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23 de outubro de 2013

Wii Party U

"Uma verdadeira festa em casa" era um dos pilares fundamentais da antiga consola Wii, cujo apogeu se verificou com jogos simples mas extremamente divertidos como Wii Sports Resort e Wii Party, entre outros títulos que apelavam igualmente a todos os elementos da família, independentemente de terem ou não ligações ao mundo dos videojogos. Com o lançamento da Wii U, Nintendo Land revelou-se uma fantástica compilação de minijogos, mas as suas temáticas e até a complexidade de alguns jogos fizeram com que apenas os fãs de videojogos os apreciassem na totalidade. Havia uma lacuna na Wii U para quem procurasse o mesmo tipo de diversão simples e viciante para toda a família que encontrava na Wii. Até agora.

Wii Party U é o novo título familiar da Nintendo e traz de volta toda a magia da Wii, com um bónus que permite mudar tudo - a inclusão do GamePad. Quem tiver jogado Wii Party ou conhecer a série Mario Party, já sabe com o que pode contar em Wii Party U: um pequeno conjunto de tabuleiros estilo "Jogo da Glória" para 4 jogadores, onde entre turnos ou em casas especiais existem desafios sob a forma de minijogos. Mas a criatividade de Wii Party U vai muito além de replicar sucessos anteriores com novos minijogos, incluindo dois novos modos principais de jogo que dependem do GamePad e proporcionam experiências nunca antes vistas.

A partir do menu principal, estão em destaque três categorias de jogos: Festa na TV, Festa em Casa e Festa no GamePad. Para quem só quiser alguma diversão rápida, o menu oferece ainda acesso direto aos Minijogos e a uma opção de Sugestões, que recomenda um programa adequado ao número de jogadores presentes. O modo Festa na TV é o mais tradicional Wii Party, com 3 tabuleiros e outros 2 jogos, todos baseados em minijogos. Já o modo Festa em Casa é o mais inovador, com 8 jogos para 3 ou 4 jogadores e que dão usos muito criativos ao GamePad. Finalmente, o modo Festa no GamePad utiliza apenas o comando característico da Wii U (dispensando o uso da TV) para uma série de jogos para 2 jogadores.

O modo de Festa na TV, como já referido, é o mais tradicional do conjunto, baseando-se principalmente no comando da Wii, mas incluindo também o GamePad em algumas ocasiões. Os jogos Dados na Autoestrada e Ilha GamePad diferem apenas no tabuleiro e na utilização dada ao comando da Wii U, sendo que o segundo oferece desafios algo mais criativos no tabuleiro. Já a Praça da Moda consiste num tabuleiro com várias peças de roupa em diferentes casas: em cada volta ao tabuleiro, o personagem leva ao palco o melhor conjunto de peças que conseguiu reunir, para obter mais pontos. Já os jogos Chuva de Bolas e Festa em Equipa têm conceitos diferentes, sendo uma espécie de jogos cuja progressão depende dos resultados nos minijogos entre turnos.

Os minijogos em si são o principal conteúdo deste jogo e existem numa enorme variedade, divididos entre duas categorias ("Todos contra Todos" e "1 contra Todos") e estão disponíveis tanto nos jogos de Festa na TV como no menu Minijogos. Os jogos de "Todos contra Todos" utilizam apenas o comando Wii para jogar e são geralmente muito simples, embora maioritariamente exijam alguma perícia ou pensamento rápido e não agitar o comando ou premir um botão freneticamente (felizmente, apesar destes também existirem). Já os jogos de "1 contra Todos" recorrem ao GamePad para experiências bastante criativas, onde um jogador tem uma perspectiva diferente e tentará derrotar os restantes em diferentes situações. São jogos, de certa forma, comparáveis aos oferecidos em Nintendo Land, mas aqui mais simples e de curta duração.

