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Análises

31 de janeiro de 2014

Lucario junta-se a Super Smash Bros.


Após a sua estreia no jogo anterior, que causou algum impacto pois de algum modo acabou por substituir Mewtwo, Lucario regressa com todas as suas habilidades de aura e uma energia que parece interminável. Junta-se assim a Pikachu como os representantes da série Pokémon.



Este é um adversário a temer, caso se mantenha a sua capacidade de ser mais forte a cada vez que recebe dano. Sendo um pokémon do estilo Fighting Steel conta muito com a sua resistência, e um leque de ataques bastante eficazes. Por cá, ficamos curiosos se Mega Lucario irá aparecer de alguma forma, quer no seu Final Smash ou (quem sabe) como fato alternativo?

Este é apenas um de centenas de pokémon já existentes. Que pokémon gostariam de ver de regresso neste novo Super Smash Bros.? Ou existe algum que gostariam de ver em estreia?
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30 de janeiro de 2014

Satoru Iwata revela planos para o futuro da Nintendo


É do conhecimento geral que as vendas da Wii U estão, atualmente, muito abaixo do esperado. Apesar da grande qualidade de títulos como Super Mario 3D World, Pikmin 3 e Legend of Zelda: The Wind Waker HD, a consola doméstica da Nintendo tem tido sérias dificuldades em ganhar popularidade no mercado, o que levou a empresa a baixar as suas previsões de vendas para o ano fiscal corrente. Neste contexto, havia grande expetativa em perceber como a Nintendo iria dar resposta aos seus problemas no mercado.

Numa reunião de acionistas realizada hoje no Japão, o presidente Satoru Iwata apresentou os planos que a Nintendo irá implementar a curto e médio prazo, relativamente às suas consolas, o mercado móvel e uma nova plataforma de negócio.

   

Relativamente à Wii U, as notícias a curto prazo não são animadoras. Sem contar com o novo título da série Donkey Kong, não foi anunciado qualquer lançamento da Nintendo para a consola até à chegada do novo Mario Kart 8, em maio. O que significa que os primeiros 5 meses de 2014 ficam com apenas dois títulos importantes. Ainda assim, a expectativa é que Mario Kart 8 seja uma alavanca na popularidade da consola e que esse impulso seja aproveitado com uma série de lançamentos em seguida.

O GamePad é visto como um aspeto da consola que precisa de ser melhor aproveitado e publicitado, havendo planos para lançar vários jogos que tirem partido das suas possibilidades, incluindo jogos que usem o sensor NFC. Este será um esforço importante, visto que muitos títulos importantes da consola não fazem do GamePad um acessório essencial para a experiência. Uma atualização que será lançada este verão irá permitir ligar a consola diretamente para entrar num jogo a partir do Gamepad, reduzindo assim o tempo entre pegar no comando e começar a jogar.

Outra novidade é que o serviço de Virtual Console na Wii U irá passar a incluir jogos da Nintendo DS, a portátil que se tornou o maior fenómeno de vendas da Nintendo e que tem um fantástico catálogo de jogos. O exemplo mostrado consiste em mostrar os dois ecrãs da DS no GamePad, mas não se sabe ainda como a TV será utilizada neste contexto.


O tópico mais aguardado era, sem dúvida, a forma como a Nintendo iria abordar os dispositivos móveis, como smartphones e tablets. Iwata revelou que existem planos para criar um serviço dedicado a estes dispositivos, que será lançado até ao final de 2014, com o objetivo de reforçar os laços entre a empresa e os consumidores e comunicar o valor das suas ofertas de entretenimento nas consolas.

O presidente da Nintendo revelou ainda alguns planos para redefinir o conceito de plataforma de jogo, no sentido em que atualmente uma plataforma corresponde a um hardware especifico e que isso tem problemas inerentes. O consumidor tem uma relação direta com uma plataforma e, por causa disso, há uma perda de mercado no lançamento de uma nova consola apesar desta oferecer retro-compatibilidade. Com a criação do Nintendo Network ID, a relação entre empresa e utilizador passou a ser feita através de uma conta e não de um hardware específico, relação que será mantida em consolas futuras.

