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9 de março de 2017

Super Bomberman R


Análise por Patrício Santos

Super Bomberman R é como a maior parte dos jogos da série Bomberman, simples e eficaz, onde podemos contar com as tradicionais arenas de combate para multijogador, e um pequeno modo estória com pontos engraçados. Lançado em exclusivo para a Switch, ser um clássico que pode ser jogado dentro e fora de casa é bastante gratificante, mas será que o preço pedido se justifica?

Podemos começar por falar no seu modo estória. Neste modo contamos com uma boa quantidade de mundos diferentes para completar, sendo que são oito níveis mais um boss final cada mundo. A estória começa com os mais variados irmãos de Bomberman nas suas brincadeiras, até que acabam por receber uma mensagem do imperador malvado Buggler que, com os seus Dark Bombers, desafia os Bomberman Bros. a lutar nos cinco mundos apresentados ao jogador na campanha. Esta está dividida com animações coloridas e cómicas das personagens do jogo enquanto progredimos pelos mundos e lutamos contra os nossos bosses mas, infelizmente, as legendas do jogo estão localizadas em PT-BR, quando podiam perfeitamente estar em PT-PT.


Regressando aos pontos positivos do jogo, todos estes mundos têm um tema em específico como, por exemplo, um planeta gelado em que os nossos Bomberman Bros. podem escorregar em certas partes da arena, outro em que temos plataformas para saltar, e assim sucessivamente, o que refresca uma vez mais a monotonia que poderia existir neste modo do jogo. Além destes níveis variados, os objetivos em si também o são, tais como salvar um determinado de personagens ou eliminar todos os inimigos presentes na arena e até mesmo aguentar o nível sem perder vidas durante um minuto. Algo que me apercebi enquanto jogava é a sua dificuldade acrescida. Apesar de ser um jogo simples, consegue ser bastante desafiante, e tive mesmo dificuldades em enfrentar alguns dos bosses sozinho. O modo estória pode ser jogado a dois, notei que seria muito mais fácil caso jogasse com mais alguém. No entanto, para facilitar tudo isto, muitos dos blocos destrutíveis existentes nas arenas contêm pequenos upgrades que vão assim, aumentando a capacidade de largar múltiplas bombas, o alcance das chamas na explosão, como também o poder de pontapear ou até agarrar e atirar as bombas para outras partes da arena causando o caos total. Isto tudo vai fazer com que o divertimento seja amplificado o que me agradou imenso.

Quanto ao modo multiplayer, esse não desilude e por várias razões, isto porque podemos jogar numa só Switch com quatro Joy-Cons em simultâneo, seja em casa ou no modo portátil, e se quiserem umas partidas online, podem contar com oito jogadores na arena. Aí sim, o jogo torna-se bombástico. As regras, essas são básicas, o último sobrevivente da batalha é o vencedor.


Na parte técnica do jogo, embora a jogabilidade seja boa, as câmaras podem por vezes afetar a vida ao jogador, isto porque conta com um zoom automático e não conseguimos ter a noção dos perigos que estão presentes na arena.

Concluindo, o jogo não é mau e mantém a diversão da série. O facto de se poder jogar na TV ou no modo portátil é bastante positivo, no entanto podia ter um leque de opções maior. O preço a que o jogo foi colocado no mercado é abusivo para o conteúdo que este nos disponibiliza, pelo que recomendamos aguardar por uma promoção ou redução de preço.
Nota: Esta análise foi efetuada em código final do jogo para a Nintendo Switch, gentilmente cedido pela Nintendo.