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Análises

31 de março de 2013

Distribuição de Meloetta nas lojas FNAC


O pokémon lendário Meloetta, de tipo Normal Psychic, já está a ser distribuída exclusivamente nas lojas FNAC em Portugal. A distribuição começou já dia 22 de março e prolonga-se até 19 de abril. Este misterioso pokémon vem ainda com uma Forme alternativa, do género Normal Fight!

Para a conseguir apanhar só é preciso ir a uma loja FNAC com a consola com o jogo Pokémon Black / White e/ou Pokémon Black 2 / White 2 e no menu inicial escolher Mistery Gift -> Receive Gift -> Via Wireless e seleccionar a Meloetta quando essa opção surgir no ecrã.




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28 de março de 2013

HarmoKnight



Nesta geração, a Nintendo tem apostado bastante mais no desenvolvimento de jogos digitais, pensando em jogos pick and play com conteúdos que nos deixam agarrados a querer descobrir o que há mais nesses jogos. Desta vez é a Game Freak que nos traz uma boa surpresa, com um novo título que não é Pokémon!

HarmoKnight tem uma história bastante batida, mas as personagens são bastante interessantes e têm um charme muito próprio que nos cativa! Tempo é o protagonista silencioso que acidentalmente se vê no papel de salvar Melodia e resgatar a princesa Ariana, que foi raptada por Gargan o líder dos Noizoids. Nessa demanda está sempre acompanhado pelo seu parceiro Tappy, um coelho dançarino, e durante a aventura conhece a arqueira Lyra, o poderoso Tyko acompanhado pelo seu tambor e fiel amigo Cymbi, um macaco que toca pratos.

O jogo está apresentado como um conto infantil ao estilo da banda desenhada, em que a história aparece como tiras ilustradas com efeitos sonoros bastante familiares dentro do género. Toda a apresentação parece um pequeno teatro, mesmo os cenários dentro de jogo são simples, mas o efeito 3D da consola acompanha bem o estilo, mesmo quando são desenhos "bi-dimensionais". O mundo de Melodia surge numa apresentação que nos lembra de Super Mario World e, nas diversas zonas que vamos percorrendo, temos lutas com bosses para defrontar, onde o estilo BD é extremamente evidente e empolgante.

A jogabilidade é bastante simples: percorremos um nível e temos de acompanhar o ritmo da música com diversas ações, principalmente atacar e saltar, e apanhar notas musicais para conseguir uma melhor pontuação. Por vezes temos caminhos alternativos, mas apenas um deles nos dá uma maior quantidade de notas. O jogo é relativamente fácil e, muitas vezes, não precisamos de conseguir todas as notas para ter uma classificação de topo, até porque devido aos caminhos alternativos tal não é possível, e mesmo tendo uma "barra" de vida representada por corações, nunca estamos propriamente em perigo, até porque existem muitos corações para recuperar durante o nível.

As músicas são boas, embora muitas vezes os diferentes níveis tenham só uma versão alternativa de uma música que já ouvimos anteriormente. No entanto, os níveis variam bastante, e cada zona do mundo respeita um género musical diferente, oferecendo variedade o suficiente para que o jogo não seja muito repetitivo. Por vezes Lyra, Tyko e Cymbi ajudam-nos nos níveis, mas a jogabilidade mantém-se igual, mudando apenas o modo como o jogo é apresentado. Temos ainda coisas escondidas pelo jogo que nos faz querer repetir o nível, para desbloquear tudo.


Temos ainda músicas de Pokémon que nos enchem de boas memórias, dentro do género retro e há mesmo músicas com efeitos sonoros dos jogos a acompanhar o ritmo. Infelizmente são uma muito pequena amostra da série, e embora este não seja um jogo de Pokémon, teria sido interessante ver mais conteúdo da série presente no jogo. Seria interessante ver novas aventuras de Tempo e companhia num novo jogo, independentemente do seu género. Embora seja um jogo de ritmo e isso apenas é motivo o suficiente para querer repetir o nível por gostar da música, ficamos sempre a querer mais.