Já o modo Festa em Casa utiliza um conceito bastante diferente do anterior, com jogos feitos a pensar em 3 ou 4 jogadores e que utilizam o GamePad e o espaço envolvente à consola, oferecendo também os melhores jogos do conjunto. Daqui, destacam-se imediatamente o "Quem Vê Caras" e "Hora dos Rabiscos", estilo de concursos televisivos: no primeiro, um jogador tira uma foto que represente uma expressão facial que os outros devem adivinhar; no segundo, cada um desenha à vez no GamePad um objeto sugerido para, no final, todos tentarem adivinhar quem teve de desenhar um objeto diferente dos outros. Se estas ideias parecem confusas em papel, a verdade é que na prática provocam gargalhadas gerais. São dois jogos realmente criativos, simples e diretos, que mostram o que é possível fazer na Wii U que nunca teria sido possível noutra consola.

Outros jogos deste modo baseiam-se na comunicação entre jogadores, como o divertido "Restaurante Mii" onde um jogador com o GamePad regista os pedidos dos clientes para depois tentar servir adequadamente, ou "Uma Questão de Carácter", que avalia o que as pessoas acham umas das outras em várias características de personalidade. Destaque ainda para a Batalha de Botões, onde os jogadores cooperam para premir e largar botões dos comandos ligados à consola, numa espécie de Twister para dedos e braços que acaba inevitavelmente em frustração seguida de nova tentativa - um ciclo vicioso de diversão!

Mas o melhor deste modo é mesmo o jogo "Corrida com Água", que utiliza tudo o que a Wii U tem à sua disposição: a televisão, os comandos da Wii, o GamePad e o seu respectivo alcance sem fios. Apesar de ser o jogo mais exigente para preparar, tudo o que é preciso é colocar o GamePad horizontalmente no chão (recomenda-se o suporte), no local mais distante possível da TV. O resto é uma espécie de "Jogos Sem Fronteiras" doméstico: o GamePad é um riacho, de onde os jogadores devem recolher água com o comando Wii e transportar até ao recipiente que se encontra na televisão. A famosa "Magia Nintendo" salta à vista quando temos um grupo de 4 pessoas a correr entre a sala e o corredor, com cuidado para não entornar a água que transportam no comando. De todo o conjunto de jogos dentro de Wii Party U, este é sem dúvida o mais divertido e inovador, mas é pena não haver mais experiências como esta.

Finalmente, o modo Festa no GamePad é baseado exclusivamente em jogos para 2 pessoas (apesar de permitir jogar a solo contra o computador, mas... quem é que compra um party game para jogar sozinho?). Aqui, existem divertidos jogos que colocam os jogadores frente a frente, como "Futebol de Mesa" e "Beisebol de Mesa", onde cada jogador utiliza o botão analógico que se encontra do seu lado. O jogo "Mii em Linha" é outro que se destaca, uma espécie de jogo de tabuleiro competitivo intervalado por minijogos que podem mudar a sorte dos jogadores.

Os minijogos do GamePad são divertidos e originais, sendo que os cooperativos acabam por ser mais divertidos, ao exigir uma boa coordenação entre os dois jogadores. Sendo que nem sempre é fácil juntar 3 ou 4 pessoas em casa para uma festa, este modo é o que será provavelmente mais utilizado, sendo ideal para jogar com um familiar enquanto a TV está ocupada, com um amigo ou até com a cara-metade.

A linha que une todos os jogos e minijogos de Wii Party U é a sua simplicidade e acessibilidade. Qualquer pessoa, mesmo quem não costuma pegar em videojogos, consegue divertir-se imenso com o que este conjunto tem para oferecer. Uma característica interessante é a possibilidade de classificar os minijogos depois de uma partida, criando uma classificação mundial de todo o conteúdo do jogo e que pode ser consultada, servindo de referência principalmente enquanto cada um ainda não escolheu os seus favoritos.


Wii Party U é uma verdadeira festa em casa. É um motivo para juntar amigos e familiares, ou até mesmo um motivo para jogar a dois, algo menos comum neste género de compilações. Disponível nas lojas com um comando Wii já incluído, é um pacote irresistível para quem já tiver uma Wii U, mas também é o jogo que faltava para os fãs dos jogos sociais da Wii darem o salto para todo um novo tipo de festas só possíveis com as inovações do GamePad, com jogos que quebram a barreira do que pensávamos ser possível. Verdadeiros jogos "sem fronteiras".

