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29 de novembro de 2016

Fairune 2


Sequela de um dos títulos "retro-style" mais celebrados dos últimos tempos, Fairune 2 mantém as mesmas características que tornaram o jogo original tão popular, acrescentado ainda mais conteúdo e com isso tempo de jogo. Trazido até nós pelos esforços colectivos da Circle, Skipmore e Urara-Works, este RPG coloca-nos na pele de uma silenciosa protagonista, incumbida por um livro mágico de resgatar as três fadas que protegem o mundo. Para conseguir fazê-lo, a nossa valente heroína deve vasculhar cada recanto do reino, evitando as perigosas criaturas que vagueiam por lá.

A heroína ostenta uma poderosa espada mágica, intitulada de Sword of Hope, que usará para derrotar os inimigos ao bom estilo da conhecida série Y's. Da mesma forma que nos primeiros jogos dessa série, também aqui a protagonista vence os adversários chocando contra eles. Contudo, deve-se ter cuidado com quem se choca, pois existem inimigos demasiado fortes para nós numa fase inicial. A nossa barra de experiência sobe a cada inimigo derrotado, permitindo-nos ficar mais fortes a cada confronto. Todavia, convém, salientar que inimigos mais fracos que nós não nos dão EXP. Isso reduz um pouco a possibilidade de se fazer farming (algo tão comum em RPGs).

   

Se por algum motivo formos vencidos em combate ou abatidos por uma qualquer armadilha, a nossa personagem é recambiada para uma espécie de caverna bastante soturna situada no "primeiro mundo". Para além da espada, a heroína tem ainda um escudo protector, o qual pouca utilidade tem, e um fragmento de Mana. Este último, se for activado junto a uma determinada planta, permite-nos encher a barra de energia, se esta estiver em baixo. Para além deste equipamento inicial, existem muitos outros itens que poderemos encontrar durante a nossa quest. Alguns deles serão essenciais para a nossa progressão (ID Card, Log ou Axe, por exemplo), outros nem por isso, como é o caso do dinheiro, que pode ser encontrado em inimigos ou simplesmente perdido na relva.

Este é um jogo com grande foco na exploração e na resolução de puzzles. Da mesma forma que em Zelda, também aqui podemos vaguear pela terra, explorando cada canto do mapa em busca das fadas perdidas. Normalmente cada um dos "mundos" encontra-se dividido em duas partes, a superfície e o subterrâneo. Apesar do mapa estar sempre presente, no ecrã inferior, é muito fácil perdermo-nos em Fairune 2, pelo que uma boa capacidade de memorização é essencial para levarmos esta empreitada a bom termo.


Um dos pontos positivos deste título está no uso que faz do humor. A forma como alguns NPCs são apresentados, assim com a própria história e outros pequenos detalhes, como o acrescentar de uma lápide com o nosso nome de cada vez que perdemos, só vêem acrescentar ao seu charme humorístico.
Um dos pontos negativos reside nos fraquíssimos adversários que nos surgem pelo caminho, assim com a inexistência de um boss ou de um vilão "épico" que nos prenda à aventura. Os seus gráficos e música simulam os da época dourada das 8-Bits e não poderiam ser mais coloridos ou animados, respectivamente. Fairune 2 consegue dar-nos a sensação de estarmos a jogar um título do final daquela era.

Um bom jogo, com as suas falhas é certo, mas um título a ter em conta, sobretudo para quem estiver à procura de uma aventura similar ao Zelda.
Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Nintendo 3DS, gentilmente cedido pela Nintendo
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24 de novembro de 2016

Pokémon Sun e Moon: 5 dicas para os novos treinadores!


Pokémon Sun e Pokémon Moon já se encontram à venda e milhões de jogadores por todo o mundo estão agora a explorar aquela que é a sétima geração de Pokémon, muitos deles como primeiro jogo da série. Por esse motivo, decidi publicar um conjunto de dicas úteis para quem está agora a iniciar a aventura e não passou muito tempo a pesquisar spoilers na internet!

Seguem-se, então, 5 dicas para os novos treinadores na região de Alola, juntamente com uma bónus para os que já vão mais avançados na história!

1 – Usem e abusem do Poké Pelago

Normalmente, a cada geração existe algum mecanismo novo que os jogadores acabam por não achar muito interessante. O Poké Pelago não é um desses! Esta é uma funcionalidade que está disponível a partir do menu dentro do jogo e dá acesso a quatro ilhas, onde é possível interagir com os pokémon que estão guardados na box. A primeira, Isle Abeens, permite ganhar feijões coloridos que serão utilizados em todas as ilhas do Pelago, por isso tratem de a desenvolver primeiro! Aqui, por vezes, poderão surgir novos pokémon para se juntar à coleção.

Ao desenvolver as restantes ilhas, como a Isle Evelup, será então possível deixar até 18 pokémon de uma só vez a treinar, numa espécie de "Pokémon Day Care" avançado onde podem escolher se querem subir o nível de experiência destes ou treinar uma estatística. Por exemplo um treino de Ataque, que aumentará o respetivo "Effort Value" (EV) sem subir o nível às criaturas. Noutra ilha, Isle Avue, as águas vulcânicas terão o efeito de relaxar e aumentar a "Happiness" de até 18 pokémon, mas se os deixarem lá por mais de 24h, a mesma poderá começar a baixar. No entanto, a grande vantagem desta ilha é que permite deixar até 18 ovos de pokémon a chocar em tempo real, enquanto tratam da vossa vida no dia-a-dia. Nada como voltar ao jogo e descobrir que já nasceu uma fornada de novos pokémon!

2 – Cuidem bem dos vossos Pokémon

Outra nova funcionalidade de Pokémon Sun e Moon é o Pokémon Refresh, uma evolução do Pokémon Amie introduzido em X e Y. Agora é muito mais fácil subir a afectividade dos pokémon, podendo cuidar até de estados como Poison ou Burn no final dos combates sem ter de se gastar itens. Alguns pokémon só irão evoluir se tiverem um elevado grau de felicidade, e uma maneira fácil de o obter é darem feijões coloridos (os mesmos do Poké Pelago) às vossas criaturas. Os feijões com padrão arco-íris são tão eficazes que irão aumentar a felicidade logo em mais de metade do valor máximo!

Isto serve para quê? Durante o combate, os pokémon mais ligados ao treinador irão ter um desempenho bastante superior, conseguindo aguentar alguns ataques que de outra forma seriam fatais e tendo maior probabilidade de sacar de ataques críticos. Além disso, também irão ganhar mais experiência no final das batalhas! Isto já estava presente na geração anterior, mas agora é um processo muito mais visível e pode mesmo ser determinante para derrotar alguns adversários mais poderosos.

