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29 de outubro de 2015

Miitomo: Eis a primeira app da Nintendo para smartphones!


O Presidente da Nintendo, Tatsumi Kimishima, apresentou hoje os planos da empresa relativos ao segmento dos dispositivos móveis durante o Corporate Management Policy Briefing semestral. Apesar de inicialmente ter sido referido, pelo anterior Presidente Satoru Iwata, que a primeira aplicação estaria disponível até ao final deste ano, tal não foi possível, estando o lançamento adiado para março de 2016. No entanto, o anúncio da altura que referia estar a ser desenvolvida uma aplicação de comunicação com base nos personagens Mii, materializou-se hoje na apresentação deste Miitomo.


A utilização do Miitomo começa pela criação de um personagem Mii na aplicação, que irá representar o utilizador. O personagem irá, então, fazer algumas perguntas ao seu criador acerca dos seus gostos e passatempos. Com essa informação, o Mii vai participar em conversas automáticas com os personagens Mii dos amigos, dando a descobrir algumas curiosidades sobre eles. A aplicação tira uma forte inspiração do grande sucesso da 3DS Tomodachi Life, onde os personagens Mii trocavam interações aleatórias. Aqui, o objetivo é descobrir pontos em comum entre eles, com base em informações reais.

Como algumas destas informações podem ser pessoais, os personagens Mii só irão comunicar com amigos que estejam registados como tal na Nintendo Account do jogador, o novo sistema de contas da Nintendo ao qual se poderá aceder com um login da atual Nintendo Network ID ou de outros serviços como o Facebook, Twitter ou a conta do Google, por exemplo.

Poderá esta app servir de base para um futuro jogo da série Tomodachi?
Embora muitos analistas e fãs da Nintendo estivessem a contar com um jogo "a sério", a empresa parece querer conquistar primeiro a audiência mais "casual", com esta aplicação a reutilizar alguns dos elementos que tornaram Tomodachi Life tão popular (especialmente no Japão e na Europa). A Nintendo tenciona lançar ao todo 6 títulos diferentes entre março de 2016 e março de 2017, tendo como política não existirem quaisquer restrições de séries que possam ter representação no segmento móvel. Jogos ou aplicações do Mario, Legend of Zelda ou até Splatoon poderão ou não estar a ser desenvolvidas neste momento, mas só poderemos contar com anúncios das mesmas em data posterior.
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Nintendo marca presença no Lisboa Games Week 2015


Falta menos de uma semana para o Lisboa Games Week 2015, o maior evento nacional dedicado ao mundo dos videojogos e que, nesta que é a sua segunda edição, irá contar também com a presença da Nintendo! Os fãs de Mario, Zelda e Pokémon terão bastantes atividades em que poderão participar e muitos jogos disponíveis para experimentar ou dar a conhecer aos seus amigos. Além da Nintendo, estará representada a PlayStation com bastantes novidades para a PS4 e o seu PlayStation VR, assim como vários criadores de jogos indie nacionais. O evento terá ainda a presença de imensos Youtubers nacionais bastante populares, cosplay e retro gaming, havendo atividades para todos os gostos dentro da comunidade. Para mais informações, nada como passar pela página oficial do evento em http://lisboagamesweek.fil.pt

Segue o comunicado oficial sobre a participação da Nintendo:

28 de outubro de 2015 - A Nintendo vai marcar presença no Lisboa Games Week 2015 com um espaço totalmente dedicado à experimentação das mais recentes novidades para as consolas Wii U e Nintendo 3DS. A segunda edição do Lisboa Games Week decorrerá de 5 a 8 de novembro na FIL de Lisboa e será uma oportunidade única para te divertires com os teus amigos jogando aos teus títulos Nintendo favoritos.

Não percas os torneios e desafios que irão decorrer no palco Wii U e habilita-te a ganhar valiosos prémios como consolas, jogos, figuras amiibo e diversos brindes Nintendo. Das corridas alucinantes de Mario Kart 8 às divertidas batalhas com tinta de Splatoon, passando pelos loucos combates entre 8 jogadores de Super Smash Bros. for Wii U e os minijogos hilariantes de Mario Party 10, não faltará animação ao que promete ser o espaço mais festivo da Lisboa Games Week. E, claro, não percas a oportunidade de vir tirar uma foto com o Super Mario e de tentar superar os níveis mais loucos que a comunidade de fãs já criou no recente Super Mario Maker!

