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26 de setembro de 2014

Super Smash Bros. for Nintendo 3DS


Super Smash Bros. é uma das maiores franquias da Nintendo, que surpreendeu o mundo em 1999 ao juntar diversas mascotes da empresa como Mario, Link, Donkey Kong e Pikachu num só jogo de luta para a Nintendo 64. Ao longo das seguintes gerações de consolas, tornou-se num dos títulos mais aguardados pelos fãs, que desejavam uma nova iteração com ainda mais personagens e outras novidades. Passados 15 anos desde o primeiro título, a série chega pela primeira vez ao mundo das consolas portáteis, estreando-se na Nintendo 3DS.

A série Super Smash Bros. (SSB) celebra os vários universos da Nintendo, no entanto já se expandiu o suficiente para abranger grandes personagens históricas do mundo dos videojogos, incluindo agora o veterano Sonic (personagem da SEGA que se estreou em Super Smash Bros. Brawl na Wii), e os novatos Mega Man (Capcom) e Pac-Man (Bandai Namco). A história do jogo é praticamente inexistente, mas o conceito da série partiu de um conjunto de action figures da Nintendo que ganhariam vida e, sob o comando da Mão Mestra, lutariam entre si. Os cenários de combate representam essencialmente alguns jogos de onde estes e outros personagens famosos surgiram, apelando por um lado à nostalgia dos fãs e, por outro lado, dando a conhecer outros títulos menos populares – a série Fire Emblem foi uma das que mais beneficiaram no Ocidente com o destaque dado em SSB.

   

Este novo título para a 3DS, desenvolvido ao mesmo tempo que a versão para a Wii U (com lançamento previsto para breve), contém os mesmos personagens jogáveis, mas uma seleção diferente de cenários de combate, assim como modos de jogo distintos dos que estarão disponíveis na versão doméstica. É notável o esforço em representar bem as diferentes séries da Nintendo, assim como o cuidado em criar cenários inspirados nos jogos para consolas portáteis, quando aplicável. Por exemplo, nos cenários de Pokémon, é possível jogar em locais inspirados nos jogos Pokémon Black/White e Pokémon X/Y, em vez dos típicos estádios que têm marcado presença noutras versões de SSB.

Logo de início, existem mais de 30 personagens disponíveis para jogar, desde os célebres heróis e vilões da série Super Mario aos personagens de Zelda, Fire Emblem e Pokémon, sem esquecer a franquia Kirby que é sempre bem representada em SSB, por ter o mesmo criador. No entanto, onde SSB brilha é na inclusão de combatentes inesperados, como a Instrutora do Wii Fit ou o brilhante Habitante (do Animal Crossing), por exemplo. De facto, mesmo na ausência de certos personagens já vistos em jogos anteriores, mas com muitos outros a estrear, este jogo tem a melhor e mais variada lista de personagens jogáveis alguma vez vista num videojogo.

   

Ao contrário do normal em jogos de luta, os personagens não possuem uma barra de energia, mas sim um contador de percentagem, que vai subindo conforme levam dano dos adversários. Quanto mais sobe a sua percentagem, mas fácil é serem arremessados para longe com um ataque, adicionalmente ao poder de arremesso dos diferentes ataques dos personagens. O objetivo do jogo é, então, subir a percentagem dos adversários e conseguir arremessá-los para fora do ecrã, contando assim como um "KO". É possível combater com tempo limite, contando no final os pontos com os KOs marcados e sofridos, ou então por vidas, onde cada personagem tem um número fixo de vidas e vence o último sobrevivente.

Em combate, as mecânicas resumem-se a ataques normais, que podem ou não ser carregados, e ataques especiais, que são os maiores diferenciadores dos personagens. Esta simplicidade faz com que o jogo seja acessível a qualquer pessoa, seja ou não um jogador experiente. Mas são as subtilezas que fazem deste um jogo onde é bastante difícil ficar-se um perito, desde conhecer bem todos os personagens aos pormenores dos seus ataques, aliando a capacidade de tomar decisões rapidamente. Movimentos como agarrar e desviar são essenciais para jogar contra os melhores, ou contra o CPU nas dificuldades mais intensas.


Um factor fundamental para a jogabilidade num título deste género é a sua fluidez, pelo que é extraordinário ver SSB a correr numa consola portátil a 60fps. Para este efeito, foram usadas algumas técnicas como baixar a taxa de refrescamento dos cenários e de outros elementos de jogo como os troféus e pokémon assistentes que surgem de itens. Este artefacto é mais perceptível quando se joga com o 3D ligado e em cenários de maiores dimensões ou combates onde muita coisa acontece ao mesmo tempo. Mas o realmente importante, a jogabilidade, nunca é afectada com os personagens jogáveis a funcionar sempre com a maior fluidez.

Ainda assim, pouco importaria a fluidez se o grafismo não tivesse à altura das expetativas e, também aqui, o jogo não desiludiu. Os gráficos são o que se pode esperar de uma versão mais moderna do Super Smash Bros. Brawl (Wii) e reduzida para o ecrã da 3DS. A baixa resolução da consola fazia temer que o jogo se tornasse imperceptível, mas o tamanho dos cenários e a definição dos personagens fazem com que seja tão fácil de jogar SSB numa portátil como na TV em jogos anteriores da série. Para ajudar, existe ainda um pequeno contorno (configurável) que permite distinguir melhor os personagens dos cenários e o efeito 3D da consola que lhes confere uma solidez adicional.

