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Análises

28 de maio de 2015

Fossil Fighters Frontier


Embora nunca tenha chegado à Europa, Fossil Fighters foi um título lançado na Nintendo DS já nos seus últimos anos, quando a 3DS se preparava para chegar. Este é um universo onde a pré-história e os dinossauros renascem, mais que preparados para lutarem entre si, e devidamente acompanhados por humanos capazes de lhes orientar nas suas batalhas.

Em Fossil Fighters Frontier tomamos a pele de um jovem Warden (um guarda) que, juntamente com outros recrutas, têm como objetivo proteger os diversos Fossil Parks pelo mundo fora. Nesses parques existem imensos fósseis por encontrar, que depois de obtidos é possível ressuscitar essas criaturas e torna-las Vivosaurs, dinossauros bastante coloridos prontos para lutar. Para tal têm à sua disposição veículos munidos de equipamento para escavar, e ainda participar em lutas contra vivosaurs. Talvez seja estranho ver um grupo de "crianças" conduzirem veículos, e frequentemente enfrentarem criaturas ferozes, prontas a atacar, mas tal é a fórmula esperada, por exemplo, de uma série de animação para os mais novos.

É muito fácil pensar este jogo como um "Pokémon com dinossauros", por pertencer ao género de RPG onde monstros se enfrentam em arenas, e assumimos o papel de um jovem "treinador", mas rapidamente lidamos com mecânicas bastante diferentes que tornam este jogo em algo próprio. Entre os vários vivosaurs destaca-se um curioso pequeno "T-Rex" vermelho que nos acompanha a aventura desde o seu início. Este é especial, não só por acompanhar o nosso personagem na história, mas também pelas suas transformações constantes: ao entrar em batalha muda de aspeto, e aos poucos vai adquirindo novas formas.

Um dos principais focos do jogo é escavar fósseis, um autêntico mini-jogo onde através do ecrã táctil temos à disposição ferramentas como brocas, martelos e outros objetos. Quanto maior a pontuação obtida ao escavar, melhores estatísticas terá o vivosaur ressuscitado, e cada criatura está dividida em quatro partes diferentes. Basta escavar uma destas partes para obter o vivosaur, e ao conseguir novas partes não só é dado um novo ataque ao vivosaur, como o seu nível aumenta, tal como nas batalhas. Existem ainda fósseis raros para obter, com ataques extra que podemos depois escolher.

De modo a obter os mais de 80 vivosaurs, é necessário explorar as diferentes zonas que desbloqueamos no decorrer da história. Estas áreas são exploradas através do nosso Bone Buggy, equipado não só com ferramentas para escavar, como também de batalha, permitindo-nos enfrentar os diversos "Rogue Vivosaurs" que aparecem nos Fossil Parks, estes que podem ser evitados, pois o jogo não segue os sistema de random battles. Infelizmente grande parte das criaturas são semelhantes, mudando apenas a sua cor dependendo do elemento que pertencem, juntamente com pouca diversidade de ataques. No entanto o nosso arsenal de vivosaurs encontra-se sempre connosco, não sendo preciso depositar e retira-los regularmente.

O sistema de combate 3 contra 3 é bastante simples, e conta com o sistema de "pedra papel tesoura", onde cada um dos 5 elementos tem vantagem e desvantagem contra outro, existindo ainda um sexto elemento "neutro". No entanto uma das principais táticas é o modo como alguns ataques mudam a posição do adversário, podendo vira-lo ao contrário ou até mesmo baixa-lo um pouco, tornando-o indefeso. Existem ainda ataques que mudam a posição do nosso vivosaur, sendo preciso tomar especial atenção para não o colocar numa posição bastante indefesa. Infelizmente a velocidade dos combates consegue ser algo lenta, juntamente com alguns problemas como ter um aviso em todos os turnos da batalha, informando que o elemento do nosso vivosaur tem vantagem sobre o inimigo.

Através do Bone Buggy temos à disposição um conjunto de itens que podemos usar durante o combate, estes que servem para recuperar pontos de vida, aumentar estatísticas ou até curar estados especiais. Podemos ainda contar com a ajuda de mais 2 personagens, "Paleo Pals" que vamos conhecendo aos poucos. Estes não só nos ajudam nas batalhas, como rapidamente nos podem escavar fósseis repetidos, e sendo o caso, melhorar os vivosaurs dos nossos Paleo Pals. Existem ainda zonas secretas onde é preciso ter uma equipa de 3, com boas recompensas.