No stand da Nintendo, os visitantes poderão ainda experimentar o vasto catálogo de títulos das consolas Nintendo 3DS, estando confirmada a presença de jogos como Pokémon, The Legend of Zelda: Tri Force Heroes, New Super Mario Bros. 2, Mario Kart 7 e Mario Party: Island Tour, entre muitos outros.

Não te esqueças de levar as tuas consolas Nintendo 3DS e figuras amiibo para a Lisboa Games Week e junta-te às comunidades de fãs que vão organizar competições Pokémon e Super Smash Bros. durante o fim de semana do evento. Fica atento às novidades que iremos partilhar até ao arranque do evento!
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21 de outubro de 2015

The Legend of Zelda: Tri Force Heroes


À primeira vista, parece uma gralha: "Tri Force Heroes? Não será Triforce Heroes?". O título deste novo jogo é, sem dúvida, uma alusão ao emblemático símbolo da série The Legend of Zelda, e que representa o equilíbrio da Coragem, Sabedoria e Poder. No entanto, este não é um "Zelda" como outro qualquer, mas sim um jogo focado na vertente multijogador ao estilo de Four Swords e Four Swords Adventures. Um novo jogo que pode ser jogado a solo do princípio ao fim, mas é uma experiência muito mais divertida em grupo.

Tri Force Heroes é um jogo divertido que, embora seja um spin-off da série principal, não tem problemas em assumí-lo. O design de personagens e muitos diálogos fazem lembrar Tingle's Rosy Rupeeland, uma pérola da Nintendo DS, com uma vertente humorística e várias referências a outros jogos (onde é que já vimos um Link com cabelo cor de rosa?). Por outro lado, os gráficos inspirados em A Link Between Worlds são ideais para esta aventura, funcionando particularmente bem com o 3D estereoscópico da New Nintendo 3DS ligado.

No reino distante de Hytopia, onde a moda é parte fundamental de estilo de vida das pessoas, a Princesa Styla recebe um presente amaldiçoado e fica presa a uma roupa horrível, pelo que já não pode sair à rua. Por este motivo, o Rei procura heróis que correspondam a um certo perfil de cabelo penteado para o lado, suíças impressionantes e orelhas pontiagudas. E é aqui que entra em ação um jovem rapaz, supostamente mal vestido e que nem sequer é o Link, mas podia muito bem ser. Este deve juntar-se a outros 2 heróis e partir para a aventura, enfrentando uma série de puzzles e desafios que lhe permitam derrotar a malvada bruxa que lançou a maldição.


Apesar de ter muitas semelhanças com Four Swords no estilo de jogo, este título é bastante diferente em vários aspetos. Aqui, apenas podem participar 3 heróis na aventura, ficando de fora o "Link Roxo" que correspondia ao 4º jogador (os mais atentos encontrarão uma referência a este herói perdido, algures na cidade principal). A justificação oficial para esta escolha é simples. Uma das mecânicas centrais deste jogo é o chamado Totem, onde os personagens pegam uns nos outros para resolver puzzles ou chegar a certos locais. A Nintendo concluiu, durante o desenvolvimento, que uma torre de 4 jogadores seria demasiado alta e, por isso, restringiu a experiência a apenas 3. Por outro lado, a experiência de jogo é bastante mais rica que a de Four Swords, com uma grande variedade de mundos para explorar, todos com 4 níveis cada e ainda 3 desafios adicionais por cada nível. Além disso, a competição entre jogadores foi eliminada, havendo uma barra de energia comum para os 3 personagens que devem assim colaborar para sobreviver.

Os níveis em si são relativamente curtos, constando sempre de 4 cenários com desafios de intensidade crescente, muitos deles culminando num boss ou mini-boss. No entanto, a dificuldade do jogo não é brincadeira, sendo exigida coordenação de todos os jogadores para que tudo corra bem. Muitos dos níveis oferecem diferentes itens para cada jogador, sendo muitas vezes necessário utilizá-los em sequência para superar os desafios, por vezes em situações de perigo com inimigos à mistura a dificultar a vida. Por outro lado, ao jogar a solo, é o jogador que fica responsável pelo movimento dos 3 personagens de forma alternada, sendo-lhe exigida muita perícia e coordenação, especialmente nos bosses ou em locais com muitos inimigos, ainda que o jogo reduza a intensidade dos desafios em comparação com o multijogador. Jogar a solo é ideal para os jogadores mais "hardcore", mas a maioria irá preferir a companhia de mais dois jogadores.