SSB na 3DS é um grande teste às capacidades da consola e mostra que esta quase não esteve à altura do desafio. A equipa de desenvolvimento espremeu ao máximo todo o sumo que a consola pode dar, desligando funcionalidades do sistema que não são essenciais ao jogo como o acesso ao navegador de internet ou o Miiverse. O carregamento inicial do jogo é superior ao habitual e, ao desligar e voltar ao menu Home, a consola é automaticamente reiniciada. Durante o jogo propriamente dito, a consola nunca demonstra qualquer sinal de fraqueza. É fácil de perceber, no entanto, que a Nintendo tenha optado por desenvolver um novo modelo da 3DS com maior capacidade de processamento (com lançamento previsto para o próximo ano no Ocidente). Caso para dizer que o Super Smash Bros. deu um valente "smash" à Nintendo 3DS!


A decisão de criar um SSB portátil, mesmo que tenha puxado a 3DS ao último dos seus limites, foi uma escolha triunfante. Embora a série se tenha popularizado com as sessões de jogo a 4 em frente à televisão, o seu formato é perfeitamente adequado a pequenas sessões de jogo que podem ser feitas em qualquer lado. Seja por simples diversão ou para tentar completar um qualquer desafio, poder jogar SSB nos transportes públicos, no café ou até numa longa fila de espera é, por si só, um motivo para comprar uma consola portátil. Mas ainda melhor é poder desafiar amigos em qualquer lado, desde que também tragam consigo o jogo, ou encontrar um hotspot Wi-Fi e desafiar jogadores de qualquer parte do mundo.

O modo multijogador online permite não só combates amigáveis contra os amigos da Nintendo 3DS, permitindo ver quem se encontra a jogar naquele momento e entrar em salas criadas por eles, mas também competir contra desconhecidos em dois modos "Por Diversão" e "Por Glória". Esta divisão retrata muito bem a dualidade entre a acessibilidade e a dificuldade de Smash Bros. Se, por um lado, muitos jogadores se divertem em jogar casualmente (SSB também pode ser visto como um party game), outros levam a porrada muito a sério e procuram um ambiente mais competitivo.  Desta forma, cada um pode jogar online no modo em que se sente mais confortável. Durante o período de análise, o jogo esteve apenas disponível no Japão, pelo que ao jogar com desconhecidos podia experimentar-se ocasionalmente algum lag. Por outro lado, ao jogar contra amigos europeus que também se encontravam a analisar o jogo, o lag foi imperceptível, o que deixa antever uma boa experiência de jogo online desde que haja uma boa ligação.

O multijogador local é bastante mais abrangente e, além do modo "smash", permite jogar com amigos em vários dos modos de jogo existentes, geralmente em modo competitivo para até 4 jogadores em simultâneo, mas com alguns deles em modo cooperativo para dois jogadores. O jogo terá ainda a possibilidade de se ligar à versão da Wii U, permitindo transferir os dados pessoais para o outro jogo e até utilizar a 3DS como comando, o que será ideal para quando se visitar um amigo que tenha o SSB na Wii U mas disponha de poucos comandos em casa.


Uma das aventuras deste título é explorar os seus menus. Embora sejam simples e normalmente auto-explicativos, têm um sistema que obriga a selecionar várias opções até se poder começar a jogar uma partida. É uma questão menor e que vai desvanecendo com a habituação, mas que é bastante notória quando os principais modos de jogo para um jogador estão dentro da opção "Extras" do menu inicial. Aqui encontram-se diversos modos como o Clássico ou o Lendas Smash, mas também alguns minijogos e ainda as coleções de troféus e músicas que se vai colecionando. A secção de troféus é um verdadeiro tesouro de modelos 3D com personagens e objetos de dezenas de jogos, sempre acompanhados de uma breve descrição para recordar ou descobrir pedaços da história dos videojogos.

Dos diversos modos incluidos no jogo, destaca-se a Aventura Smash. Este foi um modo criado exclusivamente para a versão 3DS do SSB e é particularmente recomendado para sessões multijogador. Aqui, os personagens são colocados numa arena gigantesca durante 5 minutos, onde terão de derrotar inimigos de várias séries de videojogos, abrir cofres do tesouro e enfrentar alguns desafios, de forma a obter melhorias de estatísticas como força, defesa, salto e velocidade, por exemplo. No final dos 5 minutos, é atribuído um desafio, que poderá ser um combate entre os jogadores, uma corrida ou uma competição para ver quem derrota mais inimigos num certo tempo. Nunca se sabe qual o desafio que irá surgir, pelo que é importante ao longo da aventura ir-se obtendo todos os tipos de melhorias, já que um personagem muito forte acaba por ser inútil num desafio onde ganha o mais rápido a chegar à meta. É um modo muito divertido e que tende a ser um dos mais jogados em grupo.

A personalização dos personagens é uma das maiores novidades que este título acrescenta à serie, introduzida com a integração dos personagens Mii no videojogo. É possível criar até 8 personagens e optar por um de três estilos de lutador para cada Mii, escolher a roupa e o capacete, definir quais os seus ataques especiais e ainda personalizar as suas características para dar mais foco no ataque, defesa ou velocidade. O mesmo acontece com todos os outros personagens jogáveis, com 3 variantes para cada um dos seus ataques especiais e ainda as mesmas alterações de estatísticas dos personagens Mii. É aqui que se abre um potencial enorme de tentar criar o personagem perfeito para cada jogador, uma funcionalidade opcional mas excelente para os jogadores mais dedicados.


