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2 de março de 2017

Nintendo Switch: Contas internacionais e gestão de memória


Agora que a Nintendo Switch recebeu a atualização "Day One", passou a ser possível vincular as contas de utilizador da consola ao serviço Nintendo Account e aceder à Nintendo eShop. Sendo uma consola "region-free", a Switch permite associar múltiplas contas de diferentes regiões, o que é ideal para os fãs de jogos japoneses e não só.

Querem jogar um título que apenas tenha sido lançado na eShop de outra região? Não há problema. O primeiro passo é visitar a página accounts.nintendo.com e criar uma nova conta. O único requisito é que escolher o país correspondente à região da eShop a que querem aceder. Neste caso, vamos usar como exemplo o Japão. Em seguida, pegar na Switch e aceder às definições da consola para criar um novo utilizador. No final, basta associá-lo à Conta Nintendo acabada de criar para se ter um utilizador japonês, mesmo sem compreender o idioma! Agora basta aceder à Nintendo eShop!

Infelizmente, o idioma da Nintendo eShop é determinado pela região da conta de utilizador, pelo que há que proceder com cautela. Como a conta é nova e não há qualquer cartão associado, não há risco de gastar dinheiro involuntariamente, mas se quiserem experimentar as demos gratuitas precisam de entender onde o fazer. Uma ferramenta que pode ajudar imenso é a aplicação do Google Translate para dispositivos móveis, que é capaz de traduzir com a câmara. A tradução não sai perfeita mas é o suficiente para se entender. No lançamento, estão disponíveis duas demos exclusivas do Japão: PuyoPuyo Tetris e Dragon Quest Heroes I-II.

   

Assim que se carrega na opção de descarregar, o ícone da aplicação surge imediatamente no menu principal da consola enquanto descarrega. Qualquer conta pode aceder aos conteúdos instalados na consola, independentemente de quem os tiver adquirido. A Switch simplesmente pergunta qual é o utilizador no arranque do jogo ou aplicação. Uma funcionalidade interessante é a possibilidade de "arquivar" aplicações. O que isto faz é eliminar todos os conteúdos da aplicação menos os dados de gravação dos utilizadores, deixando-a visível no menu mas com um ícone junto ao nome a indicar que é necessário descarregar (exemplo na imagem acima com o DQ Heroes).

Isto é ideal para uma consola que traz de raiz um espaço de armazenamento relativamente limitado, mesmo oferecendo a possibilidade de o expandir com cartões microSD. Os jogos menos utilizados podem ser simplesmente arquivados e descarregados novamente a partir do menu principal quando se quiser voltar a jogar.


Outra curiosidade é relativa aos jogos em formato físico. Quando inseridos na consola, estes apresentam um retângulo preenchido à esquerda do nome: o ícone representa o cartão de jogo. Ao remover, este ícone passa a um simples contorno, funcionando como indicador de que o jogo não está disponível. De certa forma, um jogo digital "arquivado" acaba por ser o mesmo que um jogo físico não inserido, mas é curioso ver o menu da Nintendo Switch a ficar preenchido com estes dados. Naturalmente, também é possível eliminar por completo a informação destes títulos, incluindo os dados de gravação.

Mais uma curiosidade, quanto aos ícones na barra superior do menu, à direita: aquele ao lado da percentagem da bateria é o que vemos quando temos a consola na base ligada por cabo à internet. Normalmente, apresentaria o sinal de Wi-Fi.