Notícias

Análises

31 de março de 2015

Nova Nintendo Direct anunciada para 1 de abril


Depois de uma longa ausência de Nintendo Direct, uma nova apresentação será transmitida já amanhã, dia 1 de abril, pelas 23 horas de Portugal continental. Esta será dedicada a ambas Wii U e 3DS, e ficaremos a conhecer mais sobre os próximos jogos a serem lançados, em ambas as consolas, mas por cá aguardamos por algumas surpresas.

Talvez a data em questão levantará muitas dúvidas, mas por cá contamos com novidades relativamente a títulos como Splatoon, Xenoblade Chronicles X, Codename S.T.E.A.M., entre outros, ou ainda mais sobre o próximo DLC de Mario Kart 8, e ainda a distribuição de Mewtwo para Super Smash Bros.

Para assitir em direto, basta aceder ao site oficiam da Nintendo Direct [link] ou através do Twitch [link], às 23 horas!
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25 de março de 2015

Xenoblade Chronicles 3D


Na anterior geração de consolas, o género RPG encontrava-se de boa saúde na DS, mas o cenário foi bastante diferente quando olhávamos para as consolas domésticas. Sentiu-se uma grande falha nos jogos do género, e mesmo séries já conhecidas tiveram problemas ao adaptarem-se aos novos sistemas. Contudo foi na Wii que surgiu um jogo que veio saciar a fome por grandes aventuras, aquele que por muitos foi considerado dos melhores RPGs da sua geração, mesmo quando colocado ao lado de grandes títulos lançados na DS.


O anúncio da New Nintendo 3DS veio acompanhado pelo primeiro exclusivo a sair na consola, e Xenoblade Chronicles 3D surge em formato portátil, levando-nos novamente ao mundo de Bionis e Mechonis. Surge como motivo que poderá decidir o upgrade de consola, principalmente para os que nunca tiveram oportunidade de jogar o original na Wii. Ou até mesmo um novo modo de explorar os vários cenários do jogo, levando-os consigo para qualquer lado.

Perante nós temos um mundo bastante diferente do habitual, onde nada mais existe que dois colossos que ficaram eternamente parados no tempo, após uma longa batalha, sobre um vasto oceano. Um destes gigantes é Bionis, agora berço de vida para imensas criaturas, que vão desde monstros gigantes a Homs, estes que habitam em colónias onde se desenvolveram como civilização. Do outro lado temos Mechonis, um gigante metálico onde habitam os Mechon, criaturas robóticas que não cessam em atacar os Homs.

De um certo modo, a eterna batalha entre os dois gigantes passou como herança para os povos que agora neles habitam, sem se lembrarem da origem do conflito. No meio desta guerra surge a Monado, uma misteriosa arma cuja lâmina luminosa elimina facilmente qualquer Mechon, e empunhada por Dunban foi a chave da vitória de uma grande batalha, que marca o início do jogo. O ano de paz que se segue depois do conflito é subitamente interrompido por um ataque surpresa, e entre os diversos Mechon surge um misterioso robô que se destaca por ter uma cara.

É nesta invasão que Shulk, o protagonista, se torna o novo dono da Monado, que após o ataque decide partir com Reyn numa aventura, cuja missão é de vingança e de procurar o estranho Mechon com rosto. Deste modo somos levados a explorar os vastos cenários, com planícies que parecem não ter fim, florestas que se vão tornando cada vez mais densas e oceanos que flutuam em pleno ar. As dezenas de horas facilmente de tornam em centenas, com cenários repletos de quests para fazer, e muitos pontos escondidos para procurar. Aos poucos novos personagens se juntam na nossa aventura, todos eles com habilidades e ataques distintos, sem nos obrigar a usar personagens específicos.

Facilmente comparamos este jogo a um RPG Online (MMORPG), devido ao seu sistema de quests, e cenários repletos de monstros. Existem vários NPCs com quests secundárias, que na sua maioria desenvolvem a história desses personagens. Contudo é possível seguir apenas a história do jogo e cumprir os objetivos principais, sempre indicados no mapa, sem qualquer dificuldade. O enredo é bastante simples, embora bem conseguido, e cumpre bem o seu objetivo de lançar os personagens para um mundo desconhecido.

Uma das habilidades da Monado é dar visões do futuro a Shulk, que sem se tornar um spoiler vai revelando a história do jogo, mostrando eventos desconhecidos, e ainda mostra acontecimentos que Shulk irá querer prevenir, mudando assim o destino dos personagens. O curioso desta habilidade é também ser uma mecânica no sistema de combate, mostrando fortes ataques que irão acontecer em pouco tempo, sendo possível preveni-los e evitar perder o combate.

O sistema de combate vai também buscar inspiração aos MMORPG, pois cada personagem tem o seu próprio papel: iniciando a batalha, um personagem com mais HP e Defesa irá segurar os monstros, permitindo aos restantes atacar, curar ou aplicar efeitos secundários. Existem encadeamentos de ataques que nos dão uma boa vantagem na luta, estes que podem ser melhorados, e temos um bom leque de ataques diferentes para experimentar. Existe ainda o Chain Attack, que permite criar uma sucessão de ataques sem que o inimigo possa contra-atacar.

Talvez a maior dúvida em torno desta versão seja a conversão feita para o formato portátil, esta que foi feita pela mesma equipa responsável por Donkey Kong Country Returns 3D. O efeito 3D da consola dá uma nova camada à exploração, e embora não seja muito forte transmite uma boa sensação de profundidade nos cenários. A conversão foi bem conseguida, usando modelos e texturas que vão ganhando detalhe à medida que nos aproximamos, de modo a tornar o jogo fluído sem quebras de frames notórias. Mas infelizmente o ecrã tátil foi ignorado, servindo apenas para apresentar o estado da equipa e um mapa, este que está preso a um círculo pequeno, quando poderia estar maior ou até poder ser usado através do próprio toque.

