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27 de fevereiro de 2015

Pokémon Bank: Recebe as evoluções dos starters de Johto!

 
Já se encontram disponíveis no Pokémon Bank os starters da segunda geração, Meganium, Typhlosion e Feraligatr, os três com Hidden Abilities especiais que vos irão dar uma boa vantagem nas batalhas. Para os receber basta terem o vosso Pokémon Bank ativo, e os 3 pokémon encontram-se lá à espera para serem transferidos para as versões Pokémon X/Y e Omega Ruby/Alpha Sapphire. Como nota de aviso, esta distribuição irá decorrer até dia 30 de novembro deste ano!

Falando um pouco dos pokémon em questão, Meganium (tipo Grass) vem com a habilidade Leaf Guard, que faz com que este pokémon não seja atingido por estados especiais como Sleep ou Poison, enquanto a batalhas estiver sobre luz solar intensa. Este pokémon vem ainda preparado com Sunny Day, de modo a tirar partido do seu potencial.


 
Estes 3 Pokémon acompanharam a aventura dos jogadores em Gold/Silver, lançados na Europa em 2001. 


Thyplosion (tipo Fire) tem a habilidade Flash Fire e torna-o invencível contra ataques do tipo Fire. Além disso os seus ataques desse tipo dão mais 50% de dano, e vindo equipado com Overheat, Flame Wheel e Flame Charge, este pokémon está mais que pronto para tirar todo o potencial da sua habilidade.

Por último Feraligatr (tipo Water) vem equipado com Sheer Force, uma habilidade que aumenta o dano dos seus ataques a 30%, a custo de retirar os efeitos secundários causados no oponente. Crunch e Ice Punch são destes ataques, mas o aumento no dano que provoca torna-o um oponente a temer.

Deste modo, se já têm o vosso Pokémon Bank em funcionamento, não percam mais tempo! Para os que ainda não pensaram em adquirir esta muito prática ferramenta, onde podem guardar imensos pokémon e facilmente trocar entre a versões desta geração, talvez esta prenda vos dê um incentivo extra.

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20 de fevereiro de 2015

Pokémon Shuffle


As consolas portáteis sempre foram uma boa morada para o género de jogos de puzzle, desde a imensa popularidade que a GameBoy conseguiu nos anos 90 com o incontornável Tetris. É um género com uma infindável quantidade de variantes, muitas em torno do conceito de juntar 3 ou mais peças do mesmo tipo dentro de uma grelha. Com a popularização dos smartphones nos últimos anos e as suas aplicações gratuitas ou de muito baixo custo, a percepção do que vale um jogo de puzzle foi profundamente alterada na mente dos jogadores. Jogos como "Candy Crush" no Ocidente ou "Puzzle and Dragons" no Japão tornaram-se verdadeiros fenómenos de popularidade que podem ser descarregados a custo zero, embora venham recheados com formas de aliciar o jogador a pagar por conteúdos extra ou até mesmo para que possam continuar a jogar ao fim de algum tempo.


A última entrada de Pokémon no mundo dos puzzles foi com Pokémon Link: Battle!, que terá servido como base ou pretexto para este novo Pokémon Shuffle. A mecânica de jogo é semelhante e consiste em trocar duas peças da grelha de forma a juntar 3 ou mais semelhantes e fazê-las desaparecer, desencadeando uma reação em cadeia e provocando um ataque ao pokémon que se encontra no ecrã superior, baixando a sua energia. Neste novo jogo não existe barra de energia do jogador, mas sim um número de movimentos em que se deve terminar o tabuleiro, sob pena de se perder uma vida e ter de recomeçar. O puzzle fica completo quando o pokémon adversário fica sem energia, seguindo-se uma fase rápida de captura que depende um pouco da sorte e do desempenho do jogador.

Todo este sistema é bastante interessante, mas infelizmente está minado com tentativas de convencer o jogador a gastar dinheiro em pequenas transações. Quando se inicia, o jogo oferece ao todo 5 corações (as "vidas" em questão). Para jogar um tabuleiro, é preciso gastar um coração, significando que 5 puzzles seguidos bem sucedidos são o suficiente para esgotar as vidas e ter-se de esperar que os corações sejam recuperados com o passar do tempo. Ou então, adquirir mais corações usando jóias, umas pedras muito raras que podem ser encontradas dentro do jogo, ou compradas na Nintendo eShop por €0,99 cada uma. Assim se gasta um Euro para comprar uma jóia que depois pode ser trocada por 5 corações, ou seja, 5 tentativas para jogar. Não esquecer que, em caso de derrota, essa vida foi gasta em vão e, no caso de se falhar a captura do pokémon no final do nível, há uma grande tentação de voltar a tentar.

   

A captura dos pokémon permite definir a equipa de jogo, ou seja, as peças que irão surgir no ecrã. Respeitando as regras da série, os elementos de cada pokémon afectam o seu desempenho, sendo mais forte um ataque de erva se for utilizado contra um pokémon de água do que contra um de fogo, por exemplo. Além disso, conforme vão sendo utilizados em batalha, as criaturas irão também subir de nível, causando ataques mais fortes. A existência de um limite de movimentos faz com que seja tão importante a optimização da equipa como a escolha cautelosa dos movimentos com o objetivo de provocar a maior reação em cadeia possível.

