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3 de dezembro de 2014

Pure Chess


Desenvolvido pela Voofoo Studios, em 2012, Pure Chess conheceu posteriormente um lançamento para as consolas Nintendo. No entanto, e apesar de ser possivel jogar entre ambas as versões, hoje só vos irei falar acerca da versão portátil do jogo.


Este é um daqueles títulos nos quais o que conta não é a história, que é inexistente, mas a jogabilidade. Como o próprio nome indica, Pure Chess assenta no mesmo conjunto de regras atrubuídas ao intemporal jogo de xadrez. Controlámos as peças dispostas de um dos lados do tabuleiro enquanto tentámos capturar o Rei do oponente. Para além da questão, já falada, da história, também os gráficos não são relevantes. Existe uma pequena animação 3D do nosso jogo no ecrã superior da 3DS, no entanto, é apenas uma curiosidade, pois toda a acção decorre no visor inferior. É possível, inclusive, escolher o cenário onde jogámos e as peças a usar, todavia o que importa aqui é a jogabilidade. E essa é boa. 

Todas as peças respondem bem aos comandos que lhes são dados.


Existem até oito níveis de dificuldade distintos. Por outro lado, a IA é bastante desafiante, sem nunca ser de qualquer forma injusta. É possível colocar um tempo limite para a conclusão da partida, embora seja mais relaxante não o fazer. Tudo isso aumenta o desafio e fará com que nunca tenhamos dois jogos iguais. A banda sonora com tons clássicos ajuda a colocar o jogador no espírito de austeridade que Pure Chess deseja transmitir.

Muitos irão ver Pure Chess como um jogo solitário e enfadonho. No entanto, e para além da possibilidade de jogar com a Wii U, existem inúmeros adversários para desafiar online ou no multi-player. Em outras palavras, para se jogar Pure Chess não é preciso saber jogar xadrez, pois o jogo é permissivo nos níveis iniciais, mas se quisermos evoluir e ter um verdadeiro desafio, convém aprender a fazê-lo. É um jogo simples que apenas posso aconselhar a fãs ou entusiastas de xadrez.