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27 de março de 2013

Lego City Undercover

O Chase McCain é o maior! Considerado um herói em Lego City por ter ajudado a capturar o temível criminoso Rex Fury, Chase é chamado de volta à cidade quando o vilão escapa da prisão... e não é só a cidade que está em perigo, mas também a sua amada Natalia Kowalski! Se nunca ouviram falar destes personagens antes, não se preocupem: em Lego City Undercover ficarão a conhecê-los juntamente com muitos outros, numa história completamente original da Lego e uma grande aventura para a Wii U.


Uma vez que a comparação é inevitável, o melhor é começar por aí: Lego City Undercover é o Grand Theft Auto (GTA) em Lego. Obviamente, uma versão muito mais adequada às crianças e com um humor muito mais leve, mas sem deixar de agradar aos adultos. O chamariz é o mesmo truque dos bons filmes de animação com aquelas piadas que só os pais percebem, pelo meio das piadas fáceis dirigidas aos mais novos. O jogo oferece um mundo e jogabilidade completamente abertos, dando enorme liberdade ao jogador para fazer o que bem lhe apetecer. No entanto, não é necessário roubar carros, pois o herói é um polícia! Basta utilizar o apito e as pessoas travam imediatamente para Chase levar a viatura!
De facto, basta não seguir o primeiro objectivo que é dado quando se começa um novo jogo para se poder gastar horas a explorar o mundo sem sequer ter começado a história. Então, qual é o incentivo? Além do enredo em si, que é bastante divertido, é a progressão na história que desbloqueia novas habilidades: para investigar o caso do Rex Fury, Chase McCain terá de se infiltrar em várias localizações utilizando diversos disfarces, desde o polícia à paisana ao bombeiro ou agricultor. Cada um destes disfarces dá-lhe diferentes capacidades de interacção com o cenário, o que será crucial para o cumprimento das missões que são atribuídas ao herói.

Mas um jogo Lego deste calibre não seria a mesma coisa sem uma grande vertente de personalização. Embora não seja possível fazer construções livremente (as que existem são sempre automáticas e já fazem parte do jogo), há uma variedade impressionante de elementos que se podem utilizar para mudar o aspecto do personagem, podendo-se alterar cada um dos disfarces de Chase McCain: um ladrão com avental de cozinheiro e uma máscara de gorila? Perfeitamente possível!

Como é habitual neste estilo de jogos, há imensa coisa para fazer. Em cada canto há alguma coisa escondida, seja um minijogo rápido ou uma aventura que nos leva inconscientemente numa volta enorme. Tudo no jogo parece lutar pela atenção do jogador, o que faz com que haja sempre novas possibilidades, mas também pode distrair de alguns objectivos. Infelizmente, nem sempre as missões são capazes de captar a atenção tão bem como outros aspectos do mundo do jogo: por cada missão que nos leva em grandes acrobacias, há também uma em que temos de procurar um objecto perdido no cenário, ou juntar peças lego para fazer uma construção. Ainda assim, o humor está sempre presente e faz com que valha a pena prosseguir mesmo nas missões mais ingratas. 
Tendo sido desenvolvido de raiz para a Wii U, o jogo tira partido do GamePad para ter sempre presente o mapa da cidade, com funcionalidades de GPS e muito mais. O comando simula um dispositivo electrónico da polícia com intercomunicador vídeo, detecção de objectos via infravermelhos e até escuta de conversas. O intercomunicador está particularmente bem conseguido, com a voz dos personagens com quem falamos através dele a sair das colunas do GamePad – transmite realmente a sensação de estar a segurar o mesmo objecto que o personagem na televisão! Já a nível gráfico, o jogo cumpre todos os requisitos mínimos e representa na perfeição um mundo imaginário onde as construções, os veículos e os habitantes são feitos em Lego, onde até podemos reconhecer alguns conjuntos que existem à venda no mundo real. Menos impressionante é o tempo perdido em loadings, que felizmente são pouco frequentes mas, quando aparecem, duram uma pequena eternidade.