Há ainda um conjunto de itens que podem ser utilizados no início de um puzzle, para facilitar a vida ao jogador. Estes podem ser adquiridos através de moedas, que vão sendo lentamente acumuladas conforme se vai jogando e passando puzzles, mas podem também ser adquiridas com as mesmas jóias que estão disponíveis na eShop. Uma jóia, neste caso, permite obter 3000 moedas, sendo que um item simples como aumentar o número possível de movimentos no puzzle (+5 movimentos) irá custar 800 dessas moedas. Outros, como diminuir a dificuldade do pokémon adversário, ja podem chegar às 9000 moedas. Outra oportunidade de gastar dinheiro ocorre no final, caso a captura falhe com uma pokébola normal, com a possibilidade de adquirir uma bola mais potente em troca de mais moedas.


Este não é o único jogo do género construído à volta deste modelo de negócio e até está longe de ser o pior exemplo de como a implementação de microtransacções pode arruinar uma experiência, mas também não é o melhor. O jogo Puzzle And Dragons mostra-se uma fortíssima inspiração para este Pokémon Shuffle, incluindo a questão da stamina (corações) e das jóias que permitem comprar melhorias, mas também um sistema de "check in" e puzzles especiais disponíveis durante um certo período de tempo. É uma referência importante porque implementa de forma bastante melhor todas as problemáticas referidas, incluindo um bom equilíbrio de tempo de jogo gratuito. O maior problema de Pokémon Shuffle é tão simples como a velocidade com que se gastam os 5 corações a que se tem direito gratuitamente, e que depois levam bastante tempo a recuperar.

Pokémon Shuffle tinha tudo para ser um óptimo jogo com uma mecânica viciante, se desse a oportunidade do jogador se viciar. Depois de um tutorial mais extenso do que é habitual neste género que devia ser auto-explicativo, resolvem-se alguns puzzles e acabam os corações. Volta-se no dia seguinte, ou então gasta-se dinheiro para poder continuar a jogar, mas não por muito tempo. Houvesse uma opção para adquirir o jogo de uma só vez e eliminar a questão do número de vidas, até se compreenderia a tentativa de vender os restantes itens que facilitam o jogo, embora não se recomendasse a sua aquisição. Da forma que foi criado, é um jogo onde se esbarra mais vezes com limitações à diversão do que aquelas em que se torna uma experiência realmente divertida. Recomenda-se o download da aplicação, mas que não se gaste um único tostão. Boa altura para rever os controlos parentais na consola.

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Persona Q: Shadow of the Labyrinth


A série Shin Megami Tensei é conhecida também pelos seus vários spin-offs, e desses Persona destaca-se um pouco, por rapidamente se ter tornado na sua própria série. Nestes jogos um grupo de adolescentes lida com situações bizarras e algo macabras, rodeados de um certo espírito de mitos urbanos, e como resultado surge um ambiente que tem conseguido cativar imensos fãs durante os quatro títulos, e muitos deles aguardam agora pelo 5.º jogo.

Quando anunciado, Persona Q ganhou logo interesse por reunir os personagens de Persona 3 e 4 num só RPG, dois jogos que têm recebido imensa atenção através de filmes e séries de animação, para além dos seus próprios spin-offs. O seu diferente estilo artístico causou algum impacto, mas rapidamente fez sentido devido ao 3.º elemento presente: a série Etrian Odyssey, cuja jogabilidade servem de base nesta aventura.


No estranho mundo deste jogo decorre um festival cultural, numa escola onde os personagens não conseguem fugir. Após alguma investigação deparam-se com um curioso labirinto repleto de Shadows, criaturas que estão habituados a enfrentar no seu próprio mundo. Rapidamente todas as personagens se encontram, e dão início ao que acaba por ser um festival repleto de eventos e uma ligação dos personagens nunca antes visto na série. A eles juntam-se os misteriosos Rei e Zen, dois personagens exclusivos deste jogo, que adensam ainda mais todo o mistério presente.

De um certo modo existem duas histórias, pois após escolher o protagonista acompanhamos mais de perto os personagens do seu jogo, para além do início de história diferente. Já a história principal é a mesma para os dois, mas curiosamente o nosso protagonista é silencioso, enquanto que o segundo tem todo um conjunto de diálogos, mudando o jogo a um ponto de vista mais pessoal. No geral o envolvimento dos personagens no grupo funciona perfeitamente, mesmo quando presentes personagens secundárias dos jogos originais.


O enredo desenvolve-se à medida que exploramos os labirintos, que preenchem grande parte do jogo, e tal como em Etrian Odyssey temos de os cartografar no ecrã tátil, desenhando e marcando nele elementos importantes como atalhos, pontos chave ou até mesmo FOEs, inimigos que nos derrotam em poucos turnos, mas que podemos evitar por completo. Cada labirinto segue um tema muito específico, tal como podemos encontrar em diversos festivais escolares japoneses, e estes temas não só adornam os cenários, como criam temas específicos vincados na exploração dos labirintos.

Aos poucos vão surgindo novos desafios, e a exploração é acompanhada por quebra cabeças, sejam eles através do cenário ou causados pelas ações dos FOEs. O resultado é bastante interessante, pois oferece algo mais do que apenas percorrer os vários andares para, no final do labirinto, enfrentar o boss. Esta exploração também não é constante, e regularmente damos uma pausa para descansar, vender os espólios dos monstros que nos permitem comprar novos equipamentos, ou acompanhar os diversos eventos que decorrem na escola, desenvolvendo ainda mais os personagens.


Como já referido, o estilo artístico pode causar algum impacto inicial, mas rapidamente nos habituamos a ver assim os personagens, não imaginando-os neste jogo de qualquer outra forma. Visualmente no geral está bem conseguido, com cenários bastante detalhados. No geral o efeito 3D é bastante positivo, fora nas sequências de diálogo que alguns efeitos provocados arruinam-o por completo. Infelizmente as sequências de animação surgem em pouca quantidade, sendo que as presentes, mesmo não tirando partido do efeito 3D, dão algo extra ao jogo.

