Notícias

Análises

22 de março de 2016

Musicverse: Electronic Keyboard


Musicverse: Electronic Keyboard não é um jogo, mas uma aplicação de piano electrónico. E sobre isso não há muito a dizer uma vez que cumpre bem essa função.

Num mar de aplicações semelhantes e com as mesmas aspirações musicais, Musicverse é apenas mais um, mas a diferença é que Abylight optou pela plataforma da Nintendo e agora temos um piano para passar o tempo. Mas como se porta?


Vem-me à cabeça o Art Academy que, apesar de serem de áreas diferentes, desenvolve e explora melhor a sua arte – passo a expressão. Art Academy tem aulas que ensinam a desenhar, desenvolve estilos e aperfeiçoa técnicas. Musicverse podia ter optado por esse caminho e ensinar os básicos do piano ao jogador. Tal não acontece e apesar de existirem alguns tutoriais não-interactivos, estes não são abrangentes. No geral, esta aplicação destina-se apenas a quem já sabe tocar piano ou a autodidactas pacientes para lidar com as teclas pequenas no ecrã inferior. Não sendo original ou complexo, Musicverse consegue ser simples, mas com um número considerável de efeitos para experimentarem.

A interface é o que se espera de um simulador de piano, no ecrã táctil temos as teclas e no ecrã superior temos um menu de opções rítmicas, tons, temporais, etc. - que também podem encontrar num órgão real. Quero destacar a componente social de Musicverse que permite gravar as sessões e partilha-las no Miiverse e nas redes sociais. Também podem descarregar músicas de outros. Não menos importante, os canhotos também podem jogar, bastando seleccionar a opção para inverter a interface.


Vá, eu não sou pianista ou músico e jogos musicais não são o meu forte, mas tendo explorado a aplicação para escrever esta análise, não posso classificá-la como boa ou má. Apenas é. É uma aplicação de piano, está na eShop e se não tiverem um smartphone capaz de correr uma aplicação semelhante, esta é uma boa alternativa para tocarem uma modita em qualquer lugar, mas não incomodem os outros.

Testar esta aplicação teve outro efeito secundário agradável: lembrou-me do meu pequeno Cásio já sem algumas teclas. Tão Mozart que era.