A história é bastante simples, e pouco tempo depois do início deparamo-nos com os primeiros sinais de uma equipa maquiavélica cujo objetivo é destruir o mundo, e cabe ao nosso protagonista prevenir que tal aconteça, juntamente com os vários personagens que se tornam nossos companheiros. Durante a história o uso de demasiado clichés nos personagens é, possivelmente, algo que escapa, mas o uso excessivo piadas repetidas, muitas delas infelizes, falham ao tentar dar algo mais às personagens, e à história.

Embora tenhamos o mundo à nossa frente, o jogo conta com muito poucas cidades, estas que são extremamente semelhantes, mas têm tudo o que é necessário para progredir no jogo. O nosso personagem tem também o objetivo de se tornar num Warden exemplar, e para tal tem todo um conjunto de missões secundárias para subir o seu nível (Rank). Quando atinge o máximo de pontos necessários, terá de combater em arenas e passar os seus testes para desbloquear o Rank seguinte, e voltar a conseguir pontos para subir de estatuto.

O jogo conta ainda com modos multi-jogador, quer localmente ou através da internet, algo que através da versão para análise, fornecida pela Nintendo, não foi possível testar. Localmente até 6 amigos podem participar em batalhas de 3 contra 3, sendo que não havendo jogadores o suficiente é possível usar Paleo Pals, e também através da internet é possível participar em batalhas contra outros jogadores. Mas para sessões mais pacatas, até 3 jogadores podem explorar em conjunto os Fossil Parks. O jogo tira ainda partido do sistema StreetPass, onde os nossos vivosaurs entram automaticamente em batalhas contra outros, subindo as suas estatísticas no final.


Num ano repleto de revivalismos, onde até mesmo os dinossauros encontram-se de regresso ao grande ecrã, é curioso ver Fossil Fighters Frontier ser lançado no mercado. É um jogo bastante simples, mas com conteúdo para deixar os jogadores mais novos bastante entretidos a colecionar vivosaurs ou até mesmo a enfrentar os seus amigos. O estilo artístico colorido dos personagens é bastante chamativo, embora lhe falte algum charme principalmente quando nos deparamos com criaturas mais "realistas" mas com um estilo cartoon bastante vincado.


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27 de maio de 2015

Reforço de amiibo anunciado para Portugal


A procura constante pelas figuras amiibo tem sido bastante frequente até em Portugal, que para muitos se tornou num autêntico jogo de caça e procura de amiibo, muitas vezes resultando em frustração por parte daqueles que as querem colecionar. A procura por estas figuras superou largamente o esperado, e esta procura em Portugal tornou-se ainda mais difícil.

No entanto recentemente foi apontado que muitas figuras difíceis de encontrar iam ser re-lançadas em maior quantidade, de modo a responder à procura dessas figuras. Mas hoje, através de comunicado oficial por parte da Nintendo de Portugal, ficamos a saber que a Nintendo Ibérica irá reforçar a distribuição e venda destas figuras, e enviar cerca de 5500 amiibo específicamente para as lojas portuguesas, um reforço aplicado às 33 figuras já disponíveis no mercado.
Deste modo será mais fácil encontrar algumas figuras como o Habitante, Marth ou até mesmo Rosalina e Luma. Com o aumento de jogos que têm suporte para estas figuras, a necessidade em obter determinadas figuras é maior, e mesmo com um forte reforço nas nossas lojas, a procura poderá ainda superar a oferta.

Entretanto, fiquem com um trailer de Yoshi's Wolly World, um dos títulos que tira proveito do suporte das amiibo, através de padrões especiais em lã para Yoshi.

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Splatoon


A nova franquia da Nintendo tem sido o centro das atenções dos fãs da empresa e não só. Isto, porque o primeiro shooter multijogador online a sair dos estúdios da EAD oferece uma mecânica bastante original, com personagens carismáticas e um estilo artístico que recorda do punk dos anos 90 e jogos como Jet Set Radio. O pior é que é mesmo viciante! Estará lançado o novo grande sucesso da Nintendo?

O conceito do jogo é simples: duas equipas de 4 elementos enfrentam-se em arenas pela ocupação do território, marcando-o com tintas coloridas. Estes combates, conhecidos por Turf War, são a essência de Splatoon e a primeira coisa que os jogadores poderão fazer após um breve tutorial para aprender os controlos. Os adversários são pessoas de todo o mundo escolhidas aleatoriamente, mas é possível procurar amigos que estejam online para se juntar às suas batalhas. Mesmo que um grupo de 8 jogadores se mantenha ao longo de vários combates, a constituição das equipas é sempre sorteada, fazendo com que o maior rival de um combate se possa tornar um forte aliado na ronda seguinte. O resultado desta política é uma tendência para batalhas mais equilibradas sem necessidade de agrupar jogadores por níveis de experiência.