O novo SSB para a 3DS é um título completamente recheado de conteúdo e funcionalidades. Embora tenha uma lista menor de músicas disponíveis em comparação com o título anterior para a Wii, por exemplo (facilmente explicável pelas limitações de espaço em cartão), permite ouvi-las em modo leitor de música com headphones e a consola em modo de descanso. A qualquer momento durante uma batalha, é possível pausar e entrar em modo fotografia para guardar um snapshot no cartão SD. Há ainda uma lista extensa de desafios para completar e todo um menu de estatísticas para constatar quais os personagens favoritos, quais os que sofreram mais KOs, etc. Curiosamente, até a disposição de alguns itens no menu dá a entender que existe margem para o jogo vir a receber algum tipo de conteúdos adicionais.

Talvez o maior receio de qualquer fã de SSB fosse que este título parecesse inferior aos jogos anteriores, mas tal não aconteceu. Super Smash Bros. para a Nintendo 3DS é um jogo fenomenal que consegue agradar a gregos e troianos, fácil de aprender e difícil de dominar por completo. Um equilíbrio perfeito entre ser um divertido party game e um jogo de porrada bem hardcore, que explora ao máximo todas as potencialidades da consola. SSB é o jogo perfeito para ficar na 3DS para sempre, seja em cartucho ou em formato digital, e para jogar em qualquer altura, seja por 5 minutos ou até se acabar a bateria. Obrigatório.

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25 de setembro de 2014

Torneios de Super Smash Bros. (3DS) no Porto e Lisboa


De modo a promover Super Smash Bros. for 3DS a Nintendo, juntamente com as lojas PressPlay no Porto, e Spawn Point em Lisboa, lançarão cada uma um torneio do jogo, onde têm de estar apenas munidos com a Demo do jogo.

Usa este QR Code para descarregar a tua demo do jogo!

As moradas e contactos de cada loja são:

PressPlay Porto: Rua do Bonjardim 513, Porto.
Página oficial [link] — 22 096 5618

Spawn Point – Gaming Lounge: Centro Comercial Roma, piso -2
Página oficial [link]


Segue também a press release da Nintendo, relacionada com o evento:

Descarregue a demo de Super Smash Bros. for Nintendo 3DS e vá no próximo fim de semana às lojas PressPlay e Spawn Point para se habilitar a ganhar um exemplar do jogo.

24 de setembro – Se ainda não descarregou a versão de demonstração de Super Smash Bros. for Nintendo 3DSpara a sua consola portátil, tem agora mais uma boa razão para visitar a Nintendo eShop. A PressPlay Porto (no dia 27 de setembro) e a Spawn Point – Gaming Lounge (em ambos os dias do próximo fim de semana) vão convidar todos os fãs a visitarem estas lojas munidos da sua consola portátil Nintendo 3DS ou 2DS e quem apresentar a demo de Super Smash Bros. for Nintendo 3DS poderá participar num torneio cujo prémio principal será um exemplar do jogo, a par de brindes alusivos à série Super Smash Bros.. Todos os eventos irão começar às 15h00 e as inscrições para os torneios serão gratuitas e realizadas no próprio dia, diretamente nas lojas.

Para além dos torneios de Super Smash Bros. for Nintendo 3DS, a PressPlay e a Spawn Point têm planeadas uma série de atividades em que poderão participar todas as pessoas que comparecerem nas lojas com as suas consolas portáteis Nintendo 3DS e 2DS. Assim, para além de poderem conviver e ter encontros StreetPass com outros utilizadores, os fãs da Nintendo 3DS e 2DS poderão habilitar-se a levar para casa prémios como jogos e merchandising de algumas das séries mais populares da Nintendo.

A demo de Super Smash Bros. for Nintendo 3DS inclui o modo Smash e permite selecionar um de entre cinco lutadores – Mario, Link, Pikachu e os principiantes Habitante e Mega Man – para combater no cenário Campo de Batalha em animados despiques contra até três outros utilizadores que também tenham descarregado a demo para as suas consolas Nintendo 3DS e 2DS.

Descarregue a demo de Super Smash Bros. for Nintendo 3DS e comece já a treinar para os torneios que se irão realizar no próximo fim de semana, a partir das 15h00, nas lojas Spawn Point (em Lisboa) e PressPlay (no Porto). Leve a sua consola Nintendo 3DS ou 2DS e habilite-se a ganhar valiosos prémios, para além de conviver e encontrar as personagens Mii de outros fãs portugueses destas consolas através do StreetPass.


Para mais informações sobre os novos jogos Super Smash Bros. visite o site do jogo ou a respetiva página oficial no Facebook. Para mais informações sobre a Nintendo, visite www.nintendo.pt.
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Demo de Pokémon Omega Ruby e Alpha Sapphire disponível a 15 de outubro


De modo a saciar um pouco a vontade de explorar Hoenn em Pokémon Omega Ruby e Alpha Sapphire, a Nintendo irá lançar uma demo do jogo disponível a 15 de outubro! Estas demos irão ser distribuídas em Portugal através de eventos ou a partir de algumas lojas.

Para obter a demo basta conseguir um código de download disponível através de lojas como FNAC, El Corte Inglés ou Media Markt. Mas de modo a promover esse jogo estas mesmas demos estarão disponíveis nos seguintes eventos, que fazem parte do plano de distribuição:

Esta versão de demonstração contém elementos exclusivos nela que não estarão disponíveis nas versões completas dos jogos. Um dos pontos mais interessantes desta demonstração é a existência de um "conhecido pokémon" que poderemos encontrar durante a mini aventura, este que consegue mega evoluir, e que depois podemos transporta-lo para a versão completa do jogo.