Outra das novidades é poder ouvir a banda sonora do jogo ou poder ver os modelos de vários personagens. No entanto estes têm de ser desbloqueados através de tokens que podemos ganhar usando Play Coins, via StreetPass ou usando o amiibo do Shulk. O sistema de usar tokens é um pouco infeliz, quando podia apenas dar os mesmos elementos à medida que vamos avançando no jogo, ou usando o amiibo para desbloquear logo uma música nova, por exemplo, em vez de tokens.


Como já referido, o mundo de Xenoblade Chronicles 3D é enorme, com cenários que não parecem ter fim. Há muito para explorar como locais secretos, itens colecionáveis e vários monstros, entre esses mini-bosses e outros com níveis demasiado altos, convidando o jogador a voltar a pontos anteriores do mundo mais tarde. Os cenários mudam dependendo da hora do dia em que estamos, ou até mesmo do clima, apresentando monstros diferentes ou até mesmo a posição de NPCs. O pouco detalhe dos personagens (já presentes desde a versão original) é rapidamente esquecido quando nos deparamos com cenários onde tudo se move, cheios de detalhes que dão bastante vida a Bionis. Ao mesmo tempo, durante a aventura temos sempre presente o corpo de Mechonis, que parece observar todos os nossos passos.

Uma das progressões no jogo é o relacionamento dos personagens, quer entre membros da equipa ou a relação que os personagens têm com os diferentes locais. Por exemplo, quando dois personagens têm uma boa relação, é possível usar habilidades desses personagens noutros, que vão desde dar mais dano nos ataques, a poder equipar determinado tipo de equipamentos. Já a afinidade com as diferentes áreas do mundo permite que mais quests apareçam, ou melhores itens sejam possíveis através de trocas com NPCs.

Esta relação entre personagens ganha uma boa dinâmica através das personagens, pois estes estão em constante comunicação, e constantemente durante a batalha os ouvimos comunicar entre eles. Embora este aspeto se possa tornar cansativo, entre os diálogos surgem avisos feitos pelos personagens, sobre precisarem de curar ou até mesmo parar os seus ataques, facilitando bastante a atenção na batalha. O voice acting em inglês é bastante bom e encaixa perfeitamente nos personagens, mas infelizmente esta nova versão não conta com a opção de poder também jogar com vozes em japonês, presente na versão original.

A exploração dos vários pontos do mundo é acompanhada por uma banda sonora excelente, que é sem dúvida um dos pontos mais fortes do jogo. Como exemplo, quando entramos pela primeira vez em Gaur Plains durante o dia, sentimos uma forte vontade de nos perder nesse cenário, ao sermos recebidos por uma música bastante épica. Cada uma das músicas acompanha bem as áreas em que se inserem, e mesmo as diferentes músicas de batalha dão um bom ritmo à ação.

O jogo desenvolve-se bastante e, quando pensamos que já estamos no seu final, surgem novas áreas, mais história e novas quests para fazer. Sem dúvida uma excelente oferta de conteúdo, com várias horas de jogo para quem simplesmente quer acompanhar a história, e ao mesmo tempo um número de horas pouco visto dentro do género, quando procuramos completar todas as quests secundárias, apanhar todas as peças de equipamento e derrotar todos os mini-bosses.


Os exclusivos da New 3DS começam em grande, mesmo tratando-se de um port, e Xenoblade Chronicles 3D é uma aventura colossal em formato portátil, facilmente recomendado aos que procuram uma grande aventura que podem levar consigo para qualquer lado. Os cenários, os personagens que neles habitam e a história que os envolve cativa não só os fãs de RPGs, como os que têm um forte espírito de exploração.


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23 de março de 2015

The Legend of Zelda: Symphony of the Goddesses "Master Quest" em Espanha


Não é uma notícia tão boa quanto a que gostaria de anunciar, mas é ainda assim uma óptima surpresa para os fãs da série The Legend of Zelda em Portugal. A Nintendo anunciou hoje que o espectáculo musical Symphony of the Goddesses chegará a Espanha ainda este ano, com duas datas marcadas para o mês de Novembro. Para quem não conhece, este é um concerto de orquestra inteiramente dedicado à épica série da Nintendo, que consiste numa sinfonia em 4 movimentos dedicada aos jogos Ocarina of Time, The Wind Waker, Twilight Princess e A Link to the Past, para além de interlúdios inspirados noutros jogos da série.


Este espectáculo teve origem nas comemorações do 25º aniversário do lançamento de The Legend of Zelda para a NES e seguiu com uma temporada de concertos esgotados um pouco por todo o mundo, embora com poucas datas no continente europeu. Esta "Master Quest" é a segunda temporada de concertos e, além da sinfonia principal, inclui temas dedicados aos jogos Majora's Mask e A Link Between Worlds, entre outros.

