Notícias

Análises

20 de janeiro de 2016

O meu primeiro "Escape Game"


Era uma experiência que há muito aguardava, sendo um fã declarado de 999: Nine Hours, Nine Persons, Nine Doors e a série Zero Escape. Este clássico da Nintendo DS lançado em 2009 combinou uma história complexa e surpreendente com desafiantes puzzles do género "Escape the Room" e tornou-se um sucesso de nicho com reviews elevadíssimas. No jogo, 9 personagens despertam para um grande enigma que os levará a dividir-se em pequenos grupos que terão de resolver os mistérios de diversas salas onde ficam trancados com um tempo limite. Cada uma destas salas contém uma série de pistas (e também algumas pistas falsas) que temos de analisar para decifrar um conjunto sucessivo de puzzles até conseguir destrancar a porta de saída. Com puzzles realmente engenhosos e uma história bastante intensa, o meu primeiro Escape Game foi uma das melhores experiências que tive com os videojogos. Mas... e se um jogo desses fosse real?


No passado fim de semana tive finalmente a oportunidade de experimentar um "Escape Game" na vida real. É um tipo de atração que tem vindo a ganhar muita popularidade em Lisboa e já conta com bastantes salas, pelo que sentia realmente que estava a deixar passar ao lado uma experiência que, à partida, teria tudo para me agradar. Juntamente com um grupo de amigos, marquei uma sessão no Enigma Lisbon, um dos mais antigos da cidade. Neste caso concreto, há duas salas à escolha, tendo optado pela "Sala Assombrada" por ter uma história apelativa, onde teríamos de ajudar alguém a escapar de uma casa assombrada. Como é habitual nestes jogos, tínhamos uma hora para sair e muitos puzzles para resolver. Não querendo revelar nada em particular sobre o jogo, posso dizer que tinha bastantes enigmas para decifrar, alguns deles numéricos e outros que envolviam ações físicas e interações com o cenário. A sala não era muito difícil, embora houvesse um puzzle em que ficamos "encravados" durante algum tempo. O trabalho de equipa foi essencial, até porque diferentes pessoas olham para o mesmo enigma com diferentes maneiras de pensar e este jogo não segue um raciocínio linear.

No final, conseguimos sair com um tempo de 48 minutos, o que nos disseram ser bastante dentro da média (o recorde está nos 37, se não estou em erro) e mostra que a dificuldade está adequada ao tempo que é dado aos jogadores. Sem termo de comparação com outros "Escape Games" da vida real, o jogo atingiu totalmente as minhas expetativas. Quanto ao cenário, muita da sua concepção era artesanal mas de boa qualidade e fiel à temática de uma casa abandonada/assombrada. Foi um jogo bastante divertido e emocionante, especialmente a partir do momento em que o grupo começa a sentir a pressão do tempo enquanto tenta resolver todos os desafios. Uma experiência que não me cansarei de recomendar!

Em Lisboa, há várias ofertas nesta área para experimentar, o que sem dúvida tenciono fazer no futuro. Entre eles, destaco o promissor Escape Hunt, que garante utilizar tecnologia de ponta neste segmento, assim como o recente Mystery Escape Game e, claro, o antigo Lisbon Escape Game que abriu as portas a esta nova tendência. No entanto, não posso deixar de referir que também no Porto há um destes espaços e que aparenta ser bastante interessante e com uma grande variedade de desafios, o Porto Exit Games. Este último tem até uma sala que promete "sacrificar" um jogador! Mistério...


Para concluir, há que relembrar que 2016 será um ano óptimo para os fãs de Escape Games, estando previsto o lançamento para a Nintendo 3DS de Zero Time Dilemma, terceiro (e último?) jogo da saga Zero Escape e que poderá responder aos mistérios deixados em aberto nos anteriores jogos 999 e Virtue's Last Reward.