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30 de novembro de 2015

Xenoblade Chronicles X


Suceder a um grande êxito não é tarefa fácil. Xenoblade Chronicles, lançado para a Wii em 2010, foi um dos principais títulos de RPG da sua geração, combinando eficazmente o melhor dos tradicionais RPGs japoneses com elementos modernos de jogos ocidentais, especialmente os mais focados na vertente online, mesmo não tendo qualquer componente multijogador. Cinco anos depois, a Monolith Soft tenta repetir a proeza com Xenoblade Chronicles X, um RPG exclusivo para a Wii U que refina a fórmula do anterior e a transporta para um mundo enorme e completamente aberto à exploração, com uma envolvente história de ficção científica e muitas horas de jogo.


Algures no futuro do planeta Terra, duas civilizações alienígenas envolvem-se numa batalha cataclísmica, que resulta na destruição do mesmo. Num acto de desespero, algumas naves contendo as sementes de uma nova civilização são lançadas pelo espaço fora, pouco antes da Terra ser dizimada. A história que acompanhamos é a de uma destas naves, que sofre um ataque perto do planeta Mira e acaba por lá fazer uma aterragem de emergência. Quando o nosso personagem desperta, já passaram dois meses desde a chegada ao planeta, onde os humanos tentam criar condições de vida para a sua civilização. Com a destruição da nave mãe, perdeu-se também o Lifehold, um núcleo onde a maior parte dos sobreviventes ficaram congelados durante a viagem espacial, pelo que encontrá-lo é um objetivo fundamental para os que se encontram na recém-criada cidade de New Los Angeles.

O planeta Mira é um local fascinante com uma enorme biodiversidade que se espalha por 5 continentes de caraterísticas muito próprias. As espécies que o habitam, denominadas por "indigens", são normalmente inofensivas para os humanos, embora haja também muitas agressivas. A política da espécie que acabou de chegar, no entanto, é a de que apenas se devem eliminar os que constituem uma ameaça, pelo que a postura dos humanos nesta história é mais próxima do ponto de vista de um grupo de refugiados do que de colonos espaciais.  Entre a fauna do planeta, há mais civilizações para encontrar, mas nem todas são indigens. Desde cedo, os humanos percebem que há outros "xenos", espécies alienígenas ao planeta Mira, e nem todas são bem intencionadas. Acontece que os Ganglion, uma das espécies responsáveis pela destruição da Terra também se encontram em Mira e possuem um grande ódio de morte aos humanos. Outra civilização, como os Ma-non, é bastante pacífica e encontra em New LA um refúgio dos bélicos Ganglion, mostrando-se grande aliados dos humanos com os seus avanços tecnológicos. Para tratar de todos os assuntos ligados à sobrevivência da espécie, incluindo o combate aos Ganglion e a recuperação do Lifehold, os humanos criaram a BLADE, uma espécie de organização militar que desempenha o mais variado tipo de funções através de missões que lhes vão sendo atribuídas, e da qual o nosso personagem faz parte.


O jogo contém um robusto sistema de criação de personagens, embora o avatar criado não seja o do protagonista da história: o nosso personagem é apenas um membro da BLADE assignado à equipa da Comandante Elma. Como acontece em muitos RPG onde se tem liberdade de criação do avatar do jogador, este acaba por ser um herói silencioso cujas respostas são dadas pelo jogador escolhendo opções que surgem no ecrã, o que é um grande contraste com o que acontecia no jogo anterior e o carismático Shulk. Ao fazer parte da equipa da Elma, temos um papel ativo na história do jogo, mas na verdade o protagonismo é atribuído à equipa como um todo, ou à sua comandante. A história principal vai-se desenrolando conforme se aceitam missões especiais identificadas como tal, mas há também outras missões de "afinidade" que desenvolvem o relacionamento entre os diversos personagens, muitas destas sendo obrigatórias como requisito para certas missões de história - no fundo, são também elas parte da história, mas com um impacto menor no enredo principal.

Todas as missões, sejam básicas ou relacionadas com a história, acabam por ter um impacto no mundo do jogo, sendo que até as mais simples podem servir para desbloquear conteúdos mais interessantes em missões que de outra forma seriam inacessíveis. Normalmente, ao escolher uma missão do menu, é possível marcar no mapa os locais onde se encontram os monstros ou personagens necessários, poupando o trabalho de procurar caso seja numa zona já previamente explorada. Infelizmente, quando o objetivo de uma missão é recolher n materiais de um certo tipo que se encontra pelo mundo, não há forma de saber ao certo onde procurar além do continente onde tal material existe, o que pode originar situações frustrantes. Numa missão importante para avançar no jogo, tive de procurar durante horas por um item raro no continente de Oblivia, sem fazer a menor ideia de qual o sector ou região onde o poderia encontrar. Foi um caso pontual de grande frustração, visto que habitualmente estes requisitos de materiais ficam para missões secundárias que se pode ir completando ou simplesmente aceitar só depois de ter explorado bem uma região.