A jogabilidade é muito simples e de aprendizagem rápida, com um botão para controlar os movimentos, outro para disparar e ainda o giroscópio do GamePad para controlar a câmara (que pode ser desligado e trocado pelo segundo analógico) com sensibilidade de câmara ajustável. Ao deslocar-se sobre a tinta da cor da sua equipa, o personagem desloca-se mais rapidamente, ficando invisível caso se transforme em lula, adquirindo a capacidade de nadar pela tinta e até subir paredes desta forma. Por outro lado, a tinta da cor adversária irá dificultar os movimentos do personagem e deixá-lo mais vulnerável aos ataques inimigos. No ecrã do GamePad é possível visualizar em tempo real o estado do jogo e a localização dos aliados, bastando um toque nos mesmos para que o personagem dê um salto até junto deles.


Há três principais categorias de armas, dividindo-se entre as bisnagas automáticas, as armas de longo alcance e os rolos de tinta. Embora todas tenham as suas vantagens e desvantagens, as de longo alcance são menos vantajosas no modo Turf War onde o objetivo é pintar a maior quantidade de território possível. Os rolos, por outro lado, permitem pintar rapidamente uma grande área, tendo um forte poder de ataque cobra adversários que surjam pelo caminho, mas também fazem dos seus utilizadores alvos muito apetecíveis. Além destas, existem armas secundárias e especiais, que são obtidas e equipadas em conjunto com a principal escolhida, não havendo combinações personalizadas. Existe ainda um modo bastante útil para testar as armas antes de comprar e experimentar novos estilos de jogo.

Em Splatoon, a experiência é muito importante, sendo baseada nos resultados da Turf War. No final de cada combate, o jogo recompensa os jogadores de acordo com a sua prestação individual a marcar território, oferecendo um bónus aos elementos da equipa vencedora. Conforme se acumula pontos neste modo, vai-se também se subindo de nível, o que permite desbloquear novas armas e comprar novos equipamentos (a partir do nível 4). A única forma de progredir é combater e subir a reputação perante os comerciantes de Inkopolis. Os novos equipamentos, além do estilo que dão ao personagem, oferecem novas habilidades que poderão ser muito vantajosas em combate, pelo que as estratégias de jogo também deverão ter este factor em consideração.

Ao todo, existem 5 arenas diferentes para combates, mas apenas duas estão disponíveis em cada momento, sendo anunciadas pelas irmãs Callie e Marie. A cada 4h é anunciada uma rotação dos cenários, que pode levar os jogadores a querer mudar de equipamento e estratégia, visto que cada arena favorece certos tipos de armas. Cada um terá as suas arenas favoritas, mas a rotação faz com que todas sejam jogadas por igual, evitando cenários cheios de jogadores com outros pouco jogados. Os cenários mais estreitos que colocam as duas equipas frente a frente oferecem ação mais intensa, onde rapidamente se forma uma fronteira entre os dois territórios e que cada equipa tenta "empurrar", enquanto as arenas mais largas promovem uma experiência mais caótica.



Quando um grande número de jogadores tiver atingido o nível 10, o que da experiência de análise poderá demorar um pouco mais de uma semana, será disponibilizado o modo Ranked Battles para jogadores acima desse nível, oferecendo combates mais intensos e que se estreia com Splat Zones. Aqui serão definidas 1 ou 2 zonas específicas da arena, sendo que o objetivo é tomar o controlo das mesmas e mantê-lo o maior tempo possível defendendo o território. Em futuras atualizações gratuitas já anunciadas, a Nintendo irá acrescentar novas arenas e modos de jogo adicionais para as Ranked battles.

Para quem quiser jogar offline, há ainda um simples modo para dois jogadores onde competem para ver quem consegue rebentar o maior número de balões num tempo limite. Embora seja suficientemente divertido para mostrar as mecânicas do Splatoon a um amigo, este modo não passa de uma pequena distração em comparação com os modos online e o modo para um jogador.



Tendo em conta o quão focado é este título na componente online, a vertente offline é bastante surpreendente: uma espécie de jogo de plataformas 3D, mas com as mecânicas de Splatoon inseridas na jogabilidade. Um grupo de criaturas rivais dos Inklings, conhecidas por Octarians (polvos), raptou o Great Zapfish, o principal responsável pelo fornecimento de eletricidade da luminosa praça central de Inkopolis. Compete agora ao jogador atravessar um vasto conjunto de níveis onde os polvos guardam pequenos peixes Zap, abrindo alas até chegar ao boss final, deixando para trás um colorido rasto de tinta.