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18 de outubro de 2013

Sonic Lost World



Se há 20 anos atrás o conceito de um jogo Sonic the Hedgehog exclusivo para as consolas da Nintendo fosse impossível de imaginar, hoje é algo que já não surpreende. Foi com alguma surpresa que Sonic Lost World foi anunciado, um exclusivo para a Wii U e 3DS que rapidamente despertou muita curiosidade com uma simples imagem. Esta nova aventura começa quando Sonic e Tails se despenham no mundo perdido Lost Hex, enquanto perseguiam o Dr. Eggman (Robotnik). Embora este jogo seja lançado para 3DS e Wii U não se trata do mesmo jogo, mas sim jogos com níveis diferentes partilhando apenas o mesmo mundo.

Este novo título é bastante diferente ao que estamos habituados na série e arrisca num conceito de plataformas semelhante a Super Mario Galaxy (curiosamente, do antigo rival de Sonic), com o uso de mini-planetas e o brincar com a gravidade, mas rapidamente deparamo-nos com um jogo diferente, que se suporta em imensos pormenores dos clássicos da série Sonic na Mega Drive, como os diversos Badniks (e muitos deles estreiam-se pela primeira vez num jogo em 3D). Desde os níveis repletos de detalhes como flores que se movem num ritmo frenético ou cascatas que não cessam em esgotar a sua água, aos movimentos de Sonic como o seu modo de correr e habilidade Super Peel Out (que desenha um 8 com as suas sapatilhas), o Spin Dash, ou até mesmo diversas poses se o jogador não premir qualquer botão. Temos ainda níveis bónus espalhados pelo mapa do mundo, que embora não sejam iguais, lembram-nos dos níveis especiais (para ganhar anéis e vidas) de Sonic 2, 3 e Knuckles.

Com este jogo foi possível ter níveis extremamente irreais que parecem vir de um universo surrealista, onde podemos correr por um cilindro e explorar todos os lados do mesmo sem cair, e a exploração destes níveis funciona como nos antigos jogos da série: pensemos na parte de baixo de um cilindro como as zonas mais perigosas, com mais inimigos, e as zonas mais altas as que têm mais tesouros e nos fazem chegar mais rapidamente ao fim. Mais interessante que o modo como exploramos os níveis é a diversidade do mesmo: em jogos anteriores cada zona tinha um tema mas em Lost World podemos ter um nível de neve e logo a seguir um de casino, ou passar das planícies para uma gruta, mas ainda assim mantendo uma coerência bastante forte entre níveis.

Enquanto que nos jogos anteriores nos habituamos a uma jogabilidade que transitava entre o 3D e o 2D, desta vez o jogo é principalmente 3D mas contém alguns níveis vistos de lado, ou partes de níveis nessa prespetiva, mas nestes a transição não é suave e um loading (mesmo que breve) quebra um pouco o ritmo do jogo. Temos ainda níveis ou sequências onde Sonic não trava e são sempre a abrir onde temos de calcular bem os nossos movimentos para não enfrentar morte certa, e no geral são níveis bastante interessantes a explorar.

Excluíndo os acompanhantes de Eggman os personagens que regressam são dos tempos da Mega Drive, ignorando todo um zoológico de amigos e dando apenas alguma importância a Amy e Knuckles, que ainda assim só aparecem em sequências de vídeo. No entanto existe um grupo de novos inimigos a derrotar, os Seis Mortíferos nativos de Lost Hex que se encontram controlados por Eggman até Sonic intervir e, sem querer mas devido à sua impaciência, provocar o caos neste mundo perdido e colocando em perigo todos os que o rodeiam. Estes inimigos de mortíferos acabam por ter muito pouco, pois as suas batalhas são bastante fáceis na sua maioria, e as restantes são bastante frustrantes. Desta vez Eggman não é o nosso inimigo, e tendo em conta a situação acaba por se aliar a Sonic e Tails nesta aventura, mas a relação azeda entre ambos acaba por não despertar muito interesse no jogo.

