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31 de março de 2017

Keepers of Intheris: um jogo de estratégia por turnos feito na Madeira


Desenvolvido pelo Clumsy Games Studio, um grupo de quatro ex-alunos da Universidade da Madeira, Keepers of Intheris é um jogo de estratégia online por turnos que combina influências de múltiplos géneros, desde clássicos como Xcom a sucessos mais recentes como League of Legends e Heroes of the Storm. A equipa descreve-o como um MOBA por turnos e foi um projecto que teve início nos dias da universidade e foi desenvolvido em parceria com a StartUp Madeira, tendo sido um dos vencedores da 4ª edição do StartWeb, no Funchal.


Eis a descrição oficial do jogo:

"No Keepers of Intheris cada jogador controla uma equipa de três heróis e o objetivo principal é destruir as duas bases do adversário. Cada um dos heróis tem oito habilidades únicas, mas durante cada jogo só pode ter um máximo de quatro ativas adaptando-se facilmente ao estilo de cada jogador e ao estado do jogo. As habilidades são desbloqueadas quando um herói ou base adversário morre.

Além das habilidades, cada herói controla ainda um dos cinco elementos da natureza (Terra, Água, Raios, Vento e Fogo). Cada elemento tem o seu papel e ajuda a complementar as habilidades de cada herói e o estilo de cada jogador. A Terra aumenta o dano feito às bases do adversário, a Água cura os heróis do jogador, os Raios permitem alterar temporariamente as regras do jogo, o Vento move heróis e protege as bases do jogador e o Fogo faz dano aos heróis do adversário."


Neste momento, o jogo está em fase de testes alfa e a equipa está à procura de jogadores para o testar. Todos os interessados podem registar-se no site oficial em keepersofintheris.com e começar a jogar! Nada como experimentar o jogo e dar o vosso feedback à equipa de desenvolvimento para que o produto final seja um sucesso!


Atualização: O jogo está agora à procura de aprovação no Steam Greenlight! Podem apoiar este título em http://steamcommunity.com/sharedfiles/filedetails/?id=897605366

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30 de março de 2017

World of Goo


World of Goo foi um dos primeiros jogos indie que joguei no serviço "WiiWare" da Wii, em 2008. Quase uma década depois, o seu lançamento na Nintendo Switch revelou-se uma excelente oportunidade de revisitar um jogo memorável e que várias vezes me fez sentir tentado a comprá-lo de novo para o meu tablet Android.

Para quem nunca jogou World of Goo, é importante dizer que em nenhum aspeto este jogo revela a sua idade. World of Goo é um jogo de puzzles baseado em física, que consiste em criar ligações entre bolas de "goo", formando estruturas que permitam atingir um dado objetivo. São desafios interessantes e inteligentes, com objetivos diversificados e com uma dificuldade bem equilibrada. Ao longo do jogo, vão sendo introduzidos novos tipos de "goo" com diferentes propriedades, uns que podem ser reutilizados e outros que nem sequer podem ser levados ao objetivo mas devem ser utilizados como meio de o atingir.


Acima dos puzzles interessantes e da mecânica de ligação dos "goo" ser bastante viciante, está a arte do jogo que, tanto a nível visual como de áudio, é simplesmente fantástica. A construção do mundo, a ausência de personagens além do Sign Painter (que deixa dicas algo filosóficas dentro dos níveis) e a jogabilidade intuitiva fazem deste um universo memorável no qual é fácil deixarmo-nos sentir imersos. Nesta versão para a Nintendo Switch, os gráficos não parecem tirar partido da alta-definição. Isto é, os gráficos são HD, mas foram adaptados e não redesenhados para esta nova edição. Não que isso seja um problema, de certa forma até contribui para a estética retro-futurista do jogo. Os amantes da banda sonora irão gostar de saber que a poderão apreciar diretamente a partir do menu principal do jogo, pois vem desbloqueada desde o início.

O jogo pode ser jogado em qualquer um dos modos da Switch, utilizando o giroscópio do Joy-Con como um ponteiro no ecrã controlado por movimentos. Embora seja necessário recalibrar o ponteiro ocasionalmente, o jogo faz uma boa adaptação dos controlos intuitivos que a versão Wii tinha com o Wii Remote. Tal como na Wii, a versão para a Nintendo Switch tem suporte para multiplayer, aqui permitindo jogar a dois com os comandos Joy-Con. É um bom jogo cooperativo: por exemplo, ao fazer uma torre, pode estar um jogador de cada lado a equilibrar os pesos e evitar que tudo caia de repente. Com a consola em modo portátil, é possível jogar a solo utilizando o ecrã tátil em vez dos movimentos do comando, como nas versões do jogo para dispositivos móveis.


Em 2008, World of Goo recebeu inúmeros prémios de game design e até mesmo de jogo do ano. Não foi por acaso. A mecânica de jogo é fantástica, assim como o seu estilo artístico, e até a história subliminar que se vai desenrolando. Nada disto mudou, foi um enorme prazer regressar a este que foi o primeiro título da Tomorrow Corporation. Atualmente, o jogo tem um preço mais elevado na Nintendo Switch do que nas versões para dispositivos móveis, no entanto poderá compensar investir nesta versão pela componente multijogador e o suporte para os comandos Joy-Con.

Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Nintendo Switch, gentilmente cedido pela Tomorrow Corporation
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29 de março de 2017

Mario Sports Superstars


Os desportos fazem parte da nossa vida, e até nos videojogos isso se reflete. Na portátil da Nintendo acabamos de receber um jogo de desporto, errado, diria, 5 jogos em 1, todos eles relacionados com o desporto, Mario Sports Superstars. No Reino dos Cogumelos, o desporto também faz parte, e neste videojogo todos os personagens do universo Mario fazem parte dele. Voltamos então a jogar com Mario e seus amigos, tais como Luigi, a princesa Peach, Toad, Yoshi e muitos mais.