Há um aspecto do jogo que merece um destaque especial: a localização em Português. Sendo este um jogo onde não há um único balão de texto, a quantidade de falas existentes no jogo é enorme. Embora seja possível escolher o idioma do jogo, recomenda-se vivamente a versão portuguesa, na qual os actores fizeram um trabalho extraordinário! Em vez de simplesmente colocar um nome famoso na capa do jogo, a Nintendo contratou uma equipa verdadeiramente talentosa para dobrar as falas dos personagens que não se limitou a traduzir, mas adaptou os diálogos à nossa realidade, incluindo os sotaques regionais que nos fazem lembrar os bons tempos de adolescência a ver episódios de Dragon Ball! É, de facto, uma versão deliciosa e que nos prende completamente ao jogo.


Lego City Undercover é uma grande aventura com horas de história e ainda mais de simples exploração livre que irá agradar tanto a miúdos como a graúdos, mesmo que seja por motivos diferentes. Um jogo cheio de surpresas e até mesmo referências à cultura pop das últimas décadas, com um conjunto de personagens originais e bastante divertidos, baseado num universo que marcou e continua a marcar a infância de milhares de crianças em todo o mundo.

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26 de março de 2013

Sands of Destruction


Uma situação a que muitos fãs de RPGs europeus estão acostumados é a verem lançamentos de jogos nos mercados japoneses e até mesmo norte-americanos que nunca chegarão ao nosso continente. Noutros tempos jogar estes títulos nunca consola caseira era quase que impossível, mas nos dias que correm importar um jogo não é assim tão complexo, muito graças a lojas online.

No catálogo vasto de jogos do género que a DS teve houve imensos que passaram despercebidos, e que embora não sejam jogos fenomenais não deixam de ser bastante interessantes, com mecânicas próprias e histórias que nos cativam. Parte da equipa de Sands of Destruction é conhecida por títulos de êxito como Xenogears e Grandia, e já há muito que trabalham dentro do género, e semelhanças com estes dois jogos são bastante notáveis neste jogo, principalmente no estilo visual, banda sonora e sistema de combate.

A história segue padrões bastante familiares: Kyrie, o protagonista, tem o poder de destruir tudo em seu redor, reduzindo tudo a cinza e areia, mas não sabe como o fazer ou porque tem esse poder. No entanto isso é extremamente útil para Morte, uma louca rapariga que deseja ver o mundo destruído, e membro de uma aliança disposta a eliminar os Ferals, criaturas antropomórficas que escravizaram os humanos. O mundo é interessante e tem um estilo artístico que nos lembra dos jogos da década de 90, que utilizavam cenários em 3D mas mantinham os sprites nas personagens. Não é algo de novo na DS mas não deixa de ser extremamente nostálgico.

O jogo tem bastante voice acting, que é bom e ajuda a desenvolver mais as personagens, sejam elas importantes ou não. Em certas alturas do jogo desbloqueamos algumas falas que podem ser usadas automaticamente nas batalhas, garantindo uma ajuda adicional. O sistema de batalha é interessante, funcionando à base de combinações de ataques que vamos desbloqueando através de pontos adquiridos no fim de cada batalha, que embora no início sejam muito limitados, à medida que os vamos desenvolvendo torna-se mais gratificante o seu uso. Infelizmente as random battles surgem demasiadas vezes, chegando mesmo a ser penosa a sua frequência.

A frequência com que enfrentamos inimigos torna-se mais grave quando exploramos zonas que mais parecem labirintos, mas no geral as zonas são interessantes, e têm por vezes enigmas para resolver para poder proseguir no jogo. Não temos muita exploração para fazer e o próprio mapa do mundo é um simples menu, o que é pena pois os cenários em si são bastante atrativos. Curiosamente foram lançadas uma série de animação tal como uma adaptação em banda desenhada no Japão, que nos oferece ainda mais sobre o universo e personagens.


