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28 de dezembro de 2017

Persona 5


Ao aproximar-se o final do ano lembro-me dos jogos que mais me marcaram, entre eles alguns que fui adiando a sua análise, mas que não podia deixar passar, e num ano com títulos de peso um dos que mais me marcaram foi Persona 5, um jogo com um impacto a nível pessoal maior do que pensava! Após longos anos à espera ele chega finalmente a tempo do 20.º aniversário da série Persona, série spin-off de Shin Megami Tensei (SMT ou Megaten como é conhecido entre os fãs), que com o passar dos anos se tornou numa série com tanta importância como a principal.

É difícil nunca ter ouvido o nome Persona, um RPG onde adolescentes são capazes de invocar demónios enquanto vivem o seu dia-a-dia normalmente indo às aulas, fazendo exames e lidar com todo um leque de dramas pessoais e dos que os rodeiam. Foi com Persona 3 na PS2 que a série recebeu um bom boost de popularidade, principalmente por cá, e agora conta com uma boa legião de fãs que aguardam o próximo capítulo, enquanto vão recebendo jogos de dança, luta, séries de animação e até mesmo RPGs alternativos, como Persona Q.


Pela primeira vez na série vamos para Tóquio, algo novo pois os jogos anteriores eram passados em localidades fictícias. A grandiosidade da cidade é explorada em pequenos bairros onde nunca senti falta de atividades, mesmo tendo uma liberdade muitas vezes limitada principalmente à noite, onde um gato falante me obrigava a ir dormir. O protagonista é enviado para Tóquio após ter sido acusado de um crime e fica ao encargo de Sojiro, dono do café onde vai habitar durante um ano, e terá de prosseguir os seus estudos numa escola local. Mas a história não começa assim: começamos o jogo a assaltar um casino, vestido a rigor, mas somos capturados e depois o enredo é contado em flashbacks através do protagonista, enquanto vai sendo interrogado.

A primeira reação ao jogo são os visuais, que para um jogo de PS3 (com melhorias na PS4) está incrível! Há imenso detalhe desde os personagens aos cenários, criando uma grande imersão no jogo que é ajudada pela banda sonora, que troca o pop de Persona 4 por jazz e funk, enquanto passeamos pela cidade. Todo, mas todo o jogo grita estilo, com um design excelente desde os simples huds às transições entre menus que são todos animados, juntamente com transições fluídas entre ecrãs. Durante as mais de 120 horas que tive de jogo não contei com um único momento parado, aborrecido ou estático, em que até mesmo os loadings (rápidos) são animados e demonstram bem o quotidiano em Tóquio, tal como vão dando breves dicas sobre o desenrolar da história.


Sendo um RPG old-school este mostra bem as suas raízes, onde convém tirar partido das fraquezas dos inimigos de modo a ganhar turnos extra. O jogo demonstra muito bem como fazer um grande RPG com batalhas por turnos, através de menus rápido e acessíveis, resultando num excelente ritmo. Deu-me um enorme gozo ter batalhas, nem que fosse pelas músicas que tocavam, mas também pela sua dificuldade: o jogo não é difícil, mas se assim desejar há modos de dificuldade superior onde a mínima distração resulta em Game Over. As armas de fogo estão de regresso das origens de Persona, tal como os demónios de SMT e o seu modo de recrutamento, fiel à série original resultando num excelente throwback, e embora não enfrentemos os Shadows de Persona 3 e 4 esses não são esquecidos pois têm algum papel neste jogo.

Tal como nos restantes capítulos há um grande hábito de criar e explorar mitos urbanos, o que me agarra imenso, e tal é devidamente explorado numa cidade habitada por milhões de habitantes! Encontrei-me no meio de dois acontecimentos: um em que algumas pessoas ficavam estranhas, apáticas, levando até mesmo à sua morte, e outro dos misteriosos Phantom Thieves, o grupo composto pelos protagonistas, que são o tema central do jogo. Eles aparecem como uma espécie de justiceiros, capazes de roubar corações no sentido que conseguem mudar qualquer pessoa de modo a expor os seus crimes ou segredos mais obscuros. A sua popularidade tem muita importância no jogo, e estes Phantom Thieves são capazes de entrar em Palaces, representações do subconsciente dos seus alvos, habitados por inúmeros demónios. A exploração destas masmorras é bastante boa, com alguns puzzles simples mas interessantes, e salvo raras ocasiões não era repetitivas.


Cada um dos heróis tem um despertar, um awakening em que fazem um contrato com um persona, um demónio que representa personalidade de cada um. O jogo brinca aos super-heróis e cada personagem encara velhos ícones, desde heróis a ladrões ou anti-heróis, juntamente como o seu persona. O personagem principal é Joker, que leva à letra o tema de wild-card, o jack-of-all-trades habitual do protagonista, que juntamente com o seu persona Arsene encaram o ladrão cavalheiro da literatura francesa Arsène Lupin. Outros personagens usam personas baseados em figuras icónicas como o famoso Zorro, o navegante e pirata escocês Capitão Kidd, a femme fatale Carmen entre outros. Todos os personagens vestem-se também a rigor, encarando à letra a temática, e o uso de uma máscara é algo bastante vincado no jogo.

As habilidades dos personagens são vitais nos combates e Persona 5 mostra bem as suas raízes da série SMT, onde temos de criar vantagem sobre os inimigos tirando partido das suas fraquezas, de modo a ganhar turnos extra. O jogo demonstra na perfeição como fazer um bom RPG à antiga por turnos com um sistema de menus acessível e extremamente rápido de usar, o que faz com que as batalhas tenham um excelente ritmo e fluidez, sem um único momento lento. Dá um prazer enorme enfrentar inimigos quer pela velocidade das batalhas, e também devido às excelentes músicas. Algumas batalhas,  principalmente os bosses, foram as mais memoráveis dos meus últimos anos dentro do género!