A banda sonora é o que poderíamos esperar de um autêntico Persona, mantendo o estilo bem vincando dos jogos originais, onde se destaca a música de batalha, que surge em duas versões, mudando dependendo do protagonista escolhido. O voice-acting surge também em força, mantendo as vozes originais dos personagens e surge em grande quantidade, vital para as imensas sequências entre os personagens. Estes eventos tornam a exploração dos labirintos bem mais interessantes, e equilibram o ritmo pesado e monótono que estas masmorras poderiam ter.


As batalhas são uma fusão da série Persona e Etrian Odyssey, que embora tenham as suas semelhanças aqui é dado o devido destaque aos elementos característicos de ambas as séries. Por um lado temos a organização de membros ao estilo Etrian Odyssey, com 5 personagens no campo de batalha. Já de Persona surgem os diversos personas (demónios invocados pelos personagens) e o seu sistema de evolução, de um certo modo semelhante ao visto em  Shin Megami Tensei IV, os imensos ataques da série e ainda o All-Out Attack, em que o grupo ataca sem misericórdia os seus inimigos.

Curiosamente neste jogo todos os personagens são capazes de invocar vários personas diferentes (nos jogos originais apenas o protagonista o consegue), dando uma imensa flexibilidade na configuração da equipa, ideal quando queremos jogar com os nossos favoritos de ambos os jogos. Já Rei e Zen são incapazes de invocar personas, mas este duo funciona como um personagem só e as suas diversas habilidades tornam-os um par obrigatório no campo de batalha.


Rapidamente nos vemos a tirar partido das fraquezas dos inimigos, evoluir os nossos personas de modo a ter uma equipa de alto calibre, e como recompensa facilmente percorremos os diversos andares dos labirintos. Os vários modos de dificuldade convidam qualquer um a experimentar o jogo, que vão do mais fácil para quem quer simplesmente seguir a história, aos mais difíceis para quem procura um desafio. Também a aventura pode ser interrompida a qualquer momento, não sendo de modo algum um incómodo estar o jogo numa portátil.

Há imenso para explorar no jogo, desde os vários personas para evoluir ou fundir (criando novos monstros), várias quests que nos vão sendo propostas, ao estilo Etrian Odyssey, à interação constante entre personagens. Recorrentemente temos eventos que não nos dão quaisquer recompensas, mas desenvolve bem os personagens, tornando-se uma recompensa por si só. O resultado consegue ser bastante mais do que um simples mash-up de títulos diferentes.


Persona Q é um jogo obrigatório para os fãs de ambos os títulos, pois acrescenta algo de novo aos personagens que já conhecem bastante bem. O seu ambiente único descrito como um festival, é de facto memorável, e o jogo consegue não só responder ao esperado pelos fãs de Persona, como pode cativar os que não conhecem a série, puxando pela sua curiosidade.


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19 de fevereiro de 2015

New Nintendo 3DS XL - um vídeo de "unboxing" em 3D!


A Nintendo teve a gentileza de oferecer ao Meus Jogos DS uma consola New Nintendo 3DS XL (edição azul metálico) novinha em folha, e não poderíamos deixar de partilhar com os nossos leitores um vídeo de unboxing deste sistema. Aproveitando o facto de já dispormos de uma New Nintendo 3DS (que foi comprada na campanha de Embaixadores do Club Nintendo), decidimos fazer um vídeo algo diferente que mostrasse as capacidades da consola!

Uma das novidades menos publicitadas da New Nintendo 3DS é o seu browser bastante melhorado que agora permite visualizar vídeos em 3D a partir do YouTube ou outros serviços de vídeo. Ainda menos publicitada é a possibilidade de carregar a partir do browser os vídeos gravados na N3DS, incluindo o upload de vídeos 3D para o YouTube! Para o fazer, basta aceder a youtube.com/upload a partir do browser, selecionar o vídeo e depois ter alguma paciência pois o processo pode demorar um pouco.

Eis, então, o Unboxing da New Nintendo 3DS em 3D, que pode ser visualizado no browser da vossa consola! Podem aceder diretamente no browser da consola através do link http://tinyurl.com/N3DSunboxing


No entanto, como acreditamos que muitos dos interessados neste unboxing ainda não tenham uma N3DS para visualizar o vídeo acima, decidimos repetir o processo, desta vez em formato mais tradicional, onde podem ver ainda a comparação de tamanhos entre a N3DS "normal" e o modelo XL.



Podem contar com uma análise à N3DS XL e uma comparação entre os dois modelos para breve!
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17 de fevereiro de 2015

MJDS apresenta: The Legend of Zelda: Majora's Mask - uma comic original


Já é conhecido dos leitores do Meus Jogos DS e participou com ilustrações da sua autoria em vários artigos especiais do blogue, mas desta vez o nosso caríssimo artista Joelchan [http://joelchan.deviantart.com/] em colaboração com o nosso Ivo Silva, superou todas as expetativas com esta comic inspirada em The Legend of Zelda: Majora's Mask, escrita em colaboração com o nosso Ivo Silva, e que agora nos orgulhamos de apresentar.

Esta é uma reimaginação do começo do jogo, que nos oferece uma nova perspectiva do ponto de vista do Skull Kid, e pode ser visualizada já de seguida. Aconselhamos a utilização do modo de leitura "full screen" para apreciarem ao máximo a qualidade deste trabalho! Esta comic é completamente gratuita e pode também ser descarregada em formato PDF aqui: [link]

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13 de fevereiro de 2015

Hoje é #Nintendo3DSDay: descobre aqui os novos lançamentos!