Talvez não seja a melhor escolha para quem queira experimentar um pouco mais o género, mas para quem gosta do género é uma boa aposta. Não está ao nível dos jogos que a equipa já desenvolveu no passado mas enquadra-se perfeitamente no espírito dos jogos mais recentes, como os Luminous Arc que saíram também para Nintendo DS. Jogos divertidos, que levam de ânimo leve assuntos bastante dramáticos mas que não deixam de ser sérios.

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22 de março de 2013

Demo de Fire Emblem: Awakening


Aproxima-se cada vez mais o lançamento de Fire Emblem: Awakening e o nosso entusiasmo é cada vez maior, como podem ver na nossa página dedicada ao Especial Fire Emblem. Enquanto esperamos a Nintendo irá lançar já na próxima semana, dia 28 de março uma demo do jogo para experimentar.


A data de lançamento do jogo está marcada para 19 de abril e finalmente poderemos acompanhar a aventura de Chrom e restantes guerreiros, tal como a personagem criada por nós. Relembramos ainda que estará disponível no lançamento uma 3DS XL especial do jogo!
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Luigi's Mansion 2


Quando foi apresentado pela primeira vez em 2011, Luigi's Mansion 2 surpreendeu toda a gente: finalmente uma sequela para o jogo de lançamento da GameCube que, apesar de não ter sido muito popular na altura em termos de vendas, deixou uma legião de fãs ansiosos por jogar mais. Luigi's Mansion foi, em 2002, considerado um jogo bastante inovador e tecnicamente impressionante, mas com pouca longevidade. A primeira hipótese do Luigi saltar finalmente para o estrelato, num universo onde os canalizadores e os personagens vestidos de verde já tinham os seus respectivos reis. Mais de uma década depois, Luigi está de volta com todo o seu carisma e preparado para conquistar um lugar especial no coração dos fãs da Nintendo.

O Luigi é um pobre coitado. Estava descansadinho em casa a ver televisão, quando lhe surge no ecrã o Professor A. Luado e lhe pede ajuda – os fantasmas do Vale das Sombras estão descontrolados e alguém tem de ter coragem para os enfrentar. Luigi não tem coragem, mas vai na mesma porque não tem escolha! Munido do aspirador Sugospectro 5000 e uma estrobolâmpada, Luigi é relutantemente enviado para um conjunto de mansões assombradas em busca de pedaços da Lua Negra que irá permitir controlar os fantasmas e repor a ordem no vale e descobrir quem está por detrás de tanta confusão.

Em Luigi's Mansion 2, o jogador não explora apenas uma, mas várias mansões assombradas. Nestes cenários, existem diversos tipos de fantasmas que Luigi terá de sugar com o aspirador (ao estilo Caça-Fantasmas) depois de os encandear com a estrobolâmpada. Os fantasmas variam desde os mais brincalhões aos mais "agressivos", passando pelos que adoram pregar sustos ao Luigi – e apesar do Luigi se assustar, o jogador só se pode divertir com as situações apresentadas. A jogabilidade é introduzida gradualmente ao longo da história de forma muito simples e intuitiva, aplicando utilidades surpreendentes à capacidade de sugar e expelir o ar com o aspirador: por exemplo, sugar primeiro um balão e depois expelir o ar para fazer o personagem flutuar, ou então sugar um objeto em chamas para fazer uma tocha. Com apenas 2 botões para controlar o aspirador e outros 2 para as lâmpadas, jogar LM2 não podia ser mais simples. Mesmo sem a existência de um segundo analógico, poucas são as vezes em que se sente a falta de um controlo mais preciso.