Tal como os outros main characters, Joker é capaz de invocar e usar vários personas durante o combate e fazer fusões entre eles, mas para tirar partido disto tudo convém estabelecer fortes laços sociais com os vários personagens que vamos conhecendo ao longo do jogo, sejam jogáveis ou não. Estes já tradicionais Social Links conseguiram-me cativar imenso no jogo, tendo gostado de praticamente todos ao contrário do que aconteceu com os 2 jogos anteriores! Desta vez também não perdemos afinidade caso ignoremos um ou outro personagem, o que para mim foi um alívio pois com tantas atividades por onde escolher acabava por não ter tempo para tudo. Até porque convinha aumentar os parâmetros do personagem através de estudos ou comer hamburgers gigantes, de modo a ser devidamente respeitado e desbloquear ainda mais Social Links, entre outras coisas.


Estas atividades vão desde ir a cafés, restaurantes, ginásios, ver filmes, jogar video-jogos, entre muitas outras coisas. Desapareceram os clubes da escola, algo que senti falta no início mas que rapidamente me esqueci que tal coisa tinha existido em jogos anteriores. Volta a possibilidade de nos envolver emocionalmente com outras personagens, embora isso não seja muito significativo, mas atingir o máximo de relação com o máximo de Social Links dá recompensas bastante boas, levando-nos a controlar bem a nossa agenda para tirar o melhor partido de tudo. A agenda é bastante apertada, pois não só temos um prazo para concluir os palácios, como há exames e outras coisas que temos de concluir. Existe ainda uma masmorra endless que não só serve para lidar com alguns pontos da história, como é um ótimo local para fazer grind de níveis e dinheiro.

Mas algo que tenho vindo a referir durante a análise é a banda sonora, sem dúvida a minha favorita do ano! Desde os vários temas enquanto andamos a explorar a cidade ou masmorras, mas principalmente as músicas das batalhas, são todas memoráveis e encaixam perfeitamente no espírito do jogo. É daquelas bandas sonoras que dá vontade de ter e ouvir casualmente durante o nosso dia-a-dia, deixando alguma vontade de voltar ao jogo! A série habituou-nos a um bom voice acting e assim continua, desta vez com a opção de poder jogar em inglês ou japonês, e dei por mim a jogar com as vozes em japonês pois senti que se enquadrava melhor, embora não percebesse o que estava a ser dito em algumas situações (vozes de fundo, algumas frases nas batalhas) por não ter legendas.


Não podia haver melhor celebração dos 20 anos da série, e Persona 5 é um jogo obrigatório para os fãs do género, e também um ótimo título para os que habitualmente não jogam RPGs (principalmente japoneses) e querem experimentar algo dentro do género. Um jogo que nos chega numa altura em que os RPGs mais tradicionais parecem estar fora de moda, e que demonstra que ainda é possível fazer grandes jogos dentro do género com um aspecto muito moderno, sem um único ponto enfadonho nas imensas horas de jogo pela frente. A sensação que tive ao concluir o jogo (que me parece ser o consenso geral entre os fãs) é a de saudade e despedida de um bom grupo de amigos, ficando uma grande vontade de voltar ao jogo, aproveitar o New Game Plus e explorar ao máximo tudo o que deixei passar no jogo.


Nota: Esta análise foi efetuada com base numa cópia adquirida pelo autor do artigo, para a PlayStation 4.
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22 de dezembro de 2017

Passatempo de Natal - Jogos Nintendo Switch


Em parceria com a Circle Entertainment, temos um fantástico passatempo de Natal para a Nintendo Switch! Temos 8 códigos ao todo para oferecer no próximo dia 25 de dezembro, referentes aos seguintes jogos:
  • Kamiko
  • KOI
  • OPUS: The Day We Found Earth
  • Pan-Pan
No dia de Natal iremos sorteá-los entre todos os participantes para que possam adicionar ao sapatinho um novo jogo para a Nintendo Switch. Participar não podia ser mais fácil: basta seguir as instruções do widget em baixo.


Nota: os códigos são válidos apenas para contas europeias.
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21 de dezembro de 2017

Max: The Curse of Brotherhood


Pode não parecer, mas este Max: The Curse of Brotherhood é uma sequela de Max & The Magic Marker, um jogo de plataformas curioso que tirava o partido da Wii para desenhar no ecrã e resolver alguns puzzles. O segundo jogo do Max levou com uma grande transformação no estilo artístico para um grafismo mais realista e detalhado, sendo originalmente lançado em 2013 para a Xbox One. Depois de ter sido adaptado para a PlayStation 4, o jogo chega agora à Nintendo Switch onde parece ter encontrado a plataforma ideal, no formato portátil.

Embora tenha concebido o jogo com a Xbox One em mente, a Press Play não quis abdicar da ferramenta de eleição do Max, o seu marcador mágico cor de laranja. Aqui, premimos um botão para ativar o marcador e depois podemos controlá-lo com o analógico para interagir com certos elementos do mundo. O mesmo acontece quando jogamos na Nintendo Switch, a menos que a tenhamos em modo portátil para utilizar o touchscreen. Controlar o jogo com os botões e tocar no ecrã sempre que queremos manipular o mundo é simplesmente a única maneira boa de jogar The Curse of Brotherhood. Por esse motivo, a experiência de jogar na TV é consideravelmente inferior.


A história é bastante simples. Um dia Max chega a casa e irrita-se com o irmão, lançando-lhe uma maldição. Imediatamente a seguir arrepende-se quando vê o maninho a ser levado por um vórtice e segue-o para o salvar das garras do vilão Mustacho. Este é um jogo de plataformas bastante linear que alterna entre sequências de puzzles, exploração e perseguições. Não apresenta nada de muito inovador, mas é um jogo bem executado, que poderia ganhar com uma jogabilidade mais precisa: os saltos são um pouco "floaty" pelo que nem sempre é fácil de calcular onde o personagem vai aterrar. É uma questão de hábito. Também não é um jogo muito extenso, podendo acabar-se em cerca de 6 horas de jogabilidade.

Os gráficos são bastante bons e os cenários bonitos, ficando mais interessantes após se passar a primeira fase que corresponde a um deserto. Em geral a adaptação para a Switch foi bem conseguida no modo portátil, mas quando jogamos na TV notamos algumas quebras na fluidez sem razão aparente. Mais um motivo para o jogar fora da dock. O jogo foi buscar alguma inspiração a filmes como os Goonies e Indiana Jones, mas em termos visuais recordou-me do clássico Heart of Darkness para a PSX.