Existem também vídeos do jogo que não poderemos encontrar em mais lado algum, sequências únicas de história, e cenários especiais se jogarmos todos os dias. Além disto, todos os items que obtivermos nesta versão, juntamente com os pokémon capturados, podem também ser transportados para o nosso jogo, o que nos dará uma certa vantagem face aos que não tiverem jogado esta demonstração.

A aventura começa, assim, já no dia 15 de outubro, com uma pequena amostra que serve como um aperitivo para o que nos espera em Pokémon Omega Ruby e Alpha Sapphire, disponíveis dia 28 de novembro!
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Pokémon Omega Ruby e Alpha Sapphire: Nintendo 2DS especiais e outras novidades

Durante as últimas semanas têm surgido algumas notícias que certamente irão agradar os fãs de pokémon, principalmente aos que impacientemente aguardam o lançamento de Omega Ruby e Alpha Sapphire. Falta cerca de dois meses para o seu lançamento, os fãs começam a ficar impacientes, e as novidades não parecem abrandar.

Em primeiro lugar, duas novas versões da Nintendo 2DS com um material transparente. Estas novas cores estarão disponíveis a partir de 7 de novembro, mas de modo a acompanhar o lançamento de Pokémon Omega Ruby e Alpha Sapphire, juntamente com o lançamento do jogo estarão disponíveis as mesmas versões mas com um jogo incluído cada (pré-instalado na consola), que corresponde a cada uma das cores.

Recentemente ficamos também a conhecer 3 novas mega evoluções:


Mega Gallade foi uma mega evolução bastante pedida (principalmente por Gardevoir ter direito a uma), e esta torna os ataques de Gallade mais fortes, acompanhados por uma maior velocidade e ainda a habilidade Inner Focus. Mantém, no entanto, a combinação de tipos Psychic/Fighting. Este é também um pokémon que irá acompanhar Wally, o nosso rival, durante a sua aventura.

Foi também revelado Mega Camerupt, que poderá pertencer à equipa de Maxie, o líder da Team Magma. Com esta mega evolução Camerupt ganha a habilidade Sheer Force, em que a sua força aumenta e todos os seus ataques com efeitos secundários tiram mais dano, mas ao mesmo tempo tornam-se incapazes de aplicar esses efeitos nos pokémon adversários.

Por último temos Mega Sharpedo, que possivelmente será utilizado pelo líder da Team Aqua, Archie, por ter um Sharpedo na equipa. Esta mega evolução aumenta as estatísticas de Sharpedo, garantindo-lhe um ataque melhorado, que juntamente com a habilidade Strong Jaw, será um oponente a temer.

Ficamos  também a conhecer melhor Primal Groudon e Primal Kyogre. O primeiro, a figura da capa de Omega Ruby, ganha a habilidade Desolate Land, que provoca uma intensa luz no campo de batalha, negando quaisquer outros efeitos de tempo, e torna os ataques de tipo Water ineficazes até que Primal Groudon saia do campo de batalha. Este pokémon ganha ainda um novo ataque exclusivo: Percipice Blades.

Já o Primal Kyogre ganha a habilidade Primordial Sea, que também previne que quaisquer movimentos ou habilidades de mudança de tempo consigam entrar em jogo. Curiosamente os ataques do tipo Fire também não conseguem ser usados. Primal Kyogre ganha também o novo ataque, e seu exclusivo, Origin Pulse.


Já são bastantes as novas mega-evoluções a explorar, e agora dois Primal Pokémon, uma novidade, o que cria bastante euforia nos fãs da série. Mas se até lá não conseguem esperar, será lançada uma demo brevemente, e podem ver mais informações aqui [link].

De resto, embora não restassem dúvidas foi confirmado que as duas novas versões de Pokémon serão compatíveis com o Pokémon Bank, o Poké Transfer e o Global Link.

Estamos a contar os dias até ao lançamento dos dois novos jogos, e certamente iremos tirar partido das novidades, e até lá, aproveitar o que a demo terá para oferecer! Até lá, fiquem com um novo trailer!

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19 de setembro de 2014

Antevisão: Bayonetta 2


Aproxima-se o lançamento de Bayonetta 2, um dos jogos mais aguardados para a Wii U, especialmente após ter sido anunciada a sua exclusividade para esta plataforma, já que foi financiado pela Nintendo. O primeiro Bayonetta foi bastante aclamado pela crítica, mas só agora chega a uma plataforma Nintendo juntamente com o lançamento da sequela. Os fãs de jogos de ação que não tivessem uma PS3 ou Xbox 360 na época, terão sentido bastante pena de não poder jogar Bayonetta, mas poderão agora na Wii U desfrutar da experiência em dose dupla.

Para ficarem a conhecer melhor o jogo original, recomendamos a leitura da nossa análise ao Bayonetta (versão Wii U), que poderão encontrar aqui [link]. Resumidamente, é um jogo de ação intensa onde controlamos uma poderosa bruxa conhecida por Bayonetta, com corpo desproporcional e habilidades fenomenais. É um jogo completamente exagerado que, por isso mesmo, se torna bastante divertido, com uma sobre-sexualização da protagonista que não podia ser um maior ultraje para os anjos celestiais que a querem derrotar.


