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Análises

30 de julho de 2015

Final Fantasy Explorers anunciado para a Europa


Após o seu lançamento no Japão, Final Fantasy Explorers ficou sem um anúncio marcado para o ocidente, deixando muitos fãs a pensar se o jogo seria ou não lançado. Mas no que tem sido uma semana com algumas surpresas vindas do Japão, foi hoje revelado que este jogo será lançado na Europa a 29 de janeiro, de 2016.


Explorers é um curioso título de Final Fantasy, que mistura elementos de Monster Hunter com o sistema tradicional de Jobs, bastante acolhido pelos fãs, está então a caminho das nossas 3DSs para boas sessões multi-jogador. É um título que poderá agradar os fãs, principalmente devido à presença de heróis conhecidos na série, que surgem neste jogo, para além de uma história tradicional em torno de cristais e alguns Eidolons, os Summons da série, como Ifrit, Shiva ou Bahamut.

Este lançamento junta-se então ao de Bravely Second: End Layer, também com lançamento confirmado para a Europa no próximo ano, que conta já com alguns títulos do género RPG que irá deixar os fãs bastante ocupados. Resta saber se a re-edição do primeiro Final Fantasy, lançado em conjunto com este título para a eShop, está também a caminho. Por último, fiquem com o trailer deste anúncio!



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Xeodrifter


Mesmo depois do seu 25º aniversário, a saga de Metroid deixa saudades, deixando os seus fãs à espera de um novo capítulo da saga. Mas no meio desta ausência surge Xeodrifter, um metroidvania da Renegade Kid (criadores de Mutant Mudds) lançado no final de 2014 nos Estados Unidos, que cativou muitos, não só pelo seu estilo retro, mas também por ser uma aventura no espaço, agradando muito aos fãs de Metroid.


Nesta aventura o nosso astronauta tem uma grande missão de exploração, e após uma colisão com um asteróide se vê em apuros e próximo de 4 diferentes planetas capazes de serem visitados. A premissa é bastante simples e idêntica a muitos outros jogos ou filmes de ficção científica, e rapidamente nos deixa a explorar o jogo com muita pouca informação disponível, apelando ao sentido de exploração que o jogador tem.

Embora seja possível escolher qualquer um dos planetas, existe uma ordem para os explorar, pois vários obstáculos como água, "lava" ou barreiras diversas nos bloqueiam o caminho. Rapidamente nos vemos a enfrentar bosses e conseguir power ups que nos permitem ultrapassar esses obstáculos, e explorar a fundo cada um dos planetas. Existem vários inimigos para derrotar, entre outros perigos, mas este acaba por ser mais um jogo de sobrevivência devido a alguma escassez em encontrar itens para recuperar energia.

Contudo existe algum repetição nos inimigos, e embora encontremos novos monstros ao explorar novas zonas, estes repetem-se. São também muito traiçoeiros, e muitas vezes estão fora do ecrã já prontos a atacar, o que nos faz explorar o jogo com toda cautela. Os bosses em si têm mecânicas simples mas interessantes, mas infelizmente pecam muito por ser sempre o mesmo modelo com uma cor diferente.

O uso recorrente do mesmo boss é bastante infeliz, quando nos deparamos com um jogo bastante bonito, com um estilo retro e um uso de cores que se parece aproximar dos visuais encontrados num Game Boy Colour (mais do que os da NES), ajudado também pela banda sonora que nos recorda dos clássicos da portátil. O jogo tira muito bem partido do efeito 3D, criando vários planos de profundidade nos cenários, que podemos saltar entre eles, sem qualquer alteração da câmara, e embora vejamos o nosso personagem ao longe, tudo é bem definido e fácil de distinguir os diversos perigos no cenário.


Xeodrifter é um jogo bastante simples, embora muito desafiante, que nos deixa a explorar facilmente os planetas. Os controlo são bastante bons, e o sistema de equipamento/upgrades é bastante versátil, deixando-nos mudar a qualquer altura que configuração de arma queremos. É um bom metroidvania que se foca menos na ação e mais na sobrevivência, e embora pareça um pouco "incompleto", consegue preencher a falta de uma boa aventura Metroid, que parece estar perdida algures no universo.


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28 de julho de 2015

Dragon Quest XI anunciado para Nintendo 3DS... e para a NX!