Sendo um jogo de plataformas interessante com um conceito perfeitamente adequado à Nintendo Switch, The Curse of Brotherhood é uma recomendação fácil aos apreciadores do género pelo preço reduzido que pedem por ele.
Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Nintendo Switch, gentilmente cedido pela Stage Clear Studios.
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Blossom Tales: The Sleeping King


"Uma ligação ao passado". Foi o primeiro pensamento que me ocorreu quando me chegou às mãos este Blossom Tales: The Sleeping King, um jogo cujas semelhanças com The Legend of Zelda: A Link to the Past saltam imediatamente à vista. No entanto, esta não é coincidência nem uma simples imitação, pois o jogo tem uma abordagem própria ao género, mesmo que não esconda o amor ao clássico da Super Nintendo.


Blossom Tales é a história do Blossom Kingdom, contada pelo avô às suas netas. O que vemos e jogamos é o imaginário coletivo deste momento familiar junto à lareira, talvez a história que um dia contaremos aos nossos netos. Coloquemo-nos na sua pele e talvez o Link fosse a menina Lily e o reino um mundo de flores e borboletas porque é disso que estas duas pequenas gostam de ouvir falar. O Rei foi traído pelo irão, um feiticeiro maléfico que o colocou num sono profundo para poder assim tomar conta do reino. Só a nossa jovem heroína poderá salvá-lo, tendo para isso de explorar o mundo e conquistar as suas masmorras.

Quem conta um conto, acrescenta um ponto. Ao longo da aventura, o avô vai narrando alguns acontecimentos, mas as netas também querem participar. "Avô, ninguém acredita que não houvesse monstros nessa gruta", diz a certo ponto uma das netas. Este entusiasma-se e acaba por enchê-la de inimigos no seu relato. Por vezes as netas têm opiniões diferentes e compete ao jogador decidir o que vai escolher, afectando por exemplo o tipo de inimigos que se encontram numa área. É magnífico, não pela pequena consequência, mas por aquilo que simboliza: a simbiose entre quem conta e quem escuta uma história.


O jogo joga-se praticamente como os títulos da série Legend of Zelda em 2D, com uma panóplia de itens para colecionar que permitem avançar na história, grutas secretas para encontrar e alguns puzzles para resolver, sempre muito bom a nível de controlos. As masmorras não são tão complexas ou desafiantes em termos de quebra-cabeças, mas são extensas e com vários "checkpoints". Os bosses são muito bons! O que o jogo não tem em originalidade compensa na apresentação, com gráficos cheios de charme e cenários bastante bonitos. Apenas a banda sonora podia ter sido um pouco mais interessante.

Muitos inimigos, locais e eventos remetem-nos para o clássico A Link to the Past, capitalizando na nostalgia. Talvez por isso seja um exclusivo Nintendo Switch a nível de consolas. Nostalgia assumida e encarnada no avô, que agora conta as suas histórias a uma nova geração.


Não poderia haver melhor timing para o lançamento deste jogo do que agora, pelo Natal. Um jogo delicioso, com uma longevidade satisfatória e, principalmente, que ficará na memória.

Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo, gentilmente cedido pela FDG Entertainment.
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20 de dezembro de 2017

Hiragana Pixel Party


Para quem está a estudar a língua japonesa este jogo tinha aquele potencial didático para ajudar na memorização dos alfabetos nipónicos, mas não. Senti-me ainda mais confuso depois de alguns minutos com Hiragana Pixel Party. Que é uma festa é, não há volta a dar, mas Hiragana Pixel Party é mais jogo rítmico que outra coisa. É um jogo com ênfase no treino da memória muscular e nisso até se safa.


Os visuais queridos e coloridos, as músicas mexidas com a nossa participação fazem deste runner um jogo a ser jogado se não tiverem mais nada para fazer. Também pode ser apelidado de sidequest se já tiverem conhecimentos básicos da língua. O público ocidental agradece qualquer janela para a cultura oriental e que lhes permite conhecer alguma coisa, aprendendo no processo, mas não recomendo usarem este jogo como iniciação. Se de início é bastante simples e acessível, o jogo evolui e aumenta de dificuldade: passa de dois caracteres para mais e para palavras inteiras; a velocidade está sempre a aumentar também. Se acharem que este alfabeto é fácil, então fiquem a saber que a Sprinloaded inseriu sem quaisquer custos adicionais o alfabeto Katakana, apenas usado para palavras internacionais como o nosso nome e isso.

Para ajudar à festa, a posição dos caracteres muda consoante a tentativa. Se acabam por decorar uma posição é bem provável que seja diferente da próxima vez, portanto prestem atenção ao ecrã e ao som que enuncia os caracteres antes de cada obstáculo. Se acertarem, a personagem salta, se falharem, perde energia até perder o nível. Estou a tentar arranjar mais pontos positivos sobre este jogo, talvez a pixel art – tenho um fraco pelo estilo e os cenários são bastante mais interessantes e misteriosos com criaturas em segundo plano que poderiam dar origem ao seu próprio jogo.


Não obstante, apesar de não ter gostado não quer dizer que vocês não possam. O jogo consegue coçar aquela comichão por jogos rítmicos e cultura oriental. Talvez entre sessões de estudo até saiba bem ou talvez fiquem mais frustrados. Ou passem à frente, o mundo não acaba.

Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Nintendo Switch, gentilmente cedido pela Springloaded Games.
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Meus Jogos x Gonelf: Giveaway do Ginger: Beyond the Crystal


O Meus Jogos e o Gonelf estão de volta com mais um giveaway conjunto! Desta vez, é o Ginger: Beyond the Crystal para a Nintendo Switch. Participa até ao final do próximo dia 22 de dezembro e poderás receber este jogo de presente no sapatinho!

Vê aqui o trailer do jogo e participa no widget em baixo:

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19 de dezembro de 2017

Os Indie Lusitanos na Comic Con


Foram oito os estúdios indie a marcar presença na última edição portuense da Comic Con portuguesa. Cada um deles com a sua proposta para o novo grande hit nacional. Vejamos agora, um pouco mais de perto, quais foram essas propostas.