Embora os primeiros níveis pareçam bastante simples, a dificuldade e intensidade da experiência aumenta consideravelmente à medida que os níveis vão ficando cada vez mais criativos e divertidos. Há cinco mundos ao todo, todos eles com vários níveis e governados por um nível de boss que resulta numa batalha espectacular. O jogo é facilmente comparável a um Super Mario Galaxy, com muitas semelhanças tais como a estrutura de mini cenários exploráveis, a forma de viajar pelo ar entre eles e até a forma como novas mecânicas são apresentadas em todos os níveis para uma experiência sempre fresca. Infelizmente, a escassa repetição de ideias faz com que este modo seja um pouco menos extenso do que o desejado, deixando a chorar por mais após a derrota do boss final, que por sinal é um dos combates finais mais épicos dos últimos tempos num jogo da Nintendo.

Existe uma forma de expandir o jogo offline, através das figuras amiibo. No lançamento, o jogo é compatível com 3 destas figuras, criadas especificamente para o Splatoon, que oferecem um conjunto de missões e permitem desbloquear itens exclusivos no jogo. Infelizmente, não foi possível testar esta componente, uma vez que as figuras amiibo só estarão disponíveis na data de lançamento do jogo. Adicionalmente aos conteúdos gratuitos já anunciados para futuras atualizações, as figuras amiibo têm potencial de ser outra forma de lançar conteúdos extra para este título. 



Esta análise foi elaborada com base numa versão Pre-Release Review fornecida pela Nintendo aos diversos meios de comunicação, pelo que a experiência de jogo online se baseou num público já bastante conhecedor de jogos, o que pode ter contribuído para umas sessões de jogo mais intensas. No entanto, nas 4 sessões de teste público (disfarçadas de demo gratuita com o título Global Testfire), foi possível verificar que os jogadores rapidamente se adaptam e começam a experimentar novas armas e estratégias. De todas estas sessões de jogo, apenas no último Global Testfire se notou uma sobrecarga dos servidores causada pelo crescente interesse dos utilizadores da Wii U, fazendo acreditar que está tudo a postos para a data de lançamento.

Com personagens carismáticas, uma mecânica de jogo extremamente viciante e um plano de atualizações gratuitas para manter a sensação de novidade, Splatoon tem tudo o que é preciso para ser um dos jogos de maior sucesso na Wii U. Resta saber se a comunidade online irá ou não aderir e manter este jogo vivo durante muito tempo, já que a vertente multijogador é o seu principal factor de venda. Dito isto, o modo para um jogador é também um elemento importante que, mais do que desbloquear itens para o online, oferece uma boa dose de excelente conteúdo que só peca pela curta duração - mas aquela batalha final, essa ficará nas memórias desta geração.

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14 de maio de 2015

E3: Nintendo Digital Event a 16 de junho


Tal como ano passado, a Nintendo irá apostar numa apresentação apenas em vídeo na E3 deste ano, a decorrer no dia 16 de junho (terça-feira) às 17:00! Este Nintendo Digital Event será apresentado em todo mundo, onde serão divulgadas novas informações sobre os próximos títulos da 3DS e Wii U.

Esta apresentação será devidamente acompanhada pela Nintendo Treehouse: Live @ E3, que à semelhança do ano passado irá demonstrar em maior detalhe os jogos apresentados. Sessões de jogos onde vários criadores dos jogos estarão presentes para dar novas informações, e divulgar com mais detalhe os seus títulos. De momentos ainda não temos horários para estas apresentações, sendo que vão ser divulgadas numa data próxima da E3.

Uma surpresa para este ano será o Nintendo World Championships 2015, a decorrer antes da própria E3, a 14 de junho! Este torneio aconteceu pela última vez em 1990, e está de regresso para colocar vencedores dos eventos regionais, nos Estados Unidos, frente a frente com convidados da própria Nintendo of America. Múltiplas rondas serão disputadas e podem ser acompanhadas quer pelos fãs em Los Angeles, como através de transmissões online. No final o vencedor será coroado de Nintendo World Champion de 2015.

Estes são os principais eventos a decorrer na E3 deste ano, e para mais informações podem aceder ao site oficial em e3.nintendo.com, sendo que novas informações poderão ser colocadas posteriormente. Por último, fiquem com um vídeo sobre a Nintendo E3 2015.

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9 de maio de 2015

Splatoon Global Testfire - vídeo de jogabilidade


A primeira sessão mundial de Splatoon já decorreu e foi um grande sucesso! Nos últimos anos, tem sido prática corrente das empresas que desenvolvem jogos online testar a capacidade dos seus servidores um pouco antes do lançamento com sessões de jogo abertas ao público geral. O novo Splatoon não escapou à regra, com este Global Testfire a servir tanto para as pessoas poderem experimentar o jogo, como para a Nintendo testar o seu comportamento com jogadores de todo o mundo ligados em simultâneo.