Num evento que decorreu esta manhã no Japão, onde a Square-Enix revelou um vasto conjunto de jogos relacionados com a série Dragon Quest e que serão lançados nos próximos tempos nesse território, o anúncio mais bombástico do dia foi guardado para o final. A empresa está atualmente a desenvolver o muito aguardado Dragon Quest XI em duas versões diferentes, para as consolas Nintendo 3DS e PS4. A versão PS4, desenvolvida em Unreal Engine 4, apresenta um estilo visual semelhante ao de Dragon Quest VIII e IX, embora muito mais detalhado. Já a versão 3DS tem uma caraterística bastante surpreendente: enquanto no ecrã de cima se poderá ver o jogo em 3D no mesmo estilo da versão PS4 (devidamente adaptado ao ecrã da portátil), no ecrã inferior será apresentado o mesmo estado do jogo, mas numa versão 16-bit semelhante aos jogos da série para a Super Nintendo. Assim, é possível jogar de forma moderna ou retro e alternar a qualquer momento, sendo que as batalhas irão decorrer em 3D ao entrar num combate controlando o jogo com o Circle Pad, ou em modo retro se se estiver a utilizar o D-Pad da consola. O vídeo em baixo exemplifica o funcionamento desta mecânica.
Não fosse este anúncio relativo à 3DS já bastante surpreendente, a empresa revelou ainda que Dragon Quest XI será lançado para a Nintendo NX, assim como o RPG online Dragon Quest X. Uma novidade que deixou os fãs da Nintendo de boca aberta e que poderá indicar que a consola terá suporte para o Unreal Engine 4, caso a versão do jogo para a NX seja baseada na versão PS4. Uma vez que ainda nada se sabe sobre a consola em si, ter esta fantástica série de RPGs a marcar o primeiro título anunciado para a consola é realmente uma grande notícia!
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13 de julho de 2015

Faleceu Satoru Iwata, Presidente da Nintendo


É com pesar que publicamos esta notícia. Satoru Iwata, Presidente da Nintendo, faleceu este sábado, 11 de julho, com 55 anos de idade. A causa indicada pelo óbito foi um carcinoma biliar, problema com que Iwata já lutava há algum tempo, tendo sido alvo de uma cirurgia em 2014 que marcou a sua ausência da E3 no mesmo ano. Em 2015, a mesma ausência foi notada, mas com a justificação de que teria ficado no Japão para tratar de assuntos importantes da empresa.

Satoru Iwata, nascido em Sapporo (Japão) a 6 de dezembro de 1959, desde cedo manifestou interesse na área dos videojogos, tendo iniciado a carreia na área na empresa HAL Laboratory (subsidiária da Nintendo) logo após a conclusão da universidade. Em 1983 tornou-se coordenador de produção de software da empresa, tendo trabalhado em jogos como Baloon Fight, EarthBound e a série Kirby. Em 1993, subiu ao cargo de presidente da HAL, onde permaneceu até passar para a casa-mãe. Assumiu o cargo de Diretor da Nintendo em 2000, tendo-se tornado Presidente da mesma em 2002. Durante a sua presidência, lançou no mercado as consolas Nintendo DS, Wii, Nintendo 3DS e Wii U, tendo-se focado desde então na expansão do negócio da empresa a novas áreas, incluindo projetos relacionados com a saúde e qualidade de vida, mas também a expansão dos videojogos da empresa ao segmento mobile e ainda o desenvolvimento de uma nova consola, com o nome de código "NX".


Satoru Iwata conquistou um carinho especial por parte dos fãs da Nintendo devido ao seu carisma, que transmitia tanto nas apresentações e entrevistas, como nas transmissões online "Nintendo Direct" onde imortalizou o seu gesto com as mãos significando "diretamente para vocês". Nestas transmissões, muitas vezes se inseria em situações divertidas com os personagens, o que salientava o lado mais descontraído da sua personalidade.

Comunicado oficial: http://www.nintendo.co.jp/ir/pdf/2015/150713e.pdf
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11 de julho de 2015

Splatoon: Novo Splatfest anunciado - Eating vs. Sleeping


Acabou de ser anunciado um novo evento Splatfest para o Splatoon na Europa, onde os jogadores formam equipas de acordo com a sua preferência e combatem pela supremacia da sua escolha! Desta vez, a decisão será entre "Eating" (comer) e "Sleeping" (dormir), o que para muitos de nós não será certamente uma escolha fácil!