Outro aspeto interessante das missões secundárias é o desenvolvimento de pequenas histórias que abordam temáticas bastante relevantes (e atuais) como a ética, o fanatismo religioso e a xenofobia, por exemplo. O acolhimento dos Ma-non e outros xenos na cidade dos humanos, mesmo com todas as vantagens tecnológicas que traz, não é bem visto por todos, havendo pessoas empenhadas em livrar-se deles. O jogo tenta passar uma interessante mensagem de ecologia e fraternidade entre diferentes espécies, algo que felizmente é o sentimento principal dos humanos na história.


Xenoblade Chronicles X é um jogo completamente "open world" que oferece total liberdade de exploração. Embora tendo algumas condicionantes como os níveis de inimigos em certas zonas, é realmente possível aceder a quase qualquer parte do mundo logo desde o início. No GamePad, é apresentado um mapa do continente com um sistema de favos a identificar os diversos sectores, sendo possível aceder a muitos destes com a opção de "fast travel" desde que a zona tenha sido previamente explorada. A exploração torna-se bastante útil para facilitar a realização das missões e avançar na história, mas a verdade é que o mundo é tão interessante que os jogadores simplesmente se aventuram de forma natural, constantemente em direção ao próximo local interessante que aparece ao fundo. Com mais de 50h de jogo, ainda me consigo impressionar com paisagens e ambientes do primeiro continente explorado. O mundo do jogo é deslumbrante, maravilhoso, com maior diversidade do que se poderia esperar de um mapa com 5 regiões temáticas, o que incentiva a querer ver tudo o que haja para ver.

O grafismo é uma parte importante da realização deste mundo, sendo constantemente apresentados cenários fantásticos independentemente da distância a que as paisagens estejam. Infelizmente, a ilusão é um pouco quebrada quando se está em movimento (especialmente a maiores velocidades) e se vê a imagem "transformar-se" com a aproximação. Embora este artefacto só exista devido a limitações técnicas, visto que a Wii U não poderia apresentar todo um continente em detalhe, está sempre presente para nos lembrar que estamos apenas num jogo. O mesmo acontece com os inimigos mais pequenos que, vendo de longe, simplesmente não são desenhados. Dito isto, o mundo nunca parece vazio, sempre com coisas para ver e inimigos para combater em qualquer parte que se esteja. É uma pena que a atenção dada aos cenários e até mesmo aos monstros do jogo, não tenha sido também dada às caras dos personagens, que parecem demasiado básicas e sem vida em comparação com tudo o resto. O mesmo se pode dizer da cidade de New LA, que visualmente é o local menos interessante de todo o planeta Mira.

O combate é semelhante ao de Xenoblade Chronicles e assenta em batalhas semi-automáticas com um sistema de Arts. Ao iniciar o combate, o personagem irá usar automaticamente a arma que tiver equipada, cabendo ao jogador movimentá-lo pelo cenário e escolher o alvo a atingir caso hajam múltiplos adversários ou seja um inimigo de grande porte com várias zonas a atacar, enquanto os restantes membros da equipa agem de forma autónoma. As Arts são ataques especiais caraterísticos da classe do personagem, e são ativadas por ação do jogador, demorando depois alguns segundos até poderem ser utilizadas novamente. Pelo meio, existe um sistema "soul voice" que funciona como uma espécie de "quick time event" dentro da batalha, e oferece melhorias a toda a equipa. As batalhas são dinâmicas e com muita coisa a acontecer no ecrã, mas como tudo no jogo acabam por se tornar bastante intuitivas. No entanto, as diferenças de níveis em relação aos inimigos são muito levadas a sério pelo jogo, exigindo algum "grinding" a quem planeasse jogar "só para ver a história". Felizmente, quando o boss de uma missão está a ser muito difícil de passar, o jogo oferece a possibilidade de reduzir a dificuldade desse inimigo em particular, poupando algumas frustrações.