Além disso, o sistema de manter duas plataformas isoladas para consolas domésticas e portáteis cria uma série de barreiras que a Nintendo pretende eliminar de forma a facilitar o desenvolvimento. O presidente afirmou que não sabe se no futuro haja uma fusão entre o hardware doméstico e portátil, mas que o objetivo é que as futuras consolas funcionem como "irmãos". Também os modelos de negócio estão a ser repensados, incluindo a forma de vender jogos que, com base no NNID, poderá oferecer promoções como reduzir o preço dos jogos a quem compra mais, por exemplo. O objetivo é fazer com que os consumidores comecem a jogar mais jogos por ano, e estas experiências irão começar ainda durante o ciclo de vida da Wii U.

   

Finalmente, a revelação mais surpreendente (e enigmática) foi o anúncio de que a Nintendo está a investir numa nova área de negócio, onde tenciona lançar uma nova plataforma dedicada à melhoria da qualidade de vida (QOL - "Quality of Life"). O objectivo para os próximos 10 anos é lançar um produto que seja divertido e permita uma vida melhor em vários aspetos, começando pela saúde antes de abordar temas como aprendizagem e estilo de vida. A plataforma QOL não tem como objetivo acompanhar a tendência da tecnologia wearable, mas sim dar um salto em frente para algo não wearable. Iwata não especificou o que isto significa, mas prometeu mais informações em 2014, deixando no ar que o produto não será necessariamente algo que fica na sala de estar.

A plataforma QOL será lançada durante o ano fiscal de 2015 (entre abril de 2015 e março de 2016) e irá ser baseada na experiência da Nintendo em criar ofertas de entretenimento como Wii Fit e Brain Training mas, ao longo do tempo, expandir para áreas semelhantes ao que já foi explorado em títulos como o Cooking Guide ou o Art Academy. Desta plataforma irão surgir novas ideias e oportunidades que poderão também ser adaptadas posteriormente às plataformas de videojogos. O objetivo de Iwata é que tanto as plataformas de jogos como a de QOL permitam à Nintendo expandir a médio prazo a sua base de utilizadores globais.
Embora o anúncio de uma nova plataforma à parte das consolas de videojogos seja intrigante, as novidades deixam a sensação de que o plano para a Wii U não vai muito além de tentar tirar a consola do prejuízo e que a 3DS irá continuar a ser a principal fonte de receitas para a Nintendo ao longo do próximo ano. Neste momento, a primeira metade de 2014 parece ser mais um período morto para a consola doméstica que tanto precisa de ganhar energia, mas aguardamos novidades em relação aos lançamentos previstos para aproveitar o esperado salto de vendas com o Mario Kart 8.

Fontes: Nintendo e WSJ
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28 de janeiro de 2014

Wii Karaoke U by Joysound


Jogos de karaoke sempre foram populares. As mais recentes incursões do género no mundo electrónico vieram desbloquear uma mina de ouro escondida. Muito atractivo para jogadores casuais, os títulos deste tipo são óptimos para serem jogados na companhia de amigos ou familiares. Apostando neste princípio, a Nintendo, através da Joysound, lançou o seu próprio serviço de Karaoke para a Wii U.


Neste título, no qual é possível usar um microfone, como forma de maximizar a experiência, o papel de destaque é dado ao nosso Mii. Sem personagens no jogo, é a ele que cabe todo e qualquer protagonismo. Wii Karaoke U é um título que não prima pelos gráficos e muito menos pela sua estória imersiva, mas pelo reportório musical que oferece, que é bastante grande e variado. Temos músicas de grandes nomes da música como Red Hot e Queen, por exemplo, mas é também possível cantar música japonesa. Toda esta variedade, conjugada com o uso fácil do Gamepad, faz deste um título adequado para principiantes e amantes de longas cantorias nocturnas. A sua principal falha, a meu ver, está no uso de versões "cover" das ditas músicas, que cantam por cima da nossa. Isto vem estragar um pouco a experiência karaoke na Wii U, todavia não o suficiente para que não possamos desfrutar do jogo.