Em vez de deixar explorar todo o cenário de uma vez, o jogo tem uma estrutura dividida em várias missões onde Luigi terá de atingir certos objectivos, que podem ser a captura de algum destes fantasmas em particular ou encontrar um objeto importante, por exemplo. A estrutura de missões, que geralmente duram entre 15 a 30 minutos, é uma das principais vantagens deste jogo em relação ao anterior. Cada sequência de jogo tem um objetivo concreto, mas também permite explorar os cenários à procura de outros segredos: munido de um dispositivo de luz negra, Luigi consegue encontrar objetos, fantasmas e até caminhos escondidos no cenário. Mais do que um jogo de acção, este é um jogo de puzzles e investigação. Há imensas situações em que o jogador pode ficar algum tempo encravado até decifrar a forma de passar certas salas mas, como tudo o que existe à disposição é o aspirador e as duas lâmpadas, é apenas uma questão de criatividade para interagir com os elementos do cenário. É esta simplicidade que faz com que os momentos "eureka!" sejam bastante gratificantes e motivem a continuar para ver os puzzles seguintes.

Há alguns tipos de missões que são mais recorrentes, como resgatar o Toad, personagem engraçado por estar ainda mais assustado que o Luigi, ou perseguir o Fantacão com o dispositivo de luz negra, mas são sempre divertidas e desafiantes mesmo quando não são as mais surpreendentes. Porque o factor surpresa é um dos elementos fortes do jogo: a surpresa de encontrar fantasmas onde menos se esperava, a surpresa da forma como se resolve um puzzle, a surpresa do que se vai encontrar na próxima sala. As próprias batalhas contas os bosses têm elementos de puzzle incorporados, fazendo com que sejam bastante interessantes de se jogar.

Graficamente, o jogo é impecável, extremamente fiel ao estilo utilizado pelo jogo original mas com muito maior variedade de cenários e objectos animados. Tudo reage ao aspirador, desde os móveis às cortinas, e os efeitos de luz são fantásticos, tirando o máximo partido do efeito 3D da consola para efeitos especiais e até truques com espelhos. As animações, especialmente do Luigi, são o maior feito deste jogo em criar algo especial, tal é o nível de detalhe e a variedade de reacções do personagem a diferentes situações. Com inspiração em clássicos como Scooby-Doo e Mr. Bean, os criadores de LM2 deram a Luigi um carisma ainda mais forte do que o representado no clássico da GameCube: o pobre Luigi está assustado e acontece-lhe todo o tipo de peripécias e, ao mesmo tempo que isso nos diverte, também aumenta a empatia que sentimos pelo personagem.

Além de uma excelente aventura a solo, Luigi's Mansion 2 oferece um sólido modo multijogador para até 4 pessoas que pode ser jogado localmente ou através da internet, chamado Torre dos Sustos. Graças à funcionalidade Download Play, é possível transmitir este modo a jogadores 3DS que não tenham o jogo – o melhor de tudo é que estes poderão continuar a jogar multiplayer depois da consola que tinha originalmente o jogo sair, desde que não desliguem a consola!

O modo Torre dos Sustos é uma espécie de Zelda: Four Swords do Luigi, sem elementos de puzzle mas com muito mais acção, e está dividido em 3 modos diferentes: Caça, Tempo e Fantacães. O modo de Caça é o mais convencional, onde os jogadores exploram diversos pisos de uma torre à procura de fantasmas, dentro de um tempo limite. O modo de Tempo é para os jogadores mais experientes, que lutam contra o tempo para capturar todos os fantasmas de uma sala e, assim, ganhar mais tempo para continuar. Já o modo Fantacães é o mais divertido, no qual os jogadores devem usar o dispositivo de luz negra para procurar e capturar os divertidos cães-fantasma espalhados pela torre.

Apesar de não ser perfeito, o modo multijogadores é uma grande surpresa deste título e permite personalizar as sessões de jogo ao gosto dos jogadores – tempo, dificuldade e estilo de jogo. Infelizmente, para mudar alguma destas configurações no final de um nível, é necessário voltar a criar uma sala do zero e reagrupar os elementos, mas esta acaba por ser uma inconveniência menor. Da forma que foi criado, poderia muito bem dar uma aplicação vendida em separado na eShop, mas não deixa de ser uma grande adição a Luigi's Mansion 2.


