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28 de junho de 2013

E3 2013: Primeiras impressões dos novos jogos para a Wii U (1)


A convite da Nintendo, tive recentemente a oportunidade de experimentar os novos jogos para a Wii U que serão lançados ao longo deste ano e em 2014, anunciados no Nintendo Direct que deu início à E3 2013. Antes de mais, queria agradecer aos representantes da Nintendo em Portugal pelo convite. O evento ocorreu no showroom da Nintendo e estava recheado de consolas e jornalistas curiosos para experimentar os novos jogos, acerca dos quais partilho aqui algumas impressões.


SUPER MARIO 3D WORLD
Tal como muitos outros fãs da Nintendo, depois de Super Mario Galaxy e SMG 2, estava ansioso para ver o que a equipa responsável por estes títulos estava a preparar para a Wii U. Apesar de não ser bem o que imaginava, gostei do que vi quando apresentaram este Super Mario 3D World, no seguimento do excelente Super Mario 3D Land na Nintendo 3DS. Por isso mesmo, foi este o primeiro que quis experimentar. Ainda estava a testar os controlos no primeiro nível da demo, quando o RP da Nintendo me mostra uma funcionalidade que adorei: bastou pegar num comando e juntar-se ao meu jogo para iniciar uma sessão multijogador. Um aspecto interessante dos níveis que joguei é que são menos lineares que os jogos anteriores jogos da série, com diferentes caminhos que podem ser explorados e vários segredos escondidos.


É possível jogar com o Mario, Luigi, Peach e Toad, todos personagens com características diferentes, ao estilo do clássico Super Mario Bros. 2 da NES. Para além do Mario, pela sua jogabilidade familiar, gostei particularmente de jogar com a Peach, cuja capacidade de flutuar permite fazer saltos mais arriscados e ainda assim não cair fora do cenário. O novo power-up Cat Suit permite transformar os personagens em gatos e é a mecânica mais original deste jogo, mudando completamente a jogabilidade: basta correr ou saltar contra uma parede e o personagem começa logo a trepar! Aqui abre-se toda uma nova dimensão de caminhos possíveis para explorar, sempre recompensados de alguma forma nos níveis com moedas, vidas ou outros segredos. Os controlos são mesmo intuitivos e o jogo tem uma fluidez excelente. Pelo meio, referências a vários jogos da série, incluindo Mario Galaxy, fazem com que tudo nos seja familiar, apesar das novidades apresentadas.


A nova mecânica da transformação em gato é realmente digna de toda a publicidade que tem recebido e faz deste jogo algo extremamente divertido. Tenho de confessar que receio que seja mesmo um power-up "demasiado" divertido... mas se for esse o maior problema do jogo, não haverá problema! Tem tudo para ser o must-have deste Natal para a Wii U!


MARIO KART 8
Aproveitando a companhia do RP da Nintendo, saltei logo para o novo Mario Kart 8 e em modo para dois jogadores. A demo contém apenas 3 pistas, começando pela mais destacada no trailer de apresentação, em forma de uma Fita de Möbius. Não há volta a dar: o jogo é brutal, capaz mesmo de nos dar a volta à cabeça! Joga-se tal como seria de esperar, com todas as mecânicas já conhecidas dos anteriores Mario Kart Wii e Mario Kart 7, mas acrescenta ainda as novas pistas anti-gravidade.


O que sempre foi bastante divertido, agora é de loucos: cortar caminho pela parede, perder completamente a noção do que é o lado de "cima" ou "baixo". A câmara faz também algumas brincadeiras subtis que nos vão fazer inclinar ligeiramente a cabeça, um pormenor que ajuda a realçar a sensação de montanha russa dada por estas novas pistas. Os gráficos são mesmo espectaculares e exploram muito bem as capacidades da Wii U com uma enorme fluidez, mesmo em modo split-screen. Resta ainda dizer que os controlos que usam o giroscópio do GamePad para o tornar num volante funcionam ainda melhor que o antigo volante da Wii e basta premir um botão para alternar entre giroscópio e controlo analógico. Ainda falta quase um ano para o lançamento do jogo, muitas novidades irão surgir pelo meio mas, do que pude experimentar, temos o melhor Mario Kart de sempre a caminho!


WII PARTY U
Surpresa, surpresa! Uma compilação de minijogos foi das experiências mais inesperadas do evento. A quantidade de jogos disponíveis era impressionante, pelo que apenas testei alguns, mas gostei bastante do que vi e acabei por ficar viciado no jogo. Muitos dos jogos disponíveis na demo são para jogar apenas com o GamePad, com dois jogadores em simultâneo. Um exemplo é uma espécie de matraquilhos, onde cada jogador usa o analógico do seu lado para controlar os jogadores e tentar marcar golo na baliza oposta.


Outros jogos dão usos criativos aos botões do comando, ou à funcionalidade da câmara, como um jogo onde alguém faz uma expressão facial para representar uma frase que os outros terão de adivinhar. Deixei uma demo com uma sensação de relançamento da Wii U pois, com um bom investimento de marketing, este jogo poderá tornar-se o campeão das festas na sala de estar durante os próximos anos. Mais eficaz que o Nintendo Land em transmitir a mensagem da consola, deveria fazer parte de todos os packs de Natal para a Wii U nas lojas.
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22 de junho de 2013

Atualização Praça Mii StreetPass: Novos Jogos!