Os famosos Nerd Monkeys brindaram-nos com a sequela de um dos melhores jogos portugueses dos últimos anos. Com lançamento previsto para o próximo ano, Inspector Zé e Robot Palhaço em o Assassino do Intercidades, traz-nos inúmeras mudanças no que ao gameplay do seu antecessor dizia respeito. Embora mantendo-se fiel ao estilo de adventure game, o Assassino do Intercidades, introduz diversos puzzles e mini-jogos, prometendo dar ao jogador toda uma nova experiência. Para além disso, o jogo da Nerd Monkeys, que se encontra dividido em quatro actos, tem três sidequests, cuja dificuldade varia, e inúmeros colectibles, o que lhe dá uma longevidade enorme. Com música orquestrada, visuais muito próprios e melhorias consideráveis nos diálogos em inglês, o Assassino do Intercidades promete muito.



A Fabamaq é uma empresa portuense responsável pelo desenvolvimento de inúmeros jogos de casino não apenas em Portugal e Espanha, mas também em países como o México, Filipinas e o Cambodja, e brindou-nos não com um, mas dois jogos na sua versão final, que podem ser jogados atualmente em casinos. Artic Blast e Underwater Ritches são dois jogos de Bingo que adicionam elementos que não existem  no tradicional. Ao contrário do Bingo tradicional, estes dois jogos da Fabamaq permitem ao jogador usar uma Magic Ball, o que permite a este escolher qualquer bola, assim como presenteia-o com pequenos mini-jogos, que servem como zonas de bónus. Muito semelhantes entre si, se bem que com temáticas e áreas bónus distintas, estas duas novas propostas da Fabamaq permitem-nos jogar alternado entre o ecrã táctil e os botões das arcades para as quais se destina.


A One Pun Games trouxe-nos uma demo bastante promissora de um título ainda em desenvolvimento. Ako: Journey to the Spirit Realm, da autoria de Christian Rigstad e Artur Rosário, tirou inspiração dos mitos e da estética japonesa para nos trazer as aventuras de uma personagem, Ako, que se encontra presa no mundo dos espíritos. Neste mundo aberto, repleto de puzzles para resolver, a forma de combater os inimigos promete ser tudo menos convencional, uma vez que para os bater devemos fazer uso do ambiente e da nossa astúcia, em vez de simplesmente usarmos a força bruta. De salientar que em Ako será dada grande importância às nossas acções, que afectarão negativamente ou positivamente a relação do jogador com os NPC's que o rodeiam. Com uma música melodiosa criada de raiz para o jogo, belos cenários (como as colunas de livros), e uma duração que se pretende curta, Ako que nasceu de uma ideia concebida na Faculdade promete e muito.


Gostam de jogos como Arkanoid e Tetris? Estão desejosos por um novo desafio no que a jogos de telemóvel diz respeito? Então Blow Up Pieces, da PrimeMakers é o jogo indicado para vocês. Aqui assumimos o controlo de Mike, uma galinha que é a mascote do estúdio. Esta procura evitar o amontuar das peças no ecrã e faz-lo com o recurso a inúmeras bolas que lança contra as peças, destruindo-as. Contudo, de quinze em quinze níveis a dificuldade irá aumentar, com a injecção de maior velocidade e peças bem mais resistentes (que aguentam até três hits). Mike é dotado de uma habilidade especial, o Magnet, assim como de animações muito próprias. Um jogo rápido, Blown Up Pieces poderá ainda ter ainda outros modos de jogo, para além da sua experiência single-player. É esperar e ver.

    

Finalista do prémio Playsation deste ano, Lux Tenebrae, da Atom3 Studios, é um walking simulator no qual o jogador pode escolher de entre seis personagens, vivendo a vida das mesmas e interagindo com as outras. Inspirado no jogo Amnesia, Lux permite-nos ainda optar por jogar de dia ou de noite, com consequências directas na experiência. Como em Castlevania 3 também aqui temos monstros nocturnos, num jogo cujo foco é a exploração, narrativa e resolução de puzzles. Lux é jogo na primeira pessoa, no qual somos assombrados pelos nossos adversários e no qual a única formas de nos livrarmos deles passa por expiar os mesmos.



Também da Atom3 Studios temos Ellie Moon. Um título curioso no qual a personagem principal (que dá nome ao mesmo) pretende ir à Lua para encontrar os pais. Os grandes adversários de Ellie são os Shadows, criaturas quer procuram transformar todos os outros seres vivos em sombras. Ellie que foi atacada por um destes monstros apenas sobreviveu porque estava na posse de um pedaço da Lua, que tornou o seu cabelo brilhante, mas deixou-a dependente da absorção constante de energia para sobreviver. Um jogo com muito trabalho pela frente, Ellie Moon apresenta ideias visualmente muito interessantes, como é o caso da barra de energia corresponder à intensidade do brilho capilar de Moon. A seguir.

A Once a Bird por sua vez trouxe-nos Outsider, um jogo de puzzles com gráficos vectoriais e uma forte componente artística. A personagem principal, um robot chamado Hud-Ini (como o famoso mágico escapista), depois de ser activada por nós, apercebe-se que a humanidade está à muito extinta e o universo está também ele perto de atingir o seu final. Hud-Ini procura então escapar a este mesmo destino. Um jogo inteligente que mais parece um filme de animação dada a sua beleza, Outsider será lançado para a Steam e X-Box One.


A Time4Start trouxe a sua série mais popular, Zookky, um jogo touch cujo principal objectivo passa por tocar nos quadrados e apanhar todas as peças. Acessível para ser jogado por qualquer faixa etária e totalmente gratuito. 

Finalmente, e ainda numa fase muito inicial temos VRock, um simulador virtual que busca trazer-nos com a maior autenticidade possível a experiência de tocar numa banda, seja como baterista, vocalista ou guitarrista. Atualmente um produto da Adamastor Studios, VRock foi iniciado pelo agora extinto GameStudio78 e venceu a edição anterior dos prémios PlayStation.

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18 de dezembro de 2017

Dragon Ball FighterZ terá beta aberta em janeiro!