O acesso a este título, cujo download é gratuito, é feito através da compra de licenças de horas, disponíveis na eShop. Este formato é muito conveniente para quem o utiliza de forma esporádica, como em festas com os amigos em casa, por exemplo. Se o objetivo for uma utilização muito frequente, talvez seja melhor escolha um título com um catálogo mais limitado, mas cuja aquisição seja permanente. Wii Karaoke U é, em suma, um título ideal para quem gosta de cantar (e nem sempre encantar), mas prefere fazê-lo na comodidade da sua sala de estar e não em um bar apinhado de estranhos.
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27 de janeiro de 2014

Monster Hunter 4 Ultimate anunciado para a Nintendo 3DS

Ainda mal entramos em 2014 e já temos um grande jogo para antecipar em 2015: Monster Hunter 4 Ultimate é o próximo título da série Monster Hunter a chegar à Nintendo 3DS. Anunciado em 2011 numa apresentação que antecedeu o formato "Nintendo Direct", numa altura em que a Nintendo tinha dificuldade em promover a 3DS em todo o mundo, Monster Hunter 4 acabou por ser um tremendo sucesso em território japonês, mas nunca chegou ao ocidente.


Num anúncio algo inesperado, a Capcom revelou ontem que está a preparar a versão definitiva de MH4, conhecida por Monster Hunter 4 G no Japão, e que será lançada no Ocidente no início do próximo ano, com o título de Monster Hunter 4 Ultimate. Para quem jogou MH3U na Nintendo 3DS, além das novidades introduzidas em MH4 e os novos conteúdos que estão a ser produzidos, a novidade mais excitante é a possibilidade de jogar online na portátil da Nintendo - funcionalidade que, no jogo anterior, era exclusiva da versão Wii U.

Podem ver em baixo o vídeo em que o produtor Ryozo Tsujimoto apresenta oficialmente o novo jogo. De momento, ao contrário do que aconteceu com MH3U, não está prevista a edição de uma versão para a Wii U deste novo MH4U.

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23 de janeiro de 2014

Senran Kagura Burst chega à 3DS em fevereiro


Há bastante tempo que não tínhamos um jogo tão controverso numa consola da Nintendo. Se jogos completamente inocentes como Animal Crossing: New Leaf serviram de mote a debates em vários fóruns sobre sexismo em videojogos, o que se poderá esperar deste Senran Kagura Burst?

Senran Kagura Burst é um beat-em-up 2D com um elenco composto apenas por personagens femininas, um jogo de combate em alta velocidade onde raparigas treinadas em artes marciais lutam contra hordes de inimigos. Podia ser visto como uma espécie de Charlie's Angels japonês, mas a forma como as personagens são retratadas não passa despercebida... nem mesmo a capa do jogo!


Polémicas à parte, o jogo parece ser bastante divertido. Esta edição contém as histórias completas dos dois primeiros lançamentos no Japão e, por isso, é uma boa introdução à série Senran Kagura. O jogo será lançado na eShop a 27 de fevereiro e nas lojas físicas a 28 de fevereiro. Embora não haja informações acerca da sua disponibilidade em Portugal, a MAQL revelou hoje um brinde que será oferecido a quem fizer as primeiras reservas na loja britânica GAME e outros retalhistas europeus não especificados: um poster A3 em 3D lenticular com as protagonistas da Hanzo Academy.


Este conteúdo pode não ser seguro para ver em locais públicos, mas podem ver um trailer do jogo aqui.
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21 de janeiro de 2014

Mario & Yoshi

Mario & Yoshi foi um magnífico jogo de puzzle dos anos 90. A febre dos puzzle games nas consolas surgiu com o aparecimento, do famoso Tetris para o GameBoy, corria o ano de 1991. O encaixar de sucessivas peças geométricas, numa sequência, captou a atenção não apenas dos jogadores da altura, mas também de inúmeros casuais. Com um design bastante simples e prático, Tetris impulsionou o pequeno GameBoy para o topo das vendas, permitindo-lhe ultrapassar a mais sofisticada Game Gear, da SEGA. Ao ver o sucesso de Tetris, foram inúmeras as tentativas de o duplicar, sem, no entanto, cair no plágio. A Nintendo lançou em 1991, Mario and Yoshi, simultaneamente para a NES e GameBoy, sendo que a primeira se encontra atualmente disponível através do serviço Virtual Console da Nintendo 3DS e da Wii U.


O jogo tinha uma fórmula diferente da de Tetris e trazia a mascote da Grande N, pela primeira vez, para o campo dos puzzles. A história, neste género, é o menos relevante: Bowser iniciou um ataque aéreo ao Reino dos Cogumelos. Esse ataque era muito simples e não exigiu muito planeamento da sua parte. Bowser, simplesmente, recorreu a atirar alguns dos seus servos borda fora, da sua nave voadora. Goombas, Bloopers, Piranha Plants e Boo Buddies começaram a chover dos céus. Cabe, mais uma vez, ao canalizador Mario e ao seu irmão Luigi, salvarem o dia. A ajudar nesta tarefa, vamos ter o dinossauro comilão conhecido como Yoshi, que vai despachando as criaturas para o interior da sua barriga.