O evento terá início no próximo sábado 18 de julho às 18:00 e estará disponível durante 24h.
Que lado vais escolher?
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4 de julho de 2015

Splatoon: Primeira Splatfest - Rock vs. Pop!

Começa agora , às 18h em Portugal continental, a primeira Splatfest europeia do Splatoon! O evento terá a duração de 24h e é dedicado ao tema Rock vs. Pop.

Durante a Splatfest, os jogadores são agrupados pelo lado que escolheram e combatem sempre equipas com a preferência oposta. De resto, as regras do jogo são iguais às do modo Turf War. Para estes eventos, existe um ranking próprio que os jogadores podem ganhar e, quanto mais o subirem, melhores recompensas terão!

Juntem-se a nós e lutem pelo vosso género musical preferido!
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3 de julho de 2015

Zero Escape (Volume 3) anunciado


Os fãs da série Zero Escape (999: Nine Hours, Nine Persons, Nine Doors e Virtue's Last Reward) acabam de receber uma excelente notícia, pois o terceiro capítulo da série acabou de ser anunciado para a Nintendo 3DS!! Após a divulgação de uma imagem por vias não oficiais (através do NeoGaf [link]) que aponta o lançamento para verão de 2016 (sem região específica), chegou-nos o anúncio oficial através da seguinte press release:

Many government organizations have dismissed our urgent warnings regarding the upcoming game event called Zero Time Dilemma. Recent intelligence has escalated our plans and we have come to the decision to contact gamers about the dangers directly. Our ultimate goal has always been to protect the public from the horrific consequences we have foreseen, but it appears our mission to prevent it from occurring may have failed. It is imperative that you make every effort to prepare yourselves for the oncoming deadly game, so that you may survive the coming apocalypse.

An antidote for the game is predicted to be created, but much further down this timeline, and as such there is no defense from its effects. It will be most easily identifiable on Nintendo 3DS™ and PlayStation®Vita handheld entertainment system, though it is transmittable through the air so the spread may increase even more rapidly through the PlayStation®Store and Nintendo eShop.
Do not be tempted by familiar faces, fully voiced cinematics, multiple endings, or voices in both Japanese and English, as those are signs that the apocalypse is nigh. We suggest that you put extensive effort into improving your puzzle solving skills, as they will be vital to your survival.

We at Crash Keys beg for your assistance in notifying everyone you can so that no one is left in the dark about this dangerous game. The world will end up in a tumultuous uproar, and ultimate consequences will be unavoidable unless word gets out. Use all the time available to you before the summer of next year to contact your loved ones and prepare; our intelligence hasn’t been able to focus in on an exact date at this time. Do not fear – we are here to protect you and prepare you to our utmost ability so that you may survive. You will survive. We will use all channels available to contact you with updates as soon as we uncover them. You must be ready.(fonte: GoNintendo)

Após alguma incerteza sobre o rumo da série, aguardamos impacientemente por mais notícias sobre este título!

Atualização: vídeo de apresentação do jogo (não contém imagens)
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5 razões pelas quais deves jogar Splatoon (mesmo que não sejas "hardcore")

A Ana é uma leitora e amiga do Meus Jogos DS que não se considera uma "hardcore gamer" e recentemente descobriu o Splatoon. O resultado? Está a gostar tanto que decidiu partilhar connosco e os nossos leitores aquelas que considera serem as principais razões para jogar Splatoon, mesmo quando se tem pouca experiência com jogos!

Imagem: Manree Sketch
5 razões pelas quais deves jogar Splatoon se não costumas jogar
Por Ana Alexandre

Primeiro deixem-me apresentar-me: chamo-me Ana, sou jogadora casual de WoW e desde os 3 anos que jogo em consolas Nintendo (NES, Game Boy Colour, Nintendo DSi, Nintendo 3DS, WiiU). Apesar disso, tenho tendência a ser uma péssima jogadora em tudo o que implique destruir coisas no espaço de tempo mais curto possível. Ou conduzir karts sem os deixar sair da estrada na primeira curva apertada. Sou aquilo a que habitualmente se chama "casual player", não gosto que os jogos sejam demasiado complexos porque aquilo que eu quero fazer é divertir-me e não stressar. Nunca me verão a tentar desviar 100 vezes de raios no Final Fantasy, porque mais depressa parto a consola do que tento 100 vezes.