Se em 2017 um fighter de grande calibre como Tekken foi lançado pela Bandai Namco e conquistou os fãs, em 2018 certamente serão os fãs de DragonBall que vão viver o provavelmente melhor jogo da série em anos! Goku e os seus amigos estão de volta em Dragon Ball FighterZ. Se já assistiram ao mais recente trailer, em baixo, julgo que vibraram intensamente. O vídeo faz um recapitular dos inimigos mais tenebrosos que Goku enfrentou ao longo da sua vida até ao Black Goku. O mais emocionante é que a música inserida no trailer é o famoso segundo ending da série Dragon Ball Z na versão japonesa “We were Angels”. Os amantes da versão original como eu, ficaram arrepiados ao assistir a este brilhante trailer. Mas não é acerca disso que se trata esta notícia.


Trata-se sim da beta aberta do jogo, que irá decorrer nos dias 14 e 15 de janeiro. Quem fizer a pré-compra do jogo terá acesso à beta um dia antes e podem começar a dar os primeiros pontapés e socos a partir das 08h00, terminando no dia 14 às 07h59. Todos os outros, aqueles que não reservaram, terão a oportunidade jogar no dia 14 às 08h00 com o término às 08h00 do dia 16 de janeiro. A Bandai Namco irá revelar num futuro próximo quais os personagens e os modos que estarão disponíveis para a beta livre.

Dragon Ball FighterZ é sem dúvida um dos jogos mais aguardados do ano 2018. O melhor de tudo é que a espera pelo produto final será curta, pois o jogo estará disponível já no dia 26 de janeiro para a Xbox One, PS4 e PC. Quanto a vocês não sabemos, mas nós por cá estamos em pulgas para jogar!

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Serial Cleaner


Repetição. Repetição. Tanto pode ser boa como pode ser má. Permite refinar as nossas habilidades ou esgotar a paciência. Infelizmente em Serial Cleaner é a segunda opção. Não é um mau jogo, mas não fez clique comigo.

O trocadilho do nome revela um pouco do jogo: tem a ver com assassinos e limpeza? Bingo. O twist deste Serial Cleaner é que os assassínios não são cometidos por nós, mas pelos nossos amigos mafiosos, nós só temos de limpar os cenários do crime e isso implica retirar os corpos, apanhar armas do crime ou outros objectos ou aspirar o sangue – sim, leram bem. É um conceito engraçado com um estilo apelativo, mas a natureza repetitiva ao longo dos vinte e poucos níveis é um revira olhos.


As mecânicas do jogo são interessantes enquanto o são, começamos em casa a receber uma missão e temos alguns pontos de interacção com objectos e a nossa mãe. Depois recebemos um telefone e lá vamos trabalhar. Os níveis são fixos e não aleatórios, mas a disposição dos corpos e objectos muda sempre que morremos, o que impede qualquer tentativa de erro e sucesso. É frustrante porque não nos deixa aprender o nível, mas faz com que estejamos sempre alerta a cada jogada. Não podemos atacar os adversários (polícias e outros) e quando nos atacam/prendem temos de começar de novo. Existem alguns esconderijos espalhados que nos safam, mas é só isso. Se quisermos evitar a atenção destes temos de ter observar os seus cones de visão, muito à Metal Gear Solid, e não passar à frente. Depois, em alguns níveis, podemos alterar os seus percursos. Os nossos passos fazem barulho e é importante termos esse detalhe em conta, principalmente quando nos metemos a aspirar sangue – a aspirar sangue…

O look anos setenta/oitena trabalha a favor do tema do jogo, com uma estética muito recta e dura. A banda sonora usa os seus baixos e ritmos mais funky para complementar a época. No geral, desde a caracterização da personagem ao mundo, Serial Cleaner é quase uma dedicatória aos filmes de então, Reservoir Dogs, Jackie Brown, Miami Vice, etc.

Agora, se procuram uma narrativa coesa que acompanhe o jogo todo, podem procurar noutro lado. Se apenas quiserem algo fácil de pegar e jogar, têm aqui uma boa aposta. A natureza dos puzles, a dificuldade crescente também oferece desafios a quem gosta de quebrar a cabeça a jogar.


Não é para mim, mas pode ser para vocês. Gostaram do que leram? Arrisquem e aspirem lá esse sangue todo, mas não tentem em casa que ainda estragam o aspirador.

Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Nintendo Switch, gentilmente cedido pela iFun4All
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14 de dezembro de 2017

Passatempo de Natal - Ganha jogos para a Xbox One!


Este Natal os nossos leitores que tenham uma Xbox One estão "super sortudos", pois temos ao todo 6 jogos familiares para oferecer que irão fazer as delícias tanto dos mais novos como dos pais! Tudo isto, com o apoio da Xbox Portugal.

Serão sorteados os seguintes bundles de jogos para a Xbox One:

  • Super Lucky's Tale + Rush: A Disney Pixar Adventure
  • Super Lucky's Tale + Disneyland Adventures
  • Super Lucky's Tale + Zoo Tycoon

Tens até ao final do dia 18 de dezembro para participar! Os vencedores serão publicados na nossa página do facebook, assim como no widget do passatempo em baixo.

Nota: Limitado a residentes em Portugal. Serão sorteados 3 vencedores, que serão contactados por e-mail de forma a obter a morada para envio dos prémios (via CTT). Caso algum dos vencedores não responda em 24h ou sua a morada não for em território nacional, será escolhido um novo vencedor.
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13 de dezembro de 2017

LocoRoco 2


Este ano a Playstation 4 tem recebido vários portes da bem-sucedida PlayStation Portable. Títulos como LocoRoco e Patapon já se encontram disponíveis na PS Store, mas para se juntar à festa chega-nos agora LocoRoco 2.

Após o sucesso do primeiro jogo na PSP, foi lançada uma sequela para a mesma portátil. Passados quase 10 anos desde o lançamento original, eis que LocoRoco 2 surge em HD na PS4. O importante de um remaster nos dias de hoje é que a novíssima versão traga mais conteúdo, um upscaling decente, preço acessível e que não tenha quebras de frame rate.


Para um jogo que carrega alguns anos nas costas, a versão HD é lindíssima. Isso já aconteceu com o remaster do primeiro título, neste seria evidente que as coisas estariam no ponto no que diz respeito à qualidade que nos é transmitida na TV. Melhor ainda será certamente quem jogar LocoRoco 2 numa PS4 Pro para tirar proveito da tecnologia 4K, embora quem jogar numa PS4 não sentirá falta da qualidade pois é perfeitamente jogável e o ecrã continua colorido e animado com o seu belo Full HD 1080p.