Esta sexta-feira 13 é um grande dia para os fãs da Nintendo, mas também um dia de azar para as suas carteiras, marcado por uma quantidade impressionante de lançamentos importantes! Por esse motivo, e para que nada fique esquecido, partilhamos aqui um breve resumo dos principais lançamentos do dia!

  • New Nintendo 3DS e New Nintendo 3DS XL - as novas consolas da Nintendo introduzem um novo 3D Superestável, novos botões e um melhor processador, além da compatibilidade com as figuras amiibo. Há ainda duas versões especiais da N3DS XL que provavelmente irão voar das prateleiras, dedicadas ao Zelda e Monster Hunter. Vejam a nossa análise ao modelo mais pequeno da consola aqui [link].
  • The Legend of Zelda: Majora's Mask 3D - o regresso de um grande clássico da Nintendo 64, agora com gráficos melhorados e melhor jogabilidade. Um jogo onde terás apenas 3 dias para salvar o mundo antes que comece o Carnaval [ver análise].
Reparem só no que está em plano de fundo da imagem :)
  • Monster Hunter 4 Ultimate - este jogo épico permite caçar monstros de dimensões e ferocidade impressionantes, seja a solo ou com amigos. Uma experiência intensa para os jogadores mais dedicados e que pode ser muito gratificante [ver análise].
  • Ironfall: Invasion - este shooter criado por um estúdio independente pode ser descarregado gratuitamente da eShop e experimentado enquanto demo, antes de se optar por adquirir a versão integral ou apenas a componente de jogo campanha ou multijogador. Nada como experimentar antes de comprar, certo?
  • Minijogos do Kirby - um é um jogo de luta, outro é um jogo de ritmo, e quem tiver jogado Kirby Triple Deluxe já os conhece bem. Kirby Fighters Deluxe e Dedede's Drum Dash Deluxe são novos níveis desses minijogos para quem achou que sabiam a pouco [ver análise].
  • Nintendo Anime Channel - este software gratuito permite ver episódios animé das séries Kirby, Pokémon e Inazuma Eleven em stream, prometendo mais conteúdos no futuro. Porque nem tudo nesta sexta-feira 13 tinha de ser a pagar!
  • Ace Combat Assault Horizon Legacy + - este é um jogo onde podem pilotar caças baseados em modelos que existem na vida real e, graças às figuras amiibo, personalizá-los com temas inspirados em personagens como o Super Mario, o Captain Falcon ou a Samus. Para os fãs dos aviões!
  • Capas decorativas para a New Nintendo 3DS e temas para o Menu Home das consolas da família 3DS, para os fãs da personalização gastarem os últimos trocos e dar um toque mais pessoal às suas portáteis.
"Querido, não te vais esquecer que amanhã é dia de S. Valentim, pois não?"
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MJDS Apresenta: Hyrule Melodia et Concordia, por Shiryu Music


É novamente um prazer para o Meus Jogos DS apresentar mais um álbum do grande Shiryu (Shiryu Music), desta vez um tributo à série Legend of Zelda que hoje celebra o lançamento do jogo Majora's Mask 3D, o remake para a Nintendo 3DS do clássico da Nintendo 64.

O álbum pode ser descarregado gratuitamente aqui [link] ou adquirido no Bandcamp [link], onde também podem ouvir gratuitamente em stream. Ao todo, são 15 temas dos diversos jogos desta magnífica série, reinterpretados por este artista já bem conhecido dos leitores do blog. Podem ainda encontrar mais informações sobre este álbum e o Shiryu no VGMdb [link] ou na sua página oficial em shiryumusic.no.sapo.pt/.

Finalmente, deixamo-vos com o álbum integral para escuta no YouTube. Boas aventuras!


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11 de fevereiro de 2015

Monster Hunter 4 Ultimate

Monster Hunter é uma franquia que goza de uma popularidade tremenda no Japão, mas que no Ocidente ainda é vista como algo de nicho no sector dos videojogos. Apesar de Monster Hunter Tri (MH3, Wii) e Monster Hunter 3 Ultimate (MH3U, Wii U/3DS) terem sido bem recebidos pelos fãs ocidentais da Nintendo, estes títulos nunca se elevaram ao nível de best-sellers, tanto que a quarta entrada na série principal se ficou pelo território japonês, deixando uma vaga que vem agora ser preenchida pela sua versão definitiva, com Monster Hunter 4 Ultimate (MH4U) a chegar mesmo a tempo do lançamento da New Nintendo 3DS e já tirando partido das novas funcionalidades desta consola, embora seja perfeitamente compatível com a 3DS original e restantes sistemas da família. Será agora que Monster Hunter conquista o Ocidente?


Esta é uma série bastante carismática, com características bem vincadas e que a demarcam dos restantes jogos de aventura ou RPG. O papel do jogador é de um caçador de monstros, que tem de se preparar para o combate recolhendo mantimentos e melhorando o equipamento, explorar o território, observar e analisar o monstro e, por fim, enfrentá-lo em combate. Se sobreviver, irá obter os espólios da criatura para melhorar as suas capacidades e, assim, enfrentar monstros ainda mais possantes. Ao contrário do habitual em videojogos, o jogador tem direito a uma barra de energia, mas as criaturas que enfrenta não. Não há indicativos do dano que uma arma está a causar ao monstro, tirando o impacto visual de cada golpe ou da reação provocada. Sabe-se que a fera está no limite das suas capacidades pela visível fadiga nos seus movimentos e não por valores numéricos.