Por outro lado, estou a ficar viciada em Splatoon. E para toda a gente que é como eu, ficam aqui 5 razões pelas quais deviam mesmo dar uma oportunidade ao jogo:


1. não exige nada de ti - tanto se pode optar por fazer jogos sozinho como jogar online. E uma partida online é coisa para te roubar 5 minutos no máximo. Se é para uma pessoa se entreter um bocadinho enquanto está à espera de outra coisa qualquer, este é um jogo a ter em conta. Por outro lado, ficam já avisados que a "outra coisa qualquer" vai provavelmente sofrer um atraso de meia hora, porque as batalhas são viciantes e raramente faço só uma, mesmo quando é suposto fazer só uma.

2. é fácil - quando vi que ia jogar com e contra pessoas de nível 17, pensei que me ia dar mesmo muito mal. Na verdade, em cerca de 3 batalhas consegui ficar em primeiro lugar na minha equipa, com gente bem acima do meu nível atrás de mim. A verdade é que existem muitos modos de jogar Splatoon online, e o meu passa por avidamente pintar ao máximo toda a área mais próxima, que geralmente é esquecida por jogadores mais avançados cujo grande objectivo é ir conquistando a área inimiga. E isto, para começar, é uma óptima maneira de uma pessoa se divertir e de não ficar stressada porque está constantemente a ser explodida por inimigos sem conseguir fazer nada de útil. Coisa que geralmente me faz ficar de trombas e querer atirar o comando à cabeça de alguém e desistir do jogo porque "não estou a fazer nada, mais vale não jogar".


3. é divertido - há algo de extremamente divertido em pintar toda uma área de jogo enquanto ocasionalmente se fazem explodir inimigos. E algo extremamente bom no facto de, mesmo que os teus colegas de equipa te queiram insultar, não o poderem fazer. Por isso podemos simplesmente fingir que estamos todos a trabalhar de forma coerente e toda a gente gosta de nós, enquanto pegamos no rolo e espalhamos tinta verde néon por um skate park.

4. é um jogo novo - as razões anteriores aplicam-se a um sem-número de jogos, incluindo o Mario Kart. Mas há ali um grande MAS: caixas e caixas de versões anteriores do jogo, que foram avidamente jogadas por todas as pessoas contra quem estás a tentar jogar e que fazem com que fiques em 12º lugar constantemente. No Splatoon não existe este problema, porque o jogo acabou de sair. Por muito que os jogadores mais experientes tenham maior facilidade em adaptar-se a novos jogos, andamos todos a descobrir como a coisa funciona e quais os modos de jogo/armas/power-ups que funcionam melhor connosco. E isso é entusiasmante para quem tem tendência a ser o novato, porque por uma vez conseguimos opinar dentro de um círculo de amigos que está a jogar.


5. o 3D não é difícil de perceber e é uma boa maneira de treinar - sou péssima com jogos 3D - estou a falar do ponto de vista de alguém que desistiu do Captain Toad: Treasure Tracker. E apesar de, no início, ter tido algumas dificuldades a determinar as definições ideais para mim, assim que percebi o que funcionava, elas simplesmente funcionam. Ok, às vezes ainda vou contra umas paredes e uns cantos e demoro mais 1 segundo a sair de lá do que devia, mas ninguém morre (nem mesmo a minha personagem, porque ninguém vai para os cantos). Mas a questão é que não é difícil desde que se perca algum tempo a mudar definições até elas estarem o mais perto possível do ideal.

Conclusão: joguem, mesmo que tendencialmente não sejam grande coisa nestes jogos. Há todo um mundo de lulas adolescentes à vossa espera.
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Splatoon: Novo modo online "Tower Control" já disponível!


Está disponível desde ontem, 2 de Julho, um novo modo de jogo online para o Splatoon chamado "Tower Control", disponível na secção Ranked Battles. Este é um modo bastante intenso e competitivo que consiste em tomar o controlo de uma torre situada no centro do cenário e fazê-la mover-se até à base do inimigo. Caso o tempo termine sem se alcançar o objetivo, irá vencer a equipa que tiver conseguido avançar mais longe com a torre em direção aos adversários. É um modo dedicado aos jogadores mais experientes e exige melhor trabalho de equipa do que os já disponíveis anteriormente, mas que certamente irá agradar a muitos fãs de Splatoon.