Apesar de ser muito bonito enquanto jogamos, quando assistimos às cut-scenes, temos de volta os pixéis horrorosos os quais a Sony podia muito bem ter evitado, nem que trabalhassem em algo novo. Um jogo "remastered" com as cutscenes num upscale em que é possível notar os pixéis fica muito feio. O que vale é que as cutscenes, para além de serem curtas, não interferem no gameplay.

Mas se querem saber acerca de alterações positivas foi a qualidade de som, essa sim está bastante audível e num jogo como LocoRoco 2, onde a banda sonora é peça essencial na aventura, forma o puzzle na perfeição, então se jogarem num bom sistema de som, as músicas estão mais “catchy” que nunca. Porque LocoRoco 2 é famoso não só pelo seu charme e originalidade como também pela sua música, se nunca jogaram nenhum jogo da série experimentem ouvir algumas músicas. Sendo a versão PS4 e tendo o Dual Shock 4, não se assustem quando ouvirem as vozes destes “malucos” a cantarolar pelos speakers do comando.


Quanto ao gameplay, não há muito a dizer, é uma sequela, não conta com alterações, trata-se do mesmo esquema de botões, L1 para virar o mundo para a esquerda e R1 para a direita. Saltando e rebolando, encontrando os Muis perdidos, este continua a ser o nosso objetivo. Embora tenha uma novidade ou outra, desta vez, temos de limpar as flores que foram atacadas por nuvens negras e o planeta está poluído por estas nuvens negras. Além destas nuvens negras que poluem o mundo de LocoRoco, um novo tipo de colecionáveis junta-se à festa. Como neste capítulo a componente musical está em força, nada como apanhar notas musicais pelo jogo fora dando origem a uma música divertidíssima. Os LocoRoco’s continuam a ser imensos e variados. A função do botão círculo mantém-se, servindo para eles se separarem ou juntarem com o intuito de se tornar num só gigante LocoRoco. Os minijogos de ritmo estão igualmente de volta neste capítulo.

É importante referir que o primeiro remastered contou com controlos de sensores e neste título essa mesma opção está incluída. Embora não nos seja apresentado no tutorial, para que ativem essa opção basta premirem o painel tátil do vosso comando. A vibração está igualmente incluída tal como os sons que são transmitidos através do speaker do Dual Shock 4.


Para finalizar, talvez este seja o caminho para a Sony trazer uma nova sequela a esta franchise que apesar de simples, consegue deixar um sorriso no rosto dos jogadores independentemente da idade que tenham, é um género inovador, diferente do habitual, charmoso e apelativo, agora em HD, é a oportunidade ideal de jogarem caso não o tenham feito no passado.

Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a PlayStation 4, gentilmente cedido pela SIEE. Por lapso, a publicação indicava que este jogo não incluía controlos por movimento. A informação encontra-se retificada.
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12 de dezembro de 2017

Vendas da Nintendo Switch ultrapassam os 10 milhões


Com 9 meses de vida a Nintendo Switch parece ter convencido o mundo, tornando-se numa consola bastante desejada durante esta Black Friday e época natalícia. Segundo os números oficiais, as vendas da consola superaram os 10 milhões de unidades vendidas em todo o mundo, superando as estimativas apontadas por muitos, mesmo pela própria Nintendo!

Foi um ano muito positivo para a consola, com títulos de peso como Super Mario Odyssey e The Legend of Zelda: Breath of the Wild, este que foi recentemente aclamado de "Game of the Year" pela The Game Awards e Golden Joysticks. Recebeu vários outros jogos, desde ARMS, Mario Kart 8 Deluxe e Splatoon 2, e tem vindo a chamar vários títulos third-party de peso como Doom, Stardew Valley, Skyrim ou Rocket League, e ainda imensos jogos indie que chegam às dezenas todos os meses.

Em comunicado oficial o presidente da Nintendo of Europe, Satoru Shibata, declarou:
"Estamos muito felizes por fãs de toda a Europa e do resto do mundo estarem a apreciar as experiências de jogo que só a Nintendo Switch pode proporcionar, seja as mais recentes aventuras com o Super Mario e Link, ou jogos únicos como 1-2-Switch, em que os jogadores olham um para o outro e não para o ecrã".

Até ao fim do ano a consola poderá vender ainda mais, e quem sabe se não vai aparecer embrulhado debaixo de muitas árvore de Natal. 2018 também prometer ser um ano interessante, com jogos de peso como Bayonetta 1 e 2, Project Octopath Traveller, Mega Man 11 (e coleções de jogos desta série), entre outros por revelar! A grande dúvida que resta é saber se no seu primeiro ano de vida, a Switch irá superar o número de vendas totais da Wii U.
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Fall of Light


Imaginem um mundo sem luz, sem esperança. Um mundo onde as trevas foram as vencedoras do eterno conflito e criaturas malévolas, outrora escondidas, caminham livremente e repletas de impunidade. Este é o mundo que nos é apresentado por Fall of Light, um jogo desenvolvido pela Runeheads.

Neste título que combina elementos de diversos géneros (hack and slash para o estilo de gameplay, dungeon crawler para o design dos níveis e RPG para o necessário level-up), e assumimos controlo de um cavaleiro mudo, Nyx, que procura escoltar em segurança a filha, Aether, tentando encontrar o único local onde a luz ainda brilha. Pelo caminho, Nyx e Aether irão deparar-se com diversas outras personagens. Umas benevolentes e outras nem tanto. A mecânica de Fall of Light, que parece retirar forte inspiração de clássicos com Dark Souls e Diablo, assenta na resolução de puzzles, na exploração das áreas de jogo e na aniquilação dos adversários que nos surjam pelo caminho. Se as duas primeiras são executadas pelos programadores de forma bastante positiva, o mesmo não se pode ser dito em relação à terceira.