Em MH4U, há todo um rol de novos monstros e territórios para descobrir, um novo ecossistema a explorar e novas armas e armaduras para equipar. O conteúdo novo introduzido em MH4 é apenas uma parte de tudo o que esta versão Ultimate tem para oferecer, mas é precisamente essa parte que torna este lançamento tão empolgante. Os cenários têm agora um relevo muito mais acidentado, com bastantes locais para escalar e dos quais é possível, por exemplo, saltar para cima de um monstro e montá-lo para o atacar. A juntar-se ao vasto arsenal, há ainda dois novos tipos de armas: a Charge Blade, uma combinação de escudo e espada que se fundem num machado gigante, e a Insect Glaive, que oferece uma jogabilidade muito dinâmica com uma espécie de bastão e um insecto telecomandado. Naturalmente, um herói mais acrobático permitiu também a introdução de criaturas bem mais ágeis, com um maior leque de ataques e movimentos do que o habitual.


A aventura começa quando o protagonista se junta a uma caravana que estava mesmo a precisar de um caçador para as suas aventuras. O líder da caravana adora viajar pelo mundo e descobrir os seus mistérios, estando agora a recrutar com o objetivo de decifrar o segredo de um artefacto que guarda consigo. A caravana irá passar por várias localidades, cada uma com diferentes problemas por resolver, mas todos relacionados com monstros temíveis que só um caçador poderá enfrentar. Pelo caminho, irão deparar-se com um monstro particularmente temível, chamado Gore Magala, que infecta pessoas e monstros com um estranho vírus. No entanto, não há monstro que não possa ser derrotado e, com a progressão na aventura, até o Gore Magala acabará por parecer uma criatura banal às mãos do caçador.

A sensação de progressão é onde se nota mais a maior acessibilidade de MH4U em relação aos títulos anteriores. Seguindo a tradição da série, a Guild é a responsável pela atribuição de missões que o caçador poderá depois aceitar, tais como caçar ou capturar um determinado monstro ou então simplesmente recolher mantimentos. A diferença é que este título tem muito mais das missões "boas" do que das chatas como ir pescar algum peixe específico. Embora continue a ser necessário recolher espólios e melhorar equipamentos (em Monster Hunter o personagem não evolui com a experiência, mas com o que tem equipado), o jogo assegura uma progressão natural a cada missão, sempre com um novo monstro a descobrir. É possível concluir o arco principal da história sem qualquer repetição, levando de forma empolgante umas cerca de 40h sem qualquer noção do tempo a passar.

Só depois desta fase do jogo é que se começa a sentir uma dificuldade mais acentuada, começando a exigir melhor preparação para as batalhas "High Rank" e a busca por equipamentos mais específicos. A sensação é comparável ao popular jogo Destiny, da Activision, que tinha uma progressão acessível até ao nível 20 e exigia muito mais dos jogadores que quisessem passar desse ponto, mas aqui numa escala muito mais impressionante de conteúdo. A verdade é que quem só queira jogar a história de Monster Hunter 4 Ultimate terá uma experiência bastante gratificante, ficando o resto apenas para os mais dedicados, que gostem de apanhar loot dos monstros e sintam um gostinho especial em utilizar uma armadura feita com materiais recolhidos da sua caçada. Para termo de comparação, em títulos anteriores da série, apenas os mais dedicados sobreviviam às entediantes horas iniciais de aprendizagem do jogo.


A jogabilidade propriamente dita é idêntica à de MH3U na Nintendo 3DS, mas com algumas melhorias. Houve uma preocupação com a acessibilidade do jogo, que se reflecte tanto nos menus um pouco mais simples como na explicação de tudo o que há para fazer no jogo que vai sendo feita de forma gradual e conforme as necessidades. O ecrã tátil oferece um conjunto de painéis configuráveis para que cada jogador tenha à distância de um toque as funcionalidades mais úteis, incluindo um botão virtual para controlar a câmara. Ao jogar numa New Nintendo 3DS, ou com o acessório Circle Pad Pro numa 3DS "antiga", é possível utilizar o novo C-Stick para controlar a câmara de forma mais intuitiva, libertando também esse espaço no ecrã para outras funções.

Já os gráficos são bastante diferentes do título anterior, apesar de utilizarem o mesmo motor e estilo artístico para a concepção dos monstros. O realismo de MH3U, que foi criado a pensar numa consola doméstica, deu lugar a cenários bem mais coloridos e contrastes realçados, o que funciona muito bem no ecrã da portátil. Tendo em conta o detalhe dos monstros e o número de jogadores e criaturas que podem estar presentes num combate, assim como a fluidez dos gráficos mesmo quando se joga com o efeito 3D ligado, são visuais excelentes para a Nintendo 3DS. Também neste aspeto o jogo tira partido das vantagens da New Nintendo 3DS, apresentando texturas mais detalhadas e melhorias a nível de iluminação. A banda sonora, por outro lado, assume um papel mais subtil no jogo, assinalando a presença de um monstro com o seu tema caraterístico, embora nunca sejam músicas memoráveis.