Bayonetta 2 dá seguimento à história do primeiro jogo, embora não seja essencial tê-lo jogado previamente para perceber o que está a acontecer. Desta vez, alguns aliados demoníacos parecem ter-se virado contra a Bayonetta, o que resulta na alma da sua amiga Jeanne ser levada para o Inferno. A destemida bruxa terá, então, de descer ao Inferno para resgatar a amiga, mas não será tarefa fácil. Além de anjos e demónios, também um sábio a persegue, por motivos desconhecidos. O resultado é que o jogo começa recheado de ação e assim pretende continuar.

Esta sequela promete trazer de volta os melhores aspetos do primeiro título e intensificá-los, agora com maior variedade de inimigos, novas armas e um combate ainda mais refinado. A fluidez dos gráficos, para quem jogou o original numa PS3, faz com que o jogo pareça muito mais responsivo aos controlos, jogando-se numa espécie de 'transe' em que não conseguimos perceber como estamos a acompanhar a ação. Por outro lado, também tem um modo de controlo com o ecrã tátil e que mostra como seria o jogo num tablet, o que fará dele acessível a pessoas que não se entendem muito bem com jogos de ação mas gostariam de se iniciar ou querem jogar Bayonetta por quaisquer que sejam os motivos.


Um destaque deste jogo vai para o modo Tag Climax, onde dois jogadores se podem juntar através da internet para desafiar um conjunto de "Verse Cards" em modo cooperativo. Cada cartão representa um nível onde se deverá derrotar todos os inimigos da forma mais eficiente possível pois, embora seja um modo cooperativo, as melhores recompensas irão para o jogador que tenha o melhor desempenho. Por outro lado, basta que percam uma vez para voltar ao início e o esforço tenha sido em vão. Apesar das limitações da Nintendo Network, o jogo implementou formas muito acessíveis de encontrar jogadores, podendo encontrar amigos que estejam a jogar até mesmo no modo offline e facilitando os pedidos de amizade a desconhecidos com quem se jogue no modo multijogador.

A Platinum Games é uma empresa com provas dadas no mundo dos jogos de acção e Bayonetta 2 parece ser o culminar de uma longa experiência no género, após já ter impressionado os jogadores da Wii U com The Wonderful 101 (também exclusivo). O novo título chega à consola a 24 de outubro mas, até lá, poderão contar com uma análise do Meus Jogos DS!

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18 de setembro de 2014

Bayonetta


Um dos jogos que mais marcou a geração passada foi Bayonetta, um jogo que rapidamente ganhou imensos fãs que desde então aguardaram por uma sequela. A Platinum Games e a Team Little Angels, juntamente com a Sega, ainda hoje se podem orgulhar do jogo que desenvolveram, que chega finalmente à Wii U, com algumas surpresas incluídas!

Para quem não conhece, Bayonetta é um jogo de ação ao estilo Devil May Cry (o primeiro jogo feito pela mesma equipa), com um sistema de combate tanto simples de usar como gratificante. Os combates são uma autêntica festa, com imensas combinações de ataques para explorar, com várias situações de perigo onde temos de estar sempre atentos aos movimentos dos inimigos, anjos devidamente equipados que não ficam parados a observar os nossos movimentos. Para nos defender temos um arsenal de armas, entre elas pistolas, uma espada ou também um chicote, entre outras habilidades.

A versão Wii U traz algumas novidades, desde extras feitos a pensar no fãs da Nintendo, integração com o Miiverse, novos controlos que utilizam o GamePad, e ainda a opção de jogar com as vozes em japonês, o que irá agradar aos fãs que gostam de ter o voice acting original no jogo. De resto vem com as melhorias lançadas nas versões originais, com um frame-rate mais sólido e ausente de loadings longos e problemáticos que causavam algumas quebras no ritmo do jogo.

Bayonetta é uma das últimas Umbra Witches, e é capaz de "tudo", desde invocar demónios a transformar-se ela própria em criaturas. É também uma acrobata de excelência, capaz de eliminar dezenas de inimigos em meros segundos enquanto dança ou se coloca em posições mais provocadoras. As suas proporções são fora do normal, o seu andar digno de uma modelo. Não tem qualquer réstia de vergonha no que diz ou faz, e nunca perde a compostura, pois considera-se ela própria uma senhora de respeito. É impiedosa com os seus inimigos, no geral extremamente sádica, mas fiel aos seus princípios, e capaz de colocar sempre a segurança dos outros em primeiro.

O jogo chama à atenção por ser completamente over-the-top, repleto de momentos muitas vezes exagerados ou desnecessários, mas que definiram o jogo. Bayonetta tem tanto de sensual como sexual: é muito frequente vê-la em posições mais ousadas, a usar inimigos indiscriminadamente para o seu benefício, ou até o simples facto que a sua roupa é o seu cabelo, e enquanto luta vai-se "despindo" aos poucos. A própria história e sequências estão cheias de momentos absurdos, mas nada mais são que ingredientes extras para um caldo bem conseguido. Junta-se ainda uma banda sonora que mistura ópera, rock e pop japonês, que nada mais faz que embelezar o jogo.

Onde o jogo brilha é na jogabilidade, no ato constante de matar anjos através de combinações de ataques que mudam consoante a velocidade ou ritmo ao premir os botões. Para tal temos armas equipadas nas mãos e outras nos pés, e alternar entre as duas resulta em diversas combinações, muitas delas bastante devastadoras. Temos ainda o Witch Time, uma habilidade que ao desviar-nos de um ataque no último momento, congela o tempo por uns meros segundos. É empolgante ver Bayonetta lutar, e usar vários movimentos que muitas vezes invocam mãos gigantes ou enormes stilettos capazes de esmagar os inimigos. A cereja no topo do bolo surge quando preenchemos a barra de magia, e invocar uma máquina de tortura, geralmente eliminando de imediato um inimigo.