O jogo consiste em evitar que fiquemos com o ecrã repleto de inimigos até ao topo. Para isso, Mario (e Luigi também, se jogarmos a dois) tem que virar as travessas de forma a juntar dois inimigos do mesmo tipo, o que faz com que estes se anulem mutuamente. Outra forma mais eficaz de nos livrarmos deles consiste em conseguirmos juntar o máximo de criaturas, entre as cascas inferiores e superiores dos ovos do Yoshi. Se isso acontecer, o ovo chocará, de onde surgirá um Yoshi, cuja aparência vai depender do número de inimigos comidos: 0 a 1 e temos um Little Yoshi. 2 a 4 e o Yoshi normal aparece. 5 a 6 é a deixa para o Winged Yoshi. Finalmente, se atingirmos as 7 personagens, é o Star Yoshi que vai surgir. Quanto mais inimigos conseguirmos eliminar, mais pontos teremos.


Os controlos são simples, pois apenas temos que nos ocupar de virar as ditas bandejas. No menu inicial de selecção, podemos escolher entre tipo A e B de jogo, sendo que o A é por pontos e o B por níveis. Temos até 5 níveis de dificuldade e podemos, ainda, escolher entre uma velocidade de queda mais ou menos acelerada para os servos de Bowser. É possível fazer um jogo a dois, onde o primeiro jogador a ter 3 ovos Yoshi vence. Temos três tipos de música à nossa disposição, sendo que ainda podemos optar por não ter nenhuma sequer. No geral, Mario and Yoshi, que recentemente foi colocado à disposição dos possuidores de 3DS e Wii U, é um jogo que não é, de forma alguma difícil. Tem gráficos aceitáveis para a NES e a música assenta bem ao género de que faz parte. A possibilidade de jogar a dois é um bónus que vem aumentar o interesse no título.
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20 de janeiro de 2014

Unepic chega à Wii U esta semana


É já na próxima quinta-feira, 23 de janeiro, que chega à eShop da Wii U o jogo Unepic, uma espécie de jogo de plataformas, RPG e "piada" que se passa num castelo de fantasia medieval. Tudo começa quando Daniel, numa sessão de jogo com os amigos, decide ir à casa-de-banho. De repente, as luzes apagam-se e o herói está num castelo colossal - será uma alucinação? No castelo, há muitos perigos e monstros gigantes, mas tudo fica pior depois de Daniel ser possuído por uma sombra que só ficará livre quando este morrer.

O jogo foi criado em 2 anos pelo espanhol Francisco Téllez de Meneses e tem ganho bastante popularidade desde o seu lançamento para PC, preparando-se agora para chegar à Wii U. Entusiasmados?

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15 de janeiro de 2014

Mario Party Island Tour


Embora muitas vezes a ordem do Reino Cogumelo esteja caótica, com Peach sempre embrulhada em problemas, quer por ser raptada ou a lançar-se em aventuras para resgatar terceiros, há sempre uma ou outra oportunidade para descontrair e organizar uma grande festa, com várias atividades diferentes.

A série Mario Party chega pela terceira vez a uma portátil da Nintendo, agora na 3DS, e surge com a intenção de ter sempre disponível uma festa à mão, ser um jogo diferente para jogar com mais amigos em qualquer local. Para quem não conhece, Mario Party trata-se de um jogo onde até 4 pessoas competem num tabuleiro para chegar em primeiro lugar à meta, tal com o Jogo da Glória, mas até lá têm de enfrentar diversos desafios que surgem como minijogos, ou elementos nos próprios tabuleiros como armadilhas que nos apanham (quase de) surpresa.

Em grande destaque surge o modo Festa, onde à nossa disposição temos alguns tabuleiros, desde os mais simples a tabuleiros com mecânicas bastante próprias, mas em todos os objectivo é claro: conseguir vantagem através de mini jogos, colocar de parte quaisquer amizades e vencer. Estes foram feitos a pensar no formato portátil, não se estendendo demasiado, e em todos os modos de jogo temos uma breve descrição do tempo médio de jogo que cada sessão terá, ou quais atributos são mais importantes nesses modos: a nossa habilidade, a sorte ou os minijogos. 