Tive a oportunidade de assistir a um destes espectáculos em 2013, em Londres. Esta foi uma das melhores experiências que alguma vez tive enquanto fã de Zelda desde os tempos da infância, um espectáculo com um ambiente incrível rodeado de outros fãs, muitos dos quais em cosplay de personagens da série. As composições, todas aprovadas diretamente pelo próprio Koji Kondo (criador de muitos dos temas que marcaram a série), são absolutamente fantásticas e só se tornam ainda mais intensas pela projeção que as acompanha com imagens dos jogos. É fácil de imaginar o quão emocionante pode ser ouvir esta excelente banda sonora aliada ao poder de uma fantástica orquestra ao vivo! Aconselha-se ter lenços de papel por perto... :)


Não é o mesmo que se fosse em Portugal, mas está mesmo aqui ao lado e recomenda-se vivamente a todos os que tiverem a oportunidade de assistir. As datas são as seguintes:
  • 13 Novembro 2015 às 20:00 - Palacio Vista Alegre (Madrid)
  • 14 Novembro 2015 às 20:00 - Auditori Forum (Barcelona)
Os bilhetes estarão à venda a partir de dia 27 de março, mas ainda não são conhecidos os preços para estas salas. Podem consultar toda a programação e outras informações sobre o espectáculo na página oficial em http://zelda-symphony.com/.
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17 de março de 2015

Nintendo aposta nos smartphones e anuncia nova consola "NX"


Num anúncio bastante surpreendente, a Nintendo revelou esta noite a criação de uma parceria com a DeNA, empresa responsável por uma das plataformas de jogos para dispositivos móveis mais populares do Japão. Esta parceria consiste numa aliança de capital (as empresas passam a deter ações em bolsa uma da outra) e terá como resultado duas grandes novidades:

  • desenvolvimento de jogos/apps para dispositivos móveis com base nas franquias da Nintendo;
  • desenvolvimento conjunto do novo sistema de "membership" da Nintendo.


A Nintendo pretende, assim, lançar múltiplos títulos para dispositivos móveis como tablets e smartphones baseados nas suas franquias, mas não tenciona publicar adaptações de jogos já existentes tal como eles são. O objetivo é desenvolver jogos de qualidade que tirem partido das particularidades destes dispositivos e consigam ganhar visibilidade neste mercado muito competitivo. Com isto, a Nintendo tenciona aumentar o alcance da sua propriedade intelectual e redefinir o conceito de "plataformas Nintendo".

Apesar desta abordagem aos dispositivos móveis, a Nintendo  irá continuar a desenvolver conteúdos premium para as suas plataformas dedicadas aos videojogos. Como prova disso, Satoru Iwata revelou que a empresa está a desenvolver um novo hardware com um conceito original, que tem o nome de código "NX". No entanto, o presidente da Nintendo considera ser demasiado cedo para revelar este projeto, tencionando fazê-lo apenas em 2016.

Quanto ao novo sistema de "membership" da Nintendo, este deverá ser focado na conta do utilizador e não no hardware. Por oposição ao Club Nintendo, que apenas cobria as consolas da Nintendo, o novo serviço irá englobar os sistemas atuais como a Nintendo 3DS e a Wii U, o futuro sistema NX, dispositivos móveis e ainda PCs.

O anúncio completo da Nintendo pode ser consultado em Inglês aqui [link]
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Vídeos de jogabilidade de Mario Party 10


Após a publicação da nossa análise ao jogo Mario Party 10, acrescentamos alguns vídeos de jogabilidade ao nosso canal do YouTube, apresentando um resusmo dos principais modos de jogo. Os vídeos dedicados a este título podem ser visualizados na seguinte playlist:



Para assistir a vídeos de jogabilidade de outros títulos da Nintendo, não se esqueçam de visitar e subscrever o nosso canal no YouTube!
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16 de março de 2015

Inazuma Eleven GO Chrono Stones: Thunderflash / Wildfire


O mundo do futebol está novamente em risco em Inazuma Eleven GO, o segundo capítulo da história do capitão Arion Sherwind. Munidos com incríveis truques de bola, a equipa de Raimon prepara-se para lidar com uma nova ameaça, que não só coloca em perigo o desporto-rei, como põe em risco o destino de vários dos personagens da série, entre eles Mark Evans.


Poucos meses depois de recuperarem o futebol das garras do Fifth Sector, Arion encontra-se a treinar jovens entusiastas da bola, mas ao regressar a Raimon depara-se com a falta de futebol na escola, desde o desaparecimento dos campos à inexistência do seu clube. Ele também não é reconhecido por quase todos os seus amigos, e enquanto tenta perceber o que se passa é interceptado por Alpha, um misterioso rapaz que tenta, também, eliminar quaisquer vestígios de futebol em Arion. No entanto a sua paixão pelo seu desporto favorito torna-se um forte obstáculo na investida de Alpha.

No meio desta confusão surge Fei Rune, um fã de futebol vindo do futuro que explica a situação a Arion: no futuro existe a organização El Dorado, que envia jovens como Alpha a viajar no tempo para eliminar o futebol do mundo. Perante esta situação Arion toma uma nova missão, juntamente com Fei e ainda Wonderbot, um "urso de peluche"que conduz uma carrinha capaz de viajar no tempo. Rapidamente são capazes de recuperar a equipa de Raimon, mas no entanto esse é apenas o ponto de partida para a aventura.


Os problemas complicam-se quando Mark Evans, ao defender a sua equipa, é transportado para uma nova realidade onde não consegue escapar. Para o tentar recuperar, Arion conta com a ajuda do avô do seu treinador, David Evans, que visionou a "equipa perfeita" inspirando-se em figuras histórias do nosso mundo. Deste modo a equipa de Raimon irá viajar no tempo para conhecer personagens como Nobunaga Oda, Jeanne d'Arc, o Rei Artur, entre outros.

Neste jogo são introduzidas duas novas mecânicas principais, que se juntam ao leque de diversas habilidades especiais e os Fighting Spirits. A primeira é Armourfy, que permite aos personagens equipar os seus Fighting Spirits durante algum tempo, como se fossem armaduras. Deste modo são capazes de usar os seus movimentos especiais, mais fortes ainda e sem qualquer custo, embora a energia dos seus espíritos se vá esgotando mais rapidamente, enquanto equipados.