O novo sistema de controlos permite jogar usando apenas o ecrã tátil, feito a pensar no público não acostumado a este tipo de jogos. A jogabilidade é semelhante a jogos mobile dos dias de hoje, onde todos os movimentos são possíveis com um simples toque ou deslizar da stylus, e no geral o resultado é bastante positivo, embora menos interessante do que os controlos tradicionais. Um ponto interessante é poder partilhar qualquer momento do jogo com um simples toque no ícone do Miiverse sempre presente no ecrã, e ainda coloca um desenho ao estilo Stamp se quisermos usar.

No geral são muitos os inimigos para derrotar, desafios escondidos nos cenários com boas recompensas, e várias lutas contra bosses que muitas vezes envolvem mecânicas diferentes, com ainda alguns quick time events. Durante o jogo iremos encontrar várias vezes Jeanne, uma misteriosa personagem que funciona como nossa rival, e em vários aspetos é idêntica a Bayonetta, principalmente no seu estilo de luta. Tudo isto faz com que o jogo ainda se mantenha bastante atual, estando ainda entre os melhores do género, por ser bastante sólido e oferecer desafios aos mais dedicados. Ao mesmo tempo é bastante acessível através de dificuldades mais baixas, pois embora sejam muitas as combinações é possível derrotar os inimigos com o simples button mashing, mas menos gratificante pois apenas assistimos a meia dúzia de combinações diferentes.

Junta-se também à festa todo um leque de referências da Sega, desde serem chamados vários personagens bastante conhecidos, a momentos que vão buscar elementos ou músicas de grandes clássicos da companhia, e pelo caminho ainda encontramos algumas referências a jogos da Clover Studios como Viewtiful Joe ou Okami. Com a chegada à Wii U surgem novas referências à Nintendo, através de fatos especiais para a Bayonetta, de universos como Super Mario, The Legend of Zelda ou Metroid. Há alterações interessantes nestes fatos, desde jogar com a Peach e invocar os punhos ou pés de Bowser, ou para os fãs de Daisy (nós sabemos que andam por aí) com as mesmas alterações, jogar com a roupa de Link que substitui a espada de Bayonetta pela Master Sword, ou até equipar o Varia Suit de Samus, onde podemos até usar o seu Arm Cannon.

Nota: devido à falta de um trailer do jogo, fiquem com a demonstração do jogo na E3 de 2014

Não é difícil recomendar Bayonetta, e para os fãs de jogos de ação este jogo é mais que obrigatório. Mesmo que já tenham jogado o original na PS3 ou XBox 360 até à exaustão, jogar novamente na Wii U continua a ser diversão garantida. Repetindo o que já foi dito, Bayonetta é sádica, sensual, sexual, provocadora, violenta, sem escrúpulos e é precisamente o que a Wii U precisava, e merecia.

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17 de setembro de 2014

Hyrule Warriors


Não é típico da Nintendo deixar uma das suas principais franquias de videojogos nas mãos de uma empresa externa, especialmente quando se fala em The Legend of Zelda. Após uma terrível experiência nos anos 90 com a série na infame Phillips CD-i, apenas se abriu uma exceção para a Capcom, que desenvolveu grandes títulos para as portáteis da Nintendo com a sua supervisão. Mais atípico ainda é ver-se um spinoff da série, sendo o mais recente o minijogo Link's Crossbow Training para a Wii que consistia em pouco mais que uma 'shooting gallery'. Por este motivo, quando anunciaram um novo spinoff resultante do cruzamento da série com Dinasty Warriors, os fãs sentiram tanto de surpresa como de preocupação.

A Nintendo tratou cedo de evitar confusões: este não é o novo jogo da série Legend of Zelda para a Wii U, chama-se apenas Hyrule Warriors e é como um jogo da série Warriors, mas com a temática de Zelda. A gestão de expetativas é importante num caso destes, visto que existe muito pouco em comum entre as duas séries em questão.


De uma forma redutora, pode dizer-se que os jogos Warriors consistem num conjunto de heróis que lutam contra hordes intermináveis de inimigos, sendo principalmente gratificante eliminar dezenas deles com apenas um ataque. Em Hyrule Warriors, esses heróis e inimigos são retirados da série Legend of Zelda, dando um foco especial aos jogos Ocarina of Time, Twilight Princess e Skyward Sword. O modo principal do jogo consiste num conjunto variado de cenários onde existem diversas bases, algumas aliadas, outras do inimigo. Conforme se avança na história, os objetivos das missões vão variando entre capturar a base principal do adversário ou derrotar um comandante em particular.

A mecânica de jogo é bastante simples, com um botão para ataques normais e outro para ataques fortes, sendo que para cada personagem se traduzem em ataques diferentes. O jogo implementa um sistema de combos bastante básico de sucessões de ataques normais que culminam com um ataque forte. Há ainda duas barras de energia que permitem ataques especiais e um botão adicional para utilizar os itens equipados (arco, bomba, poção, etc.), mas tudo acaba por ser bastante simples. Houve ainda um cuidado em permitir optar pela configuração de botões típica de Zelda ou pelo estilo Warriors, tornando o jogo mais acessível aos fãs de cada série. Em cima disto, está uma pequena componente de RPG que permite subir de nível e obter novas habilidades.

