Notícias

Análises

20 de fevereiro de 2014

Donkey Kong


No princípio dos anos 80, o mundo dos jogos de vídeo jazia em ruínas. O "crash" provocado pela queda da Atari havia atirado este negócio emergente para o lixo. Ainda assim, algumas companhias subsistiam: a Nintendo era uma delas. Aproveitando o facto de o Japão não ter sido particularmente afectado pelo referido "crash", a grande N vai tentar relançar o negócio dos jogos de vídeo no mundo ocidental.


Usando a imaginação de um dos seus mais promissores criadores, Shigeru Miyamoto, e adaptando máquinas arcada do falhado Radar Scope, a Nintendo vai lançar o jogo Donkey Kong, em 1980. Este Hit das arcadas, colocava-nos na pele de um pequeno carpinteiro italiano, que na altura apenas atendia pelo nome de Jumpman, enquanto tentávamos resgatar a sua namorada Pauline das garras do gorila que dá o nome ao jogo.

Com quatro níveis (25 metros, 50 metros, 75 metros e 100 metros) de dificuldade crescente, DK é um jogo complexo para os padrões da altura, mas assustadoramente simples pelos actuais. Tudo o que Mario “Jumpman” tem que fazer é saltar os barris que DK atira e evitar chamas, enquanto salta de viga em viga e sobe múltiplas escadas para chegar à sua amada Pauline. Pelo caminho, podemos apanhar um power-up na forma de martelo gigante, que nos torna, por uns instantes invencíveis a qualquer dano.


Embora seja um clássico, DK mostra o peso da idade. Os seus níveis são simples e mostram pouca variedade. A música fica no ouvido, é certo, mas não é, de forma alguma tão icónica como as de Super Mario Bros, por exemplo. Um outro senão está no facto de Jumpman morrer, se saltar de um local muito elevado, o que não deixa de ser estranho, considerando o nome e o futuro historial da personagem. DK é um titulo a ver, para quem gosta de jogos e de conhecer a sua evolução, ou por mera curiosidade, mas existem melhores ofertas no cardápio da Virtual Console, tanto para a Wii U como 3DS.