Um jogo de "terror cómico", bastante divertido e bastante desafiante, apesar de ser sempre acessível, Luigi's Mansion tem ainda uma boa longevidade com bastantes missões e imensos segredos para desvendar, além do modo multijogadores. A atenção ao detalhe e a constante entrega de surpresas a cada nível que passa faz desta uma sequela que não só está à altura, como supera o jogo original. Além disso, está completamente legendado em Português e acompanhado de uma banda sonora que promete ficar no ouvido durante dias. Luigi pode não ter a coragem de Link ou a energia de Mario, mas tem um carisma único que faz os jogadores sorrir com as suas peripécias. A Nintendo disse que este era o Ano do Luigi, e agora percebemos porquê.

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19 de março de 2013

Ano do Luigi! Nova comunidade no Miiverse!

Luigi? Pára tudo! Aqui quem manda é o Mr. L!
É oficialmente o Ano do Luigi! Para o celebrar, a Nintendo criou no Miiverse uma comunidade dedicada ao segundo canalizador mais famoso do mundo dos videojogos – The Year of Luigi Community!

Os fãs do Luigi que tenham uma Wii U já têm um local onde partilhar as suas opiniões e desenhos ou simplesmente dizer porque o adoram. Dentro da comunidade principal, têm acesso a uma comunidade geral "The Year of Luigi", uma "Developer's Room" onde os criadores dos jogos irão partilhar várias informações e ainda uma comunidade dedicada a Luigi's Mansion 2! Esta última é a primeira comunidade do Miiverse dedicada a um jogo da Nintendo 3DS e pode ser um sinal de que em breve será possível aceder à rede social da Nintendo a partir da consola portátil.


O Meus Jogos DS aliou-se às festividades e, a partir de agora, será possível consultar todas as publicações relacionadas com o segundo herói de verde mais popular da Nintendo, a partir da tag Luigi. Entretanto, relembramos que Luigi's Mansion 2 estará disponível já no dia 27 de março e irá incluir uma capa que brilha no escuro... Bu!


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18 de março de 2013

Monster Hunter 3 Ultimate


Monster Hunter é uma série de jogos intensos de acção com várias características típicas de jogos RPG, que ascendeu ao topo da popularidade no Japão devido à sua componente multijogador, rivalizando apenas com séries como Dragon Quest e Final Fantasy. Monster Hunter 3 Ultimate (MH3U) é o mais recente título da série e consiste numa versão remasterizada e expandida de Monster Hunter Tri, lançado para a Wii em 2010. Este jogo está disponível tanto para a Nintendo 3DS como para a Wii U e oferece o mesmo conteúdo em ambas as versões, com algumas particularidades que serão detalhadas mais abaixo.
Em MH3U, o jogador é um caçador num mundo de fantasia medieval com o objetivo de proteger uma pequena aldeia que o contratou para eliminar os monstros da floresta, depois de um Lagiacrus ter provocado um terramoto devastador. O caçador regista-se também na Hunter's Guild, onde aceita várias missões que o levam a diferentes regiões para caçar ou capturar monstros verdadeiramente impressionantes. Completar as missões ajuda a subir a classificação do jogador e, assim, aceder a missões de níveis elevados, com desafios ainda mais intensos. Além de toda uma campanha em modo para um jogador, disponível na Moga Village, há uma outra campanha disponível em Port Tanzia, que pode ser jogada tanto a solo como em multijogador formando grupos de até 4 caçadores.

Ao contrário do que tipicamente acontece em RPGs, em MH3U não existe o conceito de ganhar "experiência" e subir o nível do personagem para ficar mais forte. A "experiência" existe do lado do jogador, que aprende aos poucos e vai melhorando a sua estratégia, observando o comportamento dos monstros e descobrindo quais os pontos fracos, qual o melhor equipamento a utilizar e que itens convém levar para a caça. Tão importante como o combate é a sua preparação e, neste jogo, partir numa missão mal preparado pode significar perdê-la à partida. Uma arma com afinidade ao elemento de fogo, por exemplo, pode fazer maravilhas num ecossistema frio, mas dificilmente causará mossa aos monstros residentes do vulcão. Uma vez iniciada uma missão, não é mais possível trocar de arma ou equipamento, nem voltar atrás para buscar novos itens sem ter de a recomeçar, daí ser fundamental um bom planeamento.