No modo Adventure, a jogabilidade varia um pouco mais, havendo um mapa baseado no primeiro Legend of Zelda (NES), onde cada ecrã representa uma missão de jogo. Conforme o ranking e o personagem utilizado, é possível obter várias recompensas e desbloquear as posições seguintes do mapa. Por vezes, o ranking exigido para avançar é bastante injusto em comparação com a dificuldade média do jogo, mas nada que não se consiga com algumas tentativas extra. Mais frustrante é quando este modo obriga a repetir missões já concluídas só para obter itens necessários para desbloquear certos segredos.


Em qualquer dos modos disponíveis, a experiência torna-se mais agradável a dois jogadores em modo cooperativo, com um a jogar no GamePad e o outro na TV com um Wii U Pro Controller, especialmente porque permite dividir as tarefas nas várias missões e assim terminar mais rapidamente. Infelizmente, não existe qualquer modo de jogo competitivo, muito menos online – uma oportunidade desperdiçada, pois facilmente implementariam um modo de capturar a base do inimigo com este sistema.

À parte de permitir jogar a 2 localmente e em ecrãs separados, a utilização do GamePad foi reduzida ao mínimo essencial na Wii U. Está naturalmente presente o modo "Off-TV", mas durante o jogo normal apenas serve para apresentar o histórico das conversações entre personagens. O mapa e outras informações relevantes estão confinadas a um canto do ecrã da televisão, enquanto que o GamePad mostra apenas as barras de HP de personagens aliados e uma lista de texto. O jogo seria mais interessante se fosse possível ver o mapa no ecrã inferior e, por exemplo, poder instruir os NPC's aliados de forma a se dirigirem a uma determinada base ou outro local, adicionando assim uma componente extra de estratégia a um jogo que, em geral, é bastante monótono.


O principal argumento de venda deste jogo é a lista de personagens jogáveis da série Legend of Zelda e, nesse aspeto, o resultado é brilhante. Há uma lista bastante interessante de heróis e com escolhas menos óbvias pelo meio de muitos favoritos dos fãs, cada um com uma jogabilidade completamente diferente e que realça caraterísticas do próprio ou do jogo de que é proveniente. Os personagens são realmente espetaculares, e não só a nível dos ataques mas também das animações e 'vozes'.

Em boa (ou má) tradição de Zelda, os personagens não falam, mas há agora uma narradora que conta a história no modo de jogo principal. E como seria de se esperar num jogo que mistura vários universos da série, a história é absurda quanto baste. Embora alguns momentos sejam arrepiantes, de tão pouco sentido que fazem, outros são pérolas engraçadas para os fãs dos personagens em questão. É bastante gratificante controlar um vilão e ter como objetivo derrotar os 'heróis', explorando um desejo latente de muitos fãs.


A verdade é que o fan service deste jogo faz com que seja muito mais apelativo a quem gosta de Legend of Zelda do que a qualquer outra pessoa, a não ser que seja apreciador da série Dynasty Warriors. Este é o jogo de sonho de quem seja fã de ambas as séries, e tem suficientes alterações para que os fãs de Warriors não considerem este apenas "mais um". Os que são apenas fãs de Zelda irão realmente adorar a jogabilidade dos personagens e até perdoar o sistema básico de combos, mas não será fácil fechar os olhos a todo um rol de oportunidades desperdiçadas com este título.

Hyrule Warriors é um misto de jogo de ação e de estratégia, sem ser um jogo particularmente bom em nenhum dos géneros. No entanto, nunca deixa de ser gratificante matar dezenas de monstros com um só golpe, seguido de um contador a vermelho no ecrã. Muito mais Warriors do que Zelda, é uma boa entrada na primeira série, além de um bom spinoff da segunda e que se recomenda aos fãs mais dedicados. Outros poderão facilmente encontrar jogos de ação e/ou estratégia mais interessantes e gratificantes na Wii U.

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16 de setembro de 2014

Fantasy Life


E se vos dessem a oportunidade de viver uma vida diferente? Fantasy Life é o mais recente título da Level-5 e da Brownie Brown, e aposta num formato RPG um pouco diferente do que estamos habituados a receber nas consolas portáteis, mas ainda assim mantendo uma fórmula bastante tradicional que consegue cativar a audiência mais habitual do género.

Diante de nós temos o mundo de Reveria, onde reina a fantasia muito ao estilo dos contos de fadas. Conta a lenda que uma deusa acolheu este mundo e começou a concretizar os desejos de muitos, e na sucessão de eventos criou algo para dar um propósito de vida aos humanos, e os manter ocupados: uma "Life". Essas vidas resumem-se a 12 profissões, que funcionam como classes nos RPGs mais tradicionais, onde cada uma tem os seus próprios objetivos, habilidades e até mesmo modos de jogo diferentes. Quando criamos o nosso personagem temos de assumir uma Life: seja ela mais vocacionada para a ação como Paladin, Mercenary, Hunter ou Magician; uma ideal para recolher recursos como Miner, Woodcutter ou Angler; ou até mesmo uma Life onde criamos vários objetos, como Cook, Blacksmith, Carpenter, Tailor ou Alchemist.