A segunda habilidade é o Miximax, que ganha bastante importância devido ao seu peso na história. Ela trata-se de uma espécie de fusão, onde a aura de uma pessoa é transportada para uma personagem da nossa equipa, garantindo-lhe mais força. Quando se torna num Mix 'n' Match todo o potencial da fusão é invocado, e para além de uma maior força, o personagem é capaz de usar ataques especiais, únicos dessa fusão. Esta é a chave para implementar a força de 11 figuras icónicas da história do mundo na equipa de sonho, e deste modo enfrentar El Dorado.

A jogabilidade mantém-se fiel ao jogo anterior,  introduzindo ainda a possibilidade de desviarmo-nos ou cortar a bola para a esquerda ou direita, juntamente com a possibilidade de usar um movimento especial de roubo de bola (ou de desviar dos adversários, se estivermos em posse da mesma). As novas mecânicas trazem uma nova força às batalhas, funcionando como uma vantagem e, ao mesmo tempo, um novo obstáculo a enfrentar.


Enquanto viajamos no tempo o enredo vai-se desvendando a bom ritmo, e não nos arrasta demasiado em cada uma das épocas que visitamos. É capaz de explicar, de um modo bastante simples, como funcionam as viagens no tempo, o que são paradoxos temporais ou até mesmo universos paralelos, aos jogadores mais novos. No entanto torna-se um pouco estranho quando tempos personagens a comunicar com outros tempos, como se estivessem a fazer uma simples chamada telefónica.

Comparado com outros títulos da série, não são introduzidos muitos novos personagens à equipa principal do jogo, embora conte com o regresso de muitos do primeiro jogo da série GO. No entanto continuam à nossa disposição imensos personagens a recrutar, através do mesmo método que já estamos habituados na série. Já os nossos inimigos vão mudando regularmente, trazendo de volta o estilo de rivais que tivemos em Inazuma Eleven 2, bastante misteriosos e com poderes "de outro mundo".


Para além do modo de história contamos novamente com os modos de jogo local, para testar a nossa equipa contra os nossos amigos. Temos imensos personagens para recrutar, para além de vários movimentos especiais, equipamentos e emblemas, de modo a personalizar um pouco melhor a nossa equipa. Existem novamente os vários objetivos a cumprir para desbloquear determinados personagens, o que nos obriga a explorar bastante os cenários.

Em suma, Chrono Stones cumpre o seu objetivo e continua a desenvolver a série, introduz novas mecânicas mas não altera drasticamente o jogo. As partidas continuam bastante fluídas e tanto o Armourfy como o Miximax dão uma nova vantagem, tal como um novo desafio, às batalhas. Se são fãs da série é um capítulo que não vão perder, e para os restantes, uma nova oportunidade de experimentar este curioso RPG de futebol.


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Mario Party 10


Nascida na Nintendo 64 em 1998, a série Mario Party trouxe a diversão dos jogos de tabuleiro ao Reino do Cogumelo, mudando para sempre as festas do Mario e seus amigos. Desde então, não há uma festa do Super Mario digna desse nome sem uma boa dose de minijogos, amizades arruinadas e, claro, o Bowser para estragar a festa. Depois de Nintendo Land e Wii Party U, Mario e companhia regressam agora à Wii U com uma nova coleção de minijogos e jogos de tabuleiro.

Mario Party 10 é a primeira incursão da série na Wii U mais de um ano depois do lançamento de Wii Party U, dos mesmos criadores. Uma referência importante, visto que ambos são "party games" com conteúdos para 1 a 4 jogadores, embora o novo Mario Party inclua também um modo para 5 jogadores. Enquanto Wii Party U oferecia minijogos dinâmicos e modos muito distintos para agradar a todos os tipos de jogadores, a experiência no novo jogo é um pouco mais tradicional dentro do género, mesmo trazendo novas ideias para a mesa como os modos "Bowser Party" e "amiibo Party".


O modo principal deste novo título tem o nome de Mario Party e consiste numa variante do jogo da glória onde todos os jogadores avançam em simultâneo, determinando-se o vencedor pela pontuação obtida individualmente ao longo do jogo, em sessões que duram cerca de 30 minutos. O jogo inclui diversos tabuleiros temáticos, com diferentes ambientes e mecanismos inspirados no universo de Super Mario, embora o funcionamento global seja essencialmente o mesmo. Existem casas de sorte, casas de azar e casas que dão início a um minijogo, que pode ser do tipo " todos contra todos", por equipas dois a dois ou então joga um contra os outros. O objetivo é sempre o de colecionar miniestrelas para vencer a competição. Há ainda minijogos especiais em todos os tabuleiros onde todos têm de cooperar para derrotar um boss, embora mesmo aí exista competição pelo melhor desempenho.

É um modo ligeiro e divertido, que mistura destreza e sorte numa fórmula que muitas vezes origina frustrantes, embora cómicas. Algo que se torna muito mais provável se o Bowser for libertado da prisão (quando os jogadores lançam todas as faces do dado), espalhando assim múltiplas casas de azar no tabuleiro. O jogo é também um pouco condescendente com o jogador em último lugar, dando um incentivo perto da recta final que lhe permita tentar acompanhar os restantes. Há ainda uma opção, transversal a todos os modos, que permite praticar os minijogos antes de jogar "a sério", para reduzir um pouco a vantagem aos jogadores mais experientes. Embora promova uma certa rivalidade entre todos, não é um jogo demasiado sério e adequa-se a uma tarde bem passada com amigos em casa.