Windy Hill é a primeira zona do jogo, uma área que nos lembra imediatamente de Green Hill Zone e serve como introdução para a jogabilidade deste título. A primeira sensação que temos é que Sonic está mais lento do que estamos habituados, mas também com um controlo mais preciso que é bastante útil quando temos de atravessar diversos desafios. A qualquer momento podemos utilizar o botão R para que Sonic acelere o passo e que ao entrar em contacto com um obstáculo (como uma parede ou uma pequena plataforma) pode facilmente correr nela devido ao novo sistema de Parkour.

Este sistema faz com que seja possível correr "sem parar", poder saltar entre paredes ou até mesmo escalar mais rapidamente que Knuckles alguma vez conseguiu. Inicialmente este sistema parece complexo, mas rapidamente nos habituamos ao seu ritmo, a saltar entre plataformas e aproveitar o tempo que temos disponível sem perder força, causando um bom fluxo de velocidade. No entanto este sistema cria diversas situações podem levar ao desespero, principalmente quando um erro significa morte certa, um ponto muito negativo quando esta mecânica é fundamental no jogo. Há situações de jogabilidade excelentes, e outras bastante negativas, tal como uma montanha russa tem os seus altos e baixos.

Para além de diversos movimentos já conhecidos Sonic pode agora dar um pontapé (na versão Wii U) ou causar uma lâmina de vento (na 3DS) que servem para derrotar determinados inimigos ou deixa-los vulneráveis. O Homing Attack sofreu algums alterações, estas que permitem atingir um grupo de inimigos tendo apenas o botão premido. De volta estão também os Wisps de Sonic Colours, o exclusivo das consolas Nintendo da última geração que serviu de base para este novo título, e aos já existentes juntam-se  novos poderes. Ainda para os mais puristas e defensores dos jogos clássicos, regressam também os diversos escudos, a invencibilidade e velocidade extra para nos ajudar durante um curto período de tempo.

A banda sonora deste jogo merece ainda bastante destaque, não só por representar bem os níveis que acompanha mas também por manter a boa qualidade que temos vindo a assistir nos mais recentes títulos da série, que nos faz querer ouvir as diversas músicas pelo simples prazer de as apreciar. Após Sonic Generations (que foi um conjunto de remixs de músicas já existentes) é bom ouvir novas músicas, ver que a qualidade não desceu, e ter várias alterações a música para que não se torne repetitivo.


Versão Wii U


Pela primeira vez temos Sonic em alta definição numa consola Nintendo, e nota-se que a equipa aprendeu bem com a experiência que teve noutras consolas e PC em HD, criando uma excelente experiência visual onde mesmo parados num nível temos muito para observar. O jogo corre a 60 frames por segundo, o que para além de causar uma excelente sensação de velocidade causa um forte impacto pois tudo no jogo é devidamente animado. Logo no primeiro nível temos relva que dança com o vento, água que corre em círculos no nível ou cai de cascatas sem nunca secar, flores que reagem quando Sonic passa por elas, tudo é animado e bastante vivo.

Os níveis são autênticas viagens de montanha russa e sempre com surpresas ao virar de cada curva, cheios de partes a explorar e encontrar o melhor caminho para completar o nível. Por vezes podemos enfrentar algumas frustrações devido às armadilhas que nos aparecem, mas aprendendo com os erros temos níveis que sabem bem ultrapassar. Para não entrar no desespero, quando morremos demasiadas vezes num ponto do jogo aparece um Super Guide que nos leva para o próximo checkpoint do nível, algo que já estamos habituados a observar em jogos da Nintendo, principalmente em Mario.

Outro pormenor que torna o jogo mais difícil é que o conceito tradicional de apanhar 100 anéis não significa uma vida extra, e esta ausência de vidas leva-nos a ver o ecrã de Continue mais vezes, levando-nos de volta ao início do nível após derrotados. As frustrações por vezes são uma constante, mas e por vezes o sistema Parkour podia estar mais preso às paredes que temos de percorrer o que facilitava bastante o controlo nos níveis.