Podemos olhar para este jogo como uma compilação dos jogos que foram lançados ao longo dos anos pela Nintendo. Acho bastante positivo ter um pacote recheado, até porque com algumas horas de jogo começamos a familiarizar-nos com os jogos incluídos.

Falemos dos desportos que nos são apresentados nesta compilação. As modalidades oferecidas são o futebol, ténis, beisebol, golf e corrida de cavalos. A apresentação inicial está bastante engraçada, começamos por ver os tais 5 deportos apresentados no ecrã principal, a partir daí selecionamos o desporto que queremos jogar. Assim que o fazemos, outro menu surge no ecrã com as opções Single Player, Multiplayer e Stats, ou seja, estatísticas. Nas estatísticas, temos as vezes que jogamos com pessoas em modo local, amigos e online. Também é possível ver os torneios conquistados e a quantidade de horas que jogamos cada um dos desportos, como é obvio, estas opções são apresentadas em todas as modalidades que o jogo nos oferece.

Assim que iniciamos o modo Single Player, o menu apresenta-nos o modo torneio, amigável, treino e as instruções de como jogar, cada desporto tem as suas formas de jogar como é evidente. As personagens são 16, com a possibilidade de desbloquear duas, e cada uma delas apresenta as suas habilidades ao premir X.


Já estamos habituados a jogar a um Ténis ou um Golf nos jogos anteriormente lançados exatamente na mesma consola da Nintendo, mas agora questionam-se como funcionará o Futebol? Pois bem, nesta modalidade temos de ter uma quantidade enorme de personagens, e para tal vocês terão de escolher duas personagens principais. Após a escolha surge um menu com os Teammates, o que implica que escolham a equipa com quem vocês irão jogar. Dentro de campo o jogo tem um estilo arcade, divertido, e que pode até ser desafiante para quem quiser treinar arduamente e ser profissional nesta modalidade. Para tal é-vos indicado o modo treino, mas facilmente se habituam a jogabilidade simples que este apresenta. Já no Ténis, também nos podemos tornar jogadores de classe, embora se no jogo anterior o foram, este será fácil de controlar pois em nada mudou a sua jogabilidade, tal como acontece no Golf por exemplo.

Quanto ao Beisebol, inicialmente, não estava a entender muito bem as regras. Isto, porque nunca fui grande fã da modalidade, mas a verdade é que aprendi as regras do jogo de forma clara e precisa, e esta modalidade apresentou-se bastante divertida após um torneio que realizei no modo fácil. Embora tenhamos apenas de dar as tacadas ou de atirar a bola, a simplicidade como é executada torna-se viciante, e acredito que quem gostar do desporto vai gostar do seu estilo mais arcade e divertido como em qualquer outro jogo de desporto do universo Mario.

   

Entretanto em todas estas modalidades existe uma barra especial no vosso canto inferior esquerdo. Assim que esta barra estiver carregada ao máximo, temos a possibilidade de usar para benefício próprio. No futebol a barra serve para um remate especial, no Golf para uma tacada e assim sucessivamente em todos os desportos. A única modalidade que refresca este pacote é o Hipismo, no entanto a sua jogabilidade deixa um pouco a desejar, isto porque nas curvas o cavalo parece ter dificuldades em se controlar. No entanto, embora a jogabilidade não seja a melhor, todas as modalidades contam com uns controlos positivos, e por isso mesmo joga-se bem sem existirem grandes frustrações pelo meio.

Infelizmente o jogo não está localizado em português, todos os menus apresentam-se apenas em inglês, quando anteriormente, o Mario Tennis por exemplo, se encontrava localizado na língua lusa. O modo online funciona muito bem, e está disponível em todas as modalidades. Existe também a possibilidade do uso de cartas amiibos no jogo, uma função que infelizmente não tive oportunidade de explorar. O grafismo é bom, está bonito e apresentável, para o género de jogo está muito bem conseguido. As músicas adequam-se a cada estilo de jogo, e transpira deporto por todos os poros, deixa-nos de facto empolgados.


Para concluir, o jogo é divertido o suficiente, isto por ser um 5 em 1, e é o suficiente para nos divertirmos em viagens ou quando estamos de férias e queremos fazer uns jogos rápidos de qualquer uma destas modalidades. No meu caso a experiência foi positiva, pois atualmente estou de férias e tive o prazer de fazer uns jogos rápidos de cada uma das modalidades. Apesar do jogo incluir todas estas modalidades, sente-se um pequeno vazio. Embora as modalidades sejam boas, muitas delas são repetidas de jogos que anteriores. Podiam ter em conta outros desportos e trazer mais variedade. É um bom jogo não me interpretem mal, mas podia ser algo de especial, coisa que não o chega a ser, pois pode chegar a um ponto de saturação se jogarem offline, o modo multiplayer é que dá uma segurança maior ao jogo.

Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Nintendo 3DS, gentilmente cedido pela Nintendo
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28 de março de 2017

Experimenta Final Fantasy XIV: A Realm Reborn gratuitamente!

Aproxima-se o lançamento de Final Fantasy XIV: Stormblood a 20 de junho, e embora seja uma expansão de um jogo já existente, é um dos jogos que mais aguardamos para 2017. Com o lançamento do mais recente update do jogo deu-se por concluída Heavensward, a atual expansão, mas embora seja uma conclusão talvez seja o início da aventura para muitos outros jogadores, com as novidades relativas ao free trial do jogo!


A partir de agora qualquer pessoa que tenha uma PlayStation 3 ou 4, PC ou Mac, pode explorar (parte do) mundo de Eorzea ao seu ritmo, sem o limite de 14 dias até agora existente. Mas as novidades não ficam por aqui, pois agora mesmo em fase trial será possível explorar o conteúdo do jogo até ao nível 35! Para tal basta registar uma conta no site oficial [link para o registo], fazer download e está tudo a postos!

Existem contudo algumas limitações, como o limit de Gil (dinheiro do jogo) que podem transportar, a possibilidade de mandar mensagens privadas para outros jogadores, ou até mesmo trocar itens com eles. É possível aceder a Linkshells (uma espécie de grupo de chat) mas juntarem-se a uma Free Company (uma guild) já está fora de questão. Também não é possível formarem uma party no jogo, embora possam ser convidados para uma.