Como é um jogo de festa este foca-se principalmente no multijogador, e uma das vantagens deste título é o download play, que com apenas uma cópia do jogo permite tirar completo partido do mesmo, tornando-se ideal para curtas sessões sem criar muitos obstáculos. Outro ponto extra é a total localização em português, o que não coloca de parte nenhum jogador por cá (excepto, talvez, quem não tiver uma Nintendo 3DS ou 2DS). O jogo funciona do mesmo modo que se fosse numa edição caseira, apenas com a diferença que cada jogador olha para o seu ecrã, embora este seja igual em todas as consolas.

Mas embora seja o tipo de jogo seja propício à diversão este acaba por se perder um pouco e não entrega uma experiência que entusiasme os jogadores, e poucos são os que se destacam ou se tornam favoritos. É também tirado muito pouco partido da consola em si, o ecrã táctil e controlos por movimento são raramente utilizados e mesmo o modo StreetPass oferece muito pouco. Outro ponto negativo é a quantidade das personagens disponíveis, onde temos apenas 9 à disposição (mais um desbloqueável), que mesmo sendo todos iguais sem quaisquer atributos, quando se trata de um universo como a série Super Mario é muito habitual haver diversos favoritos entre os fãs, e tocam ainda mais na ferida quando vemos alguns personagens, que têm recebido algum destaque noutros jogos, aparecerem aqui apenas como figurantes em cenários. 

Caso não tenhamos parceiros de jogo disponíveis temos um modo para um jogador, onde o objetivo é enfrentar a Torre do Bowser em que a cada andar temos de vencer um dos minijogos disponíveis, derrotando cópias das personagens do jogo, cópias estas feitas em mágicas bolhas de sabão. O jogo todo está repleto de bolhas (não fossem ela a história detrás deste título), e surgem ainda como colecionáveis através de pontos, mas estes são extremamente redundantes por serem simples caixas de som, com vozes das personagens ou músicas do jogo.

A banda sonora presente funciona dentro do espírito do jogo, mas está longe de memorável e sente-se muita reciclagem de outros títulos da série, acabando por pecar um pouco na sua qualidade. Também pouco trabalhado estão os visuais do jogo, muito longe do que estamos habituados a ver na consola e dos jogos de Mario e companhia, tendo apenas como ponto positivo a presença do efeito 3D e uma fluidez constante em todas as consolas em jogo.


Não existindo muitas alternativas dentro do estilo Mario Party na 3DS é seguro ver algum interesse neste tipo de jogo no catálogo vasto que a nova portátil da Nintendo tem disponível. Também fica bastante atrás de outros títulos que são utilizados para curtas ou longas sessões de multijogador na consola, independentemente do tempo que os jogadores terão disponíveis para as suas partidas.


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13 de janeiro de 2014

Revenge of the Gator


Em 1989, o Game Boy dava os seus primeiros passos como sistema portátil da Nintendo. O seu monitor monocromático trazia-nos todo o género de jogos. Um desses foi este título de pinball, Revenge of the Gator. Nesta altura eram raros os jogos do género, pelo que ao nosso olhar moderno, Revenge possa parecer um pouco arcaico e datado. É certo que, devido às limitações da consola, a Hal Laboratory não nos podia oferecer um jogo com gráficos magníficos, mas a verdade é que consegui algumas animações espantosas. A mesa do “Gator” tem animações fluídas. É engraçado vermos os crocodilos ficarem com o nariz achatado, após levarem em cheio com uma bola de pinball nele.


A introdução, com os crocodilos a efectuarem uma espécie de dança de cabaré, assim como o Game Over do jogo, com o réptil a engolir a nossa bola, são fantásticos, se considerarmos que Revenge é um dos primeiros jogos do sistema. A estória é inexistente. O nosso objectivo neste jogo, e em grande parte dos títulos do género, é meramente conseguir a melhor pontuação possível. Com apenas uma mesa, que está partida em quatro ecrãs, e com alguns cenários bónus, Revenge é um jogo rápido. Algo para se jogar enquanto se espera pelo autocarro, por exemplo.