3 – Aproveitem as ajudas dos Pokémon selvagens

Uma caraterística bastante anunciada das batalhas contra os Totem Pokémon, que funcionam como bosses neste jogo, é a capacidade destes invocarem aliados para as batalhas, tornando o combate mais complexo. O que não foi divulgado foi que, a partir da primeira batalha contra um Totem, todos os pokémon selvagens passam a ter essa capacidade, embora com um contexto diferente. Um pokémon que fique muito ansioso, ou esteja desesperado por ter baixo HP, poderá no final do seu turno fazer um pedido de ajuda. Caso seja bem sucedido, vai aparecer um novo pokémon, quase sempre da mesma espécie do que se está a sentir ameaçado. Há vários pokémon que só podem ser encontrados no estado selvagens dessa forma.


A parte interessante é que se derrotarmos esse aliado, poderá ser invocado outro num turno mais à frente, e assim sucessivamente. A isto chamamos uma "Cadeia SOS". Esta mecânica ainda se encontra em estudo pelos jogadores, mas já está comprovado que tem dois efeitos distintos. O primeiro é que, a cada novo aliado, este terá probabilidade de ter melhores "Individual Values" (IV), tendo mais potencial do que outro com o mesmo nível encontrado normalmente na relva. O segundo, mais interessante ainda, é que à medida que se vai avançando na cadeia, vai aumentando a probabilidade de aparecer um pokémon Shiny, que apresenta uma cor diferente do normal. Estes são muito raros em situações normais pois, segundo um personagem do jogo, a probabilidade de encontrar um de outra forma é de 1 para 4000. É sempre uma questão de sorte, claro, mas há pessoas a relatar capturas de Shiny Pokémon ao fim de 40 níveis da cadeia.

Resumindo, a cada aliado que surge em combate, aumenta a sua probabilidade de ser um Shiny e com bons IVs!

4 – Explorem bem os menus do jogo

Esta parece uma dica básica mas, para quem jogou as gerações anteriores de Pokémon, os menus de Sun e Moon são praticamente revolucionários a nível de informação prestada. Por exemplo, ao ver o Summary dos pokémon, basta carregar no botão Y para ver os níveis dos seus IVs e EVs. E já que falamos em IVs, quando chegarem à Battle Tree encontrarão um personagem que oferece um fantástico upgrade à Box no PC, onde será possível ver facilmente o potencial de qualquer pokémon e assim compará-los a partir da Box.

O pokédex também é bastante detalhado, com 4 catálogos específicos das ilhas, assim como um regional com todos os que podem ser encontrados em Alola. Ao entrar no detalhe de um pokémon marcado como "visto", será possível ver em que locais ele é capturável com uma enorme precisão, identificando em que pedaços de relva ele pode aparecer e não só a Route em geral. Alguns pokémon só podem ser encontrados de dia ou de noite, algo que o pokédex também identifica. A opção QR Code também é bastante útil, pois permite adicionar como "vistos" no pokédex diferentes pokémon de Alola, para facilitar as vossas buscas. Além disso, ao fim de 10 QR Codes, podem utilizar o Island Scan, que irá fazer aparecer na ilha um pokémon de fora de Alola – isto inclui até os starters de gerações anteriores! Terão uma hora para o encontrar e, depois disso, esperar algum tempo até poder usar novamente o Island Scan.

Finalmente, se não gostarem da organização do menu, podem experimentar arrastar os botões e reordená-los como preferirem!

5 – Como conseguir múltiplos Zygardes

O Pokémon Lendário Zygarde pode nunca ter tido a sua oportunidade de brilhar na sexta geração, mas em Pokémon Sun e Moon ele encontra-se em toda a parte. Literalmente. Espalhado, aos bocados. Há 100 células e cores de Zygarde espalhados em Alola, que teremos de colecionar para o conseguirmos fazer chegar à 100% Forme. A parte interessante é que, a partir do momento em que temos 10 células e chegamos ao Zygarde Restoration Center na Route 16, podemos fazer "Assemble" de um Zygarde 10% Forme. Se não gostarmos das suas estatísticas, poderemos separar as células e voltar a fazer um novo, tantas vezes quantas quisermos.

Da mesma forma, ao chegar às 50 células, é possível fazer um Zygarde 50% Forme, seja a partir do zero ou dando um upgrade ao que só tinha 10 células. Isto não nos dá Zygardes infinitos, no entanto, pois estamos sempre condicionados ao número de células disponíveis. Com 50 células, podem fazer um Zygarde 50% ou 5 Zygardes 10%, conforme preferirem! No entanto, se quiserem ter a forma completa, com a abilidade Power Construct que lhe permite atingir a 100% Forme em combate, irão mesmo precisar de juntar 100 células num só Zygarde.

Procurar as 100 células pode ser uma tarefa entediante, mas há uma alternativa. Se conseguirem um Zygarde a partir de uma troca com outro jogador, poderão desmanchá-lo como se fosse o vosso e ficar com as células. O Zygarde Cube permite guardar mais de 100 células, pelo que podem usar esta técnica e ainda assim continuar a colecionar as que estão espalhadas por Alola. Outra vantagem de desmanchar um Zygarde obtido por troca e voltar a montá-lo é que ele passará a ter o vosso treinador como o original. Apesar de ser considerado um lendário, o facto de alguns jogadores poderem ter até 10 Zygardes 10% Forme por jogo faz com que seja fácil obtê-lo no GTS com trocas relativamente simples!


BÓNUS – Após terminar o jogo...

Esta dica não é fácil de dar sem fazer um pequeno spoiler, mas aqui vai. Todos os fãs de Pokémon esperam ter mais conteúdo após os créditos finais, e também o terão em Sun e Moon. O que não esperam é uma funcionalidade muito útil que permite alterar o fuso horário do jogo! Depois dos créditos do jogo, voltem ao local onde obtiveram o vosso lendário Solgaleo ou Lunala e terão essa possibilidade. Assim que trocarem de horário, dirijam-se às ruínas que existem junto ao Ula'ula Meadow na 3ª ilha do jogo para uma surpresa especial!

