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30 de julho de 2015

Xeodrifter


Mesmo depois do seu 25º aniversário, a saga de Metroid deixa saudades, deixando os seus fãs à espera de um novo capítulo da saga. Mas no meio desta ausência surge Xeodrifter, um metroidvania da Renegade Kid (criadores de Mutant Mudds) lançado no final de 2014 nos Estados Unidos, que cativou muitos, não só pelo seu estilo retro, mas também por ser uma aventura no espaço, agradando muito aos fãs de Metroid.


Nesta aventura o nosso astronauta tem uma grande missão de exploração, e após uma colisão com um asteróide se vê em apuros e próximo de 4 diferentes planetas capazes de serem visitados. A premissa é bastante simples e idêntica a muitos outros jogos ou filmes de ficção científica, e rapidamente nos deixa a explorar o jogo com muita pouca informação disponível, apelando ao sentido de exploração que o jogador tem.

Embora seja possível escolher qualquer um dos planetas, existe uma ordem para os explorar, pois vários obstáculos como água, "lava" ou barreiras diversas nos bloqueiam o caminho. Rapidamente nos vemos a enfrentar bosses e conseguir power ups que nos permitem ultrapassar esses obstáculos, e explorar a fundo cada um dos planetas. Existem vários inimigos para derrotar, entre outros perigos, mas este acaba por ser mais um jogo de sobrevivência devido a alguma escassez em encontrar itens para recuperar energia.

Contudo existe algum repetição nos inimigos, e embora encontremos novos monstros ao explorar novas zonas, estes repetem-se. São também muito traiçoeiros, e muitas vezes estão fora do ecrã já prontos a atacar, o que nos faz explorar o jogo com toda cautela. Os bosses em si têm mecânicas simples mas interessantes, mas infelizmente pecam muito por ser sempre o mesmo modelo com uma cor diferente.

O uso recorrente do mesmo boss é bastante infeliz, quando nos deparamos com um jogo bastante bonito, com um estilo retro e um uso de cores que se parece aproximar dos visuais encontrados num Game Boy Colour (mais do que os da NES), ajudado também pela banda sonora que nos recorda dos clássicos da portátil. O jogo tira muito bem partido do efeito 3D, criando vários planos de profundidade nos cenários, que podemos saltar entre eles, sem qualquer alteração da câmara, e embora vejamos o nosso personagem ao longe, tudo é bem definido e fácil de distinguir os diversos perigos no cenário.


Xeodrifter é um jogo bastante simples, embora muito desafiante, que nos deixa a explorar facilmente os planetas. Os controlo são bastante bons, e o sistema de equipamento/upgrades é bastante versátil, deixando-nos mudar a qualquer altura que configuração de arma queremos. É um bom metroidvania que se foca menos na ação e mais na sobrevivência, e embora pareça um pouco "incompleto", consegue preencher a falta de uma boa aventura Metroid, que parece estar perdida algures no universo.