A experiência de jogo é diferente de jogador para jogador: sendo um jogo aberto, cada um pode definir os seus próprios objetivos, como caçar um Rathian ou um Lagiacrus, ou conseguir o equipamento completo do Brachydios, por exemplo. Há 12 tipos de armas disponíveis, todas bastante distintas e com particularidades para todos os gostos, permitindo cada jogador desenvolver um estilo próprio de combate, mas também facilitando que o possa mudar a qualquer momento e experimentar uma nova arma. É também bastante fácil registar conjuntos de equipamentos adequados a diferentes situações, para depois trocar quando se vai caçar num novo ecossistema ou se regressa a um anterior. Tanto as armas como as armaduras podem ser forjadas ou melhoradas a partir de materiais específicos. É aqui que se desenvolve a progressão de jogo, fazendo com que numa fase mais avançada se torne muito fácil matar os monstros iniciais mas, usando um equipamento mais fraco, estes se tornem novamente desafiantes – algo que muitos jogadores gostam de fazer para se juntar a caçadores mais inexperientes e ajudá-los a progredir.

Rathian – a primeira grande ameaça do jogo
Os combates são absolutamente épicos: desde o primeiro encontro com um Great Jaggi até ao momento em que finalmente caçamos o Lagiacrus (e isto não é sequer metade da campanha do jogo!), passando pela primeira vez que nos surge pela frente um Rathian vindo dos céus e sofremos uma morte gloriosa, cada combate é uma dose de adrenalina. Alguns monstros seguem-nos pelo mapa quando fugimos para outra área, outros fogem frequentemente para zonas onde encontram comida para recuperar energia. As batalhas são intensas e requerem bastante desgaste do monstro, sendo visível pelo seu comportamento quando este já está bastante fraco. As animações são excelentes e transmitem perfeitamente as reacções dos monstros a diferentes situações, o que faz com que se sinta muito mais realismo do que se houvessem barras de energia a dizer-nos que um monstro ainda está muito forte. Por vezes, as missões pedem que se capture um animal vivo. Isto exige muito mais cuidado e atenção ao estado das criaturas, para aprender o timing certo para preparar uma armadilha e tentar tranquilizar o monstro. Como em tudo no jogo, é algo que se torna bastante instintivo com a experiência do jogador, e não uma ação automática despoletada por um "quick-time event" como é comum noutros jogos de ação.

Depois da caça, há que recolher os despojos. Para além das várias formas de obter recursos, como pescar, apanhar insectos ou partir pedra à procura de minerais, é fundamental recolher materiais dos monstros caçados. São estes materiais que permitirão obter novas armas ou peças de equipamento, ou então podem ser combinados com alguns itens para fazer melhores itens para utilizar nas caçadas seguintes. E assim se inicia um novo ciclo: escolher a próxima missão, preparar equipamento adequado e partir novamente para a caça! Ao caçar em grupo, esta fase torna-se ainda mais interessante quando se define uma estratégia conjunta para o próximo monstro, ou se trocam materiais para ajudar alguém a conseguir um certo equipamento.