Num reino onde a moda é tão importante, a aparência do herói é fundamental para o sucesso. Na loja da estilista Madame, é possível adquirir novos fatos em troca de materiais obtidos dentro do jogo. Estes não são meramente cosméticos, no entanto. Cada fato traz consigo uma diferente habilidade, como a possibilidade de mandar bombas gigantes, caminhar sobre areias movediças ou até ganhar o dobro do dinheiro. Há uma grande variedade de fatos e todos têm grande utilidade em diferentes circunstâncias, criando-se aqui um artifício de "replay value" ao incentivar os jogadores a obter os materiais necessários para colecionar todas as roupas. Alguns fatos, no entanto, só podem ser obtidos por jogadores que joguem localmente com os seus amigos - como é o caso do Tri Suit, uma espécie de fato "Power Ranger" que dá grandes benefícios se os três heróis estiverem a usar um ao mesmo tempo.

Jogar com amigos é, realmente, a melhor maneira de tirar partido deste Tri Force Heroes. Uma experiência que a Nintendo quer incentivar todos a experimentar com o conceito dos Friendly Tokens, material essencial para obter estes fatos exclusivos. É possível jogar localmente com 2 amigos independentemente destes terem o jogo, graças à funcionalidade Download Play. Se algum dos participantes estiver a usar esta opção, ficará com um ficheiro de gravação guardado na consola e que permitirá retomar a aventura de onde ficou, da próxima vez que se juntar para jogar. Assim, tecnicamente é possível que num grupo de 3 amigos com Nintendo 3DS, apenas um tenha de comprar o jogo, embora a experiência em Download Play tenha algumas restrições como permitir comprar apenas dois fatos.


A comunicação é fundamental neste jogo, pelo que as sessões locais se tornam extremamente divertidas. Com a barra de energia partilhada, os jogadores devem ter mais pensamento de grupo do que individual, pois todos têm de cooperar para progredir no jogo. Isto resulta em muita interação verbal sobre o que cada um acha que todos devem fazer, e contribui para uma experiência única que jogos competitivos não podem oferecer. O modo de jogo online, infelizmente, não consegue produzir o mesmo efeito. A comunicação através da internet é limitada a um conjunto de ícones disponíveis no ecrã tátil (que também existem no modo local), o que é bastante menos divertido e impossibilita a discussão de estratégias entre jogadores. Durante a análise deste jogo, apenas foi possível jogar online com outros jornalistas europeus e também alguns elementos da Nintendo. Embora muitas vezes as sessões de jogo tenham decorrido sem problemas, houve também várias situações em que algum dos jogadores não estava a entender o que tinha de fazer, mas também não havia forma de explicar além de utilizar os ícones "Over here!", "Item!", para logo a seguir dizer "Nooooo :(". Dito isto, é expectável que após o lançamento sejam mais frequentes estas situações de frustração que exigirão alguma paciência da parte dos jogadores para com os novatos.

Um grande problema transversal a toda a experiência de jogo, é que só pode ser jogado a solo ou com 3 pessoas em simultâneo, não existindo opção de avançar na aventura com apenas 2 heróis. Embora a questão pudesse ser resolvida da mesma forma que a Nintendo abordou o modo para um jogador a solo, provavelmente teria sido também necessário adaptar o balanceamento da dificuldade em todos os níveis. A verdade é que, normalmente, o número 3 é um pouco estranho e faz com que, ou seja difícil arranjar mais um jogador, ou alguém irá ficar de fora. O modo para 2 jogadores ficou restrito a um minijogo competitivo, disponível online e em modo local (mas sem Download Play) e que consiste num conjunto de arenas onde os jogadores lutam pela supremacia recorrendo aos seus fatos e aos itens disponíveis no cenário. Um bónus engraçado e que pode dar boas recompensas aos vencedores.