Para apresentar este novo modo, a Nintendo realizou uma sessão de jogo com a Treehouse, que pode ser visualizada no vídeo abaixo. Mas o melhor mesmo, é ligar a Wii U e experimentar já este novo modo!

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1 de julho de 2015

Primeiras Impressões: Jogos da Nintendo apresentados na E3 2015


Duas semanas depois da E3, onde a Nintendo apresentou as suas principais novidades para o ano 2015, recebi o convite da empresa para ir às suas instalações experimentar os novos jogos. Uma grande parte dos títulos apresentados estavam disponíveis para jogar no showroom da Nintendo, tanto para a Wii U como para a Nintendo 3DS, sendo particularmente notória a ausência do Metroid Prime: Federation Force, que infelizmente terei de experimentar noutra ocasião. O título que tinha mais curiosidade em experimentar era o Star Fox Zero, pelo que decidi começar logo por aí, mas também dediquei algum tempo de qualidade ao Super Mario Maker e ainda ao The Legend of Zelda: Tri Force Heroes. Seguem-se então as primeiras impressões dos títulos mais marcantes desta sessão.

Star Fox Zero

Era o jogo que mais curiosidade tinha em experimentar, especialmente porque nada do que vi na E3 me tivesse convencido do seu apelo. A demo continha dois níveis e um pequeno tutorial, que fui "obrigado" a experimentar primeiro - e com razão! A grande novidade deste título é a sua jogabilidade com dois ecrãs, que oferece no GamePad uma vista do cockpit da nave, enquanto na TV a perspetiva é mais tradicional. Qualquer jogador de Star Fox estará habituado à vista da TV, mas a nova jogabilidade obriga a manter a devida atenção no GamePad para apontar e disparar. Os controlos exigem prática e habituação, o que poderá afastar muitos jogadores menos dedicados, mas realmente vão-se tornando cada vez mais eficazes à medida que se vai jogando. O jogo requer mesmo que se distribua a atenção pelos dois ecrãs, controlar a nave observando a TV e a mira usando o ecrã, mudando o foco de acordo com a ocasião.

Fiquei com a impressão que este jogo poderá ser uma venda difícil. Por um lado, a mecânica tão dependente em dois ecrãs é algo que raramente se utilizou em 10 anos de Nintendo DS e 3DS e pode afastar muitos com a sensação de que é muito complicado de jogar. Pessoalmente, ao fim de pouco tempo senti que estava a melhorar bastante ao comando da Arwing, o que acaba por ser mais gratificante do que quando o jogo já parece ter feito o trabalho todo por nós. Por outro lado, na versão atual o grafismo do jogo não é muito impressionante, especialmente tendo em conta o que já se viu na Wii U. Há ainda muito trabalho a fazer nesta área, mas considerando que o desenvolvimento do jogo conta com a participação da Platinum Games (Bayonetta 2), ainda há esperança.


Super Mario Maker

Se durante a apresentação da E3 pensei que este jogo não seria suficientemente marcante para celebrar o 30º aniversário de Super Mario Bros., depois de experimentar esta ferramenta-jogo estou convencido que temos aqui um título com imenso potencial. Super Mario Maker está completamente desenhado em torno do seu poderoso editor de níveis, mas conta também com grandes funcionalidades dedicadas à comunidade, não sendo só bastante fácil criar níveis, como partilhar, pesquisar e adicionar comentários. Os jogadores não são colocados só no papel de game designers, mas também de jogadores dessas criações, podendo deixar o feedback das suas partes favoritas ou das que menos gostam. A demo continha já vários níveis criados pela equipa da Nintendo para apresentação na E3, e cuja dificuldade variava desde alguns bastante simples até alguns níveis completamente demoníacos, passando pelos níveis "automáticos" onde o Mario é levado pelas plataformas enquanto ocorre uma série de reações em cadeia.