Depois disso, podem voltar ao local onde trocaram de horário e trocar as vezes que vos apetecer. É muito útil para capturar pokémon e encontrar células de Zygarde que têm períodos específicos para ser encontrados (dia ou noite).
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22 de novembro de 2016

Sword Art Online: Hollow Realization


A série de animação Sword Art Online (SAO) ganhou rapidamente imensos fãs, ao cativa-los para o seu universo de videojogos futurista (embora não tão futurista como já pareceu). Para quem não conhece, esta é a história de Kirito, que juntamente com dezenas de milhares de outros jogadores, ficam presos em Aincrad dentro de um MMORPG (Massive Multiplayer Online Role Playing Game), em que um Game Over significava a morte do jogador na vida real. Muitos foram os que conseguiram sobreviver e escapar do jogo quando esse foi concluído, mas Kirito entre outros amigos que fez durante a sua aventura, mantiveram o seu gosto pelos MMOs.

(Imagem da versão PlayStation 4)

Da autoria de Reki Kawahara, SAO surgiu nos romances, embora tenha atingido a sua popularidade com a série de animação. Como seria de esperar conta também com videojogos, e embora estes partilhem a maioria das personagens e ainda os MMOs da série, têm uma história algo diferente da que podemos assistir no anime, tendo personagens exclusivas e ainda outras que "não fazem sentido" aparecer.

Como seria de esperar o protagonista do jogo é Kirito, embora que possamos criar o nosso próprio personagem com várias opções de aspecto ou mesmo género, mas tal resulta numa experiência estranha pois, nas sequências de animação e mesmo na história em si, o personagem que aparece é sempre Kirito. Por falar em personagens, várias caras familiares surgem de imediato logo no início do jogo, quase que bruscamente, e todos estão entusiasmados por explorar um novo MMO.


É aqui que surge uma novidade para o universo de SAO! Em Hollow Realization exploramos o mundo de Ainground, dentro do jogo Sword Art: Origin, um exclusivo no universo dos videojogos. É bastante semelhante a Aincrad, pois muita da informação (leia-se: base de dados) de SAO foi aproveitada para criar este mundo, contudo com algumas diferenças: o castelo voador foi trocado por um mapa plano, mais tradicional, e os jogadores não morrem caso haja um Game Over. Afinal essa história já é passado, embora os fantasmas estejam presentes durante esta nova aventura.

O jogo começa quando vemos um curioso NPC (Non-Playable Character), uma jovem rapariga que acaba por seguir Kirito e companhia, que mais tarde acabam por lhe chamar Premiere. Vista como um bug ou um NPC inútil, por vários outros jogadores, acaba por se aproximar de Kirito, tornado-a uma personagem vital para o desenvolvimento da história. Novamente Kirito vê-se envolvido com uma rapariga, facto recorrente na série e algo que é apontado, em piada, por outros personagens da série.

(Imagem da versão PlayStation 4)

Apenas temos controlo absoluto das habilidades e equipamento de Kirito, tal como apenas o controlamos a ele, embora seja possível dar ordens simples aos restantes membros da equipa. A jogabilidade é bastante acessível e semelhante ao que poderíamos encontrar num MMO, com um leque de ataques e várias armas e equipamento para encontrar. O jogo não é complexo, geralmente é bastante fácil, a não ser que quisermos atacar um inimigo com muitos níveis acima do nosso, o que pode resultar num Game Over, que nos envia de volta à cidade sem graves penalizações.

Falando um pouco das personagens que convidamos para a nossa equipa, estas não servem apenas para nos ajudar nos combates, mas é possível interagir com elas, de modo a ganhar a sua confiança. O jogo incentiva-nos a falar com estas personagens, a convida-las para as levar a explorar o mundo, e mesmo durante as batalhas é possível dar um "thumbs up", o que lhes aumenta a prestação em combate, por exemplo, através de estatísticas que nada são mais que emoções, ou até mesmo a sua própria personalidade.

 (Imagem da versão PlayStation 4)

Estando disponível tanto para a PS4 e Vita, o conteúdo do jogo é idêntico, embora a sua apresentação seja bastante diferente. Esta análise foi feita através da versão Vita, e deparei-me com imensos problemas, alguns deles bastante graves. O jogo está extremamente instável a nível de fluidez, que já conta com um frame-rate bastante baixo, com mudanças bruscas à medida que vão aparecendo elementos no ecrã. Por exemplo, pouco tempo depois do início do jogo surge um boss, numa batalha em que são vários personagens contra o mesmo boss, o que resultou numa espécie de slide-show de imagens, nada aconselhável.

Outro dos problemas, embora menos grave, surge principalmente na cidade em que os vários personagens demoram muito tempo a carregar, e muitas vezes eram importantes para avançar com a história do jogo, ou em várias missões. Contudo dava para selecionar o personagem (ainda invisível) para avançar, o que algumas vezes resultava numa sequência de diálogo em que Kirito olhava para o infinito. Visualmente o jogo peca um pouco, com texturas de pouca qualidade ou até mesmo devido à câmara, que ficava presa em árvores e não me permitia ver a batalha, mas os personagens estão bastante detalhados.

Ao comparar com a versão PS4, os problemas acima referidos são inexistentes, com visuais bastante detalhados e personagens que se aproximam bastante ao estilo anime. A escolha acaba por ser qualidade contra portabilidade, ao optar por uma das versões. Como é habitual em jogos nestas 2 consolas, podemos transferir o save entre versões, algo bastante prático.

(Imagem da versão PlayStation 4)

A qualidade visual acaba por ser importante quando exploramos o mundo de Ainground, pois à semelhança de um MMO, existe muito a explorar, e jogadores a encontrar pela cidade ou até mesmo a lutar contra inimigos, ao que podemos ajudar nas suas luta. Claro que não conta com uma escala de milhões de jogadores, nem estes estão parados em estado AFK (Away From Keyboard) junto a NPCs ou em locais importantes, mas o resultado é um mundo bastante vivo, repleto de personagens com quem podemos ter conversas bastante breves. É ainda possível jogar o jogo com amigos através do multiplayer, mas tal foi algo que não consegui fazer durante esta análise.

Existem imensas side-quests sempre disponíveis ao longo do jogo, que embora sejam as típicas de matar uma determinada quantidade de um certo inimigo, ou conseguir vários itens, podemos aceitar as quests que quisermos, enquanto vamos explorando. Contudo as recompensas não são as melhores, maioritariamente dinheiro. É ainda possível melhorar as estatísticas do nosso equipamento, e dei por mim a usar a mesma armadura durante mais de 10 horas, mesmo subindo imenso de nível, e este nunca foi outdated.