O modo Bowser Party é uma variante do principal que acaba por se mostrar bem mais divertida que o original. Este é um jogo "todos contra um" que junta 4 personagens e os coloca contra o vilão Bowser, que pode ser controlado por um jogador no GamePad. O jogo decorre em alguns dos tabuleiros criados para o modo Mario Party, onde a Equipa Mario tem como objetivo alcançar a meta e Bowser deve fazer tudo o que tem ao seu alcance para os impedir. Em cada turno, cada jogador da Equipa Mario irá lançar um dado e fazer com que todos avancem no tabuleiro, obtendo os efeitos das casas em que vão parar. No final, o Bowser lança quatro dados em simultâneo para os alcançar. E se o fizer... Minijogo!

Cada personagem tem um número de vidas que deve defender. Bowser irá tentar colocá-los fora de jogo acabando com todos os seus corações, em minijogos controlados com o GamePad, enquanto os restantes jogadores fazem os possíveis por sobreviver olhando para a televisão. Embora muitos destes minijogos dependam da destreza, há também alguns cujo desfecho é meramente uma questão de sorte. A estratégia do Bowser é também importante, podendo focar-se em eliminar primeiro certos adversários mais fortes, ou então ir gradualmente reduzindo as vidas a todos para culminar num massacre em que todos são eliminados de uma vez. Seja como for, quem joga com o Bowser está destinado a arruinar algumas amizades.

O que acontece no tabuleiro é também muito importante, pois é aqui que está o ténue equilíbrio entre as equipas que levará todos a gritar "injustiça!!!" e lançar olhares furiosos ao adversário. Por exemplo, Bowser terá sempre uma segunda tentativa de lançar os dados caso não esteja satisfeito com o primeiro lançamento, e pode também em certas ocasiões armadilhar o tabuleiro ou induzir os heróis em erro. Por outro lado, a Equipa Mario pode receber dados especiais dos jogadores eliminados ou cair em casas que permitem adquirir corações extra, trazendo de volta os mesmos. Basta que um sobrevivente consiga chegar à meta para que a equipa seja vencedora e, muitas das vezes o resultado do jogo só é determinado a meras casas da meta, caso vença o Bowser, ou por um mínimo de corações no caso contrário.

É um modo intenso e que depende mais da experiência dos jogadores, mas é o mais divertido do jogo e ainda uma óptima ideia que tira partido das características da Wii U. Se tivesse mais tabuleiros e outras variantes, podia mesmo dar o nome ao jogo e criar uma ramificação da série com uma natureza mais competitiva. Caso para dizer que o Bowser é mesmo hardcore!


Finalmente, outra grande novidade deste Mario Party 10 é o amiibo Party, que integra a plataforma de figuras interativas da Nintendo e é compatível com 9 personagens do universo Super Mario, nomeadamente Mario, Luigi, Peach, Toad, Yoshi, Wario, Rosalina, Donkey Kong e, claro, o vilão Bowser. Para jogar este modo, é necessário ter pelo menos uma destas figuras, que será usada na escolha do tabuleiro de jogo e servirá como peão do jogador. Quem não tiver um amiibo irá jogar com uma figura recortada em cartão, sem poder usar as medalhas equipáveis dos amiibo.

O jogo funciona com qualquer dos amiibo referidos em modo de leitura, mas se o jogador optar por guardar os dados do tabuleiro terá algumas vantagens como poder personalizar o aspecto da base do amiibo no jogo, começar a partida com um poder equipado ou adquirir tabuleiros de outras personagens para selecionar no início de cada sessão. Os itens equipáveis podem ser adquiridos durante o jogo e são usáveis a partir do turno seguinte, podendo ter múltiplos efeitos tais como lançar 5 dados de uma vez, encher o tabuleiro de moedas ou mudar de posição, por exemplo.

Este modo é particularmente parecido com o Mario Party original, lançado para a Nintendo 64, onde os peões vão dando voltas ao tabuleiro e colecionando moedas que permitem comprar estrelas, ganhando no final quem tiver mais estrelas. Em cada ronda, todos participam num minijogo do modo Mario Party para tentar ganhar moedas e assim ter alguma vantagem. Caso alguém utilize o amiibo do Bowser, os minijogos serão trocados pelos do modo Bowser Party e a experiência de jogo será um pouco diferente. Será que ninguém gosta do Bowser, ou todos querem ser o Bowser?

Os tabuleiros são diferentes de personagem para personagem, reflectindo as suas personalidades, mas só algumas casas especiais é que diferem e alteram a experiência de jogo. Por exemplo, uma casa especial do Wario dá dinheiro a todos os jogadores só por passarem lá, a equivalente no tabuleiro do Bowser sorteia o número de casas de azar existentes. A utilização das figuras é um mecanismo interessante mas que rapidamente se pode tornar cansativo. Em todas as ações que envolvam dados ou roletas, é preciso encostar o amiibo ao GamePad, embora não haja nenhuma razão técnica para o fazer a não ser justificar uma utilidade para as figuras. Poderiam ter optado por algo mais simples como usar o amiibo para tomar posse do GamePad e controlar as ações a partir daí, fazendo do amiibo um identificador pessoal. Da forma que está feito, seria preferível substituir a maioria das ações com as figuras por um simples premir do botão A.


Uma boa característica deste jogo foi o cuidado com toda a apresentação gráfica e as animações em particular. Por todo o jogo existem pormenores deliciosos que enriquecem a experiência, aliados a uma banda sonora subtil que vai marcando o passo seja nos tabuleiros ou nos minijogos. O modo amiibo Party é particularmente impressionante a nível visual, com tabuleiros que parecem mesmo um jogo físico que se poderia comprar nas lojas, como se só a tecnologia atual estivesse a impedir a Nintendo de projetar o tabuleiro do jogo numa mesa onde os amiibo seriam realmente os peões.