Quando são reunidas as condições ideais, é uma experiência multijogador formidável. Quando jogado a solo, é também um jogo muito bom mas que deixa a desejar ter-se amigos por perto. O que mais deixa a desejar, no entanto, é a experiência online que depende muito da perícia dos jogadores que se encontra, quando em modo local pode ser muito mais inclusivo ao permitir explicar aos novatos como se resolvem certos desafios e estes podem contribuir com as suas opiniões. A sua crescente dificuldade e a grande longevidade são factores bastante positivos, fazendo deste um daqueles jogos que irão correr na 3DS até ao fim dos seus dias, especialmente quando houver mais dois amigos com a consola por perto.
Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Nintendo 3DS, gentilmente cedido pela Nintendo.
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20 de outubro de 2015

[Giveaway] Demo Especial The Legend of Zelda: Tri Force Heroes


Na semana passada, a Nintendo distribuiu através da sua newsletter uma série de códigos que permitiam descarregar uma demo especial do novo Legend of Zelda: Tri Force Heroes para experimentar antes do jogo sair. Graças à generosidade de muitos dos nossos leitores, pudemos distribuir muitos destes códigos na nossa página oficial no Facebook (Meus Jogos).

Embora todos esses códigos tenham sido distribuídos, recebemos da parte da Nintendo uma impressionante lista de 150 códigos para oferecer! Se não tiveste ainda a oportunidade de jogar a demo, ou se quiseres jogar com mais amigos que tenham a consola, então basta deixar em baixo o teu e-mail e dizer quantos queres receber (máximo 3 códigos por pessoa)!



Este passatempo é válido até ao fim do stock de códigos disponíveis.
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19 de outubro de 2015

Project Zero: Maiden of Black Water


Project Zero, também conhecido como Fatal Frame, surgiu como uma surpresa dentro do género Survival Horror, ao trocar as armas e balas por uma câmara fotográfica, de modo a combater todo um conjunto de fantasmas. Surgiu na PlayStation 2, e depois na Wii através do remake do 2.º jogo, e teve direito ao spin-off na 3DS Spirit Camera, que deixou muito a desejar. A série está de regresso com um novo capítulo, depois da ausência do 4.º jogo que saiu apenas no Japão na Wii.

Maiden of Black Water estreia-se na Wii U como o primeiro jogo em HD, centrando-se nos eventos do Monte Hikami, um lugar misterioso e usado frequentemente para a prática do suicídio. Logo aqui temos o panorama ideal para lidar com fantasmas, que assombram o local e perseguem quem se aventura a entrar lá. Contudo este é apenas um dos vários mistérios que o monte tem a esconder, e aos poucos vamos desvendando toda a sua história.

O jogo conta com 3 protagonistas: Yuri, Ren e Miu, e vamos alternando entre personagens pelos vários capítulos. Yuri acaba por ser a personagem principal, pois não só jogamos com ela na maioria dos capítulos, como a história acaba por se centrar mais nela. A nossa primeira missão é encontrar uma rapariga desaparecida, que se pensa estar no monte, e esta procura por alguém acaba por ser um ponto chave na história do jogo, e algo que acaba por unir os 3 personagens.

Fundamentalmente o jogo é sobre o Monte Hikami, e rapidamente desvendamos vários dos seus segredos que envolvem rituais espirituais algo macabros, que envolvem diversos sacrifícios e a presença de senhoras na água que nos assombram regularmente. A série Project Zero é conhecida por lidar com diversos rituais que envolvem sacrifícios, e o deste jogo não fica atrás no quão bizarros ou até mesmo perturbadores conseguem ser.

Colocando uma nota pessoal, é muito difícil eu ter medo com filmes com jogos e filmes de terror, infelicidade minha pois, por gostar do género, gostaria de ter aquele "medo" ao jogar, para além dos jump-scares que geralmente me apanham desprevenido. Contudo aprecio a atmosfera criada dentro do género, e Maiden of Black Water faz um ótimo trabalho, deixando-nos sempre atentos ao nosso redor com a câmara nas mãos para, a qualquer momento, tirar fotografias.

