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28 de março de 2014

Especial de Corrida: Mario Kart 64


O sucesso estrondoso de Super Mario Kart, na SNES, impulsionou a Nintendo para o desenvolvimento de uma sequela, que viria a ser lançada em 1997 na N64. Intitulado de Mario Kart 64, este segundo jogo da série foi o primeiro com gráficos 3D e também o primeiro com suporte para quatro jogadores em simultâneo.

Com uma trama absolutamente inexistente, o jogo vai manter a toada do anterior: a de ser um simples, mas divertido jogo de corridas de kart. Estas tinham lugar nas mais diferentes localizações espalhadas pelo Reino Cogumelo, sendo que à nossa disposição estavam, ainda, oito personagens diferentes. Retornam Mário, Bowser, Peach, Toad e Yoshi, e estreiam-se Wario e Donkey Kong, que substituem Koopa e Donkey Kong Jr. do jogo anterior. As personagens distinguem-se umas das outras, ao se encontrarem distribuídas por três classes distintas: temos os karts leves, com maior poder de aceleração, mas velocidade máxima menor; os pesados que, como o nome indica desde logo, têm o menor arranque, mas conseguem atingir o nível de velocidade mais elevado; os médios, por último, são os mais "equilibrados" nas estatísticas. 

   

Mario Kart 64 possui um vasto arraial de pistas, cada a qual com a sua temática, inspirada nas diferentes personagens participantes. As pistas têm as formas mais bizarras e absurdas, de entre as quais se destacam a do comboio (Kalimari Desert) ou a das estrelas (Rainbow Road), por exemplo.   Além disso, estão repletas de pequenas caixas misteriosas, que contêm diferentes objectos que podem ser utilizados pelos jogadores para ganhar vantagem na dita corrida. Regressa a casca de banana para despistar, o cogumelo para acelerar e ainda as carapaças como arma de arremesso. A presença de tais items torna a corrida interessante e nada monótona, pois até o mais inconstante dos jogadores pode obter uma retumbante vitória, se os usar no momento certo.

É em Mario Kart 64 que a “infame” carapaça azul faz a sua estreia. Direccionada para atacar directamente quem estivesse em primeiro na corrida, a carapaça vem tornar as corridas mais competitivas e equilibradas, embora sacrificando um pouco a justiça do vencedor. Qualquer jogador pode vencer uma corrida de mario kart. Não precisa de "conduzir" bem, basta-lhe uma simples e correcta gestão dos items.


Já foi referido que este foi o primeiro Mario Kart a usar gráficos 3D. O que não ficou referido foi o facto do dito 3D ser usado, somente, nos cenários e nas pistas. As personagens mantêm-se em 2D renderizado. Ainda assim, foi um grande salto para a série e com uns visuais bem interessantes para a altura, num jogo onde a grande prioridade esteve no campo da jogabilidade. Este é o ponto forte do jogo, ter uma jogabilidade óptima e intuitiva, ainda que Mario Kart 64 seja um dos mais difíceis de toda a série. A dificuldade é classificada por 50 cc, a mais fácil, 100 cc e 150 cc, a mais difícil. De salientar que existem quatros modos distintos de se jogar o jogo.

Temos o tradicional Grand Prix, disponível para ser jogado por um ou dois jogadores. Este é um modo que assenta na participação em uma das quatro taças disponíveis (Mushroom, Flower, Star e Special). Cada taça dispõe de quatro pistas, com três voltas cada uma. O objectivo é simples: terminar a corrida acima do quinto lugar, caso contrário esta terá que ser reiniciada. O jogador deve competir pela melhor posição possível, o que lhe dará acesso, por sua vez, ao maior número de pontos e consequente atribuição de uma medalha (bronze, prata e ouro), mediante a classificação. A juntar a este modo temos, ainda, o Time Trial, que desafia o jogador a melhorar os seus próprios tempos.


Existe também o modo Versus, que opõe até quatro jogadores numa intensa disputa rodoviária, e o divertido Battle Mode. Este “free for all” leva os jogadores a enfrentarem-se, não na tradicional corrida, mas em mini-jogos bastante inventivos e alucinantes, como o das bombas e o dos balões. A Nintendo 64 foi a primeira consola a suportar nativamente 4 comandos em simultâneo, e estes modos multiplayer tiravam partido dessa característica para divertidas sessões de jogo com os amigos.

Por último, não esquecer que a música é fenomenal, estando repleta de temas e sonoridades que, decerto, serão familiares até a jogadores que só mais tarde descobriram a série. Hoje em dia, Mario Kart 64 tem gráficos que poderão parecer datados e uma jogabilidade não tão boa como as de jogos mais recentes da série, mas continua, por seu mérito próprio, a ser uma das suas melhores entradas. Muito do que conhecemos actualmente em Mario Kart é devido a este título. Está na altura de ir ao baú buscar a Nintendo 64 e passar uma tarde divertida com amigos,  karts e carapaças.