Os fãs de Sword Art Online têm um bom título para explorar, com bastante fanservice e muito conteúdo, mesmo que seja possivelmente repetitivo. Também os que não estão familiarizados com a série, este é um bom título para pegar, embora seja recomendável começar por Hollow Fragment se quiserem perceber melhor a história e as personagens que aparecem. Ou podem também ver a série de animação, embora que tal como foi dito anteriormente, o universo dos jogos seja uma versão alternativa. Infelizmente a versão Vita sofre de vários problemas a nível gráfico, o que incomoda atendendo que é um jogo cheio de ação. Ao comparar com vários vídeos da versão PS4 estamos diante a versão "definitiva" (embora não portátil) do jogo, por isso se tiverem de optar, e portabilidade não seja um factor essencial, é bastante recomendável essa versão.
Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para PS Vita, gentilmente cedido pela Bandai Namco Entertainment.
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18 de novembro de 2016

Novo patch de Overwatch: Sombra e novos modos de jogo


Por Ana Alexandre

Mais um fim-de-semana gratuito, mais um artigo sobre Overwatch. Se ainda não o leram, podem ver o artigo que escrevi há uns tempos sobre como me tornei fã de Overwatch.

Na terça-feira foi lançado o novo patch de Overwatch, inicialmente anunciado na Blizzcon deste ano que decorreu no início do mês de Novembro. Entretanto as novidades estiveram a teste no PTR e o sucesso foi tanto que quase todas as alterações passaram para o patch. Isto significa que as novidades são mais do que muitas, por isso venho falar-vos um pouco do que há de novo em Overwatch (e mencionar que a Sombra é uma [inserir comentário ofensivo à escolha], mas que os novos modos são mesmo giros de jogar). Há muitas coisa nova para experimentar, mas se tiverem pouco tempo aconselho vivamente o 3v3, já que leva a uma jogabilidade completamente diferente e a um trabalho de equipa obrigatório.


Novo herói: Sombra

Não é que, para os fãs mais atentos, a Sombra tenha sido propriamente uma grande novidade na Blizzcon. A personagem já tinha sido referida num comic relativo à Ana e havia todo um burburinho relativo a ela nos últimos tempos pelos mais variados motivos, incluindo um leak de arte conceptual na loja da Blizzard nos dias que antecederam a Blizzcon. Mas vamos ao que interessa...

A Sombra é uma personagem dedicada a stealth - pode ficar completamente invisível para os inimigos (embora os aliados a consigam ver e perceber que está nesse modo) durante um período de tempo limitado, durante o qual também se torna mais rápida a movimentar-se. Neste modo, ela não é identificável pelos inimigos, mas sofre dano normal se for atingida. Além disso, tem uma arma de mão automática com uma capacidade razoável de dano e um Translocator que lhe permite teleportar-se de volta para o local onde o deixou. A sua habilidade passiva é a de identificar inimigos com vida abaixo dos 50%.

Contudo, a verdadeira capacidade da Sombra é a de hackear quase tudo à sua volta. Ela consegue tornar os health packs impossíveis de aceder pelos inimigos durante um minuto (que honestamente é imenso e deve ser reduzido num futuro próximo), pode hackear diversos ultimates, o escudo do Reinhardt, a turret do Torbjörn e até o modo metralhadora do Bastion. O seu maior counter é o Winston e ela é muito eficaz contra o Reinhardt, Zarya e Lúcio.


Ecopoint: Antarctica

Os novos modos de jogo de que irei falar mais abaixo exigiam um mapa mais compacto, pelo que surge o Ecopint: Antarctica, um mapa muito mais pequeno e sem health packs.

Este mapa terá sido o local onde a Mei estaria a estudar alterações climáticas com a sua equipa, antes de tudo ter corrido mal e terem sido obrigados a entrar em processo de criogénese na esperança que a equipa da Overwatch os fosse salvar - coisa que não aconteceu e que levou a que a Mei fosse a única sobrevivente da equipa.

Arcade

Agora no menu de jogo desapareceram os Weekly Brawls e surgiu a Arcade. Na Blizzard explicaram esta questão com o facto dos Weekly Brawls serem apenas populares durante os primeiros 2-3 dias após terem sido lançados. Assim, agora a Arcade reúne várias opções de jogo. Vamos vê-las uma a uma.


1V1: Mystery Duel

Exactamente o que o nome indica, uma competição entre dois jogadores de nível semelhante. A cada ronda é atribuída de forma aleatória uma mesma personagem (excepto Mercy e Lúcio) a cada jogador e, como é jogado no Ecopoint: Antarctica, não existem health packs. É essencialmente um conjunto de rondas de morte súbita entre a mesma personagem e ganha quem atingir primeiro as cinco vitórias. Cada ronda tem tempo limite e pode haver empates - ontem vi uma delas com a Symmetra e é ridículo, porque nenhuma delas vai sair do sítio onde colocou os seus turrets.

3v3: Elimination

Tal como o 1v1, este novo modo é jogado no Ecopoint: Antarctica e também funciona como morte súbita. Cada equipa tem 3 jogadores e ganha a ronda a equipa que eliminar primeiro toda a outra equipa (não interessa se acaba com 1 ou 3 jogadores ainda vivos) - e o modo funciona "à melhor de 5", o que significa que 3 rondas ganhas dão a vitória à equipa. Pode-se escolher qualquer personagem, mas não pode existir mais do que um de cada por equipa. Os jogadores que entretanto morrem continuam a assistir ao jogo em modo espectador até ao fim da ronda.

6v6: All Brawls

Apesar de terem eliminado a Weekly Brawl, a equipa fez questão de trazer de volta as brawls que tiveram mais sucesso durante os últimos meses. Assim, escolhendo este modo de jogo vamos parar aleatoriamente a um mapa e a uma das seguintes: Total Mayhem, MOBAwatch, Highly Offensive, Overly Defensive, Tanks A Lot, Show Your Support, We're All Soldiers Now, This Is Ilios, High Noon, Justice Rains From Above, Super Shimada Bros., Charge!, One Shot, One Kill.

6v6: Mystery Heroes

Neste modo calhamos num mapa aleatório num desafio de equipa 6 versus 6, mas é-nos atribuído um herói aleatório que muda a cada respawn. As equipas ficam completamente desequilibradas, mas acaba por obrigar os jogadores a experimentar personagens com que normalmente não jogam.

6v6: No Limits

Anteriormente no modo Quick Play era permitido que existissem personagens repetidas. Isso deixou de ser possível a partir deste patch, mas para quem quer continuar a massacrar os oponentes com equipas só de Genji, pode recorrer a este modo na Arcade, que permite jogar sem número limite de repetições.


Recompensas

Uma coisa que aparentemente deixava os jogadores frustrados era o facto de que jogar uma Brawl não trazia qualquer tipo de compensação além da experiência normal que se ganharia noutro jogo. Agora a Arcade permite ganhar uma loot box a cada três vitórias em qualquer um dos modos, permitindo acumular um máximo de três loot boxes no espaço de uma semana. Além disso, na primeira vitória de um dos novos modos (1v1 e 3v3) é atribuída outra loot box.