A partir de certo ponto no jogo, tudo muda para o jogador ao adquirir a "carta de condução" dos Skell, os gigantescos mechs desenvolvidos pelos humanos. De repente, a exploração torna-se muito mais rápida, assim como a obtenção dos materiais espalhados pelo mundo. Passam a estar acessíveis novas áreas de grande altitude ou que anteriormente seriam de difícil acesso, os indigens de pequena dimensão são agora facilmente "pisados" e os gigantes, de repente, já reparam em nós. Estes robôs são completamente personalizáveis e podem ser utilizados em combate, utilizando as diversas armas do seu arsenal de forma análoga às Arts dos humanos. Naturalmente as batalhas são muito mais espetaculares desta forma, mas é importante ter cuidado para que o Skell não seja destruído, senão terá de ser recuperado pelo seguro, que tem um limite de recuperações. É possível comprar vários destes robôs e atribuir um a cada elemento da equipa, mudando efetivamente a escala a que esta irá combater.

Para quem procura uma experiência mais social, o jogo oferece ainda uma componente multijogador online. O jogo permite recrutar temporariamente (e por um preço) os personagens criados por outros jogadores, para que façam parte da equipa como se fosse qualquer outro personagem, o que pode ser útil quando se procura alguém com um nível específico ou certo tipo de armas e classe. Além disso, existe um sistema de classes que atribui, a partir do servidor, missões para se eliminar certos tipos de inimigos. Cumprir estes objetivos desbloqueia missões que podem ser efetivamente jogadas online até 4 jogadores. Infelizmente, só algumas destas funcionalidades ficaram disponíveis a tempo desta análise, pelo que não houve oportunidade de as explorar adequadamente. O sistema é algo semelhante ao de jogos como o Monster Hunter, onde existe um lobby para reunir até 4 jogadores após se ter lançado uma missão. É também possível procurar missões de outros jogadores online que estejam a recrutar. As missões colocam a equipa numa área com o objetivo de eliminar um conjunto de inimigos, dando depois uma recompensa a nível de materiais dos monstros para se poder criar novas armas. Estas missões podem também ser feitas offline com a equipa normal do jogo.

Um factor importante a considerar, é que Xenoblade Chronicles X tem uma dose arrebatadora de informação para se processar. A aprendizagem do jogo é bastante lenta, embora rapidamente se consiga partir para a ação sem perceber muito bem o que se está a fazer. A exploração do jogo é um processo tão gradual como a exploração do mundo do jogo, com menus e funcionalidades que só vão começando a fazer sentido com a experiência. O próprio equipamento dos personagens tem tantas variáveis que a melhor abordagem é decidir momentos do jogo em que se quer melhorar o equipamento da equipa e dedicar algum tempo só a esse processo. Um aspeto interessante do equipamento é a opção de escolher "fashion gear", ou seja escolher qual o equipamento que o personagem exibe no jogo independentemente do que ele tenha "realmente" equipado (ou seja, o que tem impacto nas estatísticas do personagem). Acrescentando opções de Arts, habilidades, classes, Skells e personalização, há muito para digerir e que só se consegue aos poucos.


A experiência de jogo tem um ciclo interessante de exploração e realização de missões, seguido de investimento em melhorias e optimizações e depois os avanços na história. A exploração é, sem dúvida, o ponto alto do jogo, graças a um mundo fascinante e surpreendente que nos faz sempre querer ver um pouco mais. A história, porém, não lhe fica atrás graças ao argumento envolvente e misterioso, cheio de reviravoltas e com personagens bastante interessantes. Infelizmente, a densidade e o volume deste jogo não são para todos, especialmente numa altura em que temos cada vez menos tempo livre. Há dezenas de horas de conteúdo para ver e o avanço na história requer bastante dedicação, sendo quase sempre gratificante apesar de alguns soluços na progressão. Xenoblade Chronicles X é um jogo para se explorar com calma, livremente e sem a pressa de ver o final por mais que a história nos motive a ir para lá. Uma experiência em muito semelhante à do jogo anterior e ao mesmo tempo bastante diferente, levando mais longe a sua visão do que quer manter do tradicional RPG ao mesmo tempo que incorpora elementos comuns dos jogos modernos de mundo aberto. E dentro do género é tão bom que justifica plenamente a compra de uma Wii U para o jogar. Apenas não é nem tenciona ser um RPG "para todos os jogadores".

Notas: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Wii U, gentilmente cedido pela Nintendo. O artigo foi escrito com base em mais de 50 horas de jogo e o conhecimento de 75% da história principal.
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Mario & Luigi: Paper Jam Bros.