De cada vez que se morre, o jogo apresenta pequenos marcadores com um "X" para deixar saber que houve mais vítimas a cair nesse local... e por vezes são muitas, muitas vítimas. O editor propriamente dito é fantástico, surpreendentemente simples e robusto, dando liberdade total para inserir, remover e editar quaisquer elementos que se queira, passar rapidamente para o modo de teste do nível e voltar ao editor para efetuar mais alterações. É possível ainda guardar o rasto do movimento do Mario durante o teste, para se poder colocar com precisão as plataformas e obstáculos nos locais desejados. Alguns dirão que a "moda" dos jogos de plataformas com níveis criados pelos utilizadores já veio e já passou, mas a questão é que em nenhum sistema anterior à Wii U teria sido possível criar e editar níveis do Super Mario com tanta facilidade.


The Legend of Zelda: Tri Force Heroes

Tive oportunidade de experimentar este jogo com 3 jogadores localmente e fiquei imediatamente viciado. Tri Force Heroes é o novo Legend of Zelda para a 3DS que utiliza o estilo gráfico de A Link Between Worlds e muitas das mecânicas introduzidas em Four Swords, mas agora adaptadas a 3 jogadores e com algumas novidades. Este é um jogo 100% cooperativo onde não existe qualquer razão para tentar ultrapassar os adversários, sendo partilhada a vida dos jogadores e até o dinheiro que acumulam. Em compensação, os níveis que estavam disponíveis para experimentar eram bem mais focados na resolução de puzzles e combate a inimigos que exigia alguma coordenação entre os jogadores. Tem tudo para ser um jogo fantástico para jogar localmente com amigos, mas resta saber como funcionará o modo online com comunicação limitada a 8 ícones no ecrã táctil. Outra curiosidade do jogo é poder escolher roupas para o Link, que lhe conferem habilidades adicionais – não há nada anunciado, mas não posso ser o único a ver aqui grande potencial para desbloquear fatos com as figuras amiibo!


Yo-Kai Watch

É sempre difícil experimentar um RPG numa sessão de jogo muito curta, mas tinha mesmo de pegar neste Yo-Kai Watch. É mesmo o novo Pokémon? Sim e não. Embora exista aqui um apelo de colecionar dezenas de criaturas diferentes para as utilizar em combate, este é um jogo bastante diferente de Pokémon. Os combates são muito dinâmicos e incluem a utilização do ecrã tátil de diversas maneiras para ativar os ataques especiais, as batalhas bastante fluídas e divertidas. É fácil perceber o apelo deste jogo que o tornou numa enorme febre no Japão, com gráficos de grande qualidade e mascotes com personalidades muito fortes e desenhos apelativos. Acompanhada por uma série de animação que (provavelmente) também será transmitida em Portugal, tem tudo para ser um grande sucesso também por cá.


   
amiibo

A Nintendo tinha ainda à disposição algumas das novas figuras amiibo para experimentar, incluindo os Skylanders do Bowser e Donkey Kong que contêm 2 chips internos e permitem alternar entre os modos "amiibo" e "skylander". Em termos de material e qualidade dos modelos, não parecem figuras tão boas como as amiibo já lançadas pela Nintendo, mas ainda assim oferecem batante atenção ao detalhe - gostei particularmente das viaturas dos personagens (apenas "skylander") que permitem mesmo às crianças brincar da forma que utilizariam um carrinho ou avião.

Tive ainda a possibilidade de ver algumas das cartas amiibo que serão lançadas da série Animal Crossing, que apresentam uma abordagem semelhante à dos Trading Card Games. São cartas bem ilustradas com os modelos dos personagens da série, havendo até algumas com efeitos "holo". Já da série Super Smash Bros., tive oportunidade de pegar pela primeira vez no amiibo do Mr. Game & Watch, que permite trocar a pose com que este fica na base (onde realmente se encontra o chip amiibo).

Finalmente, termino com a figura amiibo do Mario 8-bit, que é bastante sólida e pesada, um modelo 3D do sprite 2D com que Mario apareceu em Super Mario Bros., disponível tanto nas cores originais utilizadas dentro do jogo, como nas "modernas" utilizadas em todas as ilustrações do Super Mario. Podem ver em baixo uma galeria de fotos destas figuras.

http://meusjogosds.blogspot.com/2015/07/antevisao-jogos-e3.html #amiibo #E32015 #Mario
Posted by Meus Jogos DS blog on Tuesday, June 30, 2015
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