À parte algumas falhas ao início para iniciar o jogo, assim que a conexão à internet foi estabelecida a experiência decorreu de forma impecável em quase todo o tempo, salvo os últimos 15 minutos da primeira hora onde não consegui passar do matchmaking, embora outros jogadores tenham conseguido jogar até ao final do tempo previsto. O jogo é extremamente divertido e o online funciona muito bem com os 8 jogadores em simultâneo, mas melhor do que explicar, é mostrar como foi este primeiro teste ao jogo.

O vídeo que se segue é da primeira sessão do jogo, que decorreu às 04h00 (GMT) de 9 de maio de 2015.
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8 de maio de 2015

Splatoon terá modo para pessoas daltónicas


Num videojogo em que as batalhas se decidem a marcar território com tintas, uma das componentes mais importantes é, sem dúvida, a sua gama de cores. Com tintas de cores vivas e um grande contraste entre as equipas opostas, os jogadores terão facilidade em identificar o território inimigo e distingui-lo do seu... a menos que sejam daltónicos e tenham o azar de não conseguir fazer essa distinção em algumas batalhas. Por este motivo, a Nintendo incluiu em Splatoon um modo de bloqueio de cores, que permite escolher numa conjunto de padrões de cores quais as que quer ver no jogo. Uma excelente decisão que torna o jogo acessível a mais jogadores!

Esta informação surgiu no manual do jogo, que está acessível na demo do Splatoon Global Testfire, e que permitirá jogar amanhã (9 de maio) durante períodos de 1h às 4 da madrugada, às 12h e às 20h. Vejam aqui mais informações sobre o evento e juntem-se aos nossos combates!
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7 de maio de 2015

Splatoon Direct: algumas novidades e versão demo a 9 de maio


A mais recente Nintendo Direct foi dedicada a Splatoon, o novo jogo de ação da Nintendo que será lançado a 29 de maio. Esta apresentação serviu para apresentar em mais detalhe os modos de jogo, como para lançar algumas surpresas, e no geral preparar-nos para o seu lançamento!

Uma destas surpresas foi o lançamento de versão demo "Global Testfire", que nos permite experimentar o jogo já no próximo sábado dia 9. Esta demo poderá ser jogada às 04h00, 12h00 e 20h00, durante sessões de uma hora cada e exclusivamente online contra outros jogadores. Quem a descarregar terá ainda um desconto na compra da versão final, através da eShop, ficando por €35,99 (entre 29 de maio a 4 de junho).

Foi uma apresentação que nos lembrou um pouco dos episódios da National Geographic, onde foram apresentados o estilo de vida dos Inklings (também reconhecidos como Lulas) e as diversas atividades em que participam, ou modos de jogo. O estilo reina em Splatoon, e para além dos diversos tipos de armas disponíveis, as roupas escolhidas para os nossos personagens deixarão também a sua marca no jogo, para além de terem habilidades que nos trazem vantagem no campo de batalha.

Splatoon conta ainda com mini jogos ao estilo retro!

Outra das novidades é o lançamento de atualizações gratuitas nas semanas seguintes ao lançamento, que acrescentam novas arenas com novas táticas para aprender, mais armas e equipamentos. Serão também lançados novos modos de jogo como o modo "Tower Control", que traz uma boa vantagem a quem tomar posse de uma plataforma que circula na arena. Outras atualizações trazem melhorias em match-making para formar equipas entre amigos, e disponível em agosto o misterioso modo "Rainmaker".

Também reveladas foram as Splatfests, eventos temáticos onde os jogadores respondem a uma questão com 2 escolhas, como por exemplo se preferem cães ou gatos. Ao escolher entram nessa fação e representam-na durante a Splatfest, que têm um sistema próprio de classificações onde, dependendo do resultado, poderão obter itens valiosos. O primeiro Splatfest está marcado para 27 de junho, e terá como tema "Rock vs. Pop", e a fação vencedora receberá um Super Sea Snail!

Splatoon será ainda acompanhado com novos fatos de Inklings para Super Smash Bros. para a Wii U e 3DS, para usar com o Mii Artilheiro, e ainda capas decorativas para a New 3DS, juntamente com temas do jogo para as portáteis. Também disponível depois do lançamento do jogo será posta à venda uma edição especial da Wii U com Splatoon a 19 de junho, sendo uma boa oportunidade de adquirir a consola.

O palco está pronto para o lançamento de Splatoon, que tem sido bastante aguardado por parte dos fãs e tem chamado bastante à atenção. Já este sábado podemos matar um pouco a curiosidade através do Global Testfire, e enfrentar diversos adversários em arenas que rapidamente se enchem de cor. Por último fica o vídeo da Splatoon Direct na íntegra.