O duo Mario e Luigi estão de volta ao universo RPG, naquele que é o 5.º jogo da série que se estreou em Superstar Saga. Desde então temos assistido a viagens no tempo, ao interior de Bowser ou até vaguear pelos sonhos de Luigi, o que nos faz pensar que já vimos de tudo. Contudo surge algo inédito na série: um crossover entre dois universos, sendo que o segundo é Paper Mario, outra série RPG muito conhecida devido ao seu estilo artístico bastante único.

A aventura começa quando Luigi se depara com um estranho livro, que ao abrir (por acidente) liberta o mundo de Paper Mario no Reino Cogumelo. Como seria de esperar, o resultado é todo um conjunto de personagens em duplicado, que para além de inúmeros Toads e lacaios de Bowser feitos de papel, surgem figuras mais importantes como Peach ou Bowser. O duo de Bowsers rapidamente se une para raptar ambas as Princesas Peach, uma situação que elas próprias já ridicularizam.

Mario, Luigi e ainda Celeste, figura que acompanha os heróis nesta série, partem então novamente numa missão de resgate, e rapidamente encontram Mario de Papel. Surge assim um trio improvável de heróis, com dois Marios de universos diferentes, e um Luigi que os acompanha. A premissa é bastante simples, mas serve de plano para todo um conjunto de peripécias que irão surgir durante a aventura, com bastante potencial por lidar com dois universos num só.

Mesmo sendo a junção de dois títulos RPG de Mario, este é sem qualquer dúvida um Mario & Luigi, e Mario de Papel surge como uma espécie de convidado, repleto de truques que só ele é capaz. Mas não são apenas os personagens que entram neste mundo, mas também o próprio cenário se vê invadido por versões de papel de vários montes, plataformas, pontes, etc. Há um excelente trabalho ao unir os dois universos, existindo até mesmo uma certa harmonia entre estilos, sem haver um único elemento que parece "fora do sítio".

O sistema de batalha continua a apostar na perícia do jogador, em que para tirar melhor partido dos ataques é preciso premir os botões em momentos chave, não só dos ataques, como também para nos defender ou contra-atacar os adversários. Entre as novidades temos propriedades exclusivas de Mario de Papel, que é capaz de criar cópias dele mesmo, estas que permitem que os seus ataques dêm mais dano, e servem ainda de escudo. À medida que é atingido vai perdendo cópias, e quando não as tem passa a perder Pontos de Vida, tornando-o um alvo vulnerável. Contudo podemos sempre gastar um turno a recuperar as cópias todas.

Também muitos inimigos de papel surgem com várias cópias, o que muitas vezes dá um desafio extra às batalhas. Felizmente temos de volta os Ataques Bros., usados apenas por Mario e Luigi, ataques estes que vamos ganhando aos poucos ao encontrar Coelharápio (que os roubou!). Com a ajuda de Mario de Papel temos os Ataques Trio, em que o trio de heróis trabalha em conjunto em devastadores ataques.

O jogo consegue oferecer vários desafios, através de batalhas que colocam em prática os reflexos de qualquer um. Mas para os mais inexperientes, ou que querem uma aventura mais relaxada, é possível baixar a dificuldade do jogo, a custo de algumas recompensas.

Outra mecânica nova são as cartas, em que criamos um baralho que, depois, podemos usar uma carta por turno (sem gastar o mesmo) a custo de estrelas que vamos recebendo enquanto lutamos. Estas cartas podem curar, aumentar estatísticas, provocar dano ou até mesmo aumentar a experiência e moedas que recebemos no final da batalha. O jogo tira ainda partido das figuras amiibo do universo Super Mario (excluindo Rosalina e Bowser Jr.), em que podemos usar cada figura pelo menos uma vez durante a batalha, com habilidades idênticas às das cartas.

Tal como Dream Team Bros., este jogo está localizado em português, este que é extremamente recomendável devido ao muito bom uso de expressões nossas. Desde Toads preocupados porque "lhes vão fazer a folha", a palavras tipicamente portuguesas, a localização faz um bom trabalho a enquadrar a nossa língua no típico estilo de humor que a série oferece.

Quando comparado com os restantes jogos da série, este afasta-se um bocado daquilo que temos vindo a acompanhar neste universo. Muitos personagens chave, ou até mesmo criaturas exclusivas desta série não têm presença, dando lugar a personagens bastante conhecidos do universo dos jogos de plataformas de Super Mario.