Outras alterações

- a experiência necessária para subir de nível entre os níveis 14 e 100 foi ligeiramente reduzida
- a experiência necessária para subir de nível a partir de 100 foi fixada em 20.000XP e não fará reset após cada promoção
- tal como foi referido em cima, o modo Quick Play deixou de permitir repetição de personagens
- dano infligido a objectos (turrets, teleporte, etc) deixa de contar para o Ultimate
- o custo dos Ultimates aumentou 25% para todos os heróis
- foram feitas alterações a várias personagens (Ana, D.Va, Mercy, Lúcio, Mei, Zarya, Torbjörn, Pharrah, Widowmaker, Soldier:76), mas para não ser exaustiva recomendo espreitarem as notas do patch
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15 de novembro de 2016

Super Mario Run chega a 15 de dezembro


Depois do que terá sido (muito possivelmente) um dos grandes anúncios do ano, Super Mario Run chega a 15 de dezembro aos dispositivos móveis da Apple, uma estreia do famoso canalizador nos dispositivos móveis. Este jogo poderá ser descarregado gratuitamente, em que os jogadores podem experimentar elementos dos três modos de jogo. Contudo, se quiserem jogar estes três modos ilimitadamente, basta efectuar um pagamento único de €9,99.

Quer tenham um iPhone, iPad ou iPod Touch (com o iOS 8 ou superior), poderão livremente jogar Supre Mario Run em qualquer momento, e poderão encontrar o jogo localizado em várias línguas, entre elas o português do Brasil. Para saberem mais sobre o jogo basta visitar o site oficial: www.SuperMarioRun.com

Relembramos que este é um exclusivo temporário de dispositivos iOS, sendo que outros sistemas como é o caso de dispositivos Android, deverão receber o jogo posteriormente, ainda sem data definida.
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Pokémon Sun / Pokémon Moon


Não são muitas as séries no mundo dos videojogos que se podem gabar de chegar aos 20 anos de vida e gozar de uma popularidade tremenda, capaz de provocar fenómenos sociais tão marcantes como nos seus primeiros anos de vida. Ao longo destas duas décadas, múltiplas iterações de jogos e remakes foram chegando às portáteis da Nintendo, naquilo a que chamamos de gerações. Pokémon Sun e Pokémon Moon são os novos títulos a chegar e marcam a sétima geração com uma lufada de ar fresco na série, ao mesmo tempo que elevam a fasquia da qualidade a um novo patamar.

Em Pokémon Sun e Pokémon Moon, a história decorre na região tropical de Alola, distante das que visitamos em jogos anteriores. O nosso personagem acaba de chegar à região com a sua mãe, para onde se mudaram da terra natal de Kanto – sim, a mesma Kanto onde há 20 anos muitos de nós conquistaram a Pokémon League na GameBoy. Por coincidência, o protagonista tem precisamente a mesma idade com que os jovens de Alola dão início ao seu desafio insular, algo a que a mãe incentiva pois será uma óptima forma de conhecer os habitantes da região e travar novas amizades. O que se segue é uma aventura como todas as outras da série, mas que é também muito distinta.


A história destes jogos é um bom exemplo de como se consegue renovar a série sem a descaracterizar. Continuamos a ter um "rival" que nos acompanha ao longo da aventura e uma equipa de mafiosos que quer fazer mal aos pokémon, embora haja agora também uma organização empenhada em preservar as pobres criaturas. Por outro lado, já não há ginásios, porque a Pokémon League não existe em Alola, mas existem 7 "trials" no desafio insular e 4 "kahunas" cujas equipas teremos de derrotar durante o desafio. Há muito tempo que um jogo de Pokémon não sabia tanto a "novo" e a vontade de inovar com a história contribuiu bastante para isso.

Na região de Alola há imensos pokémon para se encontrar ao longo da aventura, com alguns completamente novos na série e outros bastante familiares. Alguns dos pokémon da região de Kanto foram levados para as ilhas há muitas gerações e, com o passar do tempo, acabaram por se adaptar e adquirir novas formas e tipagens. A biodiversidade (se é que podemos usar a expressão) é enorme nesta região e a cada nova área explorada há um rol de novos pokémon para encontrar. As novas criaturas da sétima geração são interessantíssimas desde os parceiros iniciais até aos pokémon lendários que surgem nas capas dos jogos e não só.

Não é de espantar que a biodiversidade de pokémon seja um foco tão grande nestes jogos, não só porque se adequa à temática tropical, mas também porque este jogo grita por todo o lado "celebração dos 20 anos". Ao longo da história, todos os jogos são referidos de uma ou outra forma, desde pequenas referências até ao background de acontecimentos importantes. Nunca será necessário conhecimento prévio da saga para compreender a história, mas os fãs de longa data irão apreciar as piscadelas de olho. Mesmo assim, estes não são jogos presos ao passado: utilizam-no, sim, para abrir novos caminhos para o futuro da série.


Graficamente, estes títulos são do melhor que existe na Nintendo 3DS. Os cenários são bastante detalhados, as cores vibrantes e as animações dos pokémon são fantásticas. A única coisa que deixa a desejar é a qualidade das texturas de fundo das batalhas e as nuvens no céu, mas dá para perceber que já não daria para "espremer" mais. Não que o desempenho sofra demasiado, mas em algumas batalhas com 4 pokémon e os treinadores em campo nota-se uma quebra na fluidez. De qualquer modo, nunca um jogo de Pokémon teve visuais tão apelativos como agora. O compromisso para estes visuais foi o abandono da funcionalidade 3D da consola, que apenas está disponível em certos segmentos de jogabilidade (uma câmara fotográfica) e mesmo assim não se recomenda ligar.

Mais do que os gráficos, a direção artística foi fundamental para o sucesso deste jogo. Desde a concepção das novas criaturas à própria região com praias e montanhas, muito sol e vistas desafogadas, aos pormenores de se poder ouvir na natureza o som dos pokémon que se encontram nas proximidades, há uma atenção ao detalhe impressionante. A banda sonora é uma das melhores da série e tem temas memoráveis, incluindo temas épicos como os de batalha contra os "kahuna" e os guardiões. Excelente trabalho!