A jogabilidade é impecável, na qual os flippers respondem na perfeição a cada um dos nossos comandos e fazem a bola deslizar agilmente pelo ecrã de jogo. Este jogo de Pinball dispõe ainda de um interessante modo multiplayer, que na sua essência consiste em passar a 3DS de mão em mão, até os dois jogadores terem terminado as vidas disponíveis. É verdade que a 3DS possui muitas, e boas, opções para este género de jogo, mas devemos considerar também que Revenge é um título que ainda vicia, apesar da pouco longevidade e variedade dos modos que oferece. Um jogo curto, mas que vale a pena dar uma olhadela, nem que seja para experimentar um pouco da história da consola para a qual foi originalmente feito.
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10 de janeiro de 2014

Rei Dedede junta-se a Super Smash Bros.


Rei Dedede está de volta à série Super Smash Bros., após a sua ótima estreia no jogo anterior que resultou num bom boost de popularidade a ele mesmo. O autoproclamado rei de Dream Land regressa muito bem equipado com o seu martelo que oculta um poderoso canhão no seu interior, ótimo para quem gosta de personagens lentas mas de força superior.



Em Super Smash Bros. Brawl tinha ainda o seu fiel exército de Waddle Dees à disposição, o que o tornava num adversário a temer pois a qualquer momento poderia invocar o caos na batalha, ataques estes que deverão regressar neste novo jogo. No entanto podemos observar que as suas caricatas expressões estão de volta, tornando-o um personagem bastante carismático.

Sobem assim para 2 os representantes do universo de Kirby, série que foi criada por Masahiro Sakurai, também ele responsável por Super Smash Bros. e que tem partilhado as imagens que temos acompanhado até hoje sobre o novo jogo da série, através do Miiverse.
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8 de janeiro de 2014

Harvest Moon: A New Beginning

Já alguma vez pensaram em ter uma vida mais rural? Em viver somente daquilo que a terra lhe oferecer? Os vossos desejos podem-se concretizar com o novo Harvest Moon: A New Beginning, para a Nintendo 3DS. Desenvolvido pela Marvelous AQL, esta nova incursão numa série clássica com um público de nicho, mas bastante fiel, consegue manter a essência dos primórdios de Harvest Moon, muito anterior a títulos muito populares como Animal Crossing e Farmville.

O jogo começa quando é entregue à nossa personagem a tarefa de restituir vida a uma vila dissoluta e tornar uma quinta deserta em algo produtivo. A dita quinta resultou de uma herança deixada pelo nosso pai. Harvest Moon, ao contrário do que muitos jogadores poderão supor, não é um mero simulador de agricultura. É muito mais que isso: incentiva-nos a estabelecer amizades com os habitantes de Echo Village e existe, inclusive, a possibilidade de a nossa personagem se casar! Estas amizades são feitas, como em muitos outros títulos, pela atribuição de prendas à personagem da qual nos pretendamos aproximar. Esse nosso novo amigo vai, não apenas tornar-se um novo habitante de Echo, como desbloquear uma nova parafernália de objectos à disposição da nossa personagem.

O personagem é perfeitamente customizável. Podemos moldá-lo ao nosso gosto, modificando o seu penteado, cor de cabelo, olhos, sexo e a própria roupa. É certo, que estas opções de customização são limitadas, quando comparadas com outros jogos como o de Sims, por exemplo, pois não é oferecida grande variedade nas alternativas. Harvest Moon coloca-nos, como já foi dito, uma quinta nas mãos, para gerir da melhor forma que soubermos. Acedendo a um dos muitos menus, podemos seleccionar a melhor ferramenta a usar no terreno a cultivar. As sementes, assim como grande parte dos utensílios podem ser obtidos em uma das lojas de Echo Village.

O save pode ser feito em qualquer lugar da vila, mas convém termos em atenção a barra de corações no lado esquerdo do ecrã. Esta indica a “resistência” do nosso avatar. Para recuperar a dita, deve-lhe ser dado algum descanso, que pode ser obtido com uma boa noite dormida. Dotado com um relógio em tempo real, Harvest Moon “obriga” os seus jogadores a terem cuidado com a forma como cultivam e durante quanto tempo. Não interessa a ninguém, até pela morosidade do processo, que os cultivos se estraguem… É possível, também, fazer criação de animais, que podem ser obtidos via a já referida loja. Adjacente à vila temos um pequeno bosque polvilhado por fauna selvagem. Podemos tentar apanhar alguns dos animais que lá habitam, embora estes não fiquem muito satisfeitos com isso. Outra coisa que o bosque nos fornece são matérias-primas que podemos usar na quinta ou mesmo vender para conseguir algum dinheiro.