Um dos principais aspectos de Monster Hunter sempre foi a componente multijogador, que fez com que a série se tornasse um fenómeno de vendas no Japão em primeiro lugar. Pela primeira vez na Nintendo 3DS, é possível jogar online sem a necessidade de soluções ad-hoc, sendo uma experiência tão bem integrada como o modo de multijogador local. Para alternar entre modos, basta aceder ao mapa mundo e escolher jogar a Solo (offline), localmente ou online. Nos dois últimos, pode-se criar um lobby ou entrar num que esteja disponível, além de poder ver que amigos se encontram a jogar. Aqui existe um enorme conjunto de missões que podem ser jogadas independentemente do modo escolhido, mas que serão sem dúvida mais divertidas a quatro jogadores. Caso apenas dois estejam a jogar, cada um será acompanhado pelo seu Palico (um felino ajudante), o que poderá sempre ser uma boa ajuda em combate.

Das sessões online jogadas antes do lançamento (quando apenas se encontram outros críticos de videojogos), não se notou qualquer tipo de lag na experiência, sendo quase idêntico à experiência de jogo local em termos de jogabilidade. A principal diferença está na comunicação feita através de um teclado virtual no ecrã tátil, não havendo opção de conversação por voz. Entre jogadores experientes não será um problema, mas ao jogar com novatos irá sentir-se alguma dificuldade em explicar que não devem atacar num certo momento estratégico, por exemplo. Felizmente, a comunidade de Monster Hunter é conhecida por ser bastante compreensiva com os novatos, algo que provavelmente se manterá nesta nova edição com potencial a atrair novos jogadores.


Infelizmente, é provável que não seja desta que o Ocidente se rende à série, tendo em conta o estigma criado pela barreira de entrada em títulos anteriores. A verdade é que a série não tem um apelo universal, mas também não se pretende que tenha. MH4U é um jogo bastante acessível e tem a capacidade de atrair novos jogadores para a série, com a vantagem de acompanhar o lançamento de uma nova consola portátil da Nintendo, mas será sempre um jogo para um nicho de jogadores dedicados. É um dos jogos mais intensos na Nintendo 3DS, carregado de conteúdo que parece nunca acabar e uma das melhores experiências multijogador numa consola portátil.
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10 de fevereiro de 2015

Flash reviews: Kirby Fighters Deluxe e Dedede's Drum Dash Deluxe


Para além da aventura principal em Kirby Triple Deluxe, o mais recente título da série veio acompanhado por dois mini jogos, que trouxeram algo extra. Estes foram pequenos modos bónus que acrescentavam um pouco mais, mas o anúncio do seu lançamento em separado para a eShop deixou uma questão: terão conteúdo o suficiente para serem independentes?

Kirby Fighters Deluxe

Começamos por aquele que talvez seja o mais interessante, um jogo de luta onde o objetivo é demonstrar, afinal, qual é a habilidade de cópia mais forte de Kirby. A jogabilidade é bastante simples, como seria de esperar, e os diversos ataques são feitos com simples combinações de direção e o botão de ação. As transformações têm todas vários ataques, e no geral todas têm ataques bastante semelhantes, e deste modo no geral nenhuma fica em desvantagem.

Este jogo assemelha-se a Super Smash Bros., e nele temos dois modos: Single e Multi Player. O primeiro funciona como um modo Arcade (ao estilo modo Clássico em SSB), e nele enfrentamos vários Kirbies diferentes até chegar ao boss final. Já o modo Multi Player permite-nos ter lutas contra amigos localmente, onde cada um utiliza a sua habilidade favorita. Este jogo tira ainda partido do modo Download Play, ideal para jogar com quem não tenha o jogo.


Nesta versão temos novos cenários para escolher, e quem tiver Kirby Triple Deluxe recebe de imediato a habilidade Bell e Beetle, introduzidas nese jogo. As batalhas mesmo simples são bastante frenéticas, com a presença de itens que surgem nos cenários, um pouco ao estilo SSB. Um bom jogo para rápidas sessões com amigos, e que também consegue ser bastante desafiante quando jogado sozinho, através de modos de dificuldade superiores.



Dedede's Drum Dash Deluxe


Por outro lado temos um jogo de ritmo para um jogador, onde controlamos Dedede através de níveis onde temos de premir botões de acordo com o ritmo da música. Este é um jogo bastante acessível, sendo bastante fácil entrar no seu ritmo, e nesta versão contamos com 7 novas músicas face ao original, e ainda um modo de dificuldade novo que traz um novo desafio aos níveis presentes.

Para além de saltar de tambor em também, Dedede tem de se desviar de vários obstáculos, entre eles inimigos e outras armadilhas, enquanto não cai no abismo. Pelo caminho temos várias moedas para apanhar, tal como alguns bónus que nos dão uma melhor pontuação no final. Ao concluir o nível é nos atribuida uma pontuação, de acordo com o nosso desempenho.


Contudo peca pela falta das músicas da versão original, e perde uma boa oportunidade de adicionar todo um novo leque de músicas retiradas de vários jogos da série Kirby. Por este motivo, embora divertido é um jogo extremamente curto, e mesmo que convide a joga várias vezes, rapidamente obtemos boas pontuações e desbloqueamos todas as máscaras para Dedede.


No conjunto ambos os jogos acabam por ter pouca duração, o que nos deixa com a questão se o preço dado por ambos os jogos é realmente bem gasto. Fica na dúvida se funcionarão bem como jogos independentes, ou se não teriam sido melhor terem sido DLCs, e por si um motivo para pegar novamente em Triple Deluxe.
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Pokémon ORAS: recebe um Samurott especial!


Por último, chega finalmente a vez de Samurott mostrar do que vale. Tal como Serperior e Emboar, quem tiver Pokémon Omega Ruby e Alpha Sapphire poderá obter a evolução do starter de água da quinta geração. Para tal basta ir a Mistery Gift e inserir o código: POKEMON503

Este pokémon vem já preparado com a habilidade Shell Armor, que protege Samurott e faz com que qualquer ataque usado contra si não consiga fazer um Critical Hit. Sendo um pokémon de evento vem também numa Cherish Ball.