Existem personagens que vão deixar muitos fãs da série bastante satisfeitos, estes que têm marcado presença ultimamente, não só em jogos principais como noutros spin-offs. Curiosamente tanto Bowser como Bowser de Papel não têm muita presença no jogo, dando mais destaque a ambos os Bowser Jr., ou até mesmo a Kamek que constantemente nos faz a vida negra.

Desaparece o "mundo especial" como era o caso do interior de Bowser, ou os sonhos de Luigi, e como uma espécie de recompensa somos recebidos por imensos mini-jogos onde temos de salvar Toads de papel. Estes podem ser pequenas partidas de apanhada, escondidas, ou até mesmo alguns puzzles, e são importantes para avançar na história do jogo. Tal acontece porque estes Toads são necessários para construir Gigapapelões, "máquinas" gigantes de cartão usadas para batalhas especiais, à semelhança das batalhas de Bowser ou Luigi gigantes, dos jogos anteriores.

Estas batalhas em tempo real são interessantes, embora simples: o nosso Gigapapelão é transportado por Toads, que vamos perdendo sempre que atacamos ou somos atingidos. Para recuperar Toads temos de ir a zonas específicas da arena, premir o botão ao ritmo da música que aparece, e depois voltar ao ataque.

Tendo em conta as possibilidades imensas através de personagens únicas, tanto de Mario & Luigi como de Paper Mario, o jogo não corresponde à espectativa. A aventura em si também parece um simples passeio, com poucos momentos marcantes como temos nos restantes jogos da série, ou até mesmo ambas as séries. Existem várias distrações, principalmente através de mini-jogos que livra o jogo de se tornar repetitivo, mas parece ficar a faltar algo o jogo todo.


Ainda assim é um jogo bastante recomendável, não só para os fãs do género como para quem quer explorar um estilo diferente de RPG, que temos vindo a ter desde o Super Mario RPG na SNES. Consegue ainda redimir, de um certo modo, o Mario de Papel, depois da sua última aventura em Sticker Star, na 3DS, que deixou os fãs bastante desapontados por fugir muito ao género.

Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Nintendo 3DS, gentilmente cedido pela Nintendo.
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18 de novembro de 2015

Mario Tennis: Ultra Smash


Lançado no ano 2000 para a Nintendo 64, Mario Tennis foi na altura um grande sucesso devido à sua elaborada jogabilidade e a diversão que proporcionava no modo para 4 jogadores, mesmo tendo sido responsável pela introdução do personagem Waluigi no mundo dos videojogos. Desde então, a série tem marcado presença em quase todas as consolas da Nintendo, com o mais recente lançamento a ter ocorrido na 3DS com um Mario Tennis Open repleto de conteúdos. No entanto, agora que chegou a vez da Wii U ter o seu próprio jogo de ténis do Super Mario, Ultra Smash parece ter sido feito com o mínimo de conteúdo.


Mario Tennis: Ultra Smash apresenta como grande novidade a introdução do Mega Cogumelo na jogabilidade, acrescentando às tradicionais partidas a possibilidade dos personagens ficarem gigantescos e com movimentos muito poderosos. Embora seja o modo de destaque no menu do jogo, em pouco difere do modo de Ténis Clássico: ao longo da partida, são ocasionalmente atirados Mega Cogumelos para o court, tendo de ser apanhados pelos jogadores para que se tornem gigantes. Não parece haver um método ou mecanismo que provoque o aparecimento do cogumelo como recompensa de bom desempenho ou handicap para ajudar o jogador mais fraco. No entanto, acertar com a bola no jogador adversário será suficiente para o colocar novamente no tamanho normal, além de ganhar mais um ponto. Além destes dois modos, há ainda o Mega Troca de Bola, onde o objetivo é manter uma bola gigante em jogo o maior número de batidas possível. Todos permitem jogar a 2 na opção Singulares e a 4 se for ténis a Pares.

O Desafio K.O. é um modo para um jogador a solo ou acompanhado de um personagem amiibo, que consiste em derrotar sucessivamente personagens que vão surgindo com um grau de dificuldade cada vez maior. Por causa do desafio que oferece, acaba por ser o mais divertido do jogo, quanto mais não seja pela sensação de progressão. Os amiibo utilizados vão adquirindo experiência, recebendo aos poucos novas habilidades que farão deles melhores jogadores. As figuras poderão, depois, ser utilizadas como parceiros para jogar a pares no modo online em substituição do segundo jogador. Infelizmente, não foi possível testar o funcionamento online além das opções do menu, por indisponibilidade nos horários estabelecidos pela Nintendo.