O combate, mais do que difícil, é tedioso e muitas vezes imprevisível. A existência de uma barra de stamina que desce a cada movimento dado pelo protagonista (e apenas sobe quando este está totalmente imóvel) limita demasiado as nossas acções. Muitas vezes, o simples uso da esquiva resulta na perda excessiva de stamina, o que por sua vez irá impedir o encadeamento desta acção com um ataque da espada. Com se não bastasse tal acção ainda nos deixa expostos ao ataque inimigo, que no caso de ser um boss normalmente resultará na nossa total destruição. Para além disso, os ataques, que podem ser fortes e lentos ou rápidos e fracos, nem sempre logram em atingir o adversário à nossa frente mesmo com o lock-on feito no mesmo, o que como podem imaginar consegue ser extremamente frustrante. Saber gerir o stamina é portanto um processo que exige habituação e tempo, algo que muitos poderão não estar dispostos a despender.

Outro aspecto da mecânica de combate, e que é essencial para sermos bem sucedidos, passa por termos Aether sempre junto a nós. A presença da filha de Nyx e da luz que esta irradia, fortalece o nosso cavaleiro e, ao mesmo tempo, permite-lhe visualizar melhor as masmorras do jogo. E luz é algo muito necessário, uma vez que os cenários de Fall of Light são sombrios e desoladores, tal é a abundância de cemitérios e ruínas. Mesmo sem a Aether (que estará ausente em certas secções do jogo) existe a possibilidade de fortalecermos Nyx através da obtenção de almas que são obtidas dos adversários vencidos. Um senão. Se formos vencidos as ditas almas desaparecem, forçando-nos a voltar a vencer os mesmo inimigos para as recuperarmos. Tal e qual um RPG, Fall of Light obriga o jogador a fazer bastante level-up se quiser progredir na aventura.


Nyx, que como referi é um protagonista silencioso, começa sem qualquer item. No entanto, depressa encontrará um escudo, uma espada e uma lâmpada. Os primeiros itens da aventura. Pelo caminho ele irá encontrar artigos de cura e mesmo outras armas. Nyx conseguirá mesmo assumir a forma de outras criaturas do jogo em níveis mais avançados, o que vem aumentar ligeiramente a variedade deste título.

Os adversários não são nada de excepcionais, embora tenham formas de ataques diferentes o que obriga o jogador a pensar bem na estratégia a adoptar durante o confronto com cada um deles. No final de cada nível, repleto de música que alterna entre o épico e o soturno, está um boss, cuja dificuldade não é muito mais elevada que o dos restantes inimigos.


Fall of Light é um jogo que peca pela sua lentidão (de combate e de história) e sobretudo pela desinspiração no que ao gameplay diz respeito. Com diversas quebras no framerate e com bugs ocasionais (como o congelamento do boss no primeiro nível, e que nos obriga a reiniciar o jogo), Fall não é uma das melhores ofertas de um género bastante rico. Um jogo mediano que com os devidos tweaks poderia ser bastante mais interessante.

Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para o PC via Steam, gentilmente cedido pela 1C Company
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11 de dezembro de 2017

Splasher


Partes Mario Sunshine, partes Splatoon e Abe’s Odyssey. Posso continuar? E travos de Jet Set Radio. Splasher é um jogo colorido, vistoso e extremamente rápido – Sonic, tem cuidado contigo.

A eShop da Nintendo Switch conta já com vários jogos de plataformas, mas não seja por isso, Splasher consegue destacar-se pela sua peculiaridade e qualidade. Não é um jogo longo, portanto não chateia com a sua presença. Aliás, é tão curto que convida à repetição e aos speedruns. E como o jogo é bom e tem várias abordagens e personagens para salvar, há sempre motivo para voltar.



A Plug in Digital, composta por alguns membros que trabalharam em alguns jogos do Rayman, escreveu um enredo simples para este jogo. Somos um funcionário que trabalha numa empresa gerida por gente má e num dos turnos descobrimos que andam a fazer coisas malvadas aos nossos colegas. Quando somos descobertos, temos de fugir e salvar o máximo de colegas possível. Estão a ver? Abe’s! As partes Sunshine e Splatoon devem-se à tinta.

A tinta é um elemento bastante importante no jogo, desde a nossa pistola de tinta às cores nos cenários. A cor vermelha prende-nos às paredes, a amarela serve para saltar e a água limpa tudo para nos dificultar. A jogabilidade gira à volta disto e, embora tenha gostado, há elementos que me chatearam um bocado. A personagem está sempre a correr e Splasher apela à velocidade e a níveis rápidos, mas os controlos não são os mais precisos e parecem um pouco “floaty”, isto é, é muito fácil saltar e falhar a plataforma; falhar a travagem e deslizar até à morte. Acreditem que vão morrer várias vezes, mas não há vidas nem Game Overs. Os checkpoints são vastos e frequentes – houve uma preocupação para não frustrar o jogador e nós agradecemos.


Para fazer frente aos visuais garridos e irreverentes, o departamento sonoro quis superar-se com batidas igualmente rápidas e animadas que não deixam ninguém adormecer. Há que estar com atenção 24/7. Estes elementos misturam-se e o resultado é um jogo que faz lembrar os antigos jogos Flash da Internet. E com isto não quero dizer que a qualidade é amadora. De todo, Splasher é o tipo estranho do liceu que vai para trás dos contentores fumar e taggar as paredes. Veste calças Resina e hoodies dois tamanhos acima. Não queremos dar com essa pessoa, mas quando começamos a conversar até é porreiro. Splasher é assim.

É mais um na loja, mas quando começamos a jogar, estamos a deslizar parede acima, a saltar e a disparar jactos pelo mapa. Depois só paramos no fim – para recomeçar tudo!

Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Nintendo Switch, gentilmente cedido pela Playdius Games.
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Tokyo Xanadu eX+


Na volta ninguém vai acreditar, mas Tokyo Xanadu eX+ é um dos meus jogos do ano. Verdade seja dita, 2017 foi um ano excelente para nós, gamers. Chegar ao mês de dezembro e ainda receber jogos como Xenoblade Chronicles 2 na Nintendo Switch e este espetacular Tokyo Xanadu eX+ na PS4 é manter-nos agarrados às consolas até ao fim do ano sem sequer ter espaço e tempo para uma vida social, porque vida social encontramos nós neste jogo.

Falo em vida social porque, se jogaram este ano o brilhante Persona 5, podem esperar o mesmo de Tokyo Xanadu eX+, um jogo que, por isso mesmo, até pode chegar a irritar algumas pessoas, pela sua semelhança tão descarada à famosa série da Atlus. Mas é preciso ter em conta que Tokyo Xanadu é um jogo de ação/rpg, não se joga da mesma forma que Persona 5, pois o seu gameplay é totalmente diferente. O jogo está recheado de elementos RPG, o que enriquece a experiência, senão não passava de um mero hack’n’slash à moda antiga.