Uma novidade deste Harvest Moon em relação aos títulos passados, é a capacidade de salto do nosso avatar. É certo que não influencia muito o gameplay, mas é uma inovação engraçada. Para sabermos onde estamos a ir, na vila, temos um mapa que ocupa todo o ecrã inferior e que mostra onde tudo se encontra. A música primaveril assenta bem, neste jogo com bons e coloridos gráficos. Harvest Moon peca, todavia, pela lentidão da sua progressão. O tutorial inicial, embora necessário para a introdução de novos jogadores ao sistema de jogo é demasiado longo e, em muitos casos, desmotivante. Ainda assim, e depois de engrenar na sua mecânica, Harvest Moon é um daqueles jogos que irá ocupar muitas e muitas das nossas horas.
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6 de janeiro de 2014

NES REMIX

A surpresa deste último Natal foi o lançamento inesperado de NES REMIX, uma compilação de minijogos retro baseados em jogos clássicos da NES. O objetivo deste "remix" é apresentar um conjunto de desafios inspirados nos elementos mais divertidos de cada jogo, seja saltar em cima de inimigos no Super Mario Bros. ou derrotar um boss em Legend of Zelda sem levar dano.

Ao todo, foram selecionados 16 jogos da NES para integrar esta compilação, incluindo títulos fantásticos como Balloon Fight, Donkey Kong e Mario Bros., juntamente com jogos menos impressionantes como Baseball e o infame Urban Champion. Para cada jogo, existe uma série de desafios em quantidade variável, sendo que (felizmente) os títulos mais interessantes são também os que têm mais minijogos incluídos. Além de um pequeno vídeo que ensina a jogar os diferentes clássicos da NES, os primeiros desafios servem para explicar as mecânicas de jogo, sendo que os restantes têm uma dificuldade cada vez maior.

   
Cada desafio consiste numa pequena porção do respetivo jogo, por vezes um nível completo ou uma secção para explorar, outras vezes algo bastante mais restrito: é como se tivessem criado um "challenge mode" para os jogos clássicos, casos estes suportassem DLC na sua altura. Na generalidade, estes níveis são bastante divertidos e interessantes mas, pelo meio, existem alguns mais aborrecidos e outros bastante frustrantes.

O mais interessante deste jogo é também o que lhe dá o nome, um conjunto de níveis "Remix" que utiliza as bases destes jogos para oferecer desafios que não seriam possíveis nesses títulos. São minijogos divertidos, desafiantes e imaginativos, onde o Link em Legend of Zelda pode entrar numa caverna misteriosa e deparar-se com um nível do Donkey Kong, ou onde as luzes em Super Mario Bros. se podem apagar, ficando visíveis apenas os inimigos e as moedas, por exemplo, ou um nível onde apenas se observam silhuetas.

Também aqui, existem alguns remixes mais interessantes do que outros, mas esta não deixa de ser a melhor secção do jogo. Infelizmente, a sensação com que se fica é que o jogo deveria ter investido mais nestes conteúdos do que nos títulos originais. Mesmo assim, o jogo é bastante divertido e viciante, graças à sua estrutura. Ao completar cada minijogo, recebe-se uma pontuação de 1 a 3 estrelas, que são usadas para desbloquear novos níveis, e uma pontuação numérica com a funcionalidade de créditos para desbloquear carimbos que podem ser usados em posts do Miiverse. Há sempre qualquer coisa nova para fazer assim que se termina um desafio, levando o jogador a querer experimentar imediatamente e assim continuar a jogar por bastante tempo.


NES REMIX é uma nova maneira de desfrutar os clássicos e consegue, por vezes, ser mais divertido do que os próprios jogos integrais. Uma vez que todos os jogos representados se encontram disponíveis no serviço Virtual Console da eShop e até existe uma ligação direta dentro do jogo para adquirir os títulos, é natural que este título seja encarado como uma forma de promoção, até porque vários dos melhores jogos da NES estão ausentes deste "mix". Fica, assim, a sensação de que o jogo precisa de acolher um catálogo maior, seja via DLC ou através de uma sequela. No entanto, não deixa de ser um título bastante divertido e recomendável, especialmente para os fãs de jogos retro.

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