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3 de dezembro de 2014

Tetrobot & Co.


- Análise por Patrício Santos

Os jogos do género de Tetrobot and Co começam a ganhar um espaço confortável no mundo dos videojogos, isto porque são jogos de rápida aprendizagem, sem sequer apresentarem um tutorial, e que para além desses aspetos é igualmente um jogo de “pegar e jogar” a qualquer momento, ou seja, sem complicações nem demoras, tal como por exemplo o bem sucedido Angry Birds. 


Estamos a falar de um jogo de puzzles onde a estória pouco ou nada tem de relevante para o jogador, o ponto fulcral é o desafio e vício que o jogo nos transmite de imediato assim que jogámos com o nosso personagem que neste caso se trata de Psychobot, um bot microscópico construído por Maya, que tem por objetivo atravessar por canais de um Tetrobot que é um robô maior e que precisa de reparação imediata. Sendo assim, Psy vai percorrer os circuitos dos Tetrobots enquanto colecionamos blocos de memória, os quais servirão para desbloquear os níveis seguintes para progredirmos até ao final do jogo.

Psy tem de ser guiado pelo nosso GamePad através dos toques no ecrã, estes sendo os controlos por predefinição pois pode-se trocar para os botões tradicionais nas opções caso se sintam mais à vontade.

Sendo um jogo com objetivos simples, principalmente no que diz respeito aos primeiros níveis, a verdade é que à medida que progredimos tudo se torna mais complicado, sendo assim um verdadeiro desafio inesperado, isto porque Psy apenas conta com uma habilidade em que basicamente suga blocos para conseguir atingir objetivos tais como recuperar os blocos de memória ou mesmo para terminarmos um nível.



Estes níveis contam com vários tipos de puzzles tais como blocos de madeira, portas automáticas em que temos de ativar através de interruptores para as abrir, raios elétricos ou até mesmo ventoínhas e água espalhados por todas as partes, que impedem o nosso bot de progredir entre as salas.
O jogo conta com um grafismo simples e agradável e uma música que se adequa ao seu estilo e género. A verdade é que não é de todo a sua intenção ter um grafismo trabalhado afincadamente, mas a jogabilidade viciante e os quebra-cabeças presentes fazem do jogo uma experiência muito interessante, ao contrário daquilo que possa parecer.

Por fim se quiserem completar o jogo a 100% vão ter de se esforçar bastante, isto porque o jogo requer exploração e backtracking, e como é evidente aumentará a sua longevidade e o desafio será bem maior.