A diversidade dos níveis é bastante alta, o jogo apresenta bastantes conceitos diferentes para tirar partido e nunca vemos dois níveis iguais, onde mesmo os que parecem ser "o mesmo" rapidamente mudam de figura e deparamo-nos com novos tipos de obstáculos. Infelizmente esta diversidade não é acompanhada por uma boa quantidade e rapidamente terminamos o jogo, teria sido interessante ver vários conceitos apresentados nos níveis repetidos em diferentes desafios. É curioso observar que algo tradicional como o Grinding onde Sonic deslizava num carril surge muito pouco nesta versão jogo, mas os níveis totalmente feitos nesta jogabilidade são interessantes.

Esta versão oferece ainda um modo cooperativo em que um segundo jogador ajuda Sonic a percorrer o nível, uma ajuda longe de ser vital mas que acaba por ter a participação de um segundo jogador que não é apenas um espectador. Mas caso estejamos perante gente mais competitiva temos ainda um modo local de multi-jogador onde dois jogadores se enfrentam cada um com o seu ecrã (um a jogar na TV e outro no GamePad).

Para além de ser possível jogar o jogo apenas no GamePad usamos ainda o mesmo para controlar vários dos Wisp powers, alguns deles possíveis de controlar quer por controlos de movimento (ou toque) ou controlos mais tradicionais. Os controlos de movimento acabam por se tornar desinteressantes e rapidamente optamos pelo analógico e botões para os controlar.

Nota: o conteúdo da edição Deadly Six disponível no lançamento deste jogo não esteve possível durante o tempo desta análise, sendo que não foi possível explorar esse conteúdo. As funcionalidades de Miiverse, que permitem a partilha de itens entre jogadores, também não esteve presente durante esta análise, não sendo assim possível analisar a sua utilidade.


Versão 3DS


A versão portátil deste jogo traz-nos pela primeira vez, um jogo Sonic portátil com controlos totalmente em 3 dimensões, o que por si já é bastante inovador. Os níveis são "planos" quando comparados com os da versão Wii U mas ainda assim Sonic tem muito por onde explorar as suas novas habilidades. Os níveis também são bastante extensos (principalmente quando se trata de um jogo portátil), ótimo para boas sessões de jogo (e pouco recomendável para curtas viagens).

Esta também não tem toda a variedade de níveis distintos que podemos observar na versão Wii U, acabando por repetir o mesmo estilo de nível em todas as zonas de cada área. Ainda assim apresenta tipos de jogo diferentes em alguns níveis, bastante mais calmos onde correr não é uma prioridade, com alguns quebra-cabeça bastante simples por ultrapassar. Algo que é extremamente nostálgico e exclusivo desta versão é ver Sonic a andar numa prancha de snowboard, o que deixará muitos fãs bastante felizes.

No entanto esta versão tem controlos pouco aperfeiçoados, e enquanto notamos algum trabalho no controlo de Sonic na versão Wii U, esta versão tem os controlos demasiado soltos, principalmente quando saltamos e podemos "navegar" em pleno ar, sendo por vezes complicado acertar em algumas plataformas. Algo que também não ajuda é a câmara estar demasiado próxima de Sonic, tornando a experiência nos níveis 2D algo confusa quando a câmara muda de posição bruscamente.

Durante este jogo existem bastantes sequências animadas para contar a história, sempre acompanhadas por um estilo de humor do género dos desenhos animados de Sonic dos anos 90, que já Sonic Colours representou. Infelizmente as sequências animadas na versão 3DS estão terríveis, com uma resolução bastante fraca quer com o 3D ligado (que em nada ajuda) ou desligado, que torna a imagem desfocada.

Esta versão conta ainda com níveis especiais onde o objetivo é apanhar as esferas para conseguir a Chaos Emerald, e aqui Sonic voa em pleno espaço e temos de o controlar a 3DS através dos sensores de movimento. Nesta versão podemos ainda enfrentar outros jogadores através da internet, e tal como em multiplayer local até 4 jogadores podem competir, em 3 modos diferentes: corrida, batalha e níveis especiais. O jogo permite ainda Download Play mas é bastante limitado aos níveis que tem disponíveis através deste modo.