A Nintendo 3DS teve uma nova grande atualização para a Praça Mii StreetPass, com novas funções, puzzles e jogos! Juntamente com novos chapéus para colecionar e finalmente roupas para o nosso Mii, que agora ganhou expressões quando dá respostas pessoais que podemos dar quando temos um encontro repetido com outro jogador, à semelhança do que acontece no Miiverse quando damos uma resposta ou colocamos algo. Os nossos leitores no Brasil, ou com consolas Norte-Americanas terão de esperar mais um pouco, mas o seu lançamento pode estar para breve!

Outra novidade que esta atualização tem é a de ser permitido criar backups dos saves dos nossos jogos. Anteriormente ao apagar um jogo que estivesse alojado no nosso cartão SD, o seu save também era apagado (e todo o nosso progresso nesse jogo acabava em vão), mas agora podemos apagar livremente esses títulos, para criar espaço para outros, e manter os saves!


Voltando à aplicação em destaque, esta é a maior atualização que ela teve até hoje, mas vem com um preço e cada um dos quatro jogos custa €4.99, podendo comprar todos de uma vez em desconto e pagar €14.99. Vamos apresentar e descrever cada um dos jogos em questão:

Batalha Especial Mii: este é um jogo de naves onde temos de enfrentar os malévolos (e adoráveis) piratas espaciais. Embora seja um jogo de controlo lateral por vezes controlamos a nave vista de cima, enfrentando sempre grupos de inimigos e até grandes bosses, enquanto atravessamos diversos perigos nos cenários. Não estamos sozinhos nesta batalha, e as pessoas com quem nos cruzamos torna-se aliados, em que cada cor implica uma habilidade específica: um Mii com roupa vermelha equipa-nos com um lancha chamas, um verde claro com um chicote (que não só destrói inimigos como apanha objetos), um azul com mísseis teleguiados, etc, e algumas habilidades ajudam-nos mais em diversas ocasiões que outras.

Este título foi desenvolvido pela Good-Feel, conhecidos por jogos como Kirby's Epic Yarn, WarioLand: Shake It e estão a desenvolver o próximo jogo de Yoshi a ser desenvolvido para a Wii U.

Jardim StreetPass: o mais relaxante jogo dos quatro (talvez demasiado), onde temos de plantar as nossas flores, que vão sendo regadas à medida que vamos encontrando outras pessoas. Ao desabrochar as nossas plantas e poliniza-las as plantas dos outros vamos criando plantas híbridas ou até novas plantas. O objetivo deste jogo é preencher um diário que vai apontando todas as diversas plantas que vamos tendo.

A GREZZO foi a responsável por este título, que recentemente desenvolveu o The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D e a versão The Legend of Zelda: Four Swords Anniversary Edition, que esteve disponível por tempo limitado para DSiWare.

Conquista StreetPass: aqui somos o governador de um reino, e ao seu dispor tem centenas de soldados sempre prontos para conquistar 20 países que tem pela frente, e ao mesmo tempo proteger o seu reino. Um jogo de papel, pedra tesoura, onde em cada batalha podemos distribuir os soldados de modo a derrotar os nossos inimigos com o menor número de baixas possível, e depois de os organizar para a batalha vence quem teve 2 vitórias em 3. À medida que vamos encontrando outros jogadores, e vencendo as nossas batalhas, os nossos soldados vão aumentando, que não só servem para garantir as nossas vitórias como também para aumentar o nosso castelo.

Quem desenvolveu este título foi a Spike Chunsoft, conhecida pelos muito bem recebidos Nine Hours, Nine Persons, Nine Doors e Virtue's Last Reward, e pelo recentemente lançado Pokémon Mystery Dungeon: Gates to Infinity.

Investigação Paranormal Mii: é curioso que no Ano de Luigi o seu jogo principal Luigi's Mansion 2 não seja a única caça a fantasmas que teríamos na Nintendo 3DS. O objetivo aqui é explorar os diferentes andares duma mansão assombrada e chegar ao topo, e para tal dependemos da ajuda de quem encontramos, que nos oferecem  segmentos de mapa que nos vão desvendando cada um desses andares. A mansão esconde muitas surpresas, e para além dos diversos tesouros que encontramos temos de enfrentar os fantasmas que nos vão aparecendo, numa assustadora batalha. Um jogo que liga dois géneros, um de puzzles e outro ao estilo de um RPG clássico.

É a Prope que nos traz este título, a empresa do criador de Sonic the Hedgehog Yuji Naka, e responsável por recentes títulos como Let's Tap, Ivy the Kiwi? e o futuro Rodea the Sky Soldier, que se encontra desaparecido em combate.

Em baixo temos os quatro jogos em ação, mas mesmo sendo um trailer em japonês conseguimos ver o que nos espera em cada um dos jogos.


À medida que vamos avançando nestes 4 títulos diferentes vamos recebendo Passes que nos permitem adquirir os diversos chapéus e diferentes roupas que vão aparecendo diariamente. São muitos os objetos que temos para desbloquear nesta nova atualização, e para além de chapéus originals conta também com chapéus dos títulos da Nintendo já presentes, como das série Super Mario e Zelda, mas também de séries ainda por representar como Animal Crossing.