É um ótimo convite para muitos jogadores experimentarem Final Fantasy XIV: A Realm Reborn, e quem sabe se não será um bom incentivo para depois adquirir o jogo e tirar partido de tudo o que ele tem para oferecer. Embora seja necessária uma subscrição mensal, já é possível adquirir o jogo a preços bastante baixos, e mesmo se estiverem a pensar dar o salto para as expansões, ao adquirir Stormblood recebem também Heavensward, embora apenas a partir de junho.


Nota: também é possível jogar FFXIV na PlayStation 3, contudo o serviço para essa consola terminará dentro dos próximos meses.
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Little Inferno


"Nem sequer é um jogo", dizem. Quatro anos depois do seu lançamento na Wii U e subsequentes versões para PC e dispositivos móveis, Little Inferno regressa à Nintendo Switch em busca de uma nova oportunidade. Na minha análise à versão da Wii U, comecei por lhe chamar uma "perda de tempo", embora o jogo seja tudo menos isso. Na verdade, ao longo do tempo entretanto passado, apercebo-me que foi um dos jogos mais influentes que já joguei. Voltar a jogá-lo na Nintendo Switch apenas reforçou essa sensação.

Little Inferno não é uma perda de tempo: é um jogo sobre o tempo que perdemos no dia-a-dia dedicados ao "entretenimento". No universo deste título, o mundo arrefeceu e ninguém sabe porquê. Para o aquecer, as crianças são incentivadas a queimar os seus brinquedos numa invenção tecnológica conhecida como Little Inferno Entertainment Fireplace. Mas, brincar com o fogo não será perigoso? Essa questão não parece ser importante, desde que as crianças se mantenham quentinhas e entretidas junto à fogueira. E o que é feito dos adultos?


No jogo propriamente dito, assumimos a perspetiva de um destes utilizadores do Little Inferno e compete-nos queimar coisas na fogueira. A jogabilidade é muito simples: acedemos a um catálogo de compras, aguardamos algum tempo pela sua recepção ou descontamos um voucher para entrega imediata e, finalmente, atiramos as nossas aquisições para a fogueira. Cada item tem uma reação própria ao fogo e assistir à sua incineração tanto pode ser divertido, como relaxante, ou até mesmo perturbador. O jogo pode ser facilmente controlado com o giroscópio, através de um cursor virtual que se desloca com o movimento do Joy-Con, ou diretamente através do ecrã tátil da consola no modo portátil. Mas afinal é mesmo um jogo?

Além do catálogo inicial de produtos encomendáveis, o jogador tem acesso a uma lista de 99 combinações de produtos a queimar em conjunto. Para desbloquear novos catálogos, é necessário descobrir um número destas combinações para as quais temos apenas uma temática a servir de pista. É, portanto, um puzzle de associação de objetos. Algo bastante simples mas que requer bastante atenção aos itens dos catálogos e a sua descrição. Nesse sentido, podemos dizer que Little Inferno é um jogo de puzzles, embora a experiência de jogo seja muito mais do que isso. Conforme progredimos, recebemos também cartas de outros personagens, que nos vão dando alguma noção do que está a acontecer no mundo lá fora. Cartas, essas, que podemos naturalmente atirar logo para a fogueira.


Little Inferno é uma obra de arte de intervenção. Na altura, surgiu-nos como um manifesto contra uma praga de jogos baseados em micro-transações, que nos deixam à espera de períodos de tempo para poder jogar a menos que se invista algum dinheiro. Hoje, é principalmente uma crítica à sociedade de consumo, à facilidade com que deixamos as nossas crianças, aliás, nós próprios, ceder ao consumo passivo do entretenimento. No jogo, nunca vemos o homem das entregas trazer os produtos encomendados. São simplesmente colocados à disposição e consumidos pelas chamas, sem nunca se tirar o olhar da perturbadora lareira. É uma obra aberta à interpretação e da qual podemos retirar inúmeras camadas - algo de que me apercebo mais facilmente agora que o joguei pela segunda vez.

Jogando com alguma celeridade (ou simplesmente já sabendo o que se está a fazer), é possível concluir a história em cerca de 2 a 3 horas de jogo. Quem se desafiar a completar os 99 puzzles de associação terá uma experiência prolongada, mas sejamos realistas: não é disso que Little Inferno se trata. Existe um final da história. Um último puzzle, que questiona a atenção que fomos prestando ao longo do jogo e cuja resolução muda para sempre as impressões que temos deste jogo. Um final surpreendente e inesquecível, que faz deste um jogo verdadeiramente inspirador.

Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Nintendo Switch, gentilmente cedido pela Tomorrow Corporation
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23 de março de 2017

Antevisão: Splatoon 2


Durante a sessão de apresentação aos media da Nintendo Switch, um dos jogos de destaque era Splatoon 2, onde 4 jogadores enfrentavam outros 4 numa Turf War. A demonstração do jogo foi simples, e algo limitada, e no entanto conseguia apresentar algumas das novidades que estão a caminho da Switch.

O primeiro impacto que tive na demonstração foram os controlos, que com a ausência do segundo ecrã possível através do Game Pad da Wii U, transporta a experiência para um ecrã só, podendo ver o mapa do jogo a qualquer momento ao premir um botão. Mas o choque inicial desapareceu rapidamente, pois de resto os controlos são idênticos aos do primeiro jogo embora com algumas (ligeiras) alterações, como premir um botão para saltar de imediato para o lado de um colega, quando fazemos respawn. Tal como no jogo anterior, sempre gostei de tirar partido dos Motion Controls para pequenos ajustes de mira, e essa jogabilidade manteve-se intacta, quer a jogar em modo portátil como com o Pro Controller, ambos modos à disposição no Showroom da Nintendo.


