Notícias

Análises

23 de novembro de 2017

School Girl / Zombie Hunter

Algumas pessoas sabem que eu normalmente jogo de tudo um pouco, tal como já joguei muitos clássicos, jogos banais e até jogos horrorosos. Estes últimos tento evitar, mas gosto sempre de ser surpreendido e dar umas risadas quando se trata de algo tão mau e que ainda assim consegue realmente chegar ao mercado. Não é que este seja o caso, mas é um daqueles jogos em que costumamos dizer “o jogo é tão mau, que até se torna bom”, lembram-se? Pois bem, sejam bem-vindos à análise de School Girl / Zombie Hunter.

Existem vários aspetos a referir quando falamos neste jogo em particular. Gostam de japonesas com os seus uniformes sexy da secundária? Gostam de Zombies? Armas de fogo? Este jogo é tudo isso, o que poderia realmente ser uma combinação fatal. No entanto, esta combinação fatal acaba por causar um desgosto e sabor amargo. Eu recordo-me de pensar para mim mesmo de como é sequer possível alguém ter pensado nisto? Às vezes consigo compreender, afinal de contas, poucos são os jogos originais e por vezes o mais bizarro pode parecer bom ou trazer uma lufada de ar fresco, mas SGZH não é o jogo que traz isso, pelo contrário.


Neste jogo temos a possibilidade de controlar 5 das meninas sobreviventes de um ataque de zombies na sua escola secundária. Inicialmente cada uma delas com as suas habilidades, pistola, metralhadora, franco atirador, caçadeira e o ataque melee. Mas todas as miúdas podem usar qualquer destas armas e não só, existe uma especial e perversa. Segundo uma das protagonistas do jogo, os zombies (masculinos) morrem de amores pelo uniforme das meninas estudantes, logo, uma forma de atrair os zombies “famintos” é atirar o uniforme para o chão. Se atiramos o uniforme, ficamos mais vulneráveis aos ataques e, escusado será dizer que as nossas protagonistas ficam de roupa interior. Eu juro que a primeira vez que o fiz, a minha reação foi simplesmente rir sem parar durante minutos, pois não queria acreditar naquilo que estava a assistir. Já não chegavam os atributos das meninas e os seus movimentos um pouco inapropriados, tinham de atirar o uniforme para regalar os olhos dos jogadores com as mentes um pouco mais “sujas” que o habitual. Até o facto de recebermos danos e os seus uniformes se rasgarem ao ponto de começarmos a ver partes das suas roupas interiores, é caso para dizer “menos, muito menos”.

O jogo conta com uma campanha que pode ser jogada online com amigos ou apenas a solo. Ao iniciarmos o jogo pela primeira vez, começamos com um pequeno tutorial de como funciona este jogo, ou seja, disparar, esquivar, saltar e correr. Sinceramente, na minha opinião, os botões nem estão ajustados à jogabilidade do género de jogo. Normalmente, estamos habituados a um padrão, o que não acontece, por isso é como se estivéssemos a jogar um jogo na terceira pessoa pela primeira vez, mas isso não é o pior. Algo bem pior que acontece neste jogo são as quebras de framerate. É inadmissível, num jogo que em grande parte se passa em cenários fechados (dentro da escola), que as quebras sejam frequentes, principalmente a descer/subir de piso. Mais um aspeto que não consigo compreender é a falta de originalidade no que diz respeito aos zombies, de onde vêm tantos carniceiros? Mas afinal isto trata-se de uma escola secundária ou não? Além disso, zombies polícias armados disparam contra nós e também eles têm um fetiche pelos uniformes das meninas, mas que polícias perversos não acham? Tudo isto no que diz respeito ao jogo no geral, que para além das missões principais, estas vão dando aberturas a missões secundárias totalmente opcionais por parte do jogador.


Mas nem tudo está perdido para este jogo, um ponto ou outro positivo deve ser referido. A questão das armas, são imensas e todas elas com vários atributos, umas com um ataque superior outras com a capacidade de munições inferior ou também uma velocidade de carregamento veloz. E é possível recuperar a saúde com kits médicos ou até deixar minas/armadilhas para os zombies tropeçarem e ficarem desfeitos em pedaços de carne. Como costuma acontecer com todo o zombie neste jogo, a última bala que os perfura faz cada um deles voar de uma forma surreal, seja um disparo de uma pistola ou de uma metralhadora, o que se passa com as físicas neste jogo?

Para terminar, pode não ser o pior jogo de todos os tempos, mas afinal que jogo é este? É possível alguém se divertir com isto? Na minha opinião, alguém certamente irá gostar de jogar, a ação está presente, o humor típico das estudantes igual e, por acaso deu para rir. Mesmo tendo a perfeita noção de que este jogo está um pouco desastroso em todos os aspetos, de facto, este jogo é o verdadeiro exemplo de “é tão mau, que até é bom”.

Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a PlayStation 4, gentilmente cedido pela Aksys Games.