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6 de maio de 2015

Puzzle & Dragons Z + Puzzle & Dragons: Super Mario Bros. Edition


Os jogos de puzzles do tipo "match 3" são já um conceito antigo que tem marcado presença desde as primeiras consolas: jogos onde devemos alinhar 3 ou mais elementos da mesma cor/símbolo de um conjunto de peças para os eliminar do tabuleiro. Se estes jogos já chegaram a ser motivo para que algumas pessoas quisessem ter uma consola de jogos, hoje em dia os dois maiores casos de sucesso são aplicações gratuitas para dispositivos móveis que tentam lucrar com aquisições de baixo custo dentro da aplicação. Os títulos em causa são Candy Crush Saga e Puzzle & Dragons, variantes do clássico Bejeweled que tomaram conta do mercado Ocidental e Japonês, respectivamente.


Lançado para as plataformas Android (não disponível na Europa) e iOS em 2012, Puzzle & Dragons foi um título que rapidamente se tornou a aplicação mais lucrativa do Japão, graças à excelente combinação de mecânicas de jogo viciantes com incentivos em adquirir "magic stones" que permitem aumentar o tempo de jogo possível por sessão, utilizar continuações ao perder durante um nível e até tentar a sorte num sorteio para obter monstros raros. O conceito não é original, mas funciona na perfeição: cada nível é uma pequena masmorra repleta de monstros elementais, que o jogador deverá derrotar combinando pedras da mesma cor, cujo poder está associado à sua própria equipa de monstros. O jogo mistura ainda elementos de RPG, com uma barra de experiência do jogador que permite jogar mais tempo em cada sessão conforme sobe de nível e ainda um sistema de níveis e evoluções para os monstros da equipa. 


Puzzle & Dragons Z


Embora só agora chegue ao Ocidente em conjunto com P&D Super Mario Bros. Edition, Puzzle & Dragons Z foi originalmente lançado como um título independente no Japão, sendo uma adaptação do jogo a um conceito mais tradicional de RPG para a Nintendo 3DS. A ironia desta adaptação é que o título original já continha vários elementos de RPG, aos quais foi atribuído muito do sucesso deste puzzle, mas agora acrescenta uma história e personagens. O resultado foi uma aventura genérica para uma plataforma recheada de grandes jogos de RPG, com personagens e dramas completamente desinteressantes (embora funcionais), recheado com um sistema de batalhas bastante viciante - o jogo de Puzzle & Dragons.



O jogo funciona com um sistema de cenários exploráveis, onde se vão encontrando algumas vagas de monstros até alcançar o "boss". A cada vaga, há um combate em forma de puzzle ao bom estilo P&D - afinal, este é o verdadeiro motivo para se jogar. Em vários cenários, existem múltiplos caminhos que se podem tomar (decisão que normalmente é efectuada com uma combinação de pedras da cor pretendida), seja para um percurso mais rápido até ao boss, seja para encontrar tesouros com itens especiais. Pelo caminho, podem surgir alguns personagens que desafiam o jogador para um combate, aproveitando para desenvolver um pouco a história, mas este acaba por não ser mais do que um normal combate do jogo.


A nível gráfico, o jogo apresenta algumas vantagens e desvantagens em relação ao formato móvel. Por um lado os dois ecrãs da consola são perfeitos para o sistema de jogo aqui aplicado, que nos smartphones divide o ecrã em duas partes distintas. Além disso, os sprites dos monstros são bastante detalhados e animados neste título. Por outro lado, os gráficos são menos coloridos e todo o jogo tem um ar um pouco mais "sério". A banda sonora é genérica, mas cumpre o papel de ruído de fundo. Deixando de parte todos os extras que teriam sido desnecessários para a experiência, a verdade é que os combates continuam a ser bastante viciantes e nesta versão há um maior foco na construção e evolução da equipa, sem artimanhas para convencer o jogador a gastar dinheiro em microtransações.

Puzzle & Dragons: Super Mario Bros. Edition


É fácil perceber que uma ideia é vencedora quando o seu próprio nome evoca duas grandes franquias de sucesso onde existe uma grande margem de manobra para adaptações, e um jogo de Puzzle & Dragons com a temática do (New) Super Mario Bros. é um destes casos. Esta edição é uma adaptação fiel do melhor de P&D ao mundo do Super Mario e troca a história e os personagens de P&D Z por um mapa com os mundos dos mais recentes jogos 2D do Reino Cogumelo. A progressão no mapa é semelhante à de qualquer Mario, mas os níveis utilizam a mecânica de P&D.