Com apenas um mapa à disposição e 4 armas diferentes, entre elas as novas Splat Dualies (2 pequenas armas de tiros rápidos) que gostei imenso de usar. Embora tivessem pouco alcance, os tiros rápidos permitiram-me manobras eficazes e apanhar vários adversários desprevenidos. Onde senti mais diferença foi nas armas especiais, com ataques de longo alcance (que podiam ir até ao lado oposto da arena) onde marcava a zona atingida apontando diretamente para o local, e não usando o mapa. Em poucos minutos habituei-me a estas novas manobras, e acabei por ter uma experiência bastante rápida e gratificante.


Mas fora a jogabilidade, e os visuais que se mantêm coloridos, um dos pontos que me chamou à atenção foi no estilo dos personagens. Afinal a moda é um dos pontos mais importantes do jogo, e isso parece evoluir agora na sequela. Dos personagens pré-definidos à disposição, todos eles tinham estilos diferentes, muito principalmente devido aos cortes de cabelo diferentes. Via menos chapéus e mais dos Inklings, com cores em constante mudança permitindo mais variedade. Também diferentes, mas mantendo o mesmo estilo, estavam as músicas do jogo, e embora tivesse apenas uma (mais a música de vitória), era bastante empolgante.

Foi uma experiência curta, mas que me deixou com bastantes espetativas para o jogo, e ansioso por participar nos Global Test Fires que vão estar disponíveis, para teste. Contudo fico ansioso por experimentar a versão final do jogo, e poder levar Splatoon 2 para qualquer lado e enfrentar localmente amigos meus, para uma experiência competitiva que não consigo ter ao jogar apenas online!

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Estúdio barcelense Power of 2 tem o seu primeiro jogo no Steam Greenlight


Eis Keep the Keep, um jogo que promete inovar no género "tower defense"! Este é o primeiro jogo da Power of 2, um estúdio independente português fundado em Barcelos no ano 2015, e está neste momento em campanha no Steam Greenlight, esperando a aprovação para a popular loja de videojogos.

Se há coisa na qual não falta por onde escolher é no género tower defense, por isso mesmo a Power of 2 apostou na introdução de mecânicas que alteram a dinâmica de interação do jogador enquanto mantém o objetivo de defender o seu forte. Por exemplo, é possível fazer algumas unidades entrar e sair do forte e recolher recursos através do saque dos inimigos. O mais fácil é ver o vídeo de apresentação onde explicam as diversas mecânicas:


O jogo ainda está em desenvolvimento e está neste momento à espera de aprovação no Steam Greenlight, pelo que se o acharem interessante e quiserem apoiar este estúdio nacional, nada como apoiar o projeto aqui: http://steamcommunity.com/sharedfiles/filedetails/?id=884114715

Atualização: o projeto foi aprovado!!

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17 de março de 2017

7 Anos, 7 Passatempos: Lista dos Vencedores


Estão encontrados os vencedores dos passatempos de comemoração do 7º aniversário do Meus Jogos!
Foram analisadas todas as participações e selecionadas ou sorteadas pela nossa equipa conforme as regras estipuladas em cada um dos passatempo.

Importante: Os vencedores serão contactados pela equipa do Meus Jogos até próxima segunda-feira, dia 20 de março, de forma a se proceder à entrega dos respetivos prémios. Os vencedores dos passatempos #1, #4 e #5 irão receber um email nosso no endereço com que participaram, os restantes serão contactados via mensagem privada no Facebook. Fiquem atentos à caixa de mensagens!

Segue, então, a lista dos nossos vencedores:

Passatempo #1: Ganha o jogo 1-2-Switch!
  • Paulo Grilo

Passatempo #2: Póster Pokémon Sun/Moon
  • Ana Carolina Marques
  • Cátia Loureiro
  • Filipe Direito
  • Francisco Rafael Carvalho
  • Francisco Saraiva
  • Gabriel Nunes
  • Gui Curto
  • Nelson Oliveira
  • Ruben Pinto
  • Vítor Carvalho

Passatempo #3: Figura amiibo Falco
  • Guilherme Tavares

Passatempo #4: Ganha o jogo Gravity Rush 2!
  • Maria Isabel Pinto

Passatempo #5: VOEZ para a Nintendo Switch
  • Bruno Lourenço
  • Diogo Ribeiro

Passatempo #6: Figuras Yo-kai Watch!
  • Relógio Yo-kai Watch: Carolina Borges
  • Figura Komasan: Cátia Loureiro

Passatempo #7: Caneca Nintendo Switch
  • Samuel Sá

Nota: Caso haja alguma desistência ou não seja possível contactar algum dos vencedores até ao dia 20, será encontrado um suplente nas restantes participações do passatempo correspondente.
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16 de março de 2017

Já disponível a aplicação do Splatoon 2: Global Testfire


É já no próximo dia 24 de março que arrancam os preparativos para Splatoon 2, com um beta-test gratuito do jogo através de um Global Testfire, à semelhança do que aconteceu com o primeiro jogo. Para tal basta ter uma ligação à internet na Switch e uma Conta Nintendo.

De modo a ter tudo pronto já é possível descarregar a aplicação, disponível através da eShop, ou através da ligação na página oficial do jogo [link], sendo apenas necessário ter a Switch vinculada à Conta Nintendo, para descarregar deste modo. Depois é só aguardar pelo dia 24 de março e participar nesta demonstração (e teste) global.


O Global Testfire estará apenas disponível até ao dia 26 de março (pelo que consta de momento), e estes é o calendário em que será possível participar (horas de Portugal Continental):

24 de março (sexta-feira):
  • 19h00 - 19h59

25 de março (sábado):
  • 03h00 - 03h59
  • 11h00 - 11h59
  • 19h00 - 19h59

26 de março (domingo):
  • 04h00 - 04h59
  • 12h00 - 12h59


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14 de março de 2017

PASSATEMPO #5 - VOEZ para a Nintendo Switch


A nossa celebração de aniversário "7 Anos, 7 Passatempos" continua, desta vez com duas cópias digitais do jogo VOEZ para a Nintendo Switch, cortesia da Circle Entertainment!