Em todos os modos, o jogador poderá acumular moedas, que servem para desbloquear os troféus das façanhas que não se consiga atingir (por exemplo: vencer 30 desafios K.O.) e assim "comprar" a respetiva recompensa, que pode incluir uma das 4 personagens secretas ou os campos desbloqueáveis. Entenda-se por "campos" uma simples alteração de textura no court e aplicação de diferentes regras de física. O jogo tem apenas um estádio de cenário que está carregado desde o início, não sendo sequer algo visualmente notável. A melhor componente visual está nos modelos dos personagens, que são bastante polidos e bem animados. Outro aspeto visual positivo é permitir jogar a 2 sem split screen, com  a imagem de um jogador na TV e do outro no GamePad.


A jogabilidade de Mario Tennis: Ultra Smash é muito boa, oferecendo um ótimo controlo da trajetória da bola assim que se aprende o funcionamento dos botões. Quem tiver jogado o anterior para a Nintendo 3DS não terá qualquer dificuldade com este jogo que utiliza praticamente o mesmo sistema de controlo se ignorarmos o ecrã tátil. O problema do jogo é a sensação de vazio que transmite desde que se abre o ecrã inicial ao momento em que se exploram os seus menus. Na realidade, oferece pouco mais para jogar do que o Wii Sports Tennis, embora com sistemas de controlo muito diferentes. Não sendo um jogo propriamente mau, é difícil recomendá-lo ao lado de uma alternativa recente e com muito mais e melhor conteúdo como foi Mario Tennis Open na Nintendo 3DS.


Um ponto importante a referir é que, ao adquirir este jogo através da eShop, a Nintendo está a oferecer uma cópia de Mario Tennis (Nintendo 64) para a Virtual Console da Wii U. Algo que sem dúvida será uma mais-valia para os fãs nostálgicos: os visuais poderão não ser tão detalhados, mas o conteúdo é bem mais variado.

Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Wii U, gentilmente cedido pela Nintendo.
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17 de novembro de 2015

Nintendo Direct: Twilight Princess HD e outras novidades Zelda


Após muita especulação em torno de um The Legend of Zelda: Twilight Princess HD, o Nintendo Direct abriu com a sua confirmação, juntamente com algumas surpresas com este lançamento. Esta não foi a única notícia relacionada com Zelda, e outras surpresas marcaram presença na apresentação.

Comecemos com o ponto mais importante: Twilight Princess será lançado em HD, numa edição bastante apelativa para os fãs da série a 4 de março de 2016. Trata-se de um remasterizado, não de um remake completo, e ao contrário de Wind Waker HD este pode parecer bastante datado devido ao seu estilo artístico mais realista. No entanto o aspeto do jogo está melhorado, através do uso de texturas de maior resolução e ajusters como seria de esperar num remasterizado (e não port direto). Este título faz 10 anos em 2016, e foi lançado na Game Cube e também para a Wii, juntamente com o lançamento desta, e até à data foi o jogo Zelda mais vendido de sempre.

O jogo foi principalmente jogado na Wii, em que o mundo foi espelhado de modo a tornar os controlos do Wii Remote mais intuitivos (afinal, Link é esquerdino), e talvez muitos irão estranhar o mundo "ao contrário". Ainda falta até o lançamento do jogo, e quem sabe se não terá um modo "Mirror" mesmo usando os controlos do Game Pad, método de controlo este que ainda nada sabemos sobre. À semelhança de Wind Waker HD, Ocarina of Time 3D e Majora's Mask 3D, o ecrã do Game Pad poderá servir para os Menus e mapa, mas até lá aguardamos por mais informações.

Talvez a grande novidade desta re-edição é o suporte para as amiibo, da série Zelda, e a nova amiibo de Midna e Link Lobo, e para um lançamento em grande será lançada uma edição especial que traz o jogo, esta amiibo e uma banda sonora oficial. Esta nova amiibo terá funcionalidades extra, e alguns dados poderão ser posteriormente transportados para o novo título de The Legend of Zelda para a Wii U, que recebeu a confirmação do seu lançamento em 2016, marcando os 30 anos da série Zelda.

Talvez para saciar um pouco a fome foram lançados para o serviço de Consola Virtual da Wii U dois títulos Zelda bastante únicos: Phantom Hourglass e Spirit Tracks, que são controlados na íntegra através do ecrã tátil, e com a stylus somos capazes de mover link, enfrentar vários monstros, bosses, e principalmente ter puzzles realmente únicos. Como promoção de lançamento, até 19 de novembro ao adquirir um destes jogos poderão obter o outro por €4,99!