Há mesmo muito a falar sobre Tokyo Xanadu eX+. Primeiro ponto a referir, esta é a versão definitiva do jogo lançado originalmente na PS Vita em 2015, mas que só chegou ao Ocidente em junho deste ano. A versão antiga continha muitas quebras de frame rate e outros aspetos que não estavam propriamente limados. Já na PS4 foi possível melhorar tudo isso, tanto as texturas como o facto de podermos jogar em 60fps, mas não ficaram por aí. As novidades são imensas, tais como novas personagens jogáveis, ataques especiais, itens novos e estórias secundárias adicionadas. Se não jogaram Tokyo Xanadu na PS Vita, esta é a oportunidade ideal para o fazer.

Inicialmente o jogo parece ter uma jogabilidade extremamente simples, mas na verdade o jogo começa a intensificar-se e a tornar-se bem mais interessante, desde uma grande variedade de combos como de ataques especiais. Para além disso, são imensos os elementos RPG presentes, embora seja um jogo de ação pura. Começamos com duas personagens, os verdadeiros protagonistas do jogo. Com eles descobrimos o Eclipse, onde basicamente se encontram as masmorras repletas de inimigos. Podemos dizer que se trata de uma outra dimensão paralela à nossa em que vivemos. Nestas dimensões encontram-se os inimigos, greeds, que têm de ser derrotados. Alguns destes greeds são vulneráveis ao gelo, outros ao fogo e, tal como em qualquer RPG, estes elementos fazem sempre parte para descobrir as fraquezas dos nossos inimigos. No fim de cada masmorra encontramos um boss final, estes normalmente acrescentam alguma dificuldade, mas como é possível pausar o jogo e restaurar a saúde, torna-se ligeiramente fácil de resistir aos combates. Mesmo que sejam um pouco duros de roer, basta estarem carregados de itens que restabeleçam a vossa saúde e conseguem, assim, derrotar os bosses sem grandes preocupações.


Existe uma enorme quantidade de armas e equipamento para todas as nossas personagens. Cada um tem o seu estilo de luta e cada um é eficaz contra X ou Y inimigos. É possível tornar a nossa arma mais poderosa derrotando os greeds e recolhendo cristais que eles deixam pelo caminho. Estes cristais servem para evoluirmos as nossas armas. Na verdade, estas armas têm o nome de Xiphones, ou seja, na nossa dimensão o Xiphone não passa de um Smartphone, mas no Eclipse estes dispositivos tornam-se nas nossas armas. O Xiphone é de longe um acessório indispensável seja na Terra como no Eclipse, pois é onde vão encontrar toda a informação necessária, desde as vossas amizades, missões secundarias, receitas, ajudas e etc...

As personagens contam com os seus clichés habituais como se assistíssemos a um anime. Cada um com os seus complexos e fobias. Mas isso facilmente se encontra em qualquer jogo, já no próprio Persona 5 assistimos a todos os seus dramas, em Tokyo Xanadu as coisas não diferem rigorosamente em nada. E como eu referi que este jogo é "quase" uma cópia de P5, aqui ficam alguns detalhes que podem até chocar alguns puristas. Para além dos objetivos principais, existe o "Free Time" que, tal como o nome indica, é tempo livre. Neste tempo livre, podemos e devemos fortalecer as nossas amizades. As saídas com amigos também estão presentes, os diálogos e as pequenas paixões entre o elenco tornam o jogo bastante envolvente. Na escola ou na própria rua encontramos as máquinas de venda de refrigerantes que podem adquirir e servem como é fácil de entender, para restaurar a saúde.

Mas também temos os tradicionais restaurantes, tudo isto serve para restaurar saúde ou aumentar a pontuação do nosso HP e Mana. Pode não ser muito original, mas algo de diferente se encontra neste jogo, o sistema de cozinha. Podem cozinhar certos pratos com os vossos amigos, alguns dos pratos podem correr bem ou mal, dependendo da habilidade da pessoa com quem vocês pretendem cozinhar, se for positivo, a comida terá um boost na saúde por exemplo, se correr mal, apenas servirá para aumentar um pouco a saúde sem obterem qualquer boost seja para o que for. Para além das amizades, na própria escola, a professora aborda-nos com questões, por isso estejam sempre atentos e respondam corretamente para ganhar sabedoria.


As animações são muito boas, o grafismo bem impressionante (para um remastered de uma consola portátil), e cut-scenes são feitas em anime que estão soberbas. A apresentação do jogo em si está realmente qualquer coisa de especial e vai agarrar principalmente os fãs de séries animes e cultura japonesa.

Se adoram a banda sonora de Persona 5, Tokyo Xanadu não fica nada atrás, aliás, a Falcom é famosa por criar bandas sonoras muito boas e, em Tokyo Xanadu não é excepção alguma. Sempre que vagueámos pelos corredores da escola ouvimos a música “Today’s Schedule?”, bem ao estilo de músicas de Shoji Meguro nos jogos da série Persona. São tantas as músicas memoráveis, seja nos combates ou simplesmente quando percorremos as ruas da cidade ou como nas lutas onde a tensão faz-nos vibrar no momento, esta é indubitavelmente uma das melhores bandas sonoras do ano. Se forem puristas como eu, vão adorar o voice acting em japonês, isto porque mesmo as expressões faciais das personagens correspondem perfeitamente com aquilo que estamos a assistir.


Tokyo Xanadu é um dos jogos que mais gostei de jogar este ano, apesar das semelhanças com P5, acho que é impossível não ficar apaixonado por tudo que este nos oferece. Infelizmente julgo que nem toda a gente vai reconhecer a qualidade do jogo, isto porque já a primeira versão passou ao lado de muita gente, mas espero que pelo menos aqueles que leram esta análise, espreitem Tokyo Xanadu eX+ para a Sony Playstation 4. Está aqui algo que vai impressionar aqueles que querem um jogo de ação com elementos RPG à mistura, o resultado é formidável.

Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a PlayStation 4, gentilmente cedido pela Aksys Games.
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