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26 de julho de 2017

Hey! Pikmin


Hey! Há um novo jogo com os Pikmin, prestes a ser lançado para a Nintendo 3DS. Não é o quarto jogo da série principal, mas sim uma tentativa de alargar o público-alvo destas adoráveis criaturas alienígenas, na forma de um jogo de plataformas para a portátil da Nintendo.

Desenvolvido pela Arzest, este jogo coloca-nos de volta na pele de Olimar, que mais uma vez se despenha num planeta misterioso e que, por coincidência, também é habitado pelos pikmin. Desta vez, não temos um envolvente jogo de estratégia em tempo real, mas houve alguns elementos da série a passar para as mecânicas deste jogo de plataformas. Atirar os pikmin para atacar inimigos, derrubar obstáculos ou recolher objetos, assim como as diferentes caraterísticas de cada criatura, podem fazer parte do núcleo desta franquia, mas não são suficientes para que Hey! Pikmin "pareça" um jogo à altura da série.


Olimar é um personagem com mobilidade reduzida, dependendo do seu jetpack para atingir alturas superiores ou passar por cima de alguns buracos. Por esse motivo, os pikmin serão fundamentais para o ajudar a recolher materiais que possam ser convertidos em combustível para a nave, de forma a poder regressar ao seu planeta de origem. Os pikmin vermelhos resistem ao fogo, os amarelos saltam mais alto e conduzem eletricidade e os azuis podem andar debaixo de água. Já os pikmin de pedra dão ataques fortíssimos e os voadores... bem, esses voam e seguram Olimar pelo ar.

O problema do jogo é que na prática não passa de um passeio pelos níveis, com alguns segredos para descobrir (embora geralmente mal escondidos). Os cenários são bonitos, os novos inimigos até se enquadram no tema do jogo, mas... será interessante? Além dos níveis principais, existem pequenos mini-níveis de bónus em estilo "arcade" para ajudar a ganhar mais combustível e outros, acessíveis via figuras amiibo, que permite colecionar dentro do jogo as populares estatuetas da Nintendo (que sejam compatíveis) e ver no catálogo uma descrição relativamente engraçada. Valerá a pena comprar o jogo por causa disto?


Hey! Pikmin não ofende. Não é um mau jogo e não é um ultraje para os fãs da série, mas também não faz muito por apelar nem a fãs nem a novos jogadores. Durante o período de análise, muitas vezes surgiu uma questão muito simples. Qual a motivação para continuar a jogar? O ritmo lento do jogo e a falta de desafio nos puzzles e plataformas, não são compensados pelo charme das criaturas e o detalhe dos cenários.

Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Nintendo 3DS, gentilmente cedido pela Nintendo.