Para quem não tenha muitos encontros StreetPass e veja estes jogos limitados para ocasiões escassas não tem de se preocupar. Basta ter Play Coins na Nintendo 3DS para recrutar os já muito conhecidos cães e gatos, ou até ir buscar pessoas com quem já nos tenhamos encontrado no passado. Mas ao contrário dos encontros StreetPass, que nos ajudam em todos os jogos, estas pessoas ou animais que invocamos usando as Play Coins só funcionam nos jogos específico em que as chamamos.
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21 de junho de 2013

Game & Wario

Wario não aguenta, dinheiro e fama são elementos para ele mais importantes que o próprio oxigénio e, mal vê um novo aparelho, começa logo a pensar como é que vai conseguir tirar o melhor proveito dele. Precisamente quando estava no seu sofá em frente ao televisor vê o lançamento de um novo sistema, uma nova maneira de jogar com 2 ecrãs.

"Vou fazer o melhor jogo de sempre e fazer milhões!" pensou logo Wario e… rapidamente se aborreceu e voltou para o sofá. Trabalhar não é o seu forte afinal, mas um curto incidente com um rato ladrão esfomeado inspira Wario para desenvolver o seu jogo e considerar-se a si mesmo um génio. Sendo um jogo da série WarioWare, são várias as personagens que regressam mas com novas aventuras.

Neste novo título não temos um conjunto de mini jogos que duram escassos segundos, como estamos habituados a ver na série, mas sim diferentes jogos que exploram modos diferentes de usar o GamePad. É uma espécie de Nintendo Land ao estilo Wario, mantendo todo o aspeto bizarro mas ao mesmo tempo cativante. Cada personagem tem a sua história que se traduz no modo como jogamos.

Arrow é o primeiro jogo, o que Wario desenvolveu, cujo objetivo é derrotar um exército de pequenos robôs e no fim um boss (todos estranhamente parecidos com Wario). A sua jogabilidade consiste em segurar no GamePad na vertical, puxar a corda do arco enquanto apontamos para disparar setas e usar pimenta para criar autênticas bombas! Embora simples, os níveis vão ganhando algum desafio, os grupos de inimigos aumentam rapidamente e isso torna este jogo mais divertido, todos gostamos de alguma destruição.

Os jogos que vamos desbloqueando usam conceitos bastantes simples e exploram o charme de cada personagem. Nesta análise apontamos apenas alguns dos jogos, deixando alguma surpresa para quando forem jogar Game & Wario:

Jimmy T dedica-se agora ao Ski e tem como objetivo ter o melhor tempo em cada encosta, terminando numa discoteca, pois a febre da dança é muito forte. Para além de impressionar as diversas raparigas com os seus passos de dança, também as vai apanhando num desafio em plena montanha, tentando não cair e deixando-as em diversas discotecas que vai encontrando.

No jogo Camera, Mona é uma repórter e, por isso, usamos o GamePad como uma máquina fotográfica, com que temos de procurar por suspeitos e tirar boas fotografias, tal e qual um paparazzi, ganhando pontos extra por tirar boas fotos! Este é possivelmente dos jogos mais interessantes do grupo devido à sua mecânica e conseguir uma boa fotografia não é simples, atendendo que os suspeitos podem movimentar-se bastante rápido!

Completamente diferente é o jogo de Kat e Ana: Patchwork cai no género puzzle onde peças de feltro são cortadas e temos de construir uma imagem. Existem muitas figuras para completar, distribuídas em modos e níveis de dificuldade diferentes, compensando bastante o curto tempo de jogo que cada puzzle leva a resolver. Também pode ser jogado apenas no GamePad, permitindo ceder a televisão a quem a queira usar.

O jogo Ashley coloca a jovem aprendiz de magia num universo de guloseimas (por acidente), num jogo do género shooter horizontal em que usamos apenas o giroscópio do GamePad e os botões laterais para rodopiar. Os nossos inimigos são bolachas, que destruímos com magia, e enfrentar bosses que são formações de deliciosas bolachas é bizarro e ao mesmo tempo fascinante.

Mas se há jogo com que nos identificamos perfeitamente é Gamer, pois 9-Volt adepto dos videojogos como sempre enfia-se na cama a jogar na sua consola portátil, algo que não agrada nada à sua mãe. Aqui jogamos alguns microjogos durante breves segundos, como estamos habituados na série WarioWare, mas com uma interessante reviravolta pois, enquanto jogamos, temos de estar atentos à (demoníaca) mãe que, se nos apanhar a jogar, Game Over.

Por último, um dos jogos apresentados quando foi revelada a Wii U, foi um jogo de piratas em que movíamos o GamePad para nos proteger de setas. Este foi aproveitado e é agora Pirates, um jogo de ritmo em que usamos o comando como um escudo de ataques de diversas direções. Este é o jogo que melhor capta o que é WarioWare e que, jogando com amigos, pode proporcionar cenas embaraçosas e igualmente divertidas.

Para além de 2 jogos no modo Single que permitem que até dois jogadores participem, existe também o modo Multi com jogos que vão dos 2 aos 5 jogadores. O jogo Artwork coloca os nossos dotes de desenho à prova, onde temos de desenhar uma palavra que surge no ecrã para os restantes adivinharem; em Fruit o jogador que tem o GamePad tem de roubar fruta sem ser descoberto, e o objetivo dos restantes jogadores é descobrir quem é o ladrão.

O jogo usa ainda a componente Miiverse que irá colocar os nossos dotes de desenho à prova. Dentro de Miiverse Artwork podemos ou desenhar uma palavra específica dentro de um tempo ou submeter sugestões a outros jogadores. O desafio de desenho envolve escolher rapidamente uma de várias palavras para desenhar, que podem ser das 200 presentes já no jogo ou sugestões por parte dos jogadores. Em 60 segundos temos de desenhar o melhor possível, e quando terminar (ou o tempo acabar) o nosso desenho é submetido automaticamente no Miiverse. Infelizmente este modo não se encontrava disponível para teste a tempo desta análise.

