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8 de janeiro de 2014

Harvest Moon: A New Beginning

Já alguma vez pensaram em ter uma vida mais rural? Em viver somente daquilo que a terra lhe oferecer? Os vossos desejos podem-se concretizar com o novo Harvest Moon: A New Beginning, para a Nintendo 3DS. Desenvolvido pela Marvelous AQL, esta nova incursão numa série clássica com um público de nicho, mas bastante fiel, consegue manter a essência dos primórdios de Harvest Moon, muito anterior a títulos muito populares como Animal Crossing e Farmville.

O jogo começa quando é entregue à nossa personagem a tarefa de restituir vida a uma vila dissoluta e tornar uma quinta deserta em algo produtivo. A dita quinta resultou de uma herança deixada pelo nosso pai. Harvest Moon, ao contrário do que muitos jogadores poderão supor, não é um mero simulador de agricultura. É muito mais que isso: incentiva-nos a estabelecer amizades com os habitantes de Echo Village e existe, inclusive, a possibilidade de a nossa personagem se casar! Estas amizades são feitas, como em muitos outros títulos, pela atribuição de prendas à personagem da qual nos pretendamos aproximar. Esse nosso novo amigo vai, não apenas tornar-se um novo habitante de Echo, como desbloquear uma nova parafernália de objectos à disposição da nossa personagem.

O personagem é perfeitamente customizável. Podemos moldá-lo ao nosso gosto, modificando o seu penteado, cor de cabelo, olhos, sexo e a própria roupa. É certo, que estas opções de customização são limitadas, quando comparadas com outros jogos como o de Sims, por exemplo, pois não é oferecida grande variedade nas alternativas. Harvest Moon coloca-nos, como já foi dito, uma quinta nas mãos, para gerir da melhor forma que soubermos. Acedendo a um dos muitos menus, podemos seleccionar a melhor ferramenta a usar no terreno a cultivar. As sementes, assim como grande parte dos utensílios podem ser obtidos em uma das lojas de Echo Village.

O save pode ser feito em qualquer lugar da vila, mas convém termos em atenção a barra de corações no lado esquerdo do ecrã. Esta indica a “resistência” do nosso avatar. Para recuperar a dita, deve-lhe ser dado algum descanso, que pode ser obtido com uma boa noite dormida. Dotado com um relógio em tempo real, Harvest Moon “obriga” os seus jogadores a terem cuidado com a forma como cultivam e durante quanto tempo. Não interessa a ninguém, até pela morosidade do processo, que os cultivos se estraguem… É possível, também, fazer criação de animais, que podem ser obtidos via a já referida loja. Adjacente à vila temos um pequeno bosque polvilhado por fauna selvagem. Podemos tentar apanhar alguns dos animais que lá habitam, embora estes não fiquem muito satisfeitos com isso. Outra coisa que o bosque nos fornece são matérias-primas que podemos usar na quinta ou mesmo vender para conseguir algum dinheiro.


Uma novidade deste Harvest Moon em relação aos títulos passados, é a capacidade de salto do nosso avatar. É certo que não influencia muito o gameplay, mas é uma inovação engraçada. Para sabermos onde estamos a ir, na vila, temos um mapa que ocupa todo o ecrã inferior e que mostra onde tudo se encontra. A música primaveril assenta bem, neste jogo com bons e coloridos gráficos. Harvest Moon peca, todavia, pela lentidão da sua progressão. O tutorial inicial, embora necessário para a introdução de novos jogadores ao sistema de jogo é demasiado longo e, em muitos casos, desmotivante. Ainda assim, e depois de engrenar na sua mecânica, Harvest Moon é um daqueles jogos que irá ocupar muitas e muitas das nossas horas.