Não só temos de lidar com vários fantasmas que muitas vezes surgem sem aviso, como temos várias aparições no cenário repentinas que, quando fotografadas, nos dão valiosos pontos. Estes que depois servem para melhorar a nossa Camera Obscura, sendo possível aumentar o dano dado por cada fotografia, tornar os reloads mais rápidos, entre outras características. É ainda possível melhorar as lentes especiais que vamos recebendo durante o jogo, ou até mesmo comprar diversos itens.

Visualmente o jogo é interessante, recordando os filmes de terror japoneses dentro do género, embora não seja o melhor que a Wii U já demonstrou. Os cenários são interessantes embora algo estáticos, mantendo-se sempre fluídos foram muito raras ocasiões quando existem "demasiados" fantasmas e efeitos no cenário. Os próprios personagens estão bem detalhados, principalmente no modo como a roupa surge molhada quando estão encharcados. Contudo as suas expressões não variam muito, são até mais mortas que os próprios fantasmas, deixando bastante a desejar nesse aspeto.

Tal como o nome indica, a água tem um papel fundamental no jogo, na história como a nível de mecânica, pois quanto mais ensopado estiver o personagem, mais frequentemente é visitado por fantasmas. Ao mesmo tempo a nossa Camara Obscura causa mais dano numa espécie de modo de sobrevivência, e quando temos as fotografias contadas acaba por funcionar em nosso favor. O jogo não é difícil, e conta ainda com um modo Easy feito para quem quer simplesmente seguir a história.

A jogabilidade foi feita a pensar com o GamePad em mente, e não obriga ao uso dos movimentos do mesmo pois é possível jogar do modo tradicional, usando o analógico direito para controlar a câmara. Mas o uso do giroscópio dá uma boa sensação de imersão ao jogo, e torna-se extremamente útil em batalhas mais enervantes quando o fantasma voa rapidamente à nossa volta. Fora de combate o GamePad apresenta sempre um mapa do jogo, ou com um simples toque no ecrã podemos jogar apenas no comando, sem usar a tv (ideal para batalhas mais complicadas que nos fazem levantar da cadeira).

Algo que dá uma excelente imersão no jogo, possível através do GamePad, é o modo como usa o som. Para além de ser possível jogar com as vozes em japonês, para além da inglesa, o jogo é isento de músicas ou banda sonora, usando apenas sons do ambiente. Mas através das colunas do GamePad saem todo um conjunto de sons adicionais, dando um efeito "surround" ao jogo. De lá são acentuados sons que perseguem o personagem, ou simples sons de ambiente que nos transportam para dentro do jogo. Outro pormenor interessante é quando fazemos lock-on a alvos e o som do GamePad transforma-se num conjunto de gritos, lamentos, entre diversos outros sons infernais, como se estivéssemos a entrar na mente do fantasma.

Contudo o jogo movimenta-se a um ritmo lento, mesmo com a possibilidade de correr, algo novo na série. Propositadamente pegar nos objetos demora uns segundos, pois podemos ou não ser agarrados de surpresa por um fantasma, mas quando tal acontece acaba mais por ser um incómodo do que um susto ou surpresa, raras escassas ocasiões. Sendo a água um elemento central do jogo, constantemente nos vemos a atravessar lagos ou bases de edifícios cheios de água, e como seria esperar fantasmas esperam-nos lá, e com um movimento reduzido tal torna-se um desafio interessante.

Ao derrotar um fantasma parte do seu espectro fica para trás, e podemos tocar nele para receber pontos, e várias vezes assistir à memória da morte do mesmo. São pequenas sequências interessantes que contam mais que o simples modo como morreu, e vai aos poucos revelando um pouco mais da história do jogo, dos mistérios do Monte Hikami e dos rituais lá praticados. Várias vezes são sequências chave, obrigatórias, mas tentar ler a memória de "todos" os fantasmas, é recomendado.

Sendo praticamente um jogo de fotografia, todas as fotos tiradas têm factores em consideração, desde a aproximação ao alvo, que quanto mais perto fotografado mais recompensas temos, fotos contra vários alvos que nos permite afastar um pouco os mesmos, ou até mesmo o "Fatal Frame", uma foto tirada no último momento que depois nos permite tirar várias fotos seguidas. Estas fotografias não são esquecidas, e podemos a qualquer momento guardar as nossas favoritas entre as mais recentes.