Para te habilitares a ganhar, envia-nos um e-mail para geral@meusjogos.pt com o assunto "Passatempo #5". No e-mail, deverás indicar o teu nome completo e dizer-nos porque razão gostarias de jogar VOEZ na Switch!

As duas respostas mais convincentes serão vencedoras! Serão aceites todas as participações enviadas até dia 15 de março às 23:59. O vencedor será revelado na nossa página no próximo dia 17 de março.

Boa sorte!
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13 de março de 2017

PASSATEMPO #4 - Ganha o jogo Gravity Rush 2!


A celebração do nosso 7º aniversário continua, e desta vez com uma cópia do jogo Gravity Rush 2 para a PlayStation 4, por cortesia da PlayStation Portugal!

Para te habilitares a ganhar, envia-nos um e-mail para geral@meusjogos.pt com o assunto "Passatempo #4". No e-mail, deverás indicar o teu nome completo e a resposta ao seguinte desafio:
  • Procura pela nossa análise do Gravity Rush 2 no nosso site e envia-nos o link para a mesma!
O jogo será sorteado entre todas as participações com a resposta correta. Serão aceites todas as participações enviadas até dia 15 de março às 23:59. O vencedor será revelado na nossa página no próximo dia 17 de março.

Nota: Este passatempo é válido apenas para residentes em Portugal.
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11 de março de 2017

7º Aniversário do Meus Jogos


Bons tempos.

Faz hoje precisamente um ano que o velhinho "Meus Jogos DS" anunciava a sua evolução para Meus Jogos, com a inauguração do endereço www.meusjogos.pt e uma mudança para site generalista de videojogos. Quem nos segue há mais tempo já conhece a velha história do nosso começo, há precisamente sete anos, como um mero hobby. O nosso crescimento sempre foi uma surpresa – até mesmo para nós. Sempre exigiu muita dedicação e motivação, coisas que aumentaram naturalmente à medida que mais e mais pessoas nos começaram a acompanhar. Mas se, todos os anos, nos temos orgulhado de ver o site a crescer, este último deixou-nos praticamente sem palavras.

A simples mudança de endereço parece ter tido um grande impacto na nossa visibilidade: o nosso "pior" mês do último ano teve mais visitantes do que o melhor mês dos primeiros seis anos! E com o crescimento vem também uma maior responsabilidade de trazer uma maior e melhor cobertura de videojogos. Somos essencialmente um site de análises/críticas, mas também tentamos trazer notícias que consideramos importantes, reportagens, vídeos de "unboxing" e jogabilidade. Ao longo do último ano, fizemos um pouco de tudo isto e recebemos óptimo feedback dos nossos leitores! É isto que nos enche de motivação, mesmo quando é difícil conciliar o tempo dedicado ao Meus Jogos com a vida profissional e pessoal.

O crescimento do Meus Jogos abriu-nos portas que não imaginávamos poder abrir. A cobertura da Gamescom 2016 foi uma das experiências mais gratificantes de sempre, onde tive a possibilidade de assistir a apresentações e sessões de jogabilidade lado a lado com os maiores meios de comunicação profissionais do mundo e até conhecer um dos meus ídolos, Hideki Kamiya. Há algo de profundamente gratificante em participar nestes eventos e poder partilhar as novidades e primeiras impressões diretamente com quem nos segue. O maior exemplo disso foi o evento da Nintendo Switch em Londres, a primeira participação num evento mundial de apresentação de uma nova consola. Foi um daqueles momentos raros em que uma pessoa sente que está a fazer precisamente aquilo que sempre sonhou fazer. Quando lia revistas como a BGamer e a MegaScore, ou assistia a programas como o Templo dos Jogos, sonhava ser eu, um dia, a trazer as novidades do mundo dos videojogos. Bons tempos.


O Meus Jogos é uma equipa amadora encabeçada por mim, Telmo Couto, e pelo Nuno Mendes. Ao nosso lado, temos ainda os colaboradores Ana Alexandre, André Pereira, Ivo Silva e Patrício Santos. É graças a todos que o Meus Jogos é hoje o site que conhecem e é, por isso, em nome de todos que agradeço aos que nos seguem!

Para concluir, deixo-vos com uma lista de alguns momentos e artigos marcantes deste nosso 7º ano de existência:

Obrigado a todos!

- Telmo Couto, Meus Jogos
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10 de março de 2017

Passatempo #1: Ganha o jogo 1-2-Switch!


O Meus Jogos celebra 7 anos, mas quem recebe presentes são os nossos leitores! A Nintendo associou-se ao nosso aniversário com várias ofertas e, por isso mesmo, temos o prazer de iniciar esta semana de passatempos com uma cópia digital do jogo 1-2-Switch para a Nintendo Switch!

Para te habilitares a ganhar, envia-nos um e-mail para geral@meusjogos.pt com o assunto "Passatempo #1". No e-mail, indica-nos o teu nome completo e a resposta à seguinte pergunta:

  • Com quem gostarias de jogar os minijogos do 1-2-Switch, e porquê?

A resposta mais divertida será vencedora! Serão aceites todas as participações enviadas até dia 15 de março às 23:59. O vencedor será revelado na nossa página no próximo dia 17 de março.

Boa sorte!
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Meus Jogos: 7 Anos, 7 Passatempos!


Amanhã, 11 de março, será um dia muito especial para o Meus Jogos, pois iremos comemorar o nosso sétimo aniversário! Qual a melhor forma, então, de celebrar esta efeméride? É fácil: com um total de 7 passatempos!

Como participar? Fica atento à nossa página e acompanha-nos no Facebook, Twitter ou Instagram, onde iremos revelar cada um dos passatempos ao longo dos próximos 7 dias. Entre hoje, 10 de março, e o próximo dia 16, serão divulgados os diferentes passatempos! No dia 17 iremos revelar todos os vencedores.

Entretanto, podemos já adiantar que entre os prémios haverá um jogo para a PlayStation 4, merchandising da Nintendo e um total de três jogos para a nova consola Nintendo Switch!!