Em cada casa do mapa, é possível ver facilmente quais são os elementos que estarão disponíveis no tabuleiro e que tipos de monstros poderão surgir, dando muito maior destaque à gestão da equipa que se vai utilizar em cada nível. Se a gestão da equipa era importante nas outras versões do puzzle, aqui ganha melhor visibilidade e complexidade, separando os monstros em possíveis líderes de equipa, aliados e ajudantes (que também têm habilidades de líder). Tanto os líderes como os ajudantes são personagens que vão sendo desbloqueados com o avançar no jogo, sendo que alguns podem ter qualquer destes papéis. Por exemplo, se uma forma do Mario for utilizada como líder, então o Luigi poderá ser ajudante (e vice-versa), mas personagens como o Toad ou o Yoshi só podem ser ajudantes.




Já os aliados são, como em qualquer Puzzle & Dragons, os mesmos monstros que se combate no jogo, e que podem ser adquiridos através de caixas mistério obtidas nas batalhas. Estes podem subir de nível com a experiência adquirida em batalha ou através da combinação de poder com outros monstros em que o jogador não tenha interesse, podendo ainda ser transformados em criaturas mais fortes através de itens obtidos do espólio das batalhas.


O jogo oferece ainda um interessante sistema de vidas, que permite continuar uma batalha quando a energia da equipa chega ao zero, sendo totalmente recuperada. As vidas podem ser adquiridas quando o jogador consegue fazer uma cadeia muito longa de combinações sucessivas de 3 ou mais gemas da mesma cor, dando uma gratificação adicional ao vasto dano causado por um ataque dessa escala. A componente visual também é muito forte, com cores vibrantes e efeitos brilhantes em todos os ataques e movimentos, havendo sempre uma recompensa visual por se estar a jogar minimamente bem. Ainda assim, tanto as vidas extra como a preparação da equipa são fundamentais para o sucesso, visto que o jogo aumenta consideravelmente a dificuldade conforme se avança no jogo.


Os gráficos são excelentes para este tipo de jogo, apresentando no ecrã superior uma perspectiva 3D dos cenários já familiares de New Super Mario Bros. e ainda os inimigos que todos os fãs de Super Mario adoram. A banda sonora é também excelente, recheada de músicas familiares da série e quase fazem esquecer que se está apenas a jogar um puzzle. Ao contrário de P&D Z, esta edição foca-se no que faz deste conceito algo tão divertido e viciante de se jogar, sem acrescentar elementos desnecessários como uma história elaborada ou personagens que apenas interrompem a acção - bem ao estilo dos jogos do Super Mario.


Qualquer Puzzle & Dragons oferece um vício garantido aos jogadores que apreciem este estilo de jogo. Embora a versão Z se tenha perdido um pouco com a transição para o formato de consola, é ainda assim um RPG bastante razoável com uma mecânica viciante. Já a versão Super Mario Bros. oferece a melhor experiência da série, não por causa da temática mas por se focar nos aspetos essenciais do jogo original e melhorá-lo em vários aspectos. As duas edições oferecem imenso conteúdo e vêm incluídas no mesmo pacote por um preço acessível em relação ao habitual da Nintendo 3DS, embora 29,99€ mais caro que o título original para dispositivos iOS (sem contar com eventuais despesas com a aplicação). Seria preferível ter a opção de adquirir apenas um à escolha por metade do preço, caso em que seria muito mais fácil recomendar a versão do Super Mario, mas ainda assim é uma óptima sugestão para os fãs do género possuidores desta consola: um puzzle simples e extremamente viciante.
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1 de maio de 2015

Code Name: S.T.E.A.M.


A Intelligent Systems é uma empresa responsável por imensos jogos de sucesso da Nintendo, mas à qual os fãs atribuem principalmente franquias como Fire Emblem e Advance Wars, grandes séries de jogos de estratégia por turnos. É precisamente nesse género que a empresa se aventura com este novo Code Name: S.T.E.A.M., mas agora num formato bastante diferente do utilizado nas séries referidas. Com inspiração visual nas comics americanas dos anos 70 e situado num universo steampunk, o jogo reúne um elenco variado de personagens sob o comando de Abraham Lincoln para enfrentar uma invasão alienígena.

O jogo mistura elementos tradicionais de estratégia por turnos com outros típicos de jogos em tempo real. Ao contrário dos restantes tácticos da Intelligent Systems, Code Name: S.T.E.A.M. não mostra uma visão geral do terreno de batalha, limitando o jogador a uma câmara na 3ª pessoa por trás de cada personagem, o que implica uma abordagem às missões completamente diferente do que se teria, por exemplo, em Fire Emblem. Sendo os personagens uma espécie de steambots, eles terão por cada turno uma dada quantidade de vapor que podem utilizar para se movimentar e atacar os adversários. Dependendo da arma utilizada, poderão deixar algum vapor de reserva para "overwatch", que permitirá atacar inimigos que surjam no seu campo de visão durante o turno adversário.