Mario Party 10 é um jogo divertido para toda a família e que oferece várias opções desde curtas sessões em Mario Party ou mais longas com os amiibo, ou então mais intensas com o Bowser Party. O jogo concorre diretamente com Wii Party U e oferece uma experiência mais coesa, embora menos diversificada no tipo de actividades. Surpreendentemente ou não, Bowser acaba por ser o herói ao provar que sabe estragar uma festa como mais ninguém!
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As novas pontuações do Meus Jogos DS


Ao fim de cinco anos de atividade com o nosso sistema de pontuação de 0 a 5 estrelas, sentimos a necessidade de mudar. Uma pontuação que pudesse ser facilmente convertida numa escala de 1 a 10 e comparada por si só, não representava para os autores do blogue as opiniões que deveriam ser transmitidas. Apenas uma franja dessa escala estava a ser utilizada com regularidade, já que a grande maioria dos jogos aqui analisados são bons jogos de uma forma geral e seria injusto dar 3 estrelas a um jogo que é apenas bom, se tivermos em conta as pontuações utilizadas noutras publicações, ou até mesmo no Metacritic. Por este motivo, decidimos aproveitar a ocasião do 5º aniversário do Meus Jogos DS e lançar um novo sistema de pontuações qualitativas, que traduzam o sentimento geral das análises em vez de as reduzir a um número sem grande significado.

Embora existam 5 patamares de pontuações tal como anteriormente, o nosso objetivo é que estes sejam utilizados de forma melhor distribuída e que seja também mais justa. Afinal, o que realmente importa para nós saber de um jogo é se ele é ou não um bom jogo! Seguem-se, então, as novas classificações:

Um jogo a evitar, com sérios problemas que arruinam a experiência do jogador.

Um jogo que cumpre os requisitos mínimos, embora apresente alguns problemas.

Um jogo que corresponde à expectativas e oferece boa experiência. O standard do Meus Jogos DS.

Um jogo recomendado, com muita qualidade e que oferece uma óptima experiência.

Uma pontuação exclusiva para jogos fora de série, os que superam até as melhores expetativas.


Este sistema será aplicado a todas as análises do Meus Jogos DS publicadas de hoje em diante.
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12 de março de 2015

[Passatempo] Vota no melhor jogo da Nintendo DS e deixa uma Mini Review!


Para comemorar o 10º aniversário do lançamento da Nintendo DS na Europa, o Meus Jogos DS elaborou uma lista dos 10 melhores jogos da consola. No entanto, não poderíamos deixar passar uma ocasião especial como esta sem dar também a voz aos nossos leitores!

Utilizem o formulário abaixo nesta publicação e votem no vosso jogo preferido da Nintendo DS, aquele que superou todas as vossas expectativas ou que vos marcou de alguma forma especial. No final, iremos compilar os resultados de forma a eleger os favoritos da comunidade. É uma excelente forma de conhecermos melhor aqueles que nos seguem e mostrar os jogos que mais marcaram os leitores do Meus Jogos DS. Mas não ficamos por aqui!

Temos um desafio: acrescentem à vossa participação uma Mini Review (no máximo dois parágrafos de texto) ao jogo escolhido, explicando o motivo deste ser tão especial! Os três melhores textos serão escolhidos pela equipa do Meus Jogos DS e publicados juntamente com os resultados desta votação, sendo ainda recompensados com os seguintes prémios:

  1. Jogo Tomodachi Life (Nintendo 3DS) + jogo Mario vs Donkey Kong: Mini-land Mayhem! (DS)
  2. Figura amiibo Super Smash Bros. - Mario + jogo Mario vs Donkey Kong: Mini-land Mayhem (DS)
  3. Brinde Majora's Mask + jogo Mario vs Donkey Kong: Mini-land Mayhem (DS)
Este passatempo tem o apoio da Nintendo em Portugal, que gentilmente nos cedeu os prémios a distribuir (com excepção do brinde Majora's Mask, que pertence à colecção do Meus Jogos DS).

Regulamento:

Este passatempo decorre até dia 31 de março de 2015. A votação na escolha dos melhores jogos da Nintendo DS está aberta a todos os leitores, mas só serão consideradas participações válidas no passatempo "Mini Review" as de residentes em Portugal e que não estejam diretamente associados ao Meus Jogos DS. Os vencedores serão contactados por e-mail de forma a fornecerem a morada de entrega dos prémios, que fica ao encargo do Meus Jogos DS.

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11 de março de 2015

10º aniversário da Nintendo DS: Os 10 melhores jogos da consola!


Comemora-se hoje o 10º aniversário do lançamento na Europa daquela que foi uma das melhores plataformas de videojogos de sempre: a Nintendo DS. Alguns anos depois da sua sucessão pela Nintendo 3DS, é uma boa ocasião para um olhar ao melhor que a plataforma teve para nos oferecer: títulos que marcaram uma geração de videojogos, experiências únicas de jogabilidade e histórias inesquecíveis.

Reunimos as preferências dos editores do Meus Jogos DS juntamente com alguns amigos que têm colaborado com o blogue. Uma lista de "top 10" vale o que vale, mas foi interessante notar que muitos destes títulos figuram nas preferências dos vários colaboradores, mesmo que misturados com outras grandes pérolas também dignas de ser mencionadas. Eis os 10 melhores jogos de sempre da Nintendo DS, segundo Telmo Couto, Nuno Mendes, Ivo Silva, Joel Sousa e Patrício Santos.