Passatempos revelados:
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9 de março de 2017

Super Bomberman R


Análise por Patrício Santos

Super Bomberman R é como a maior parte dos jogos da série Bomberman, simples e eficaz, onde podemos contar com as tradicionais arenas de combate para multijogador, e um pequeno modo estória com pontos engraçados. Lançado em exclusivo para a Switch, ser um clássico que pode ser jogado dentro e fora de casa é bastante gratificante, mas será que o preço pedido se justifica?

Podemos começar por falar no seu modo estória. Neste modo contamos com uma boa quantidade de mundos diferentes para completar, sendo que são oito níveis mais um boss final cada mundo. A estória começa com os mais variados irmãos de Bomberman nas suas brincadeiras, até que acabam por receber uma mensagem do imperador malvado Buggler que, com os seus Dark Bombers, desafia os Bomberman Bros. a lutar nos cinco mundos apresentados ao jogador na campanha. Esta está dividida com animações coloridas e cómicas das personagens do jogo enquanto progredimos pelos mundos e lutamos contra os nossos bosses mas, infelizmente, as legendas do jogo estão localizadas em PT-BR, quando podiam perfeitamente estar em PT-PT.


Regressando aos pontos positivos do jogo, todos estes mundos têm um tema em específico como, por exemplo, um planeta gelado em que os nossos Bomberman Bros. podem escorregar em certas partes da arena, outro em que temos plataformas para saltar, e assim sucessivamente, o que refresca uma vez mais a monotonia que poderia existir neste modo do jogo. Além destes níveis variados, os objetivos em si também o são, tais como salvar um determinado de personagens ou eliminar todos os inimigos presentes na arena e até mesmo aguentar o nível sem perder vidas durante um minuto. Algo que me apercebi enquanto jogava é a sua dificuldade acrescida. Apesar de ser um jogo simples, consegue ser bastante desafiante, e tive mesmo dificuldades em enfrentar alguns dos bosses sozinho. O modo estória pode ser jogado a dois, notei que seria muito mais fácil caso jogasse com mais alguém. No entanto, para facilitar tudo isto, muitos dos blocos destrutíveis existentes nas arenas contêm pequenos upgrades que vão assim, aumentando a capacidade de largar múltiplas bombas, o alcance das chamas na explosão, como também o poder de pontapear ou até agarrar e atirar as bombas para outras partes da arena causando o caos total. Isto tudo vai fazer com que o divertimento seja amplificado o que me agradou imenso.

Quanto ao modo multiplayer, esse não desilude e por várias razões, isto porque podemos jogar numa só Switch com quatro Joy-Cons em simultâneo, seja em casa ou no modo portátil, e se quiserem umas partidas online, podem contar com oito jogadores na arena. Aí sim, o jogo torna-se bombástico. As regras, essas são básicas, o último sobrevivente da batalha é o vencedor.


Na parte técnica do jogo, embora a jogabilidade seja boa, as câmaras podem por vezes afetar a vida ao jogador, isto porque conta com um zoom automático e não conseguimos ter a noção dos perigos que estão presentes na arena.

Concluindo, o jogo não é mau e mantém a diversão da série. O facto de se poder jogar na TV ou no modo portátil é bastante positivo, no entanto podia ter um leque de opções maior. O preço a que o jogo foi colocado no mercado é abusivo para o conteúdo que este nos disponibiliza, pelo que recomendamos aguardar por uma promoção ou redução de preço.
Nota: Esta análise foi efetuada em código final do jogo para a Nintendo Switch, gentilmente cedido pela Nintendo.
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Snipperclips: Cut It Out, Together!


Uma nova consola é sempre uma oportunidade para novas experiências. A Nintendo Switch, pela sua natureza modular, é uma plataforma de excelência para jogos multijogador, trazendo já de raiz um sistema de controlo que pode ser dividido em dois. Não será de estranhar, então, que muitos títulos tirem partido dos Joy-Con para oferecer experiências multijogador, e este Snipperclips é um jogo concebido em torno desta caraterística.

Snipperclips é um jogo indie de puzzles centrado em dois personagens de papel, Snip e Clip. Estes têm a capacidade de se sobrepor entre si, rodar e recortar partes um do outro, o que lhes permite assim mudar de forma para se adaptarem às mais variadas situações. É com esta simples mecânica que todos os puzzles do jogo poderão ser resolvidos. Um comando para cada um, analisar o cenário e objetivo, discutir uma estratégia ou simplesmente ir por tentativa e erro – resolver um puzzle a dois pode ser duplamente frustrante, mas também é duplamente gratificante. O exercício é, no fundo, estabelecer ou aprofundar uma relação entre dois jogadores: "conseguimos!", em vez de "consegui".


O jogo apresenta-nos com 3 mundos/cenários com 15 níveis cada um. Cada nível é um puzzle, mas não há uma solução única para os resolver. O jogo é bastante assente na física e o seu único critério é que o objetivo seja cumprido. Alguns níveis exigem recortar os personagens para caber numa forma específica, noutros é necessário ser-se bastante criativo. Por exemplo, transportar uma bola até um cesto no lado oposto do ecrã pode ser uma tarefa tão simples como complexa, conforme a abordagem escolhida pelos jogadores. A cooperação é essencial. Os controlos são simples e compatíveis com várias configurações, mas a ideia é tirar partido dos Joy-Con enquanto dois pequenos comandos horizontais.

Naturalmente, nem sempre temos companhia para jogar e, por isso, é possível jogar a solo. Em comparação, esta é uma experiência um pouco deprimente, onde o jogador alterna entre os dois personagens. Pode ser considerado um desafio, visto que a jogabilidade alternada torna tudo bastante mais difícil, mas é claramente uma opção que só existe para este título não ser exclusivo para um jogador. Certas abordagens que impliquem o movimento simultâneo dos dois personagens tornam-se aqui impossíveis, pelo que alguns níveis serão um enorme quebra-cabeças para se jogar sozinho.