Embora a história seja principalmente sobre Yuri, Ren tem também um papel fundamental no enredo, estando ele mais ligado aos mistérios de Monte Hikami, do que imaginava. Sempre acompanhado por Rui, o seu misterioso ajudante, aos poucos revelam pontos chave na história, mais do que Yuri. Já Miu acaba por ser extremamente mal aproveitada, praticamente não aparecendo e surgindo apenas para dar uma ligação mais forte deste jogo ao resto da série. Existem outros pontos curiosos, como a ligação de Hisoka Kurosawa, personagem que desaparece e Yuri te de procurar, que fora apontada como tendo ligação com a protagonista do 3.º Project Zero, embora tal nunca é desenvolvida no jogo.

Há ainda espaço para fan-service neste jogo, e para além da presença de Ayane da série Dead or Alive, uma presença associada ao motor do jogo estar associado ao clássico jogo de luta, a versão ocidental conta com as roupas de Zero Suit Samus e Zelda. Existem algumas roupas a desbloquear para os 3 personagens, para além de alguns acessórios, e juntamente com a pontuação existe algum replay value que nos leva a repetir capítulos.


Project Zero: Maiden of Black Water é um jogo de nicho, feito a pensar numa fanbase reduzida, mas que espera ansiosamente pelo próximo capítulo. É mais que recomendado aos fãs do género de terror, principalmente ao clássico estilo japonês, e podem esperar pelos clichés habituais como personagens frágeis (independentemente do seu género), momentos que sentimos o sangue congelar, ou até a música bastante "feliz" que toca nos créditos.






Notas: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Nintendo Wii U, gentilmente cedido pela Nintendo.
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15 de outubro de 2015

Elliot Quest

Análise por Patrício Santos

Este ano ficámos a saber que o "Zelda U" não será lançado tão cedo, eu como fã fiquei um pouco desiludido, no entanto outros títulos da série chegaram à eShop, como por exemplo Minish Cap e A Link to The Past. Estou-me a referir exatamente a estes jogos por uma simples razão, jogos que fazem parte do passado, mas que conseguem manter a mesma diversão e vício que proporcionaram no ano em que estes chegaram ao mercado, isto porque são jogos em 2D, tal como o jogo que tive a oportunidade de analisar desta vez, que é Elliot Quest. Diria mais ao estilo 2D de Zelda II para a NES do que propriamente os mencionados acima, mas a verdade é que os elementos de ambos estão presentes, afinal de contas, Elliot Quest é um indie que todo ele se inspirou na famosa série Zelda.

Em Elliot Quest, jogámos com a personagem de nome Elliot tal como indica no título deste indie. A esposa do nosso protagonista desaparece, Elliot enfraquece e fica doente, quase que uma verdadeira depressão, e assistimos a um momento no jogo em que Elliot tenta o suicídio, mas sem sucesso. A partir daí, descobre que ele simplesmente não pode morrer e é vítima de um feitiço, pior ainda, ele terá de procurar uma cura o quanto antes, pois este feitiço transformará o nosso herói num demónio em pouco tempo. Assim se inicia a aventura de Elliot.

O nosso protagonista parte em busca de informação, como obter a cura para esta maldição, e assim ele se dirige a um sábio, algo que iremos assistir a flashes de memória enquanto progredimos no jogo para ficarmos a par da história. Esse sábio irá contar-nos como o demónio Satar se está a apoderar da nossa vitalidade, e o nosso objetivo é claro, derrotar este demónio que ameaça a nossa existência.


As referências ao universo Zelda são imensas, como por exemplo, a exploração do mapa é parecida com o que temos em A Link to the Past, a forma como jogámos é num 2D tal como nos é apresentado em Zelda II, e mesmo o facto de podermos visitar aldeias e falar com as pessoas, entrar nas casas e lojas, onde dentro, estas contam com referências a variadíssimos jogos tais como Final Fantasy VII, onde podemos encontrar pendurar a Buster Sword num ferreiro. Algo que não escapa é a banda sonora, é impossível não conseguir escutar semelhanças entre as músicas da série Zelda e Elliot Quest, sem esquecer que tanto as armas como os poderes são todos eles muito parecidos, como as bombas e o arco que estão presentes, ou uma referência óbvia a Kid Icarus, em que a certa altura ganhamos o poder de dar um impulso com umas asas nas costas.

