo, com isso, teremos de ter em atenção às estatísticas pois alguns aumentam a saúde mas diminui os pontos de mana, com isso é preciso escolher de forma sábia e o que pretendemos equipar para nosso benefÍcio nas lutas que nos esperam em Felingard.

Mas o nosso gato herói não dá uso apenas à sua espada, é possível usar varinhas mágicas. É óbvio que a magia gasta mana, logo, para recuperar mana temos de derrotar inimigos com ataques melee. Existem vários tipos de magia a serem usados. Podemos usar magia para nos curar as feridas, usar magia para queimar os inimigos ou eletrificar o que nos rodeia. Estas magias podem ser usadas enquanto atacamos os inimigos com a espada, tornando as coisas mais fáceis e igualmente divertidas, ao ponto de fazermos combos. Claro que alguns inimigos são mais resistentes ou vulneráveis a certas magias, temos de ter em conta isso.


A jogabilidade é acessível para todas as faixas etárias e a sua aparência colorida e recheada de detalhes certamente agrada a todo o público. Cat Quest tem tudo para agarrar miúdos e graúdos ao comando. É um jogo que recomendo bastante apesar do jogo ser minimamente fácil, nunca deixa de ser agradável de se jogar e consegue ser viciante.

Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a PlayStation 4, gentilmente cedido pela PQube.