Outro ponto exclusivo é a possibilidade de criar pequenas engenhocas que permitem ajudar Sonic na sua aventura. Estas pequenas máquinas podem depois também ser transferidas para a versão Wii U para serem usadas no modo cooperativo.

Não se trata de um jogo onde teremos de optar entre as duas versões, mas estando na dúvida a versão Wii U é superior pela experiência que tem a oferecer, mas felizmente ambos os jogos estão mais baratos ao que estamos habituados a ter em ambas as consolas. Qualquer fã de Sonic irá comprar as duas versõese querer competir com os seus amigos, quer localmente, online na 3DS ou derrotar os tempos dos seus amigos (e do mundo, talvez) na Wii U. Aqui recorda-mos bem os anos 90, dos clássicos Sonic na velhinha Mega Drive que nos prenderam tanto e criaram uma forte comunidade de fãs. O simples derrotar de um Badnik para resgatar um pequeno animal é um ponto extra, tal como chegar ao fim e destruir a cápsula que contém estas indefesas criaturas. Na versão Wii U ao resgatar estes animais é importante para avançar no jogo, tornando útil este pequeno gesto.


São jogos um pouco curtos, que podiam oferecer mais conteúdo, mas a exploração de cada nível, juntamente com os Red Rings para colecionar que já são tradição na série, oferecem sempre um bom motivo para voltar aos mesmos níveis, embora que desfrutar dos níveis em si seja motivo o suficiente. Também é um jogo onde vamos desbloqueando conteúdo, que ao completar os diversos níveis conseguimos novos níveis para os modos multi-jogador.


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16 de outubro de 2013

Pokémon X e Y vendem mais de 4 milhões de unidades em apenas 2 dias!

Numa notícia que não deve surpreender muita gente, mas não deixa de ser notável, a Nintendo anunciou ontem que os jogos Pokémon X e Pokémon Y, lançados oficialmente a 12 de outubro, venderam mais de 4 milhões de unidades no Japão, Europa e Américas no passado fim de semana.

Comparando com os dados regionais de lançamentos anteriores, Pokémon X e Pokémon Y tornaram-se, assim, os jogos mais rapidamente vendidos de sempre da Nintendo 3DS, ficando mesmo à frente dos anteriores capítulos da série, Pokémon Black 2 e Pokémon White 2, por mais de 70%. A título de curiosidade, a Nintendo revela ainda que cinco conjuntos de títulos da série ultrapassaram os 10 milhões de unidades vendidas em todo o mundo, sendo que os jogos que marcam mudanças de geração ultrapassaram a fasquia dos 15 milhões:

Pokémon X/Y é a nova febre mundial mas, se estão na dúvida se é um jogo para vocês, recomendamos a leitura da análise do Meus Jogos DS, que poderão encontrar aqui [link].
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10 de outubro de 2013

Lançamento de novos packs Wii U em Novembro


Já no próximo mês de novembro a Nintendo irá lançar 3 packs diferente da Wii U, preparando assim a consola para a época festiva, lançados em datas diferentes durante o mês.

O primeiro é Mario & Luigi Premium Pack e será lançado a 8 de novembro, vem com o jogo New Super Mario Bros U e a expansão New Super Luigi U já incluída num único disco. A consola é a versão Wii U Premium Preta juntamente com um Game Pad da mesma cor, e com 32 GB de espaço no disco. Inclui ainda os restantes componentes das edições Premium como a Barra de Sensores.


Depois no dia 15 de novembro é lançado o Wii Party U Basic Pack que vem com os jogos Wii Party U e Nintendo Land, e juntamente com a versão Branca da Wii U com um disco de 8 GB vem incluída uma Barra de Sensores e um Wii Remote Plus Branco, juntamente com o Game Pad da mesma cor. Este será o pacote ideal para organizar festas nos meses que se avizinham!

Por último no dia 22 de novembro é lançado o Just Dance 2014 Basic Pack que traz consigo o Just Dance 2014 e também Nintendo Land. Tal como o pacote anterior este inclui uma Wii U Branca, uma Barra de Sensores e um Wii Remote Plus e Game Pad Brancos.