O grafismo retro está impecável, isto porque me agrada imenso, mesmo os cenários são variados, tendo em conta que jogámos em todo o tipo de ambiente, a criação destes está muito bem conseguida e trabalhada, e os inimigos têm os seus pontos fracos e ataques específicos que por vezes podem dificultar-nos bem a vida. Os bosses são outro ponto que se assemelha à série Zelda, e como seria de esperar, estes encontram-se no final de cada masmorra, onde podem contar também com mid bosses. Talvez algo de negativo a apontar será mesmo o facto de termos uma barra de experiência e essa voltar à estaca zero sempre que falecemos, o que por vezes dificulta imenso subir de nível, já que este jogo conta com elementos RPG e assim que subimos de nível podemos aumentar a nossa barra de saúde e a força do nosso ataque. O jogo conta também com vários pontos checkpoint, mas por vezes estes estão demasiado distanciados, e no caso de a vossa personagem falecer, terão de voltar a derrotar todos os inimigos e enfrentar todos os obstáculos novamente, o que poderá não agradar aos mais impacientes.


Para concluir, Elliot Quest foi no fundo, um dos melhores indies que alguma vez joguei. A longevidade é muito boa, existe muito para explorar, e mesmo para terminar o jogo levei umas boas horas, a experiência é muito positiva, e se procuram um indie que vos faça agarrar ao comando, Elliot Quest é um jogo que não vos poderá passar ao lado.
Nota: Esta análise foi efetuada com base em código final do jogo para a Wii U, gentilmente cedido pela Nintendo.
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13 de outubro de 2015

Zelda: Symphony of the Goddesses chega a Portugal!


Estreando-se em 2012, o primeiro Symphony of the Goddesses concretizou o sonho de muitos fãs de Zelda ao assistirem os seus temas favoritos da série numa sala de orquestra. Desde então, o sinfonia tem percorrido o mundo, levando muitos fãs em peregrinação a várias salas de concerto, entre eles fãs portugueses.

Surge agora a derradeira oportunidade para os fãs cá pois, pela primeira vez, a orquestra vem a Portugal no dia 14 de outubro de 2016, em Lisboa! Ainda não há conhecimento dos preços, mas segundo o site oficial [link] os bilhetes serão colocados à venda no próximo dia 11 de novembro, e o palco será o Coliseu de Lisboa.

Um pequeno excerto para abrir o apetite!

Sim, podemos pensar "ainda falta tanto, um ano!" mas... 2016 é o ano perfeito para este concerto, pois a série The Legend of Zelda comemora o seu 30º aniversário! Talvez fosse um gesto simpático simbólico cantar os parabéns, no belo português, em plena sala de concerto?

Fica o desafio, que nós deixamos a ideia, mas ficamos timidamente calados até alguém começar.

Aguardamos por mais informações sobre o concerto, até lá, aguardamos pelo dia 11 para procurar as bilheteiras que os vendem. (talvez na fila no Coliseu de Lisboa, com StreetPass e Zelda: Tri Force Heroes?)
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6 de outubro de 2015

Lançado portal oficial do Splatoon


Procurar por sessões de jogo em Splatoon torna-se, a partir de hoje, mais simples e sem precisar de ligar a consola para ver quem está online. Através do novo serviço web SplatNet (acessível a partir de um computador ou dispositivos móveis) é agora possível ver quem dos nossos amigos está online, e até combinar sessões de jogo!

Para tal basta aceder ao site splatoon.nintendo.net e introduzir o nosso NNID, e caso tenham amigos online eles aparecem logo na primeira página. É também possível ver informações sobre que níveis estão disponíveis de momento, ver as estatísticas de Rank dos nossos amigos e ainda registos do nosso personagem, como equipamento atual e a totalidade de áreas pintadas (e que arma usamos mais para tal). É ainda possível ligar a conta Twitter à conta de jogo em Splanet, mas só é possível usar esta ferramenta às sextas e sábados.
Splatoon tem recebido imensas atualizações e lançamentos de novos conteúdos, sem quaisquer custos adicionais, mantendo o jogo bastante vivo e excelente para, a qualquer momento, entrar online e desafiar tanto amigos como completos estranhos. Os novos conteúdos não ficam por aqui, e ficamos curiosos por saber o que nos espera nos próximos meses!
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