Islands tem como objetivo atirar pequenas criaturas para uma plataforma flutuante com diversas áreas coloridas com pontos atribuídos, que embora pareça um jogo simples existem algumas surpresas que nos podem favorecer ou arruinar o jogo por completo; por último temos Disco, uma batalha de ritmo entre 2 jogadores, onde um jogador estabelece um ritmo e o oponente tem de respeitar esse mesmo ritmo, tudo dentro da batida da música

Game & Wario é um jogo com diversos minijogos para explorar mas, embora tenha muita diversidade, a quantidade é por vezes escassa. Por um lado temos Patchwork que nos oferece imensos puzzles para completar, mas já Ashley dispõe de muito poucos níveis e acaba extremamente depressa. Até mesmo  Gamer poderia ter mais jogos, pois rapidamente acabamos por repetir os diversos microjogos. Há minijogos bastante interessantes que quando ainda estamos muito entusiasmados já terminamos tudo o que esse jogo tinha para oferecer.

É um título que podia ganhar um pouco com o DLC, acrescentando depois mais mini jogos ou compensar aqueles que têm poucos níveis, e podendo até aceitar sugestões de jogadores sobre que tipos de jogos gostariam de ver, um pouco como as sugestões que vão ser colocadas no Miiverse Artwork. Também o jogo será vendido a um preço mais baixo quando comparando com outros jogos da Wii U, o que acaba por compensar.

O objetivo destes minijogos todos, para além da diversão garantida, é adquirir pequenas moedas, Tokens que podemos usar para obter cápsulas em Chick-N-Win, que nos oferece inúmeros brinquedos e até mesmo mini jogos! Existem muitos para descobrir e coleccionar, e mantêm bem presente o espírito do universo bizarro de Wario.


Se gostam de minijogos, este é um título recomendado e, embora seja mais focado no single player, não deixa de ser divertido para jogar em grupo, passando a vez no fim de cada nível. O artwork desta equipa continua bastante bom, com animações simples e engraçadas, e desta vez podemos ainda encontrar algumas personagens da série Rhythm Paradise! Wario continua a explorar as mais recentes modas, e lançou até o seu Crowdfunder Crowdfarter para poder desenvolver jogos para se dedicar ao que o GamePad da Wii U permite!

É um jogo que vamos querer voltar sempre um pouco, e com a mecânica do Miiverse Artwork vai acabar por prolongar mais a vida do jogo, até porque muita gente já faz excelentes desenhos no Miiverse, mas aqui tem um desafio. Um jogo que também vamos querer colocar os nossos amigos a jogar, desafia-los a bater as nossas pontuações, a custo de passar por algumas situações embaraçosas.


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Crónica: Um mês com Animal Crossing: New Leaf

Tecnicamente, já passou bem mais de um mês, mas tenho de confessar que mal dei pelo tempo passar. O meu primeiro dia foi pacato, apesar de toda a confusão provocada pela Isabelle que me deixou no papel de Presidente de Câmara. Neste universo, chamo-me Oranjo e sou agora o presidente de Citrus, uma pequena vila onde, quando cheguei, nem existiam laranjas!

Claro que isso tinha de mudar e logo encontrei um amigo que me trocasse umas laranjas por pêras da minha vila. Agora, já tenho todos os frutos possíveis, mas não existe um canto da vila onde não se encontrem laranjas... e limões! Como é bom viver em Citrus! Foi a minha primeira medida enquanto presidente e tem sido um grande sucesso. Como as laranjas e restantes frutos valem mais do que as pêras, tenho conseguido bastante dinheiro a vender fruta na loja... tudo para o bem do interesse público, naturalmente – sou um bom presidente, apenas uma parte destes lucros é para o meu próprio benefício, o equivalente a um modesto ordenado.

Nos primeiros dias, tratei de criar uma bandeira para a vila – é uma laranja! Rapidamente começaram a chegar novos habitantes, incluindo o Julian, que é um fabuloso unicórnio azul e branco e já se tornou um dos meus melhores amigos em Citrus. O bom relacionamento com os outros habitantes é importante, então comecei a enviar-lhes cartas personalizadas, às vezes com presentes. Geralmente envio-lhes uma pêra, porque sai barato e eles ficam felizes na mesma. A Marcie gostou tanto, que me enviou em troca um presente inesperado: uma semente de bambu!

Fui logo a correr para plantar a semente de bambu, mas tive de pensar bem no sítio onde queria que ela crescesse. Arranjei uma zona entre o rio e um lago que não tinha nada interessante... semanas depois é o meu local preferido da vila! Enquanto presidente, mandei construir uma zona de campismo, um poço e um banco de jardim, que agora se encontram rodeados de bambu. Estou mesmo orgulhoso!

Estas obras públicas têm um custo, que é o meu trabalho nesta vila. A maior parte do dinheiro que ganhei até agora, foi para ajudar na construção de pontes, postes de iluminação e até um chafariz! Com o que foi sobrando, aproveitei para expandir a minha casa, já tem dois andares e uma sala bem espaçosa. Um dia será uma enorme mansão, mas a minha prioridade é desenvolver Citrus para ser uma vila exemplar. Inaugurações atrás de inaugurações, dia e noite, faça sol ou faça chuva!