Além do modo principal existe ainda um "Party Mode". Esta é uma versão do jogo para 2 a 4 jogadores, mas esta já é melhor jogada com menos do que com mais jogadores. Os níveis são diferentes dos encontrados no modo para dois, com desafios bastante mais complexos e adaptados a 4 personagens. Jogado a dois, onde cada um controla um par de personagens, é sem dúvida um desafio interessante com uma complexidade adicional. Jogado a quatro, pode ser caótico: basta uma pessoa não colaborar para dificultar a experiência de jogo. Ainda assim, quando todos cooperam, consegue ser bastante divertido!

Menos relevante é o conjunto de minijogos no "Battle Mode", onde é possível jogar em modos competitivos utilizando as mecânicas que o jogo tem disponível. Infelizmente, nenhum dos três tem grande interesse ou profundidade, servindo para sessões muito rápidas mas contrastando com o espírito cooperativo da restante embalagem.


É uma sorte que Snipperclips tenha chegado à Nintendo Switch logo no dia de lançamento da consola, ainda por cima com direito a demo gratuita na eShop. Não só tem, assim, a visibilidade merecida, como oferece aos compradores uma excelente experiência cooperativa para dois. Pode não ser recomendado a quem joga sozinho, mas é sem dúvida uma aquisição a considerar por todos os jogadores que tenham outra pessoa com quem jogar!
Nota: Esta análise foi efetuada com base em código do jogo para a Nintendo Switch, gentilmente cedido pela Nintendo.
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7 de março de 2017

Nintendo Switch bate recordes da empresa em Portugal

O lançamento da Nintendo Switch está a ser um sucesso de vendas: esta foi a consola da Nintendo mais vendida em Portugal durante o seu primeiro fim de semana nas lojas! Embora seja difícil obter para já número concretos, a Nintendo revelou que esta ultrapassou as vendas de lançamento da consola Wii e que Legend of Zelda: Breath of the Wild foi mais vendido que o popular Wii Sports (na altura incluído com a Wii).

Um sucesso replicado também a nível do território europeu onde a consola bateu os recordes da empresa e, só em França, foram vendidas 105 mil unidades neste período, juntamente com 96 mil unidades do Legend of Zelda: Breath of the Wild. Por comparação, a Wii (já com o Wii Sports) tinha vendido 95 mil unidades no mesmo país (fonte). Também na América, Reggie-Fills Aime garante que a consola bateu os números de lançamento da Wii (fonte), o que parece ser um início bastante auspicioso para o novo sistema que quer ocupar tanto o seu espaço na sala de estar como na mochila em viagem.

Muito deste sucesso deve-se, sem dúvida, ao novo título da saga The Legend of Zelda que está a impressionar tanto a crítica como os jogadores um pouco por todo o mundo. Resta saber se a Nintendo terá capacidade de manter este ritmo com um bom catálogo de jogos até ao Natal!

Segue-se o comunicado oficial divulgado pela Nintendo em Portugal.


NINTENDO SWITCH TEM O MELHOR LANÇAMENTO DE SEMPRE
DA NINTENDO PORTUGAL!

The Legend of Zelda: Breath of the Wild é o maior título de lançamento da Nintendo na Europa batendo o blockbuster Wii Sports!

7 de março de 2017 - A Nintendo anunciou hoje que a Nintendo Switch vendeu mais no seu fim de semana de lançamento no nosso país do que qualquer outra consola lançada pela Nintendo em Portugal, sendo também o maior lançamento de sempre da Nintendo na Europa.

The Legend of Zelda: Breath of the Wild recebeu algumas das melhores análises de sempre da História dos videojogos. À data de 3 de março, é o quarto jogo mais bem classificado de sempre no agregador Metacritic (com uma pontuação de 98/100), e desde 2008 que nenhum jogo alcançava uma nota agregada tão elevada segundo os critérios deste agregador independente.

Além disso, The Legend of Zelda: Breath of the Wild tornou-se no maior título de lançamento de sempre da Nintendo na Europa, superando inclusive as vendas do popular jogo Wii Sports no fim de semana inicial. E tudo isto em março – tradicionalmente um mês tranquilo para a indústria de videojogos.

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Rocketbirds 2: Evolution


Desenvolvido pela Ratloop Asia e publicado pela Reverb Triple XP, Rocketbirds foi lançado originalmente em 2016, no Steam. Uma vez mais temos como protagonista o Hardboiled Chicken, um galo que em nada fica atrás em relação a personagens como Rambo ou o Terminator. Retomando no ponto onde havíamos ficado no primeiro Rocketbirds, a história deste segundo título gira em torno do regresso do ditador Il Putzki, um pinguim megalómano.

O jogo perde algum tempo para mostrar-nos, através de uma bela cutscene, acompanhada pela música dos New World Revolution (os quais devo dizer, são bastante talentosos), como o ditador conseguiu sobreviver a ter sido obliterado pelo herói de poucas palavras que é Hardboiled. Uma vez vislumbrado o vídeo, é-nos dado o controlo de Hardboiled. O nosso objectivo é simples. Infiltrar-mo-nos no covil dos malévolos pinguins e eliminar, uma vez mais, Putzki. No entanto, convém referir que esta é apenas uma das partes do modo história, intitulada Part 1: The Cockup. Existe uma Part 2, chamada de Rescue, na qual podemos escolher de entre um contingente de diferentes galos e galinhas, cada qual com as suas respectivas armas equipamento, e temos a nosso encargo uma missão distinta da vista na Part 1. Com os pinguins a serem, novamente, os inimigos, a diferença reside no facto de termos que reaver o nosso quartel-general, tomado pelas aves fascistas e tentar descobrir o paradeiro de Hardboiled, que está desaparecido em acção. Ambas as partes estão disponíveis para serem jogadas desde o início, sem uma ordem específica.