Dá-se assim por terminada a distribuição destes 3 starters. Quem sabe se o próximo passo será atribuir uma Mega Evolução a cada um deles? Nós cá esperamos.
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5 de fevereiro de 2015

Gunman Clive 2


Quando foi publicado na Nintendo eShop da 3DS, em finais de 2012, Gunman Clive foi um jogo verdadeiramente surpreendente que tinha surgido primeiro em plataformas mobile e só depois seria adaptado a uma consola de videojogos. Uma surpresa não só pela adaptação em si, mas também pela qualidade e originalidade do jogo em questão, especialmente tendo em conta que foi desenvolvido por apenas uma pessoa! Agora, o cowboy dos jogos indie regressa em Gunman Clive 2 para uma nova aventura, desta vez recheada de cor.

   

Para quem tenha jogado o original, a diferença visual é tão notória que dispensa qualquer comentário. Gunman Clive 2 é um jogo de plataformas e ação cheio de cor, com um grafismo 3D que aparenta ter sido desenhado à mão e, ao mesmo tempo, impressiona com a solidez do efeito estereoscópico na 3DS. Os cenários estão carregados de cores saturadas, o que faz com que sejam bastante distintos uns dos outros, aumentando assim a diversidade ao longo do jogo - uma cidade em chamas, uma floresta de bambu ou uma montanha gelada são caracterizadas ao extremo graças a esta opção artística.

A diversidade do jogo não se fica pela estética. Ao longo da aventura, são introduzidas novas experiências de jogo além de simplesmente andar em frente, saltar em plataformas e disparar contra inimigos. Sem querer estragar muito da experiência, níveis como o da floresta em que o herói prossegue montado num panda, ou aqueles em que a perspetiva de jogo muda e se avança em profundidade, são pequenas mas deliciosas surpresas que motivam a progressão do jogador.

   

E bem que será precisa essa motivação! Apesar de ser possível escolher a dificuldade do jogo, o verdadeiro desafio está em algumas sequências de plataformas que poderão ser frustrantes dada a sua exigência. Em certos momentos, os controlos parecem ser demasiado rígidos para o que se pretende, mas nada que não seja superado com a prática. Infelizmente, em alguns dos níveis mais longos o jogador sentir-se-á bastante penalizado ao ter de os recomeçar por ter falhado um salto específico no final. Por outro lado, o developer teve o cuidado de reiniciar automaticamente os níveis quando o personagem morre - a desistência não é uma opção para os bons jogadores!


Gunman Clive 2 é um jogo simples com um estilo artístico fortíssimo, que consegue misturar cowboys com robôs, pandas, dinossauros e patos numa única aventura. Com 3 personagens jogáveis (e um 4º desbloqueável), é um jogo com bom replay value e que incentiva quem gosta de um bom desafio a tentar os modos mais difíceis. O seu preço baixo faz com que seja uma oferta muito mais apetecível no mercado de jogos digitais da Nintendo 3DS, sendo um jogo indie bastante recomendado a quem gosta de jogos de acção e plataformas ou simplesmente aprecia jogos com um estilo gráfico mais demarcado do mainstream.

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4 de fevereiro de 2015

The Legend of Zelda: Majora's Mask 3D


Quando a Nintendo 3DS foi anunciada, a revelação do remake do clássico Legend of Zelda: Ocarina of Time para a nova consola com o efeito 3D estereoscópico deixou os fãs da série em euforia. Mas logo no dia que se seguiu ao lançamento, começaram os primeiros pedidos para que se aproveitasse este trabalho para fazer também uma adaptação da sua sequela, Majora's Mask, para a nova portátil. Agora que a New Nintendo 3DS se prepara para chegar às lojas, o desejo dos fãs torna-se realidade. No entanto, desta vez a Nintendo não se limitou a atualizar os gráficos, alterando profundamente uma parte da experiência. Terá valido a pena?

   

Lançado originalmente no ano 2000 para a Nintendo 64, Majora's Mask reutilizou muitos elementos gráficos de Ocarina of Time, mas foi um jogo profundamente diferente. Todo o jogo assenta numa estrutura temporal de 3 dias que se repetem vezes e vezes sem conta: no final do último dia, se Link não completar a sua missão, a Lua irá abater-se sobre Termina e os seus habitantes. Graças à Ocarina of Time (o instrumento musical), Link tem o poder de viajar no tempo e regressar ao início do ciclo, transportando consigo alguns itens importantes que vai adquirindo e lhe permitem assim progredir na aventura. Uma característica deste sistema com uma linha do tempo é que todos os personagens do jogo vão mudando ao longo dos 3 dias, reagindo aos eventos que lhes acontecem e com o quais Link pode interagir - por exemplo, a Anju nunca se irá reencontrar com o seu amado Kafei se o herói não der um pequeno empurrão nos seus destinos.

Foi um sistema único em toda a série, que fez deste um jogo muito mais focado no enredo dos personagens, embora boa parte desse conteúdo seja opcional para quem apenas queira derrotar o boss final e ver a sequência de créditos. Majora's Mask é um jogo muito pequeno para quem procura apenas um Zelda "tradicional", contendo apenas quatro masmorras para explorar, embora algumas (especialmente as duas últimas) figurem facilmente entre as melhores já vistas na série - talvez tenha sido o facto de serem tão poucas a fazer com que acabassem por ser tão memoráveis. A maior parte do conteúdo do jogo está no exterior, na interação com os personagens, aprender as suas rotinas, perceber como se relacionam e alterar o seu destino.