Mas falando de jogos Zelda mais atuais, Tri Force Heroes irá contar com um novo update gratuito no próximo dia 3 de dezembro, que inclui uma nova masmorra que poderá ser um autêntico desafio, o Den of Trials. Aqui contamos com mais de 30 pisos a percorrer, com vários check-points para que a aventura não seja apenas frustrante. Só derrotando todos os inimigos é que conseguimos avançar nos vários pisos, por isso convém estar bem atento!

Serão também acrescentados dois novos fatos: o primeiro é o Linebeck's Uniform, que nos permite ver que recompensas estão nos cofres quando concluímos um nível. Linebeck é um curioso parceiro de Link em Phantom Hourglass, que ficou algo "perdido" nesse jogo, embora tenha sido bem recebido pelos fãs. Já o segundo fato é o Fierce Deity Mail, de Majora's Mask, capaz de destruir tudo em seu redor devido ao aumento do poder de ataque, e através de ataques de longo alcance em 4 direções ao mesmo tempo.

Concluímos as notícias de Zelda com uma novidade, que irá acompanhar o lançamento de Hyrule Warriors: Legends na 3DS a 25 de março de 2016. Esta nova versão portátil traz novos conteúdos, para além de melhorias a nível de jogabilidade, sendo finalmente possível controlar vários personagens ao mesmo tempo. Para além dos já anunciados Tetra, King of Hyrule, Toon Link e Skull Kid como novas personagens, surge Linkle, uma nova personagem já revelada através de artworks oficiais, embora apontada como apenas um esboço.

Ela é uma personagem ao estilo "troca de género", ou "e se Link fosse uma mulher", mas difere-se bastante pelo uso de 2 bestas e um estilo de combate bastante ágil, capaz de destruir inimigos em todas as direções. Vem ainda equipada com uma curiosa bússula, que nada sabemos sobre, mas que pode ter alguma importância, pois será lançada uma versão limitada do jogo que traz um relógio bússula, presumidamente uma réplica em tamanho real, da que Linkle tem.

Estas foram as novidades do universo The Legend of Zelda, que está prestes a celebrar o seu trigésimo aniversário, e quem sabe se não promete ser em grande. Até lá, podemos indo enfrentar inimigos diversos em Tri Force Heroes, matar saudades das aventuras portáteis da DS ou ainda, quem sabe, aguardar pelo lançamento de Skyward Sword na Consola Virtual da Wii, ou até mesmo também receber um remasterizado (cujo estilo artístico não precisaria de nenhum melhoramento drástico).

(vem depressa, 2016!)

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13 de novembro de 2015

Nintendo Direct: novidades Pokémon


Com o aproximar dos 20 anos da série Pokémon, as coisas parece que estão a aquecer para um bom ano de aniversário. Existem alguns jogos a caminho e muita especulação em torno de "Pokémon Z", mas um novo jogo da série principal de Pokémon não foi (ainda) revelado. No entanto houve ainda espaço para algumas novidades!

Começamos com Pokkén Tournament, que se encontra a caminho da Wii U, e que conta com misterioso Shadow Mewtwo que (até agora) é exclusivo deste jogo. O jogo será lançado na primavera de 2016, e a primeira edição do jogo vem acompanhada com uma carta amiibo de Shadow Mewtwo, que desbloqueia o personagem logo de imediato no jogo. Talvez esta seja a primeira de muitas cartas amiibo de Pokémon?

Uma das novidades foi Pokémon Picross na 3DS, um jogo grátis com todas as limitações conhecidas do género free to play. Este é um novo jogo da série de quebra-cabeças onde o objetivo é desvendar um desenho, através de uma grelha. Ao completar o desenho capturamos esse pokémon, e depois podemos usar as suas habilidades de assistência enquanto jogamos outro puzzle, e por sua vez capturar mais pokémon. Este jogo estará disponível no início do próximo mês de dezembro.

Também para 3DS está a caminho o Pokémon Super Mystery Dungeon, com data de lançamento marcada para 19 de fevereiro. Neste novo capítulo da série de ação, onde percorremos masmorras aleatórias e cumprimos imensas missões, podemos contar com praticamente todos os pokémon até à 6.ª geração, e respetivas Mega Evoluções e formas! Podendo combater ao lado de pokémon lendários e míticos, explorar estas masmorras poderá ser bastante prático.