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9 de outubro de 2013

Pokémon Rumble U


A série Pokémon Rumble teve o seu início na Wii e surgiu como um jogo que aproveitava os modelos 3d dos pokémon feitos para My Pokémon Ranch, mas colocava-os em batalha, num género de jogo beat-em-up com um simples objetivo: vencer o boss e chegar ao fim. Após passar pela 3DS a série chega à eShop da Wii U com Pokémon Rumble U.

A premissa é bastante simples: pequenas figuras pokémon movidos à corda, que saem de bolas pachinko (pequenas cápsulas vendidas em máquinas onde colocamos uma moeda e recebemos um boneco aleatório) enfrentam-se em diversas arenas onde mais de 100 pokémon podem estar a lutar ao mesmo tempo. Inicialmente começamos com Pikachu e o trio de Pokémon Black e White: Snivy, Tepig e Oshawott, e embora a história seja estes quatro pokémon que se encontraram longe da loja de brinquedos a que pertecem, basta uma batalha para conseguir novos pokémon.

Pelo caminho atravessamos diversas arenas, das mais simples às cheias de armadilhas e decorações, elementos que alteram um bocado o modo como jogamos, mas no fundo não fundamentais para a nossa vitória, ou derrota. Cada arena conta com bastantes pokémon para derrotar e (com sorte) juntar à nossa coleção, e no fim da batalha surge um pokémon Boss, bastante maior que os anteriores, e alguns deles têm até direito a um pequeno destaque na história do jogo.

Algo que ajuda a tornar o jogo mais empolgante é a banda sonora, que embora simples acaba por ficar no ouvido e ajudar muitas vezes na temática geral do jogo e nos níveis que atravessamos. Visualmente o jogo é bastante incoerente, pois embora as arenas estejam bonitas (mesmo que simples) já os pokémon estão demasiado desinteressantes, pois são apenas uma nova reciclagem dos mesmos modelos que já existia nos jogos anteriores, acrescentando apenas alguns pokémon.

Este jogo tirou ainda partido da tecnologia NFC presente no GamePad da Wii U e foram lançados alguns bonecos pokémon para usar no jogo. Infelizmente estes não foram lançados no mercado português, algo infeliz pois este foi o primeiro jogo da Nintendo a tirar partido desta tecnologia. Ainda outro método de conseguir mais pokémon é através de passwords que foram oferecidos de diversos modos.

O jogo não requer muita perícia por parte dos jogadores, onde até 4 podem jogar co-operativamente ao mesmo tempo e enfrentar inimigos em conjunto. Cada pokémon tem 2 ataques e quem usar o Game Pad pode ainda usar o ecrã táctil para apanhar os diversos itens que vão aparecendo na arena, ou tirar partido do Touch Blast, onde após recolher cristais amarelos suficientes podemos causar uma explosão com um simples toque no ecrã, ajudando-nos bastante nas batalhas. A mecânica principal dos elementos de Pokémon continua presente, onde os ataques super-efetivos são extremamente úteis, e para além de ataques temos movimentos que nos aumentam a velocidade, ataque ou defesa, tal como na série principal.

Embora tenhamos disponíveis todos os pokémon da primeira à quinta geração acabamos por usar o pokémon mais forte que temos, este que aparece mais próximo do ecrã numa lista que rapidamente se torna desorganizada devido à muita facilidade que temos em ter vários pokémon, a maioria repetidos. A "estratégia" na maior parte do jogo é desviar dos grupos de pokémon e usar constantemente um ataque, até destruir tudo o que nos aparece à frente, e embora o jogo coloque um contorno colorido no nosso personagem é muito fácil ficar confuso no meio da batalha.



Um jogo para os fãs de pokémon, mas que traz pouco conteúdo e torna-se demasiado repetitivo pois decorre apenas em arenas, eliminando os níveis mais prolongados que tínhamos nos jogos anteriores. Mesmo com mais 3 amigos há muito pouco que torne o jogo interessante, mas longe de estar terrível, pois oferece curtas sessões de caos destrutivo que podem entreter.

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