Notícias

Análises

8 de novembro de 2017

Xbox One X


XbOX. A curiosa sigla que permite abreviar o nome da nova Xbox One X é o mesmo conjunto de letras com que a Microsoft se estreou no mercado das consolas em 2001. Esta é a terceira iteração física da geração "Xbox One", depois do modelo original lançado em 2013 (2014 em Portugal) e a Xbox One S que lhe sucedeu em 2016. Agora, a One X apresenta-se como "a consola mais poderosa de todos os tempos", mas será esta a definitiva Xbox?

Por cortesia da Microsoft, tive ontem a oportunidade de experimentar a consola durante cerca de duas horas, podendo assim não só apreciar o hardware mas também atestar a qualidade gráfica de alguns jogos optimizados para a mesma. "Xbox One X Enhanced" é a nova catchphrase a ficar atento, pois significa que o jogo em questão irá tirar partido das capacidades desta nova consola.


A primeira impressão deixada pelo hardware foi bastante positiva. O design da consola é austero e bastante compacto, com uma textura mate bastante agradável ao olhar e ao toque, pelo que ficará bem em qualquer sala de estar. Por outro lado, não me lembro de ter pegado numa consola tão pesada, o que transmite a sensação de que houve aqui um grande trabalho de engenharia para encaixar todos os componentes no seu interior. Felizmente, a caixa está repleta de ventilação para manter o sistema a temperaturas aceitáveis. Já o comando é bastante idêntico aos modelos anteriores, mas aqui não haveria muito a melhorar de qualquer forma - desde a 360 que os comandos da Xbox são bastante confortáveis.

De entre os jogos que tinha disponíveis, optei por experimentar dois jogos novos, como o Forza Motorsport 7 e Call of Duty: WWII, e um mais antigo, Gears of War 4. Naturalmente, a Microsoft tinha o setup ideal para esta sessão, com uma TV 4K de dimensões generosas para que se pudesse apreciar bem o nível de detalhe gráfico proporcionado pela One X. Tanto o Forza como o Call of Duty foram bastante impressionantes à sua maneira. O primeiro pelo detalhe dos cenários, que por vezes me fazia distrair da corrida só para apreciar as paisagens. Os veículos já eram bastante impressionantes a jogar em 1080p, mas os cenários, com esta atualização, realmente ficam outra coisa. Já o CoD impressionou pelos efeitos de partículas e o fotorrealismo que, se não fossem as animações das caras, iria parecer mesmo um filme.


Já com o Gears of War 4, a experiência foi um pouco diferente. Embora o gameplay estivesse bastante polido, a imagem era consideravelmente menos impressionante que a dos outros dois títulos. O pior foi que, durante as sequências de vídeo, era notório que estavam a ser esticadas para 4K. Irónico, termos chegado a um ponto em que as cutscenes podem desapontar quando comparadas com o jogo propriamente dito a correr. Isto é uma boa chamada de atenção, pois nem todos os jogos "Xbox One X Enhanced" irão ter o mesmo nível de optimização.

Felizmente, a lista de jogos optimizados é boa já no dia de lançamento e só tende a aumentar com o passar do tempo. Títulos que não posso deixar de destacar são os novos Middle-Earth: Shadow of War (Warner Bros.) e Assassin's Creed: Origins, ambos com atualizações bastante pesadas disponíveis para texturas e sequências de animação com os melhores gráficos possíveis. Aliás, será algo comum a todas estas atualizações, downloads pesados a exigir bastante espaço em disco, pelo que 1 TB de memória poderá não ser suficiente para o catálogo de muitos jogadores.

Algo que não tive oportunidade de testar foi a técnica de supersampling, que permite a consola renderizar os jogos em 4K e fazer downscale para 1080p para correr nas HDTVs tradicionais com uma qualidade superior à que teríamos numa Xbox One anterior. Ainda assim, não me parece que seja motivo suficientemente forte para justificar o upgrade da consola caso não se tenha um televisor 4K.


Com um preço de lançamento na barreira psicológica dos 499€, a Xbox One X apresenta-se como um modelo "premium" da plataforma, pensado principalmente nos jogadores que procuram a maior fidelidade gráfica possível. Chamam-lhe um monstro e, se comparar o output de uma consola de 500€ com o de um "gaming laptop" de 1400€ servir de referência, então o que temos aqui é mesmo um monstro. Se vale ou não a pena, dependerá principalmente de ser ter ou não um televisor 4K - caso contrário a Xbox One S será uma óptima alternativa a quem quer ter uma Xbox. Não é, nem pretende ser, uma consola de nova geração, mas é sem sombra de dúvida a derradeira Xbox One.