Tudo isto se consegue com a ajuda do Bomber's Notebook que, em Majora's Mask 3D, foi completamente reformulado. Ao conhecer ou interagir com um personagem num momento chave da sua história, o jogo toma imediatamente nota do evento na nova "agenda" que permite acompanhar todas as sidequests do jogo. O sistema mistura o conceito de quests tradicional dos RPG com o de achievements, mostrando numa espécie de to-do list todas as demandas que estão pendentes, assim como as que já foram realizadas. Na vista de agenda, é possível ver em que momentos há interações importantes com personagens e ainda marcar o alarme para lembrar de um evento à escolha. É uma facilidade que veio com o tempo e se pode questionar se seria necessária: no título original o jogo apenas mostrava um gráfico com os personagens e horários, agora até se pode ver onde estava o personagem na altura.

Não há nada do novo Bomber's Notebook que fosse impossível de implementar há 15 anos. O jogo obrigava a observar, experimentar, falhar e voltar a tentar ajudar os personagens. Com apenas um esquema simples, muitas destas interações dependiam apenas do interesse e motivação do jogador, além da sua aprendizagem do mundo em questão. O novo sistema vem facilitar bastante as coisas e incentivar a descoberta destas quests, bastante adaptado aos tempos modernos. Embora o sistema antigo fosse mais gratificante para quem investia realmente no jogo, o novo é uma grande melhoria em termos de acessibilidade e dá também maior destaque ao que é, afinal, a principal caraterística de Majora's Mask: conhecer o mundo e os habitantes de Termina.

   

Num jogo a quatro dimensões, é necessário um bom sistema para explorar a dimensão do tempo, que aqui consiste na Song of Time que pode ser tocado na ocarina. A versão original da música leva Link de volta ao início do ciclo de 3 dias (perto de 1 hora na vida real), mas a Inverted Song of Time permite desacelerar a passagem do tempo para o dobro, ideal para explorar tranquilamente, ou trazê-lo de volta ao normal. Já a Song of Double Time, que na Nintendo 64 permitia saltar para o amanhecer ou anoitecer mais próximo, permite avançar no tempo para qualquer ponto da timeline. Isto é particularmente útil para quando se está a seguir alguma demanda do Bomber's Notebook e se pretende saltar diretamente para a hora de um dado evento.

A estrutura do jogo está feita de forma a que estes ciclos de 3 dias permitam avançar progressivamente sem ter de repetir muitas ações feitas no anterior, pelo menos no que diz respeito à história principal. Normalmente, chegando a uma nova área, será tempo suficiente para descobrir uma forma de aceder à masmorra que lá se encontra, incluindo um atalho para que Link se possa teleportar. Voltando ao início da timeline, há agora tempo suficiente para explorar a masmorra e ver como o mundo em redor se altera após derrotar o boss. No entanto, caso se queira repetir o ciclo novamente e visitar a mesma área, bastará entrar na masmorra para poder aceder diretamente ao boss e, assim, visitar essa região livre do mal que a estava a assolar. Nesta nova versão de Majora's Mask, as batalhas contra os bosses foram alteradas para oferecer uma experiência mais desafiante em relação ao original, introduzindo até novas mecânicas em alguns casos - mais um ponto positivo desta adaptação.

   

Ao nível mais básico, a jogabilidade de Majora's Mask permanece inalterada, assente na utilização de máscaras e das diferentes transformações de Link, que pode assumir a forma de um Deku Scrub, Goron ou Zora. Alguns movimentos destas formas foram alterados, embora não de forma significativa. Já o uso do inventário foi completamente modificado para tirar partido do ecrã tátil da Nintendo 3DS, como já tinha acontecido com Ocarina of Time 3D, para além do giroscópio ser utilizado opcionalmente para controlar os itens na perspetiva da primeira pessoa, como o arco e flecha, por exemplo. A grande novidade neste campo está reservada para os detentores de uma New Nintendo 3DS ou de um acessório Circle Pad Pro para a 3DS e 3DS XL originais, podendo agora controlar livremente o ângulo de câmara do jogo.

A nível gráfico, o jogo sofreu uma grande melhoria em relação ao original, embora permaneça muito fiel ao seu estilo artístico. O resultado é um jogo com um aspecto semelhante ao que os jogadores da Nintendo 64 se irão recordar, embora bastante diferente na prática. Foram ainda acrescentados novos efeitos e detalhes, mas que se enquadram perfeitamente naquele mundo. Infelizmente, ao jogar em 3D surgem alguns "fantasmas" quando se joga em locais mais escuros, um problema que já ocorria em Ocarina of Time 3D e agora foi atenuado, mas continua presente. É também uma pena que não tenham puxado pela fluidez do jogo, depois de já se ter visto tantos títulos na 3DS a correr a 60fps mesmo com a consola em 3D - nem o facto da New Nintendo 3DS ter um processador melhorado foi aproveitado nesta versão para uma maior fluidez. Ainda assim, é um jogo visualmente impecável, mesmo que em 2015 não vá deixar ninguém de boca aberta.


Majora's Mask apresenta uma história sombria que se conta muito nas entrelinhas. Não é uma aventura épica, mas uma jornada pessoal inglória que acaba por se transformar em algo profundamente altruísta: nunca o nome do herói fez tanto sentido como nesta nuvem de personagens desencontrados. É o jogo mais diferente da série em estrutura, história e tonalidade e, também por isso mesmo, uma aventura a não perder - sejam fãs do jogo original ou o descubram agora pela primeira vez.


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