Tenho recebido frequentemente visitantes em Citrus, mas também gosto de passear pelas vilas dos meus amigos e interagir com os seus habitantes. Também gosto de levar presentes, sempre que os tenho disponíveis. Já reparei que as pessoas gostam muito do bambu! É o que mais elogiam em Citrus e, por isso, gosto de oferecer sementes para que também possam ter. Muitas vezes ficamos só a passear pela vila, outras vezes vamos jogar para a ilha, onde há sempre atividades diferentes e bastante divertidas em grupo!

No resto do tempo, fico a pescar ou apanhar insectos. Gosto de contribuir para o museu, já tenho uma galeria bem preenchida e até já abri a minha própria exposição! Mais um ponto de visita obrigatório em Citrus, tudo por conta do presidente Oranjo. Agora que há imensas pessoas com as suas próprias vilas no Animal Crossing, apercebo-me da forma como Citrus cresceu imenso em apenas um mês. Os outros presidentes são todos muito diferentes, e isso reflete-se nas suas vilas. Conheço um que adora jardins e tem imensas flores na vila, mas eu gosto mais das árvores. Outro tem uma mansão gigantesca para viver, mas quase não faz obras públicas... vou deixar uma mensagem a dizer "Votem no Oranjo!".

Tal como disse no início, mal dei pela passagem do tempo. E ainda assim, não me conseguia imaginar presidente de outra vila qualquer. Adoro viver em Citrus e vou continuar a fazer desta uma vila melhor para se viver. E se alguém a quiser visitar, pode aceder através do Dream World, é só procurar por Oranjo ou então usar este código: 7800-2061-1547.


Depois de tudo isto, só posso dizer que valeu bem a pena virar a página.
– Oranjo, Presidente de Citrus
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20 de junho de 2013

New Super Luigi U já disponível para download


O conteúdo adicional de New Super Mario Bros. U em que Luigi é a estrela principal já se encontra disponível para download! Este DLC reformula os 82 níveis com novos desafios, preparados para Luigi e a sua mecânica "flutter" que permitem saltos mais longos. No entanto, sendo o desastrado de sempre, travar o nosso herói verde é mais complicado, pois derrapa!


É o ano de Luigi, mas em New Super Luigi U podemos jogar com 3 amigos. Mario não se encontra presente, por isso para além dos Toads, o ladrão Coelharápio é jogável e é uma personagem ideal para os jogadores menos experientes, pois não recebe dano dos inimigos.

Este conteúdo adicional precisa do New Super Mario Bros. U atualizado (em formato físico ou digital) para ser jogado e custa 19.99€. Uma versão em formato físico que contém apenas New Super Luigi U estará disponível no dia 28 de julho. Fiquem com o trailer desta nova aventura de Luigi e companhia, onde poderão ver o que há de diferente.

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19 de junho de 2013

Mostre ao mundo as fotos da sua cidade de Animal Crossing: New Leaf

Já pode partilhar com os seus amigos os melhores momentos do jogo que já vendeu mais de quatro milhões de exemplares… só no Japão!

Animal Crossing: New Leaf, o jogo que já tomou de assalto o Japão com mais de 4 milhões de unidades vendidas em apenas seis meses, acaba de chegar a Portugal para a família de consolas Nintendo 3DS. Ao mesmo tempo, é também disponibilizado no nosso país o serviço Partilha de Imagens da Nintendo 3DS através do qual os jogadores poderão mostrar alguns dos momentos mais especiais do jogo: basta captar uma imagem do ecrã e depois partilhá-la diretamente no Twitter, no Tumblr ou no Facebook.

No Japão, onde o jogo está disponível desde novembro de 2012, Animal Crossing: New Leaf já é um fenómeno também das redes sociais com mais de 193 mil fãs que seguem atentamente os tweets de uma das personagens principais: Isabelle, a secretária do presidente da Câmara, está sempre disponível para ajudar os jogadores a desempenharem da melhor forma possível o seu novo papel na qualidade de autarcas. Os jogadores japoneses têm dado asas à imaginação graças à enorme diversidade de recursos que permitem a personalização de Animal Crossing: New Leaf. Seja no Facebook, no Tumblr ou no Twitter, é fácil encontrar imagens de interiores de casas, peças de vestuário exclusivas e cidades bastante originais.

Esta cativante simulação de vida dá aos jogadores a liberdade de fazerem tudo o que quiserem, na qualidade de presidente da Câmara: podem construir a casa dos seus sonhos, desenhar coleções de roupa exclusivas ou tornarem-se curadores do museu da cidade com coleções que vão desde peixes, insetos, fósseis de dinossauros e arte clássica até tudo o que queiram expor! Animal Crossing: New Leaf decorre em tempo real para que o jogador possa vivenciar diferentes experiências à medida que o tempo passa: enquanto recria a vida com a qual sempre sonhou, as amizades desenvolvem-se e as estações do ano mudam.

Diariamente surgem novos eventos em Animal Crossing: New Leaf, o que faz com que este seja o jogo ideal para ser descarregado através da Nintendo eShop e, assim, poder acompanhar o jogador em todos os momentos e locais. No Japão, onde cerca de 25% das vendas deste jogo provêm de versões digitais, os fãs abraçaram a comodidade de transportar consigo a cidade perfeita na Nintendo 3DS. Quer estejam a jogar sozinhos ou a visitar as cidades de vizinhos através de uma ligação local ou online, Animal Crossing: New Leaf faz com que seja mais fácil conectar-se com outros jogadores e partilhar novas experiências.

