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19 de julho de 2017

Bulb Boy


Desde que joguei Resident Evil sempre tive uma paixão por jogos de terror, e normalmente neste género encontramos sempre um pouco de tudo, quero com isto dizer que os monstros ou pesadelos têm obviamente a tendência de serem feios, grandes e malcheirosos. O jogo que tive, ou não, o prazer de analisar na Nintendo Switch foi Bulb Boy.

Bulb Boy foi lançado para o PC e a Switch também teve a oportunidade de receber este jogo. Trata-se de um point and click que respeita a jogabilidade típica de se jogar com um rato (no caso da Switch com o analógico direito), interagindo com alguns objetos presentes no cenário. Confesso que é um género que na minha vida pouco explorei, no entanto ainda joguei jogos como por exemplo Syberia e um outro indie famoso Machinarium os quais me deram um prazer enorme. Em Bulb Boy, o contacto inicial foi engraçado, isto porque me chamou bastante à atenção o facto de a cor verde estar constantemente presente, o design das personagens, as referências a outros jogos e consolas (curiosamente da Nintendo) e a própria música. Mas mal eu sabia que não iria estar tão sorridente enquanto avançava no jogo.

Para uns, este género é um tédio pois exige concentração máxima por parte do jogador, para outros é um estilo de jogo interessante devido a esse tal processo de exploração do cenário e de como saber agir/utilizar os itens que encontrámos ao longo da aventura. Como disse antes, não é costume eu jogar, mas acho interessante, e tomara ter tempo para dedicar a mais jogos do género, desde que esses apresentem qualidade.

Antes de apontar os pontos positivos e negativos do jogo posso afirmar que a estória deste é extremamente simples. O rapaz de nome Bulb Boy (rapaz lâmpada) vive com o seu avô (igualmente uma lâmpada, mas das antigas de óleo) e o seu cão de estimação com asas. Até que numa noite uns monstros fazem um ataque inesperado a casa desta pequena e estranha família. Estes monstros raptaram o seu avô e nós temos de o salvar. Vão passar por sítios horrendos, até chegarem ao fim e salvarem o velho da lâmpada de óleo. Ficam igualmente a saber que em mais ao menos uma hora conseguem terminar o jogo.


O caso de Bulb Boy é muito peculiar, pois não só o seu design bizarro é apelativo como também pode afastar algumas pessoas, digo isto por experiência própria. Gosto de terror, já o mencionei acima, no entanto o que é extremamente bizarro sem muita lógica também não é de todo algo que me agrade, algo que acontece em Bulb Boy. Pode-se dizer sem qualquer problema que o jogo é completamente sórdido, existe momentos que podem fazer o jogador vomitar caso jogue Bulb Boy após o almoço, porque é horrível assistir por exemplo ao excremento a sair da sanita com um rosto maléfico. Tal como é sórdido momentos em que temos de mexer em gosma para adquirir certos objetos. Eu gosto de jogos de terror e joguei muitos do género, desde Resident Evil ao Dead Space, jogos que contam com algumas partes menos agradáveis, mas que conseguem ainda assim não ser tão absurdas, bizarras e repugnantes. Embora todo o jogo esteja apresentado nesta cor verde ao estilo do velho ecrã da Nintendo Gameboy, só quando falecemos é que o ecrã se apresenta a vermelho.

Para além de, na minha opinião, o jogo estar exagerado no que toca ao seu ambiente hediondo, a jogabilidade não está tão boa como a versão PC. Primeiro, porque é mais lento. Além disso poderiam ter inserido um modo touch screen visto que a Switch tem essa capacidade quando em modo portátil. Portanto, só é possível jogar com o analógico e por incrível que pareça, por vezes os botões pareciam não responder de imediato em certos momentos.

O jogo, como todo o point and click, foca-se na busca dos objetos espalhados e escondidos pelos cenários para resolver os puzzles para que possamos avançar para outro cenário. Os puzzles são simples, não se leva muito tempo a encontrar uma solução para cada um deles, o que pode ser positivo para alguns e menos desafiante para outros.


Os fãs do género podem até gostar imenso de Bulb Boy devido à sua arte, isso está original sem a menor dúvida. Também é verdade que o que eu assisti pode ser sórdido para mim e para outros jogadores nem por isso, mas no geral, mesmo que tenham ou não experienciado jogos do género de terror, este destaca-se de forma um pouco repulsiva. Se eu já estava a achar a família do Bulb Boy estranha mal iniciei o jogo, imaginem o meu espanto pelo jogo fora e o porquê de no geral, não ter uma crítica positiva como poderia ter. Não apenas o facto de ter este ambiente exageradamente pesado, mas sim pela sua jogabilidade que deixa a desejar quando comparado com a do PC e obviamente a sua longevidade curtíssima.

Nota: esta análise foi feita com base em código final do jogo para a Nintendo Switch, gentilmente cedido pela Bulbware.