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20 de junho de 2017

Brave Dungeon


A Inside System volta à carga depois do excelente Legend of The Dark Witch, presenteando-nos com um título passado no mesmo mundo que o da bruxinha Zizou, mas com um género totalmente distinto daquele apresentado pelo seu antecessor. Brave Dungeon é um dungeon crawler no qual o jogador toma controlo de uma alegre guerreira de nome Al.

Inicialmente uma aventureira solitária, Al sofrerá uma humilhante derrota durante um incursão à perigosa masmorra de Godshill. Al acorda horas mais tarde numa estalagem na cidade de Newport (a única no jogo). É aqui que a intrépida aventureira é convencida pela dona da dita estalagem a recrutar outras aventureiras de forma a tornar a exploração das masmorras mais acessível e dessa forma conseguir obter os poderosos itens mágicos (Syega) que lá se escondem. As outras personagens para além de Al são: Papelne, Stoj, Rudy e Mari. Cada uma delas tem os seus próprios atributos e habilidades especiais que as tornaram únicas para a conclusão vitoriosa da aventura. Apesar do nosso grupo apenas poder contar com três aventureiras à vez (ao estilo de Final Fantasy), a verdade é que pudemos facilmente alternar entre qualquer uma das outras quatro personagens, de cada vez que visitarmos a estalagem de Newport. A única personagem que terá que estar sempre incluída é Al.


É na estalagem que iremos obter ainda informações acerca da aventura e fazer alguns upgrades aleatórios às nossas personagens, via as Lunch Coins. Estas podem ser obtidas através da obtenção de itens, conseguidos após derrotar monstros nas masmorras, pedidos pela dona da estalagem. Os tais itens serão então convertidos nas Lunch Coins que, por sua vez, serão usados para obter deliciosas refeições, através das quais se irão fazer os upgrades. Melhorias não aleatórias, assim como mudanças no equipamento usado, podem ser feitas enquanto estivermos na cidade.

Fora de Newport encontramos as diferentes masmorras. Disponíveis logo desde o início temos cinco masmorras, cada uma com o seu próprio conjunto de inimigos e temáticas próprias. São elas a já mencionada Godshill e as masmorras de Downend, Alverstone, Medina e Winford. Cada masmorra tem quatro pisos, sendo que para conseguirmos passar de piso em piso é necessário bater o boss de cada andar (o boss largará uma chave e será isso que usaremos para prosseguir com a nossa aventura). Como seria de se esperar os andares estão repletos de adversários para enfrentar (representados por um ícone ameaçador) e tesouros preciosos para pilhar. Os inimigos derrotados permitem-nos não apenas acumular experiência, mas também dinheiro, aqui representado por tres, e em algumas ocasiões até mesmo itens. Chegaremos ao fim do jogo quando tivermos vencido o último e aterrador boss que se esconde nas áreas mais recônditas de Godshill.


A nível da jogabilidade, Brave Dungeon não é muito diferente daquilo que normalmente é oferecido por um RPG, com as lutas a serem por turnos e as personagens mais rápidas a agirem primeiro. Toda a acção tem lugar no ecrã superior da 3DS, com o inferior a servir para dar informações acerca do estado das personagens. Cada personagem tem um conjunto de ataques e magias próprias, as quais consomem uma porção da nossa barra de magia, pelo que é necessário planeamento e cautela aquando da planificação das batalhas. Uma mecânica interessante e que pode por vezes mudar o rumo das batalhas reside nos chamados Revenge Moves. Estes golpes especiais só são acessíveis após as nossas personagens sofrerem um determinado número de danos em batalha. Obviamente cada personagem tem o seu próprio movimento, com efeitos distintos e uma pequena animação.

Com uma apresentação gráfica bastante simples, será no design das personagens e na animação das mesmas que Brave Dungeon irá brilhar. Para quem gostou de Dark Witch, Brave surge como mais do mesmo, mas no bom sentido. Até mesmo a música é similar. Todo o jogo é falado em japonês, com cada personagem a dispor de voz própria. Brave Dungeon não é de todo um jogo difícil. Muito pelo contrário, é bastante acessível, com a sua dificuldade customizável a qualquer altura e com a facilidade em se fazer level-up. O auto-save também é um ponto positivo, uma vez que retira a necessidade de estarmos a fazê-lo manualmente. A única dificuldade verdadeira irá residir nos bosses.


Brave Dungeon é um jogo relativamente curto, sendo possível batê-lo em cerca de três horas, à primeira tentativa. No entanto, a sua longevidade é grande, pois existem personagens secretas, masmorras extras e mini-jogos para desbloquear. Uma alegre e interessante experiência e mais uma sólida entrega da Inside System.


Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Nintendo 3DS, gentilmente cedido pela Circle Ent.