10 - Castlevania: Dawn of Sorrow

A série Castlevania pode ter atingido um pico de qualidade e popularidade nos tempos da primeira PlayStation, com Symphony of the Night, e estar nos anos mais recentes a um conjunto de títulos mais focados na acção do que na exploração, mas viu na Nintendo DS o lançamento de três fantásticos jogos de aventura. Castlevania: Dawn of Sorrow combina elementos de acção e plataformas com vários elementos de RPG, oferecendo um imenso castelo para explorar cujas áreas se vão desbloqueando à medida que o protagonista adquire novas habilidades.

A este título seguiram-se Portrait of Ruin, que incluía um modo multijogador cooperativo e o desafiante Order of Ecclesia, excelentes jogos que ofereceram experiências diferentes sem nunca fugir ao estilo "metroidvania" popularizado precisamente por esta série em conjunto com a franquia Metroid, da Nintendo.

9 - Mario Kart DS

Lançado ainda no primeiro ano de vida da Nintendo DS, Mario Kart DS marcou um ponto de viragem na franquia com um vasto conjunto de inovações que a nova portátil tornou possíveis. O primeiro jogo online da série surgiu numa consola portátil e, apesar de algumas limitações, ofereceu horas de diversão a jogadores de todo o mundo enquanto a experiência durou (hoje em dia, o serviço já não se encontra disponível).

No entanto, o que mais contribuiu para que se tornasse um título marcante acabou por ser o modo multijogador local, que permitia corridas até 8 jogadores em simultâneo, mesmo que apenas um deles possuísse uma cópia do jogo, graças ao modo "download play" que transmitia o conteúdo para outras consolas. Grupos de amigos juntavam-se com as suas consolas para divertidíssimas sessões de Mario Kart, num título que investiu em excelentes pistas inspiradas no universo de Super Mario e incluiu ainda um robusto modo de jogo para um jogador.

8 - Phoenix Wright: Ace Attorney

A série Phoenix Wright surgiu inicialmente para a Gameboy Advance mas só chegou ao Ocidente com esta reedição para a Nintendo DS, tendo dado origem a um fenómeno de culto que já conta com 6 títulos editados, dos quais consta um cruzamento com a série Professor Layton. Em Phoenix Wright, o jogador assume o papel de um brilhante advogado de defesa em tribunal, que terá de analisar os depoimentos das várias testemunhas e desconstruí-los, de forma a provar a inocência do seu cliente.

Não sendo tanto um jogo como é uma história interativa, este título exige a máxima atenção ao detalhe na análise das provas e do discurso, para que o famoso grito "OBJECTION!" não seja utilizado em vão. Uma experiência deliciosa graças à excelente história dramática escrita para este jogo (e que se tornou um standard da série), recheada de personagens caricatas que atenuam a seriedade dos assuntos que são abordados.

7 - 999: Nine Hours, Nine Persons, Nine Doors

O melhor argumento da Nintendo DS veio de um jogo que não chegou a ser publicado no mercado europeu, mas chegou até nós na versão americana graças à falta de bloqueios regionais na plataforma. "999" é a história de 9 pessoas que acordam fechadas num espaço estranho sem saber como lá foram parar, mas cedo descobrem que têm apenas 9 horas para decifrar o mistério que se esconde por trás das 9 portas desse local. Se não encontrarem a saída, estarão condenados à morte.

Este "escape game" atravessou fronteiras muito antes desse género se tornar uma moda em ascenção na vida real (já existem dois destes jogos em Lisboa para experimentar). Não foi pela qualidade gráfica nem pela jogabilidade propriamente dita, mas pela genialidade dos puzzles e o fantástico argumento e desenvolvimento de personagens, aliado à diversidade de escolha dada ao jogador que encarna o personagem Junpei. Uma história adulta, surpreendente e por vezes violenta que agarra os jogadores do princípio ao fim e os deixa a suspirar por mais jogos assim.

6 - The World Ends With You

Desenvolvido pela Jupiter em conjunto com a Square Enix, The World Ends With You foi o RPG mais original alguma vez lançado para a Nintendo DS e um dos melhores do género para a sua altura. Inspirado nas caraterísticas únicas da consola, TWEWY oferece um sistema de batalhas único onde se controlam dois personagens em simultâneo, agindo cada um num ecrã diferente da consola. Misturando acções no ecrã táctil com a utilização dos botões, a mecânica do jogo requer bastante habituação mas acaba por se tornar algo gratificante.

Com uma excelente banda sonora e uma história dividida em episódios recheados de revelações surpreendentes, o jogo apresenta uma versão alternativa do distrito de Shibuya em Tóquio, onde o protagonista Neku Sakuraba descobre que está morto e se encontra num jogo que lhe permite conquistar o regresso à vida. O jogo está carregado de elementos da cultura japonesa, especialmente das camadas mais jovens, o que ajudou a cimentar um lugar no coração dos amantes de RPGs japoneses e da cultura oriental em geral.

5 - Professor Layton and the Lost Future

A série Professor Layton, desenvolvida pela Level-5, teve origem na Nintendo DS e rapidamente se tornou uma das mais populares da consola tanto no Japão como na Europa. A premissa da série foi criar um jogo de puzzles que fosse muito mais do que uma mera compilação de desafios, inserindo-os numa história de aventura protagonizada por Layton, um curioso e astuto arqueólogo, e o seu jovem assistente Luke. Aliando interessantes histórias de mistério com animações de qualidade e um excelente trabalho de voz, a aventura é intercalada com os puzzles encontrados pelo Professor Layton e que o jogador terá de resolver.

