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8 de fevereiro de 2016

Pokémon Super Mystery Dungeon


A série Pokémon prepara-se para celebrar o seu 20.º aniversário, naquele que poderá ser um ano memorável, com o lançamento de grandes clássicos na 3DS, e possivelmente novos jogos por anunciar. O primeiro titulo de Pokémon a ser lançado este ano na Europa é um spin-off da série Mystery Dungeon, que também está de parabéns pois celebra o seu 10.º aniversário este ano.

Para quem não conhece, "Pokémon Mystery Dungeon" é uma série em que a aventura é feita principalmente em masmorras aleatórias, repletas de  inimigos, em que progredimos ao percorrer os vários andares até chegar ao fim dessa espécie de labirinto. É uma fórmula já familiar, que acaba por funcionar bem por ser um estilo diferente de RPG, quando comparado com os tradicionais jogos de Pokémon.

O jogo começa com um pequeno teste de personalidade, que vai definir o pokémon que somos durante a aventura (no entanto podemos escolher que pokémon somos, se não gostarmos do resultado). Temos à disposição qualquer um dos 18 starters da série, mais Riolu e como não poderia faltar, Pikachu. Do mesmo modo escolhemos um segundo pokémon, que será o nosso principal aliado durante a aventura, e principal motor que faz a história avançar.

Nesta aventura somos um humano que perdeu a memória, sabendo apenas o seu nome e que não é originalmente um pokémon. Depois do choque inicial, e alguma confusão, somos acolhidos (ou até mesmo adotados) por um Nuzleaf, e rapidamente nos encontramos num quotidiano de regresso às aulas. Esta escola acaba por funcionar como base para a história e um tutorial, este que acaba por durar algumas horas por ir ensinando mecânicas aos poucos, enquanto as põe à prova nas masmorras.

A história do jogo é bastante simples, e vai evoluindo aos poucos sem grandes momentos surpreendentes, mas com algumas surpresas interessantes pelo caminho. Um dos principais mistérios do jogo é um conjunto de acontecimentos estranhos, como pokémon a serem transformados em pedra, algo que assusta até mesmo Pokémon Míticos! Mas até chegar aos grandes acontecimentos resolvemos diversos problemas da pequena Lively Town e dos seus habitantes, o que nos leva a juntar à Expedition Society, cujo objetivo é mapear todo o mundo.

O grande objetivo do jogo é a exploração em masmorras, geradas aleatoriamente sempre que entramos nelas. O que por um lado acaba por criar conteúdo infinito, ao mesmo tempo explorar uma área acaba por ser igual às restantes, dando a sensação que já vimos tudo o que o jogo tem para oferecer. Tal acaba por desmotivar um pouco, contudo o objetivo não é explorar todos os cantos de todos os andares, mas sim encontrar a saída e chegar ao fim da masmorra. Felizmente é possível correr a grande velocidade, encurtando bastante o tempo gasto a explorar.

Durante a aventura criamos uma equipa de 3 pokémon, e temos à nossa disposição 720 pokémon, praticamente todos os existentes, excluindo apenas Volcanion. Para recrutar novos membros para a equipa temos de usar as Connection Orb, uma rede que vamos preenchendo através de diversas missões ou simplesmente progredindo no jogo. Através do trabalho de equipa podemos usar os "Alliance Attacks" em que os nossos pokémon atacam de uma vez só. Existem ainda os "Looplets", pequenas braceletes onde equipamos "Emeras", cristais que não só melhoram as estatísticas do pokémon, como as suas habilidades.

Outras mecânicas base da série Pokémon marcam presença (obrigatória), como os ataques Super Efetivos, ataques que aplicam estados especiais como Sleep, Confuse, entre outros. Também é possível evoluir Pokémon (sendo necessário cumprir um objetivo principal no jogo), e até mesmo Mega Evoluir, através do sistema de Awakening que fortalece o pokémon.

O grinding neste jogo acaba por se tornar excessivo, se quisermos ter todos os pokémon, pois constantemente somos lançados em masmorras que parecem sempre iguais. Usar várias vezes os ataques melhoram os mesmos, sendo recomendável pensar estrategicamente tanto nos ataques disponíveis como a equipa que usamos. Existem ainda diversas armadilhas escondidas que nos dificultam o progresso, mas felizmente podemos sempre contar com plataformas especiais que nos ajudam.

Porventura se formos derrotados podemos ser ajudados por outros jogadores, através da ligação wireless local, StreetPass ou enviando um código (algo que não pude testar durante o tempo de análise). Felizmente poucas foram as ocasiões de Game Over, e mesmo nesses casos facilmente retomava a aventura, pois os itens que perdemos ao ser derrotado voltamos a obter facilmente. Para tirar partido deste sistema de resgate de outros jogadores, temos de usar o modo Pelliper Islands, que funciona um pouco à parte do jogo principal. Aqui conseguimos inserir os códigos enviados por outros jogadores (partilhados pelo Miiverse, por exemplo), ou até mesmo aceder aos encontros StreetPass que obtivemos.


Os fãs que já acompanham a série Mystery Dungeon podem contar com um jogo extremamente familiar, quase um "mais do mesmo", embora tenha mais conteúdo que os restantes jogos da série. Por vezes o jogo torna-se enfadonho, mas ao concluir a masmorra e ao avançar na história, este ganha interesse. Se nunca experimentaram um jogo desta série spin-off, e têm algum interesse em explora-la talvez seja o momento ideal para o fazer, pois podem contar com imenso conteúdo para desvendar, com muitas masmorras para completar, e como não podia faltar, pokémon para colecionar.

Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Nintendo 3DS, gentilmente cedido pela Nintendo.