A limitação do campo de visão é um dos aspectos mais interessantes do jogo. Sem uma visão geral do terreno, o posicionamento dos personagens será parte fundamental da estratégia, tanto para identificar a localização dos inimigos como para se manter fora da vista deles. Um personagem num local mais elevado poderá ter melhor visibilidade e, se tiver uma arma de longo alcance, conseguir atacar os aliens à distância sem ser visto. A gestão da equipa, limitada a 4 personagens por batalha, acabará por fazer toda a diferença. Alguns personagens têm maior mobilidade no terreno, sendo mais adequados à exploração, enquanto que outros são dotados de ataques devastadores mas irão avançar mais lentamente.

A jogabilidade é simples e consiste principalmente em deslocar o personagem e controlar a câmara, que também servirá para apontar a arma selecionada. Na New Nintendo 3DS, este processo é mais fácil graças ao C-Stick, mas também é possível controlar a câmara com os botões normais da 3DS ou utilizando o ecrã tátil, pelo que não faltam opções. No final de cada turno, é importante ter em conta para onde está virado cada um dos personagens, já que um ataque pelas costas o deixará mais vulnerável durante o turno inimigo, onde o campo de visão de cada personagem é também tudo o que o jogador consegue ver. Através de uma atualização disponível no lançamento do jogo, é possível avançar muito rapidamente pelas ações dos aliens, voltando apenas ao tempo normal quando um dos personagens aliados executa uma ação em overwatch. Esta opção de "fast-forward" acelera bastante o tempo das batalhas, sendo particularmente útil quando há muitos inimigos fora do campo de visão.


Devido ao conceito de base do jogo, este acaba por ser um pouco mais difícil do que o esperado, exigindo uma escolha cuidada da equipa a levar para cada cenário e um avanço cauteloso pelo mapa - um personagem que avance sozinho para uma zona não explorada pode ser muito facilmente surpreendido. Para facilitar, o jogo oferece uma sugestão de equipa antes de cada cenário e ainda alguns "checkpoints" nos mapas, onde será possível gravar a progressão no jogo e ainda restaurar totalmente a energia e vida do personagem ou até mesmo de toda a equipa, sacrificando para isso algumas moedas que corresponderão no final à pontuação do jogador em cada nível. Mesmo com estas ajudas, não será de espantar que o jogador se depare com algumas derrotas que o obriguem a repensar a abordagem ao nível.

Há ainda algum replay value nos níveis do jogo, podendo-se tentar repetir níveis passados com equipas diferentes ou então tentando superar desafios oferecidos pelo jogo tais como limitar o movimento dos personagens durante os turnos, por exemplo. Além disso, há uma boa componente multijogador online que permite competir em arenas contra jogadores de todo o mundo. Em cada turno existe um tempo limite no qual o jogador terá de comandar os seus personagens de forma a aniquilar o adversário, ou colecionar mais moedas, conforme o modo de jogo. Um modo interessante que muda a abordagem ao jogo, já que desta vez os adversários têm acesso aos mesmos recursos que o jogador.


O jogo é compatível com as figuras amiibo da série Fire Emblem presentes na coleção Super Smash Bros., nomeadamente os personagens Marth, Ike, Robin e Lucina. Estes são adicionados ao jogo a partir do menu de selecção de personagens (por enquanto, apenas na New Nintendo 3DS) e, embora não façam parte da história, poderão ser utilizados até que morram em combate, mas não poderão ser ressuscitados nos checkpoints. Para o trazer de volta ao jogo, bastará utilizar novamente o amiibo no menu de personagens. Um toque curioso é a componente visual de introdução dos amiibo, como se abrisse um portal mágico no comic book que, supostamente, se está a ler.

O grafismo do jogo é bastante interessante e remete-nos sempre para a ideia de estarmos a acompanhar uma comic. Os gráficos angulares e a gama de cores funcionam bem para este efeito no ecrã da 3DS, havendo atenção aos detalhes e contrastes para não afetar negativamente a jogabilidade. Já a banda sonora não é particularmente memorável, com exceção do tema principal do jogo que até tem direito a uma canção e fica gravada no ouvido. O trabalho de vozes, que conta com Wil Wheaton no elenco, também cumpre bem o seu propósito com vozes carismáticas para os personagens.


Code Name: S.T.E.A.M. é um jogo de estratégia bastante diferente do habitual que, aliado a um estilo artístico muito demarcado e personagens originais, poderá passar despercebido ao público generalista que, de qualquer forma, iria achá-lo bastante difícil. As limitações do campo de visão fazem do jogo algo mais estimulante mas, por outro lado, um pequeno erro estratégico pode causar algumas frustrações. É um jogo recomendado principalmente aos fãs do género, que aqui terão uma experiência de jogo bastante interessante.
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