Os jogadores podem também fotografar os seus momentos favoritos através de um simples toque nos botões L e R, em simultâneo. Tudo será captado: uma citação engraçada do animal favorito, a decoração da casa que exibe com muito orgulho, uma noite de lua cheia ou o maior contributo enquanto presidente da Câmara. É bastante fácil construir um álbum com memórias deAnimal Crossing.

Graças ao serviço Partilha de Imagens da Nintendo 3DS, os jogadores podem agora partilhar um pouco destas experiências no Twitter, Facebook e Tumblr. Ao visitar este site a partir do navegador de Internet da Nintendo 3DS, os jogadores poderão fazer o upload de imagens diretamente do jogo para as suas contas nas redes sociais sem que para isso seja necessário terminar a aventura*!

* Note que o serviço de Partilha de Imagens da Nintendo 3DS não pode ser utilizado ao mesmo tempo que as componentes online de Animal Crossing: New Leaf.

Podem aceder diretamente ao site de partilha de imagens através deste QR Code.

A Edição Especial Animal Crossing: New Leaf da consola Nintendo 3DS XL, com o jogo pré-instalado, já está também disponível em Portugal, em celebração de uma obra que tem sido alvo de apreciações bastante positivas pela crítica especializada:

Eurogamer.pt, 9/10 - “É uma conjugação feliz, materializada não só nas novidades preparadas pelos produtores deste jogo, mas também nas funções da consola portátil da Nintendo, aproveitadas em pleno, de modo a fazer de New Leaf um jogo claramente melhor”.

FNintendo, 9/10 - “Em New Leaf tudo parece diferente, mesmo para quem tenha explorado Let’s go the City a fundo – e para melhor”. (…) “Observar o crescimento da vila é muito recompensador e com todas as opções de partilha e multijogador, pode-se mostrar ao mundo como ela se desenvolve. Perfeito para pequenas sessões e para amantes do colecionismo”.

Zwame.pt, 9/10 - “Animal Crossing: New Leaf é uma boa escolha e de longe, o melhor jogo da série não só por ser extremamente completo, mas por finalmente introduzir novidades interessantes. É um escape que dá para horas e horas e horas...”.

Meus Jogos DS, 4,5/5 - “O ponto forte deste jogo é a forma como não apresenta nenhum objetivo nem qualquer tipo de pressão ao jogador, mas dá um conjunto de ferramentas e possibilidades para que cada um tenha os seus próprios objetivos”. (…) “Animal Crossing: New Leaf é um jogo perfeitamente indicado para a 3DS, tirando partido ao máximo das funcionalidades da consola, desde o aspeto gráfico e o efeito 3D a pequenas coisas úteis como a possibilidade de tirar fotografias a qualquer momento”.

Parta à descoberta do jogo que já deixou mais de quatro milhões de japoneses “colados” aos ecrãs da Nintendo 3DS! Animal Crossing: New Leaf está disponível nas lojas de retalho portuguesas e na Nintendo eShop da Nintendo 3DS, sendo ainda possível adquirir uma Edição Especial Animal Crossing: New Leaf da consola Nintendo 3DS XL com o jogo pré-instalado.

E não se esqueça que já é possível estar sempre online com a Nintendo 3DS graças à ZON@Fon. Com mais de 500.000 hotspots, a maior rede WiFi em Portugal permite aos utilizadores da consola fazer download de vídeos e jogos, trocar mensagens multimédia com amigos e familiares e jogar com utilizadores de todo o mundo, onde quer que vá e de forma totalmente gratuita.

[Nota: o texto apresentado neste artigo foi retirado de um comunicado oficial da Nintendo Ibérica.]


Por isso adicionem o site de Partilha de Imagem nos vossos favoritos no browser da Nintendo 3DS! As nossas fotografias estão no nosso tumblr meusjogosds.tumblr.com!
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17 de junho de 2013

Super Ghouls 'n Ghosts


Este jogo é um misto de plataformas e acção, desenvolvido pela Capcom, corria o ano de 1991. Pertencente à primeira fornada de títulos da SNES, Super Ghouls ‘n Ghosts foi o terceiro da sua série. O jogo foi relançado diversas vezes, sendo que o último relançamento foi este para a Virtual Console da Wii U.
A história é um cliché dos velhos livros de aventura. Mais uma vez, guiamos o destemido cavaleiro Arthur, na sua missão de salvar a princesa, que foi raptada pelo maquiavélico Imperador Sardius. Este deseja saber o paradeiro das Braceletes da Deusa, o único artefacto capaz de o destruir. Arthur terá de embarcar numa longa e bastante dolorosa caminhada até ao Castelo de Sardius, para o deter. Para vencer a vastidão de inimigos que irá encontrar, Arthur conta, de início, com a sua fiel armadura de ferro e com uma lança de ataque. Ao ser atingido, a armadura de Arthur desfaz-se, deixando-o apenas de boxers. Outro toque e é o fim do nosso cavaleiro.

No entanto, tanto a armadura, como as armas podem ser modificadas. Existem mais duas armaduras e cerca de sete armas distintas, espalhadas pelos níveis, prontas para serem encontradas e usadas. Temos a armadura de Bronze, que permite a Arthur usar uma versão mágica e ligeiramente mais forte da arma que tiver equipada. A segunda armadura é de ouro e possibilita o uso de um poderoso ataque mágico, considerando que mantemos pressionado o botão de ataque. Outra particularidade desta última armadura é a existência de um escudo. O escudo do Sol bloqueia todos os projécteis, mas só o faz uma vez. Podemos fazer o upgrade do escudo para o da Lua. Com o escudo da Lua equipado, Arthur pode bloquear três projécteis e reduzir o tempo que tem de esperar para lançar um ataque mágico (esta última apenas é possível se Arthur tiver a armadura de ouro em sua posse).