Cada Life determina o estilo de progressão do jogo: ao assumir a vida de Magician ou Archer por exemplo, temos como objetivo enfrentar vários monstros, e para tal aprendemos magias que nos ajudam bastante. Por outro lado Cook e Alchemist não são tão aptos para a batalha, estando apenas limitados a simples ataques, mas compensam as suas fraquezas produzindo itens que nos curam, e até mesmo melhorar estatísticas. Já um Miner ou Angler servem para recolher objetos, muitos destes que não se encontram à venda nas lojas e são necessários para criar comida, armas ou equipamento. Tanto as Life de recolha como produção de objetos são excelentes para ganhar Dosh, a moeda do jogo, algo mais difícil de obter através das classes mais dedicadas para lutar. Deste modo o jogo não desfavorece nenhuma classe, incentivando até a trocar de Life sem graves consequências.

Dependendo da Life que optamos o jogo segue em ritmos diferentes, sendo umas classes mais acessíveis que outras em alguns aspetos, e por vezes a Life que optamos pode não adequar-se ao nosso estilo de jogo. A mecânica de batalha também é muito básica, sem estratégia e com pouco trabalho de equipa, resumindo-se apenas a atacar determinado inimigo até o derrotar. Também é recorrente dedicarmo-nos "demasiado" às quests da nossa Life, e ter a nossa progressão bloqueada por não termos avançado o suficiente na história.

A história do jogo é feita através de capítulos que aos poucos vão desvendado Reveria e os seus segredos, onde contamos sempre com a presença de Flutter, uma curiosa borboleta que aparenta saber mais do que demonstra. Acompanhando a história temos alturas em que podemos explorar Reveria como quisermos, progredir com a nossa Life ou arriscar e aventurar em dungeons mais difíceis, pois nestes momentos podemos estar acompanhados por outros personagens ou até mesmo outros jogadores através do wireless local ou pela internet. Há bastante liberdade no jogo e, deste modo, determinar o tempo que demoramos a terminar o jogo: nós é que marcamos o nosso ritmo, embora no geral possa ser um jogo bastante longo.

Para registar as nossas aventuras podemos tirar fotografias com um simples premir do botão Start ou Select, e guardar as imagens no nosso cartão SD. É um mundo que nos cativa, que nos abre a curiosidade para o explorar, com uma história associada a cada Life, tornando-as definitivamente únicas. Podemos enfrentar monstros temíveis, onde entre eles temos criaturas mais ferozes que, quando derrotadas, se transformam em Bounties para trocar por dinheiro, podemos procurar por árvores mágicas ou pedras raras, ou até mesmo jogar um mini-jogo de crafting para criar dezenas de comidas ou poções, e vender para ficar milionário.

Mas o jogo não se resume apenas a conseguir Dosh e experiência: ao concluir com sucesso os vários desafios de cada Life somos recompensados com Stars, que aos poucos vão aumentando a reputação que temos com a nossa Life (e ainda melhorar alguns atributos). Temos ainda o Bliss que vamos conseguindo ao cumprir certas façanhas, como concluir certas quests ou amealhar grandes quantias de Dosh. As recompensas de Bliss são bastante úteis, pois permitem-nos aumentar o espaço do nosso inventário, ou até mesmo ser possível ter um animal de estimação, entre outras coisas.

Como já referido, é possível jogar Fantasy Life com 2 amigos, quer localmente ou através da internet, embora que apenas seja possível nas alturas em que podemos explorar Reveria livremente, sendo impossível quando estamos a progredir na história. No entanto o multiplayer é excelente para explorar bem Reveria, recolher objetos ou Dosh e enfrentar criaturas mais difíceis, pois os personagens que podemos acolher na equipa não são tão fortes como outros jogadores. Existe ainda uma pequena mecânica de StreetPass, que ao encontrar um jogador o seu personagem irá estar por Castelia, e depois de encontrar várias vezes o mesmo jogador ele dá-nos um item.

Há mesmo muito para explorar, num jogo acompanhado por visuais bastante vivos que chamam à atenção de vários públicos, uma boa banda sonora que acompanha o estilo de jogo na perfeição, e conta ainda com sequências de animação que nos introduzem melhor ao mundo de Reveria. É um RPG de ânimo leve, pois permite a qualquer pessoa jogar com facilidade e avançar na história sem grandes problemas, mas ao mesmo tempo tem conteúdo para aqueles que gostam de dedicar horas seguidas ao grind excessivo, existindo bosses secretos com níveis extremamente altos, imensas receitas para vários objetos e ainda locais remotos que escondem recursos raros.

É um jogo que os fãs de Dragon Quest IX da Nintendo DS poderão ter interesse em explorar, pois é bastante semelhante a esse título em vários aspetos, desde as semelhanças das quests ao modo como o sistema multiplayer funciona (embora que um pouco mais limitado). Ao mesmo tempo é um jogo que os fãs de Animal Crossing poderão ter em atenção, pois assumimos uma vida diferente, ganhando reputação entre os personagens, e até mesmo subir na vida e comprar uma casa maior, e mobila-la a nosso gosto.



Fantasy Life é um dos mais fortes RPGs do ano a chegar à Nintendo 3DS, uma aventura que se resume a uma frase: "Get a life." Um jogo com um sistema que tanto vai buscar inspiração nos jogos mais clássicos do género, a estilos mais recentes, quase que parecendo um MMO (Massive Multiplayer Online) RPG de bolso em algumas ocasiões. Uma aventura onde decidimos o nosso rumo, quer sozinhos ou acompanhados por amigos, e que conta já com conteúdo adicional para prolongar ainda mais a aventura, no seu lançamento.


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