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26 de maio de 2014

Especial de Corrida: Mario Kart 7


A cada nova consola da Nintendo uma das perguntas que corre na cabeça de muitos os seus compradores é "quando é que vou jogar Mario Kart nisto?", pois é uma série que tem marcado presença em (quase) todas as consolas da Nintendo. Com o lançamento da 3DS mantinha-se essa pergunta bem viva, com um extra: como seria jogar Mario Kart em 3D?

Depois do lançamento da 3DS não foi preciso esperar muito e Mario Kart 7 foi lançado no mesmo ano de 2011, um jogo que deixou para trás as sessões em grupo em redor de um só ecrã para as partidas onde um jogador tinha à disposição dois ecrãs. Mario Kart 7 surge como uma sequela de Mario Kart DS, com alguns truques que aprendeu em Mario Kart Wii. Trouxe consigo algumas novidades que tornaram as pistas ainda mais frenéticas, levando os nossos personagens aos ares e a correr debaixo de água. Para uma leitura detalhada sobre o jogo podem ver a nossa análise a Mario Kart 7, mas agora vamos apenas refletir sobre em que aspetos continua a marcar este jogo nos tempos que correm, agora que Mario Kart 8 está prestes a ser lançado.

Quando comparado com o seu antecessor, descem para 8 o número de corredores na pista, e mesmo o número de personagens disponíveis desceu para 17, com estreias como a Abelha-Rainha, a Lagartola, o Mario Metálico e o Lakitu, agora como corredor, e pela primeira vez Masquito como personagem possível de escolher. Um leque de possibilidades que podia ser bastante reduzido, mas salvo pelo sistema de costumização de veículos, que veio criar inúmeras combinações para responder a um maior número de modos de condução diferentes. Desaparecem as motas, mas a combinação de chassis, rodas e parapente veio criar combinações únicas onde dificilmente encontramos alguém com o nosso veículo.

Foi um jogo que marcou muitas sessões de jogo locais, não só pelo seu sistema multijogador simples e sólido, mas devido ao sistema de Download Play que inclui nas corridas mesmo aqueles que não têm uma cópia do jogo. Esses jogadores podem apenas conduzir com um Masquito (com uma de diversas cores) no veículo pré-definido, mas ao contrário de Mario Kart DS todas as pistas estão disponíveis, de modo a oferecer o jogo completo, fora alguns detalhes. Dentro do online ainda existem imensas pessoas com quem correr, com um online bastante sólido e um sistema de comunidades acessível, mas a diversão está, sem dúvida, nas sessões locais onde corremos diretamente contra os nossos amigos.

Olhando para trás as novidades como o parapente e as corridas subaquáticas parecem pouco aproveitadas, criando novas situações nunca antes vistas na série ou até mesmo novas partes em pistas clássicas, mas sem conseguir criar momentos realmente únicos. Há no entanto um novo sentimento, o de correr a 60 frames por segundo em 3D, criando uma nova sensação de velocidade nunca antes obtida, um marco bastante positivo atendendo as dimensões reduzidas de um ecrã de portátil. Foi esta sensação que serviu de inspiração para outra novidade, a câmara na primeira pessoa, que serviu mais de algo extra do que realmente útil, e tal como os controlos por giroscópio foi rapidamente colocado de parte pelos jogadores.

É um jogo de sucesso, o segundo jogo que mais vendeu para a 3DS, sendo apenas ultrapassado por Pokémon X/Y e mantendo-se à frente de Super Mario 3D Land e New Super Mario Bros. 2, e Mario Kart 7 vem comprovar mais uma vez a força desta série. Tornou-se um jogo quase que obrigatório para quem tem uma 3DS, ideal para boas sessões de jogo locais ou online onde há sempre adversários garantidos, e mesmo após o lançamento de Mario Kart 8 não irão faltar boas sessões de jogo na versão portátil, que continua a acompanhar milhões de 3DS em todo o mundo.