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20 de novembro de 2017

Kirby Battle Royale


Há uma pletora de jogos Kirby e, como tudo, uns bons, uns maus e outros assim-assim. Este Kirby Battle Royale está ali no limbo. Uma coisa engraçada das opiniões pessoais é que pertencem a cada um. Eu adoro a mascote, adoro os jogos 2D e o Epic Yarn está no meu topo dos topos. Este jogo é uma experiência estranha, com um lançamento físico escusado a um preço de outros jogos com conteúdo. Battle Royale passava bem por um título digital, uma experiência secundária para nos aguentar até ao verdadeiro Kirby na Switch, mas não, aqui está: um jogo sobre nada. E se uma série sobre nada deu azo a nove temporadas geniais de Seinfeld, um jogo sobre nada só nos faz perder horas.

Vamos lá: este Kirby é um título com uma forte componente multijogador, portanto se não for a vossa praia, passem ao lado. Se ainda quiserem arriscar, há um pequeno modo história que está lá só por estar. Passam num par de horas se não adormecerem. Kirby, e um amigo, entram na King Dedede’s Cake Royale para ganhar um bolo – ei, eu adoro bolo! Percebo as motivações da bola rosa. Ao mesmo tempo, o King Dedede está a clonar várias versões de Kirby para derrotar o verdadeiro Kirby. Génio! O Meta Knight anda por lá a ser misterioso como sempre, é isto! Competem em cinco ligas para ganhar o bolo e está feito. Depois o sumo está no online e desbloquear poderes para a nossa personagem. Poderes que vêm em forma de roupas para o Kirby já que neste jogo não dará para sugar ninguém e roubar habilidades. A variedade é muita, mas acaba por aborrecer porque as mecânicas são as mesmas para cada. Há um ataque básico que pode ser carregado, um ataque mais poderoso, salto e podem agarrar em coisas para as atirar.

   

O jogo nem começa mal; disse alto que era melhor do que estava à espera, mas era só o tutorial e depois acabou. Depois tive direito a um Story Mode e quatro modos de competição que perdem a novidade ao terceiro combate: o Battle Arena é o mais básico e é só lutar, lutar até vencerem os adversários, mas terão de ser rápidos porque conseguem recuperar. Às vezes juntam-se ao vosso amigo para um combate a quatro; Apple Scramble onde apanham maçãs para um fosso e têm de ter mais pontos que a outra equipa; Coin Clash substitui maças por moedas e é divertido porque tem um fantasma atrás de nós e o Robo Bonkers, onde lutam pelo controlo de mísseis para disparar contra um macaco gigante. E é só isto.

Claro que o modo online introduz alguma variedade porque competimos com outros humanos, mas nesta análise tivemos dificuldade em encontrar combates e os poucos que testámos acabaram logo. Não sou bom em jogos de tareia. A funcionalidade Download Play é bastante útil para quem quiser partilhar um pouco desta frustração em pessoa e ficam por aí.


Já que a Nintendo está a lançar-se nos jogos mobile, este seria o candidato ideal. É uma boa introdução ao universo Kirby, não tem enredo por aí além e existem imensas coisinhas para coleccionar como personagens e habilidades para personalizar a vossa. De resto, passa-se se precisarem de mais Kirby nas vossas vidas. A nível técnico não há nada de mal a apontar, a música é tipicamente Kirby e super divertida e os visuais coloridos são já a marca comercial da série, daí eu adorar o Epic Yarn e toda aquela lã felpuda.

Termino com um abanar de cabeça lento e pergunto-me porquê. Não é mau, mas não é bom. Nem é carne nem peixe. É um conjunto de minijogos que podiam ser distribuídos de outra maneira. Teria imenso sucesso se fosse lançado como jogo mobile e infelizmente o será devido ao nome na caixa. Esperemos por um Kirby a sério.

Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Nintendo 3DS, gentilmente cedido pela Nintendo.