De salientar que a conclusão de ambas permitirá uma maior compreensão do jogo. Para além das óbvias diferenças a nível da história, a grande diferença entre as duas partes reside no facto da segunda ser mais vocacionada para a componente multijogador (e online). A jogabilidade de Rocketbirds é o que seria de se esperar relativamente a um jogo "run and gun". Para conseguir completar as suas missões com êxito, o jogador deve usar as armas à sua disposição para aniquilar a oposição. Para além das armas que temos inicialmente (no caso de Hardboiled começámos com uma metralhadora e uma caçadeira), podemos apanhar outras, via inimigos. Também dos inimigos podemos obter outros equipamentos, desde munições e itens para encher a nossa barra de energia, até coletes e capacetes, cujos efeitos variam, mas normalmente consistem na melhoria deste ou daquele atributo na nossa personagem. Para além das armas, o jogador é brindado com um muito útil duplo salto, o qual permite aceder a locais outrora inacessíveis para nós.


Contudo, não apenas de tiros desenfreados vive este título. Rocketbirds tem uma forte componente de infiltração, backtracking e resolução de puzzles, uma vez que seremos chamados, por inúmeras vezes, a fazer uso do telemóvel (outro item do jogo) para guiarmos um "inocente" soldado inimigo pelo nível, de forma a que este último abra portas que estão vedados à personagem principal. Embora seja uma funcionalidade pouco vista em títulos do género, o uso do telemóvel e a consequente busca de rede vêem cortar o flow de um título que se pretendia ser energético.

A nível gráfico, este jogo da Ratloop prima pelas cores escuras e cenários pouco inspirados e repetitivos. Isso associado à inexistência de música durante grande parte do nível, tornam-no uma experiência bastante deprimente.


Rocketbirds 2: Evolution deixa a desejar, para fãs de títulos como Contra, Gunstar Heroes ou Metal Slug, no que à diversão e caos absoluto diz respeito,  mas ainda assim não é de todo um mau jogo. Ele beneficia de um replay value elevado, tal é a variedade de personagens e armas para desbloquear, assim como da experiência bastante positiva do multiplayer. Ponto a favor para o humor e a crítica social mordaz de Rocketbirds, assim como para a sua banda sonora, que apenas peca por escassa. Em suma, um jogo para jogadores em busca de um run and gun diferente.

PS: Este é um daqueles jogos que deve ser jogado com um comando, embora seja possível fazê-lo com o teclado.
Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo, gentilmente cedido pela Reverb Triple XP
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Shift DX

Análise por Patrício Santos

Por vezes gostamos de apenas pegar numa portátil e jogar um jogo para relaxar ou passar tempo. Um jogo em que nos agarram durante aqueles minutos que temos realmente de fazer o tempo voar, ou porque estamos à espera de alguém ou sem fazer rigorosamente nada. Para esses momentos temos jogos como Shift DX. Este é um género de jogo que me faz pegar na consola para os momentos “mortos”, um quebra-cabeças portátil com níveis curtos e rápidos de concluir. Obviamente que os primeiros níveis são de facto fáceis e rápidos, não significa que ao progredirmos o jogo mantém esse nível de dificuldade, pois à medida que vamos progredindo as coisas tornam-se mais confusas e complicadas.

O jogo conta com uma protagonista que não tem qualquer nome e foi escolhida como cobaia num laboratório a preto e branco para resolver puzzles. A nossa protagonista tem a habilidade de saltar e igualmente de inverter o nível, isto para podermos resolver os puzzles que nos são apresentados em cada um dos imensos níveis do jogo. Assim sendo, o jogo não conta praticamente com estória alguma, sendo direcionado apenas para quem quer um jogo de puzzles no bolso, o que faz com que Shift DX seja decididamente um jogo para os fãs do género. É engraçado que durante o jogo temos “alguém” que nos dá dicas para onde devemos estar mais atentos e concentrados, enquanto nos esforçamos a pensar qual a melhor forma de solucionar o problema com que nos deparamos. Algo a mencionar é o facto de termos uma bandeira, a qual podemos usar a meio de qualquer nível para nos localizarmos. Uma espécie de checkpoint caso façamos algo de errado, pois podem reiniciar o nível sempre que acharem que é necessário recomeçá-lo do zero.


O jogo conta também com obstáculos e armadilhas, por isso a atenção em níveis desses tem de ser redobrada. Assim sendo, o jogo acaba por não ser tão simples quanto isso e tão vazio como possa parecer. Para além das armadilhas, vamos ter de recolher chaves para abrir passagens que nos estão bloqueadas em certos níveis, e mesmo a inversão dos níveis terá de ser feita múltiplas vezes, o que torna o jogo bastante interessante e só descansamos assim que resolvermos aquele puzzle. Quanto à música, está bem escolhida para o estilo de jogo que é, deixa-nos a pensar, não atrapalha, e até nos ajuda a entrar no espírito, o que é positivo.

Shift DX conta com todos os níveis da série Shift, ou seja, estamos perante a versão definitiva do jogo, embora na minha opinião seja um jogo que podia muito bem fazer o uso do 3D, coisa que não está disponível infelizmente. Os primeiros cinquentas níveis são sem dúvida os mais fáceis, conforme vão avançando as coisas tornam-se mais complicadas e desafiantes. O melhor desta versão é o facto de desbloquearmos uns extras enquanto jogamos. É possível desbloquear um modo Desafio (Challenge Mode), um editor de níveis (Level Editor) no qual podem partilhar com os vossos amigos os níveis criados através de QR Code. Por fim também são desbloqueados padrões de cores (skins) diferentes para os níveis e personagem, não que seja na minha opinião algo de especial mas que é sempre um bónus. O preto e branco são as cores originais, simples mas funcionam devido ao estilo de jogo que se trata, até julgo que seja a melhor opção para não confundir mais do que necessário num jogo em que se trata de resolver puzzles, o quanto menos tivermos para nos distrair, o melhor.


Concluindo, Shift DX é um jogo que dentro do seu género cumpre e bem aquilo que promete, trata-se de um jogo de puzzles, e é nisso que se concentra. Por isso mesmo é um obrigatório para os fãs do género. É um jogo rápido, bom, divertido, interessante e portátil, vale bem a pena jogar.
Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo, gentilmente cedido pela Nintendo.
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