As armas de Arthur são variadas, não apenas no seu aspecto, mas também na sua força e eficácia. São, também, infinitas, pelo que podemos usá-las sem receio de que acabem. Como acontece com as armaduras, as armas podem ser encontradas através de inimigos derrotados ou de baús que se encontram escondidos no cenário. De todas, a mais equilibrada e útil é a Dagger. Também temos a Scythe, o Axe, a Tri-Blade, a Crossbow e a Flame. Contudo, nem todos os baús escondem items. Alguns trazem consigo armadilhas, como a Bear Trap ou o Evil Magician. Arthur é capaz de fazer um duplo salto, que lhe permite alcançar sítios que de outra forma não conseguiria. O mesmo não é muito preciso e exige, por isso, muita prática e habituação.

Os inimigos aparecem, literalmente, de qualquer canto e fazem respawn quase imediato, pelo que o melhor é mesmo tentar estarmos sempre a avançar. Uma hesitação, uma paragem, neste jogo, pode ser fatal. A música, particularmente a primeira, adapta-se bem ao jogo e ambiente em questão. Os níveis são bem construídos e giram à volta de uma dificuldade por vezes insana, mesmo em Easy, que por sua vez afasta muitos dos jogadores. O jogo em questão pode ser jogado tanto olhando para a TV, como para o Gamepad, como aliás já vem sendo hábito na Vitual Console da Wii U. Os gráficos mantêm uma frescura impressionante para um jogo de 1991, particularmente, na Wii U. Tanto no ecrã da TV, como no do Gamepad, as cores são vibrantes e os cenários um pouco mais detalhados do que na SNES.


É uma pena que os frame drops, que surgem quando temos muita coisa ao mesmo tempo no ecrã, não tenham sido arranjados e se tenham transladado intactos da versão original da SNES. Um último ponto que não digo negativo, mas que pode dissuadir muita gente, é o facto de, para acedermos ao final de Super Ghouls ‘n Ghosts, termos que terminá-lo duas vezes seguidas. Se uma já custa, duas ainda mais. Não obstante, o jogo prima pelos cenários imaginativos e por um gameplay viciante, para quem gosta de verdadeiros desafios. Por outro lado, a sua dificuldade imperdoável e os incómodos frame drops, podem afastar quem não for fã da série.
Análise por Ivo Silva
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Problemas em jogar online na Nintendo 3DS ou Wii U?


De cada vez que é lançado um novo jogo online para uma consola Nintendo em Portugal, ouvem-se queixas de jogadores que, apesar de terem acesso à internet e conseguirem utilizar o browser, a eShop e até certas funcionalidades online dos jogos, não se conseguem ligar a outros jogadores.

O mais recente caso está a ocorrer agora com o jogo Animal Crossing: New Leaf na Nintendo 3DS, mesmo a alguns jogadores que anteriormente conseguiram jogar Mario Kart 7 online (mas provavelmente já não o fazem há algum tempo). Se isto vos acontece, o mais provável é que não consigam ligar-se a outros jogadores em nenhum título da Nintendo 3DS ou da Wii U, e só não se tenham apercebido antes porque não tentaram jogar online recentemente. Se não estão a conseguir visitar a vila de outras pessoas no Animal Crossing, não conseguem entrar em salas online de Monster Hunter 3 Ultimate nem criar grupos em Luigi's Mansion 2, fiquem descansados pois o problema não é do vosso jogo ou consola, mas sim do router que têm em casa.

Neste caso concreto, as queixas referem-se ao operador MEO, mas é um problema que pode acontecer em qualquer serviço. No caso do MEO, muitos jogadores deixaram de poder jogar online no início deste ano (sem que se tenham apercebido) e pensam que o problema esteja relacionado com o título em causa. A primeira coisa que devem fazer é experimentar outro jogo online como os já mencionados, seja na Wii U ou Nintendo 3DS. Caso se verifique o problema, a única coisa a fazer é ligar para a linha de apoio ao cliente do operador e explicar que não conseguem jogar online com a consola em questão. Visto que, no meu caso particular, a questão foi resolvida com uma simples atualização remota do router em casa, não deverão ter grandes dificuldades em ver o vosso problema resolvido.

Mesmo que tenham problemas com outros operadores, não deverá ser difícil resolver-vos a situação, mas é possível que não a tenham ainda identificada e vos digam que o problema é do vosso jogo ou consola, por isso não se deixem enganar e insistam na questão... ou arranjem um operador que vos deixe jogar online!
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15 de junho de 2013

Retrospectiva F-Zero – Parte 3

Ilustração: Joel Sousa (joelchan.deviantart.com)
Em colaboração com Ivo Silva, já vosso conhecido do nosso Especial Fire Emblem, partilhamos aqui uma excelente coluna do seu blog Art'in (culturaeartepop.blogspot.pt), desta vez dedicada à série de jogos de corridas futuristas F-Zero.

Esta é a primeira parte de uma retrospectiva que será acompanhada pelo Meus Jogos DS e coincide com o mais recente projecto de Shiryu Music intitulado "F-ZERO GO FAST!" – o primeiro volume "Age of SNES" já se encontra disponível para download aqui.