Se há coisa que não mudou muito, nem seria desejável que mudasse, foi o sistema de batalhas. Com alguns ajustes nas estatísticas e mecânicas mais complexas, o principal mantém-se inalterado. A grande novidade foi a adição dos Z-Moves, ataques ao estilo "limit break" típico de outros RPGs, que podem ser utilizados apenas uma vez em toda a batalha. Outra novidade é o Pokémon Refresh, que sucede ao Pokémon Amie de X e Y e agora permite cuidar dos pokémon no final da batalha, curando até problemas como Poison ou Sleep sem ter de se gastar itens. Cuidar dos pokémon aumenta a sua afectividade, o que resulta num melhor desempenho em combate dentro do jogo, excepto nas componentes de multijogador.

Mais importante é a forma como toda a experiência de jogo foi simplificada. Os menus agora permitem ver facilmente dados que anteriormente só estava disponível fora do jogo em páginas de fãs na internet, como o potencial dos pokémon ou a eficácia dos ataques no menu de batalha, por exemplo, e o Rotom Pokédex também apresenta informação útil e bem organizada. Além disso, a remoção dos HMs (Hidden Machines) é uma pequena revolução que já deveria ter acontecido há 5 gerações – agora não temos de manter na Party um pokémon para usar o Fly ou o Surf, pois podemos invocar a qualquer momento um pokémon de transporte.

Outra novidade interessante é o Poké Pelago, onde existem ilhas com várias funcionalidades que podem ser aproveitadas pelos nossos pokémon que estão guardados na Box. O "Day Care" foi praticamente substituído por uma ilha onde será possível deixar até 18 pokémon de uma só vez a subir de nível enquanto tratamos da nossa vida, mesmo no mundo real. Outra ilha permite chocar vários ovos numas termas em vez de se andar para trás e para a frente durante horas a fio. Só não mudou a forma de obter os ovos, mas todo o processo ficou bastante melhor. Já a Festival Plaza é uma espécie de hub social para os avatares dos jogadores e é a porta de entrada para as funcionalidades multijogador de batalhas e trocas locais e online.


"It all comes together", dizia o primeiro vídeo de apresentação de Pokémon Sun e Pokémon Moon. Seis gerações de experiência que permitiram a estes novos títulos absorver o que de melhor há na série para criar uma nova experiência. Não há volta a dar, estes jogos proporcionam uma aventura muito mais natural do que a fórmula gasta de chegar a uma cidade, derrotar o ginásio e partir para a cidade seguinte. Continua a haver linearidade na progressão do desafio, mas a forma como a história conduz o jogador é bastante agradável e deixa ir explorando calmamente a região, semelhante ao que poderíamos esperar de um RPG mais tradicional. Aos poucos, vai sendo doseada a dificuldade e a tensão do jogo para nos oferecer uma aventura épica e um final climático, mesmo que o enredo se torne rapidamente previsível.

Combinando uma boa dose de nostalgia com uma muito ansiada modernidade, Pokémon Sun e Pokémon Moon facilmente se destacam entre os melhores do catálogo da Nintendo 3DS, tirando ainda o máximo partido das capacidades da consola. Percebe-se uma grande atenção ao detalhe e à qualidade do jogo, e o ambiente fictício de Alola absorve o jogador naquilo que é a melhor aventura de Pokémon até hoje, deixando um novo standard para a série. Um jogo obrigatório!
Nota: esta análise foi efectuada com base numa cópia de Pokémon Moon para a Nintendo 3DS, gentilmente cedida pela Nintendo.
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14 de novembro de 2016

Pokémon Sun/Moon: Z-Moves especiais e novas criaturas


Falta cerca de uma semana para o lançamento de Pokémon Sun e Moon na Europa, marcando assim o início da 7.ª geração, e levar os treinadores à região de Alola. As novidades foram muitas, e a internet tem sido um local perigoso para os que querem evitar spoilers, mas nada impediu da Nintendo lançar um último pacote de informações antes do lançamento.

Começamos com algumas novidades relativas aos Z-Moves exclusivos dos starters de Alola. Se escolherem Decidueye, este usar Sinister Arrow Raid, lançando-se pelos ares e atingindo o adversário com uma chuva de penas. Já Incineroar usa Malicious Moonsault, criando uma arena de fogo, lança-se pelo ar e cai sobre o seu adversário. Por último, Primarina usa o Z-Move Oceanic Operetta, criando um balão gigante, fazendo-o explodir ao ser atirado para cima do seu alvo.

Embora já tivessem sido revelados através da demo especial, explodindo numa grande quantidades de piadas através da internet, foram oficialmente revelados os Alolan Diglett e Dugtrio, que surgem com o tipo Ground/Steel. Vivendo perto de zonas vulcânicas, diz-se que desenvolveram um tipo de bigodes metálicos que parecem cabelos, o que permite a estes pokémon usarem a habilidade Tangling Hair, que reduz a velocidade dos pokémon que atingirem Diglett ou Dugtrio com um movimento de contacto físico.

Foram também revelados novos Ultra Beats: foi anunciado UB-03 Lighting, embora que mais detalhes sobre o mesmo só serão revelados durante a aventura dos jogadores em Alola. Já UB-05 Glutton, que possui um grande apetite, capaz de devorar qualquer coisa que apareça à sua frente. Não devora só objetos, e é mesmo capaz de devorar terra, rios ou até mesmo mares inteiros!

Foi ainda revelado um misterioso Pokémon preto, sendo que nada sabemos sobre o mesmo. Falando em criaturas misteriosas, Magearna irá ser distribuída na Europa através de um código QR dia 6 de dezembro, que estará disponível pela app de Pokémon TV, embora seja de esperar que o código seja distribuído facilmente através da internet.

Estas novidades são (quase certamente) as últimas até ao lançamento do jogo. Está tudo a postos para a viagem até Alola, sendo que damos um último adeus à 6.ª geração agora, e recebemos de braços abertos tudo o que a 7.ª traz consigo, celebrando o 20.º aniversário da série Pokémon!

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10 de novembro de 2016

PlayStation 4 Pro chega hoje com um vasto catálogo de jogos atualizados


Chega hoje ao mercado a PlayStation 4 Pro (PS4 Pro), a "consola mais poderosa do mundo" e que serve de upgrade tanto ao modelo original como ao mais recente modelo "slim" da PlayStation 4. A grande vantagem desta consola é o processamento melhorado que, aliado a melhorias na capacidade visual, permite oferecer um melhor grafismo aos videojogos, tanto em televisores HD normais como dentro do PlayStation VR! A consola tem agora capacidade de oferecer output com resolução até 4K, oferecendo o melhor desempenho gráfico da atualidade para quem tiver um televisor compatível.

