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21 de fevereiro de 2014

Cloudberry Kingdom


Dentro do género de plataformas existem vários tipos de mecânicas diferentes que exploram modos diferentes de cumprir um simples objectivo, que é concluir um nível, prosseguir para o seguinte e repetir. Dentro desta variedade têm surgido jogos que jogam com uma frustração constante e um forte sentimento de alívio quando cumprimos o nosso objectivo, jogos esses que têm ganho bastantes fãs.

Cloudberry Kingdom é um jogo com uma premissa bastante simples e retrata um herói que falha a tentar salvar a sua princesa, voltando assim ao "início" da sua aventura onde terá de enfrentar inúmeros desafios, inimigos e as mais variadas armadilhas. Estes obstáculos vêm aos molhes e qualquer erro terminará sempre na morte do herói. O conceito da tentativa erro acompanha-nos durante todo o jogo, podemos morrer à vontade e tentar novamente, vezes sem conta, até terminar o nível. No modo principal, de história, acompanhando o nosso progresso está uma constante subida da dificuldade, apresentando-nos aos poucos novas armadilhas e níveis mais complexos de ultrapassar. Mas este modo não é o chamariz do jogo…

…esse é sim a possibilidade de jogar níveis completamente aleatórios, criados de raiz e dificilmente se repetindo. Podemos definir a quantidade de armadilhas, plataformas ou inimigos que surgem nesses níveis, dos níveis mais básicos a autênticos infernos literalmente impossíveis de terminar. Aqui tudo é aleatório, repetindo os diversos elementos presentes do jogo para esse efeito, mas enquanto esse trunfo se apresenta como original rapidamente se resume a níveis pouco ou nada memoráveis.

Existe no entanto uma diversidade de mecânicas extra, como níveis onde usamos jetpacks e até mesmo cavalos em pogo sticks, que traz alguma variedade ao jogo, podendo também jogar com 3 amigos, mas que não funciona bem como modo cooperativo e várias vezes os outros jogadores torna-se eles também obstáculos. Em contrapartida um dos jogadores pode-se sacrificar para os restantes terem uma melhor compreensão do que devem fazer para avançar e prosseguir com o jogo. Jogar com amigos acaba por não trazer algo de novo, nem se torna mais divertido, mas é uma opção interessante.

Visualmente o jogo deixa muito a desejar, a constante re-utilização dos mesmos elementos torna o jogo em algo monótono e nem a possibilidade de editar o nosso personagem (ou obter um resultado também aleatório) contribui para criar algum carisma. Em contraste surgem sequências de animação bastante interessantes, usando modelos tri-dimensionais bastante simples que nos parecem marionetas e/ou feitas de papel. Acompanhando isto tudo está uma banda sonora bastante energética, com algumas músicas que ficam na cabeça, que em modo playlist acompanham as nossas peripécias.


O género de plataformas que constantemente pune os jogadores tem ganho bastantes fãs que recebem bem a frustração que estes jogos lhes proporcionam, mas Cloudberry Kingdom não será memorável por tal, embora no geral seja um jogo algo interessante. A randomização dos níveis é um sistema com bastante potencial, mas essa experiência fica aquém do que poderia oferecer.