Notícias

Análises

7 de março de 2017

Shift DX

Análise por Patrício Santos

Por vezes gostamos de apenas pegar numa portátil e jogar um jogo para relaxar ou passar tempo. Um jogo em que nos agarram durante aqueles minutos que temos realmente de fazer o tempo voar, ou porque estamos à espera de alguém ou sem fazer rigorosamente nada. Para esses momentos temos jogos como Shift DX. Este é um género de jogo que me faz pegar na consola para os momentos “mortos”, um quebra-cabeças portátil com níveis curtos e rápidos de concluir. Obviamente que os primeiros níveis são de facto fáceis e rápidos, não significa que ao progredirmos o jogo mantém esse nível de dificuldade, pois à medida que vamos progredindo as coisas tornam-se mais confusas e complicadas.

O jogo conta com uma protagonista que não tem qualquer nome e foi escolhida como cobaia num laboratório a preto e branco para resolver puzzles. A nossa protagonista tem a habilidade de saltar e igualmente de inverter o nível, isto para podermos resolver os puzzles que nos são apresentados em cada um dos imensos níveis do jogo. Assim sendo, o jogo não conta praticamente com estória alguma, sendo direcionado apenas para quem quer um jogo de puzzles no bolso, o que faz com que Shift DX seja decididamente um jogo para os fãs do género. É engraçado que durante o jogo temos “alguém” que nos dá dicas para onde devemos estar mais atentos e concentrados, enquanto nos esforçamos a pensar qual a melhor forma de solucionar o problema com que nos deparamos. Algo a mencionar é o facto de termos uma bandeira, a qual podemos usar a meio de qualquer nível para nos localizarmos. Uma espécie de checkpoint caso façamos algo de errado, pois podem reiniciar o nível sempre que acharem que é necessário recomeçá-lo do zero.


O jogo conta também com obstáculos e armadilhas, por isso a atenção em níveis desses tem de ser redobrada. Assim sendo, o jogo acaba por não ser tão simples quanto isso e tão vazio como possa parecer. Para além das armadilhas, vamos ter de recolher chaves para abrir passagens que nos estão bloqueadas em certos níveis, e mesmo a inversão dos níveis terá de ser feita múltiplas vezes, o que torna o jogo bastante interessante e só descansamos assim que resolvermos aquele puzzle. Quanto à música, está bem escolhida para o estilo de jogo que é, deixa-nos a pensar, não atrapalha, e até nos ajuda a entrar no espírito, o que é positivo.

Shift DX conta com todos os níveis da série Shift, ou seja, estamos perante a versão definitiva do jogo, embora na minha opinião seja um jogo que podia muito bem fazer o uso do 3D, coisa que não está disponível infelizmente. Os primeiros cinquentas níveis são sem dúvida os mais fáceis, conforme vão avançando as coisas tornam-se mais complicadas e desafiantes. O melhor desta versão é o facto de desbloquearmos uns extras enquanto jogamos. É possível desbloquear um modo Desafio (Challenge Mode), um editor de níveis (Level Editor) no qual podem partilhar com os vossos amigos os níveis criados através de QR Code. Por fim também são desbloqueados padrões de cores (skins) diferentes para os níveis e personagem, não que seja na minha opinião algo de especial mas que é sempre um bónus. O preto e branco são as cores originais, simples mas funcionam devido ao estilo de jogo que se trata, até julgo que seja a melhor opção para não confundir mais do que necessário num jogo em que se trata de resolver puzzles, o quanto menos tivermos para nos distrair, o melhor.


Concluindo, Shift DX é um jogo que dentro do seu género cumpre e bem aquilo que promete, trata-se de um jogo de puzzles, e é nisso que se concentra. Por isso mesmo é um obrigatório para os fãs do género. É um jogo rápido, bom, divertido, interessante e portátil, vale bem a pena jogar.
Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo, gentilmente cedido pela Nintendo.