Introdução 

O pai dos jogos de corridas futuristas surgiu, pela primeira vez, em 1990, pelas mãos da Nintendo EAD. F-Zero foi uma série que se tornou conhecida pelo seu sentido de velocidade, por personagens únicas, das quais se destaca o lendário Captain Falcon, pelos cenários vertiginosos, por uma dificuldade elevada e pela sua banda sonora excepcional. Nesta retrospectiva que vos apresento a seguir, vamos falar acerca da evolução da série, desde os seus primórdios, até aos tempos de hoje. A terceira parte está bem aqui. Apertem bem os cintos, vai ser uma viagem alucinante.

Presença em força na GBA

O quarto título da série F-Zero não seria lançado para uma consola doméstica, mas antes, marcaria a sua estreia no mercado portátil. Desenvolvido como título de lançamento para a GBA, pela ND Cube. F-Zero Maximum Velocity chegaria às lojas japonesas a 21 de Março de 2001. Em Junho do mesmo ano, nos dias 11 e 22, o jogo seria dado a conhecer a americanos e europeus, respectivamente. A 16 de Dezembro de 2011, o jogo seria lançado, gratuitamente, para a 3DS como parte da promoção Embaixadores. Maximum passa-se 25 anos depois do original e conta com 10 participantes.


É o único F-Zero sem a presença das quatro personagens originais, que são substituídas por descendentes seus, por motivos da história. Existe um carro bastante similar ao Blue Falcon, do Captain Falcon, que é pilotado por alguém que afirma ser filho deste. O seu nome é Ken Akechi. No geral, o jogo mantem as características da série. Com a dificuldade a manter-se intacta. O modo Gran Prix regressa, com quatro taças e quatro modos de dificuldade. De início, apenas as taças Pawn, Knight e Bishop estão disponíveis, mas a vitória em todas elas, vai abrir a última taça, Queen.


De salientar que o link cable do GBA é, totalmente, explorado por este jogo. Usando o cabo, e com apenas um cartucho, era possível, aos jogadores conduzirem carros genéricos, numa única pista, a Silence. Se tivéssemos dois cartuchos, qualquer dos veículos estaria disponível e qualquer pista poderia ser disputada. Como acontecia com o jogo original, também este usufruía do uso do Mode 7, para dar uma ilusão de profundidade. Maximum Velocity, embora, bem cotado, venderia muito menos que o seu antecessor. Depois de uma parceria, muito bem conseguida com a sua antiga rival, a Sega, em FZero GX, para a Game Cube, a grande N voltou a virar-se para o mercado portátil. Vai ser para o GBA que vão sair os dois últimos títulos da série.


Ambos desenvolvidos pela Suzak. Em 28 de Novembro de 2003, é lançado F-Zero GP Legend, no Japão. O jogo sairia na Europa, a 4 de Junho de 2004 e nos EUA, a 20 de Setembro do mesmo ano. Legend tem um gameplay similar ao do primeiro F-Zero, mas vai manter algumas características de X e GX. O boost é usado como no X e mantêm-se os ataques laterais de GX. São acrescentadas mais quatro personagens, o que eleva o jogo para um total de 34.


Inicialmente, todavia, apenas se pode jogar com Pico, Dr Stewart, Captain Falcon e Ricky Wheeler. (ou Ryu Suzaku, como é conhecido no Japão). As quatro novas personagens, Ricky incluído, são todas provenientes da série de anime do F-Zero, que tinha estreado na altura. Dos 51 episódios, apenas 13 deram no Ocidente, pelo que a série não gracejou de grande popularidade. Assim como neste jogo, o foco passou a ser Ricky e não o tradicional Captain Falcon.



Todos os modos de jogo regressam, com ênfase maior no Story Mode, de cinco missões. (seis se jogarmos com Ricky ou Falcon) Regressa, também, a função multiplayer, via link, que já havia gracejado Maximum Velocity. A versão japonesa de Legend foi um dos poucos jogos que se podia ligar a um E-Reader. As E-Cards eram processadas e transformadas em data usável no cartucho. Tal tecnologia não chegaria, todavia, até nós, devido à impopularidade do E-Reader.


A sequela directa de Legend sairia a 21 de Outubro de 2004. F-Zero Climax foi, somente, lançado no Japão. Visto mais como uma expansão de Legend, do que como um novo jogo, Climax não foi muito bem cotado. Uma das poucas novidades que trouxe para cima da mesa foi a introdução do modo Survival. De resto, o jogo que foi um dos candidatos a uma localização, é muito similar ao anterior.



Daqui a uma semana, acompanhe a última parte desta Retro, enquanto retrocedemos no tempo, para vos mostrar aquele que é considerado por fãs e críticos, como o maior jogo da série, F-Zero GX, para a Game Cube. Não percam. Entretanto, fiquem com uma música do álbum lançado, recentemente, por Shiryu. Para mais, da sua música, consultem os seguintes links: http://shiryumusic.no.sapo.pt/
                                              https://facebook.com/ShiryuMusic


Para a primeira parte da retro, consulte http://culturaeartepop.blogspot.pt/2013/05/retrospectiva-f-zero-parte-1.html?view=flipcard

Para a primeira parte da retro, consulte http://culturaeartepop.blogspot.pt/2013/05/retrospectiva-f-zero-parte-2.html?view=flipcard

Escrito e Publicado por Ivo Silva
Música de Shiryu
Desenho de Joel Sousa



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