Professor Layton and the Lost Future foi a terceira entrada da série e marcou o final da história nesta saga, que depois seguiu com uma trilogia de prequelas (ao estilo dos filmes de Star Wars). Este capítulo abordou a temática das viagens no tempo e levou Layton ao futuro para desvendar segredos do seu passado, com uma história verdadeiramente emocionante que surpreendeu principalmente quem já estaria habituado à tonalidade da saga.

4 - New Super Mario Bros.

Ao olhar para o lançamento de New Super Mario Bros., é importante recordar que este foi o primeiro título original de plataformas 2D na série Super Mario desde os tempos da Super Nintendo. Com uma transição muito bem sucedida para a terceira dimensão, a Nintendo tinha deixado os jogos tradicionais da série de parte, limitando-se a editar adaptações de títulos antigos para a Game Boy Advance. Por este motivo, New Super Mario Bros. chegou à Nintendo DS não só com a missão de trazer novidades à fórmula da série, como de a dar a conhecer a todo um novo público em 2006.

Embora sendo mais fácil do que os títulos antigos da série, New Super Mario Bros. introduziu novas mecânicas à jogabilidade com uma física melhorada e a adaptação de movimentos que Super Mario adquiriu nas suas aventuras em 3D. O grafismo adoptou um estilo que ainda hoje é bastante utilizado na série e partiu de uma reimaginação de como seria o primeiro SMB se tivesse surgido na Nintendo DS. O ponto forte deste jogo, como é habitual na série, foi o seu level design e a forma como podia ser jogado vezes sem conta sem se tornar uma experiência cansativa.

3 - Ghost Trick: Phantom Detective

Criado pelo mesmo autor da série Phoenix Wright, Ghost Trick foi um dos jogos mais surpreendentes da Nintendo DS, oferecendo uma mecânica bastante original. No início da aventura, Sissel é um fantasma que acaba de tomar consciência e descobre que morreu, tendo até ao amanhecer para descobrir o que lhe aconteceu. Sendo um espírito, ganhou a habilidade de possuir objetos que estejam na sua proximidade e provocar uma série de efeitos nos mesmos. Ao mesmo tempo, descobre um misterioso poder de recuar no tempo quando assiste à morte de alguém, podendo assim agir de forma a salvar a vítima.

O jogo apresenta, assim, diversos cenários de mortes criminosas e acidentais que vão ocorrendo ao longo da noite, que terão de ser evitadas pelo jogador ao interagir com os objectos existentes na cena do crime. Entretanto, através destas situações, a história vai também desvendando aos poucos o que realmente aconteceu nesta noite fatídica. Quem é Sissel e qual é afinal o motivo da sua morte? Um puzzle brilhante, acompanhado por uma história de mistério recheada de personagens fantásticas e carismáticas, bem ao estilo do seu criador.

2 - Dragon Quest IX: Sentinels of the Starry Skies

Se há género em que a Nintendo DS foi raínha, terá sido nos jogos de RPG japoneses. Numa época em que os títulos do género falhavam em impressionar nas consolas domésticas, a DS viu lançamentos de qualidade serem publicados uns atrás dos outros, incluindo algumas experiências bastante originais. No entanto, o que mais se destacou neste género foi um dos melhores títulos lançados para a plataforma: Dragon Quest IX, desenvolvido pela Level 5 em conjunto com a Square Enix.

Este é um RPG bastante tradicional que inclui elementos modernos na sua jogabilidade para tirar partido das funcionalidades da consola sem defraudar as expetativas dos fãs deste género, com uma longa história de aventura que pode ser jogada a solo ou com até mais 3 amigos em multijogador local. Apesar disso, o jogo manteve a mecânica de batalhas por turnos típica de Dragon Quest, dando tempo aos jogadores para combinarem a tática de jogo, numa experiência única que merece ser revisitada. Ninguém é realmente fã de RPGs japoneses sem ter experimentado Dragon Quest IX.

1 - The Legend of Zelda: Phantom Hourglass

Um dos maiores desafios da Nintendo DS desde o seu lançamento, foi o de se afirmar como uma excelente plataforma para jogos "tradicionais" apesar das suas características estranhas como incluir dois ecrãs ou até mesmo o ecrã tátil. Seria possível desenvolver-se algo como um Legend of Zelda sem ter de sacrificar a experiência de jogo? E a resposta não foi apenas que era possível, mas que o jogo seria excelente!

The Legend of Zelda: Phantom Hourglass é um jogo controlado com todos os elementos da Nintendo DS, exceptuando apenas os botões. A Nintendo desenvolveu um esquema de controlo simples com base no ecrã tátil, com interações intuitivas para as diversas ações que link poderia fazer, baseando-se apenas no local do toque ou tipo de deslize do estilete no ecrã. Já os seus itens poderiam incluir ações mais complexas, tal como o bumerangue cujo percurso poderia ser desenhado pelo jogador no ecrã, ou o mapa onde era possível tomar notas ao longo da aventura.

O jogo é uma sequela directa de The Wind Waker, da GameCube, e adopta um estilo gráfico semelhante dentro das limitações da DS, mas a sua história é completamente independente. Aqui, Link viaja de ilha em ilha num barco cujo percurso é desenhado pelo jogador no ecrã, em busca da sua amiga Tetra. Como é típico em jogos da série, existem muitas masmorras para explorar recheadas de monstros e enigmas para decifrar - incluindo um que dá todo um novo sentido ao formato físico da Nintendo DS. Teve ainda direito a uma excelente sequela, Spirit Tracks, que utiliza uma jogabilidade idêntica mas substitui as viagens de barco por um comboio e permite controlar a Zelda para além do Link, oferecendo puzzles mais complexos.
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