Mas a grande surpresa de Pokémon deste Nintendo Direct trouxe um certo sorriso e muita nostalgia aos fãs mais veteranos da série. Através do serviço de Consola Virtual da 3DS, os jogos Pokémon Red, Blue e Yellow serão lançados a 27 de fevereiro. A espera é capaz de ser longa, mas tal é uma excelente maneira de celebrar o 20º aniversário da série, revivendo momentos de nostalgia quando ficamos agarrados à  nossa Game Boy (em muitos casos a versão Color). Para tentar recriar o mais fielmente a experiência, será possível trocar e ter lutas de pokémon usando a ligação sem fios local, da 3DS.

Estas foram as novidades Pokémon, mas aguardamos impacientemente por mais, agora que se aproxima um ano em grande para a série. De fora ficou ainda Pokémon Go, que pouco se sabe do jogo, mas esperamos por mais novidades do jogo que pôs toda a gente a falar da série, com o seu anúncio.
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Cloud entra em Super Smash Bros.!

Numa surpresa que praticamente ninguém contava, o mais recente personagem anunciado para Super Smash Bros. é Cloud Strife, de Final Fantasy VII! Foi no final desta Nintendo Direct que surge esta grande surpresa, terminando a apresentação em grande.

Ao contrário do habitual, não houve o splash screen que inicia os trailers de Super Smash Bros., e mal começa a música e vídeo de abertura de Final Fantasy VIII, a cabeça de muitos fãs da série começou a andar à roda com o que vinha de seguida. Mas pouco depois entra Cloud em cena, derrubando vários personagens, entre eles outros ícones como Mario, Sonic ou Ryu. Juntamente com Cloud surgem chapéus de Chocobo para vestir o nosso Mii a rigor.

De um certo modo é o renascer de uma velha luta, que nos tempos da Nintendo 64 e PlayStation se discutia que jogo era melhor, Zelda: Ocarina of Time ou Final Fantasy VII, em que agora podemos finalmente colocar Cloud e Link à luta. Os fãs de Cloud têm ainda um extra, pois certamente uma amiibo de Cloud muito possivelmente será também lançado.

SSB cada vez mais é o palco de grandes personagens e ícones de séries, onde tudo parece ser possível. Cloud tem também um nível próprio com Midgar (cidade chave em FF7) em plano de fundo, em que alguns Summons surgem para dar algo extra ao cenário, como por exemplo Odin dividir o cenário em 2 através do seu Zantentsuken.

Estas não são as únicas novidades relativas as Super Smash Bros., e já no próximo mês de dezembro temos mais novidades sobre o jogo, através de uma apresentação especial! Talvez fiquemos a conhecer novos personagens que estão a caminho.

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10 de novembro de 2015

Evento de Pokémon Hoopa disponível nas lojas FNAC


Após uma longa ausência sem eventos de Pokémon em Portugal eis que, finalmente, surge um novo evento que nos oferece um novo Pokémon para a nossa coleção! O lendário de Pokémon X e Y Hoopa chega finalmente já a partir dodas 17 horas do dia 11 de novembro, e para o receber basta visitar uma loja FNAC e descarregar o mesmo.

Para receber Hoopa basta ir a uma das lojas com uma das consolas da família Nintendo 3DS, juntamente com Pokémon X, Y, Omega Ruby e/ou Alpha Sapphire. Depois é iniciar o jogo, escolher "Wonder Gift", "Receive Gift" e depois surge a opção para descarregar Hoopa. Este pokémon está no nível 50 dentro de uma Cherish Ball, equipado com uma Focus Sash, e sabe os movimentos Hyperspace Hole, Nasty Plot, Psychich e Astonish. Em exclusivo, se possuírem Omega Ruby ou Alpha Sapphire, Hoopa consegue mudar para a forma Unbound.

De forma a celebrar este evento a FNAC Braga irá lançar um evento no dia de lançamento do evento às 17 horas, e quem comparecer poderá receber brindes Pokémon! É também uma boa oportunidade de obter mais StreetPass ou ainda desafiar outros jogadores em batalhas Pokémon.


Este evento marca também o regresso das Nintendo Zone em Portugal, serviço anteriormente acedido através da Zon@FON, que nos deixava aceder a alguns conteúdos, como receber personagens Mii especiais, e deste modo completar desde os puzzles da Troca Puzzle aos vários jogos disponíveis na Praça Mii StreetPass.

Com este evento o Pokédex está quase completo, faltando apenas um pokémon lendário para completar o mesmo (de modo legítimo). O evento irá terminar a 10 de janeiro de 2016, por isso não esperem pela última oportunidade!
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