Todos os jogos PS4 serão compatíveis tanto com a PS4 standard como com a nova PS4 Pro e a SIEE garante que todos os jogos first-party lançados a partir de 2017 irão tirar partido das potencialidades da nova consola, incluindo o RPG da Guerrilla Games, Horizon Zero Dawn. Mas enquanto aguardamos pelos novos títulos, existem já mais de 30 jogos que ainda hoje poderão ser atualizados para oferecer uma qualidade gráfica superior na PS4 Pro.

Segue-se a lista dos jogos atualizados, onde destacamos alguns dos mais interessantes!
  • Bound
  • Battlefield 1
  • Call Of Duty: Black Ops 3
  • Call of Duty: Infinite Warfare
  • Call of Duty: Modern Warfare Remastered
  • Deus Ex: Mankind Divided
  • DRIVECLUB VR
  • FIFA 17
  • HELLDIVERS
  • HITMAN
  • Hustle Kings
  • inFAMOUS First Light
  • inFAMOUS Second Son
  • Knack
  • Mafia III
  • Middle-earth: Shadow of Mordor
  • NBA 2K17
  • Paragon
  • Ratchet & Clank
  • RIGS Mechanized Combat League
  • Rise Of The Tomb Raider
  • Robinson: The Journey
  • SMITE
  • Super Stardust Ultra
  • The Elders Scrolls Online: Tamriel Unlimited
  • The Elder Scrolls V: Skyrim Special Edition
  • The Last Of Us Remastered
  • The Last Of Us: Left Behind
  • THE PLAYROOM VR
  • Titanfall 2
  • Tumble
  • Uncharted 4: O Fim de um Ladrão
  • Until Dawn: Rush of Blood
  • VR Worlds
  • World Of Tanks
  • XCOM 2
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3 de novembro de 2016

Noah´s Cradle


Publicado pela CIRCLE Entertainment e desenvolvido pela Silver Star Japan, Noah's Cradle é uma das mais recentes novidades da eShop da Nintendo 3DS. Um misto de simulador de voo com shooter, ao estilo de jogos como Afterburner II, tem uma história que despertará memórias em diversos fãs da série de Sci-fi de 2004, Battlestar Galactica, tal é a inspiração que retira para o argumento.

A história coloca-nos como um dos defensores da frota terráquea que dá o nome ao jogo. Esta é tudo o que resta da outrora numerosa e próspera raça humana, agora em busca de um novo planeta habitável. O dito planeta é descoberto para gáudio da tripulação. A salvação parece estar à vista, não fosse o mesmo ser habitado por indígenas extremamente hostis. É neste clima de guerra que o jogador é inserido, com o planeta a ser dividido em áreas que são precisas conquistar (com excepção da primeira que serve para efeitos do já comum tutorial).


A forma de o fazer passa por aniquilar um número específico de naves inimigas, usando a nossa própria aeronave, equipada com diferentes armas, desde as Gatling Guns, que garantem fogo rápido, embora consideravelmente mais fraco, até aos Missile, extremamente destrutivos, passando ainda pelos relactivamente inúteis Lasers. Também disponível, sobretudo para efeitos defensivos e de contra-ataque temos o Shield e o Drone, respectivamente. Se o primeiro consiste num escudo protector, o segundo é basicamente um pequeno aparelho que visa auxiliar-nos ofensivamente.

Temos três tipos de aeronaves disponíveis, sendo que a diferença principal entre elas consiste no número de armas que podem carregar. A maior pode ter até seis slots, enquanto que a mais pequena fica-se pelas quatro. Ao entrar em cada área o jogador é brindado com um conjunto de missões para realizar. Sendo bem sucedido, será recompensado com mais capitais que poderá usar para comprar melhor equipamento e customizar a nave à vontade, podendo mesmo vender bens de que já não necessite. De salientar que este é um jogo que incentiva o jogador a poupar as suas munições, que são finitas, "punindo-o" mesmo no caso de vitória com deduções ao capital ganho. O mesmo é feito no caso de sermos atingidos muitas vezes no decurso da acção, pelo que convém dominarmos as manobras evasivas o quanto antes. Eventualmente e conseguindo completar todas as missões iniciais, o jogador terá que abater um enorme gerador inimigo de forma a conquistar a dita área e puder avançar de vez para a próxima.


Em Noah's Cradle, os inimigos alternam entre o extremamente fácil e o absurdamente difícil, com certas naves especiais a serem particularmente problemáticas, no entanto não é nada que seja inultrapassável. Tirando as chamadas naves especiais, que não mais são que inimigos com cores mais garridas, os restantes adversários são todos bastante similares. Mesmo assim, existem muitas maneiras de ser derrotado. O jogo chegará ao fim sempre que sairmos dos limites do cenário, não tivermos mais munições ou pura e simplesmente virmos a barra de energia da nossa nave reduzida a zero.

A música deste título não é de todo memorável e os cenários pecam pela inexistência de detalhe e pela repetição. O jogador menos experiente no que a simuladores de voo diz respeito, pode ter alguma dificuldade em se adaptar aos controlos, nomeadamente a acertar nas naves inimigas, pelo que o recurso ao lock on, presente no jogo, é recomendável numa fase inicial.


Em suma, Noah's Cradle não é de todo o mais épico dos jogos, nem o mais desafiante ou visualmente impressionante a gracejarem a eShop da 3DS. Na verdade existem propostas bastante melhores para a consola, dentro do género e em formato digital, como é o caso da série Ace of Combat ou Pilot Wings.
Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo, gentilmente cedido pela Circle Entertainment.
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Atualização para Animal Crossing: New Leaf já disponível


Podem já ter passados 3 anos desde o lançamento de Animal Crossing: New Leaf, mas nada impediu que esse jogo recebesse uma grande atualização, esta que veio revitalizar o jogo. Tal deixou muitos jogadores a pensar sobre a sua (abandonada) vila, e os possíveis motins por parte dos seus habitantes, que ao voltarem a ver o seu antigo Mayor certamente perguntarão: "quem és tu?"

Entitulada "Welcome amiibo", esta atualização completamente gratuita expande New Leaf, trazendo novidades como o suporte para amiibo, o novo Parque de Caravanas, com novos itens e habitantes disponíveis através de Cartões amiibo, e a possibilidade de convidar personagens para a nossa vila através desses mesmos cartões.

Para tirar partido das amiibo (sejam figuras ou cartas) basta encontrar a lanterna mágica durante o jogo, o que desbloqueia Wisp e os seus desejos. Depois (uma vez por dia) basta usar a amiibo e convidar o personagem que aparece, para a vila. Deste modo torna-se mais fácil ter os nossos personagens favoritos presentes no jogo (se tivermos essas amiibo, claro), ou ainda criar vilas temáticas onde só habitam gatos, cães, entre outras possiblidades.

