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28 de novembro de 2017

88 Heroes - 98 Heroes Edition


São 8:08 da manhã do dia 8 de agosto de 1988, e o mundo está em perigo! Quer dizer, mais ou menos, mas também a solução dos nossos problemas não é a melhor. O temível  Dr. H8 quer destruir a Terra com 88 armas termo-nucleares, a não ser que receba 88 octilhões de dólares (é um número grande) em 88 minutos. Mas nem tudo está perdido, pois 88 bravos (e geralmente inúteis) super-heróis estão prestes a atacar a base deste vilão. São vários os pisos, cada um deles que tem de ser concluído em apenas 88 segundos!

Como talvez possam já ter reparado, o número 8 é uma espécie de obsessão em 88 Heroes, numa edição que conta na realidade com 98 heróis no total. Este é um jogo extremamente simples, mas muito desafiante e com uma grande quantidade de referências à cultura pop! Estamos perante um jogo de sobrevivência, em que temos de levar os nossos heróis pela base do Dr. H8, sobrevivendo a toda uma grande dose de perigos. Cada um destes heróis conta com o seu próprio super poder, e grande parte deles são impressionantes! Ou talvez não, mas a explicação do poder em si impressiona.


Eles vão desde os mais destemidos que envergam armas de fogo aos que não têm poderes sequer, como é o caso de Mr. Average. Temos praticantes de vários estilos de combates, feiticeiros e criaturas demoníacas, animais adoráveis quanto baste, memes, criaturas escritas em ascii e até mesmo o próprio inimigo. Como seria de esperar temos referências a outros super heróis, como os 4 irmãos Ninja Tatu, e ainda referências a personagens icónicas dos mundo dos videojogos como a cobra do jogo mais jogado dos Nokia 3310, um dinosauro à Bubble Bobble, e uma espécie de Super Mario. Nesta edição com 98 heróis temos também alguns convidados especiais, como Rusty de SteamWorld Dig, Gunborg dos Zombie Vikings e ainda o Conga Master, de... Conga Master!


O jogo em si é de uma simplicidade viciante: temos de sobreviver a todo o custo, tirando partido do super poder de cada herói ou simplesmente correr para a saída. Há personagens que voam, gatos que disparam lasers mortíferos e ainda alguns que destroem o cenário, criando atalhos para concluir o nível. Mas para conhecer todos estes super heróis é preciso jogar bastante, morrer muitas vezes e sobreviver o melhor possível, pois há até heróis que simplesmente explodem aleatoriamente. Cada personagem funciona como se fosse uma vida (temos 88 no total, sendo que alguns ficam de fora por haverem mais 10), e apenas os que concluem os níveis é que sobrevivem, e nos permitem avançar mais no jogo por não morrerem, basicamente.

Já os níveis em si são bastante parecidos uns com os outros, temos inimigos e armadilhas para destruir ou evitar e muitas moedas preciosas para apanhar, pois são elas que nos permitem recuperar super heróis que morreram. O jogo é muitas, mas muitas vezes frustrante, e caí nelas algumas vezes por pura estupidez, na pressa de concluir os níveis. Cada "andar" do jogo é bastante pequeno, e os 88 segundos são mais que o suficiente para acabar cada um deles, mas ainda assim quanto mais rápido melhor, e sentia-me motivado para concluir os níveis.


Curiosamente o modo de jogo em que apenas tenho à disposição 8 heróis agarrou-me bastante, não só por saber com que heróis contar, escolhendo apenas os meus favoritos, mas por sentir um desafio extra devido à limitação do número de heróis. Há mesmo uma bela quantidade de super heróis verdadeiramente geniais, e todos eles com uma catchphrase única que dava personalidade ao jogo, que tem um ar bastante retro e único, pois toda a ação é passada no ecrã que Dr. H8 observa cuidadosamente, e celebra sempre que um herói cai em combate.


Foi talvez o ar retro que mais me puxou para conhecer o jogo, e embora tenha ficado um pouco desapontado por não ser uma espécie de Wonderful 101 mais light, um título que já me deixa bastante saudade, fiquei bastante satisfeito por ser um jogo de plataformas e sobrevivência, com uma sensação um pouco mais arcade e que ficava sempre a pensar "só mais um nível!", algo que a portabilidade da Switch foi vital, pois facilmente pegava no jogo em qualquer lado.

Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Nintendo Switch, gentilmente cedido pela Rising Star Games.