Estão também prestes a chegar 50 novas cartas amiibo para Animal Crossing no próximo dia 11 de novembro, e a 25 chega a Sanrio Collaboration Pack, onde temos os novos habitantes e algumas personagens famosas, como é o caso de Hello Kitty. Contudo estas personagens não se juntam à nossa vila, e ficamos "apenas" com coleções de itens temáticos das mesmas.

É através do novo parque de caravanas onde surgem habitantes especiais, sendo que as caravanas temáticas como é o caso de Hello Kitty, destacam-se pela sua decoração mais que óbvia. É aqui que surge um carinho extra para os fãs de Zelda e Splatoon, com a presença de caravanas temáticas dessas séries, onde podemos encontrar itens de ambas, ou ainda personagens como é o caso de Medli, Ganon, Epona e até mesmo Link Lobo! Para ter estas visitas especiais, basta usar os amiibo de Splatoon ou Zelda.


Contudo, mesmo tendo "amiibo" no título, a atualização não é feita a pensar apenas nessas figuras ou cartas. Talvez das melhores novidades desta atualização é a Storeroom, uma despensa secreta que podemos aceder a qualquer momento, onde podemos guardar imensos objetos. Temos também os novos MEOW Coupons (Mutual Exchange of Wealth), obtidos ao concluir Town Iniciatives como arrancar ervas daninhas ou apanhar conchas, é possível obter itens únicos no parque de caravanas.

Existem ainda consolas como Wii U ou New Nintendo 3DS (normal ou XL) que podemos obter através dos bolinhos da sorte, ou (mais facilmemente) encontradas nas caravanas. Estes itens desbloqueiam jogos (comprados através de MEOW Coupons), como é o caso de "Desert Island Escape", um jogo em que temos de recolher recursos numa ilha e sobreviver. Já as 3DS desbloqueiam um "Puzzle League", um jogo de puzzle onde temos de eliminar pedras coloridas, à semelhança de Pokémon Puzzle League. São novidades que de um certo modo nos lembra dos jogos de NES que podíamos jogar no primeiro Animal Crossing, na Game Cube!

Esta atualização tira ainda partido de algumas mecânicas que tivemos em Happy Home Designer, como a possibilidade de mover mobília e itens dentro de casa, através do ecrã tátil. Também, os jogadores que tiverem dados de Happy Home Designer na consola, será possível usa-los para adquirir mobiliário gigante. Por último, temos ainda o novo modo amiibo Camera, que nos permite tirar fotografias e colocar os nossos personagens favoritos (em várias posições diferentes) nelas, e depois partilhar com os amigos através do Image Share, da 3DS.

É uma grande atualização, uma "New New Leaf" por assim dizer, que poderá deixar os seus jogadores (novamente) ocupados com as tarefas bizarras e conversas várias com os habitantes das suas vilas. Talvez seja ainda uma última despedida de New Leaf, enquanto todos olham para o futuro da série no mercado Mobile (sendo que foi confirmado que Animal Crossing terá um jogo para dispositivos móveis), ou quem sabe um futuro jogo na Switch.

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Chase: Cold Case Investigations ~Distant Memories~


Distant Memories é o mais recente trabalho da Arc System Works, uma visual novel que será muito familiar a todos aqueles que jogaram Hotel Dusk e Last Window, dois títulos desenvolvidos pela agora defunta Cing. Tudo, desde a ambiência melancólica, à arte e ao protagonista, remete-nos para esses dois jogos. Não se trata de um caso de plágio, mas antes do facto de grande parte da equipa da Cing fazer agora parte da Arc System. Isto faz de Distant Memories uma espécie de sucessor espiritual da série Hotel Dusk.

Distant Memories oferece-nos dois protagonistas, o irascível, mas brilhante, Shounosuke Nanase, e a amável e esforçada Koto Amekura. Ambos são detectives e trabalham num departamento que investiga casos reabertos, daí o nome Cold Case (exactamente como a popular série televisiva de 2003). Nanase, cuja personalidade em muito nos remete para a do Doctor House, é o chefe do dito departamento e uma personagem com um passado misterioso, ao passo que Amekura, a empregada, é determinada e tem um apurado sentido de justiça. A história do jogo começa com a reabertura de um caso de morte acidental por explosão. Aparentemente a morte de Minami, um funcionário de um Hospital local, não foi assim tão acidental, mas antes fruto de um homicídio cuidadosamente planeado. Cabe então ao duo de detectives descobrir a verdadeira causa por detrás da morte de Minami, bem como encontrar o seu ou sua assassina(o).


Um jogo de passo bastante lento, o qual é intensificado pela sua música melancólica e relaxante, Distant Memories assenta em dois momentos. No primeiro, o da investigação, cabe-nos proceder a uma visualização minuciosa do local do crime, em busca de pistas que sejam relevantes para a resolução do caso. As que encontrarmos serão depois usados no segundo momento do jogo, o do interrogatório. Ao estilo de Phoenix Wright, também aqui questionamos as testemunhas, tentando apurar os factos. Contudo, temos de escolher bem as questões a colocar e as respostas a dar, sob risco de vermos a nossa barra de energia diminuir drasticamente a cada falha. Se a dita barra ficar vazia, será Game Over e teremos que recomeçar a partir de um dos saves que tenhamos feito. Como forma de evitar esses tais erros, muitas vezes fruto de lapsos de concentração, Distant Memories dá-nos sempre a possibilidade de consultar todos os diálogos anteriores, para ver se nos escapou algo. De igual forma, é-nos colocada à disposição o perfil de todas as testemunhas que se cruzem no nosso caminho.


Os gráficos, como seria de esperar numa visual novel, não puxam muito pelo potencial da 3DS, no entanto não é por isso que deixam de ser bastante agradáveis, dando ao jogo um aspecto de comic Pulp Noir. No entanto e embora seja um jogo com potencial, Distant Memories apresenta duas falhas "fatais". Primeiro, é demasiado linear e pouco desafiante, com pouco ou nenhum esforço a ser pedido ao jogador, mero observador do desenrolar inevitável dos acontecimentos. Segundo e como consequência directa do primeiro ponto, a sua brevidade. Mesmo para um título portátil, este é um jogo extremamente curto, sendo possível acabá-lo em menos de uma hora.

A esperança é que este seja um jogo de natureza episódica e Distant Memories apenas o primeiro capítulo de muitos de Chase: Case Cold Investigations...
Nota: Esta análise foi efectuada com base em código final do jogo para a Nintendo 3DS, gentilmente cedido pela Aksys Games.
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