A quantidade de conteúdo oferecido em MH3U é absolutamente incrível. Não sendo apenas uma versão remasterizada de Monster Hunter Tri, mas quase uma sequela do jogo da Wii, este título oferece um total de 73 criaturas diferentes para caçar, incluindo um completamente novo na série – o imponente Brachydios com os seus ataques explosivos. Destas criaturas, 9 são novas variantes de monstros já existentes e 28 são monstros populares de outros jogos da série como o Azure Rathalos e o infame Plesioth com o seu conhecido ataque de ancas. Além disso, há mais de 300 missões disponíveis, das quais mais de 200 são completamente novas, para não falar nas que serão obtidas gratuitamente por DLC (conteúdos descarregáveis) todas as semanas. Dentro destas missões há um vasto conjunto de desafios de nível "G", o grau de dificuldade mais intenso e que surge aqui pela primeira vez em toda a série – o nome "Ultimate" não está no título por acaso! Isto para não falar na variedade de equipamentos, pois os números são impressionantes só por si: 1398 armas diferentes (das quais 1014 são novas) e 1663 peças de armadura (1028 novas).


Quem jogou Monster Hunter Tri na Wii tem imensos motivos para começar uma nova aventura em MH3U, seja em versão portátil ou em HD. O ecrã secundário das consolas permite agora aceder facilmente a um conjunto de opções de jogo com um simples toque no ecrã, incluindo o mapa ou as barras de estado do jogador. A interface é bastante personalizável e permite até que não se tenha qualquer output de informação no ecrã principal durante as missões, deixando-o completamente livre para o combate. As novas opções de jogo em grupo também são um grande incentivo, sendo mais fácil juntar amigos para jogar localmente graças à portabilidade da 3DS ou online graças aos serviços da Nintendo Network na Wii U. Quem tiver as duas versões do jogo, poderá ainda começar a aventura numa consola e transferir os dados de gravação para a outra e continuar lá a aventura, recorrendo a uma aplicação gratuita para a Nintendo 3DS que não estava disponível a tempo da publicação desta análise.



VERSÃO NINTENDO 3DS

A versão de MH3U para a Nintendo 3DS foi a primeira a ser revelada em 2011, com o nome de Monster Hunter Tri G no Japão. Para além de todo o novo conteúdo já referido em relação ao jogo original da Wii, foi feita uma adaptação impressionante dos gráficos para a portátil, aproveitando ainda o efeito 3D para enriquecer a experiência sem qualquer perda de fluidez gráfica. É um feito notável e está entre os jogos mais impressionantes da consola, apesar de perder um pouco pela paleta de cores utilizadas não ser tão rica como a de outros títulos.
O controlo da câmara é uma pequena falha desta versão, imposta pelas limitações físicas da consola. Na ausência de um botão analógico adicional, implementaram uma "target camera", que foca o monstro com o simples premir de um botão, e ainda um D-Pad virtual costumizável que pode ser utilizado no ecrã tátil. Com estas opções e alguma habituação, acaba por não ser necessário utilizar um segundo analógico. Mesmo assim, foi adicionado o suporte para o Circle Pad Pro para quem preferir jogar desta forma, acompanhando o lançamento de um novo Circle Pad Pro compatível com a Nintendo 3DS XL.


A falha mais gritante é a ausência de um modo de jogo online integrado. O que significa que será possível jogar online com a 3DS, mas em condições muito específicas, sendo necessária uma Wii U ligada à internet com um cabo de rede e a correr uma aplicação Relay Channel (não disponível a tempo da publicação desta análise). Nestas condições, mais vale simplesmente jogar em modo local com alguém que esteja na Wii U, visto que é possível fazer equipas de até 4 jogadores na 3DS ou até 3 jogadores com a 3DS ligados a outro na Wii U. Na ausência de amigos interessados pelo jogo, então a versão Wii U é a escolha a fazer.

A portabilidade, por outro lado, é o principal ponto a favor desta versão. O jogo utiliza o StreetPass para a troca de informação dos jogadores e oferece ainda a possibilidade de procurar ativamente por outros jogadores enquanto se está a jogar, permitindo assim iniciar uma sessão de jogo com pessoas que também estejam a jogar MH3U (algo que em Portugal só será provável de acontecer em eventos relacionados com videojogos e/ou anime). O melhor da versão 3DS é precisamente poder-se juntar um grupo de 4 amigos em qualquer lado para caçar, seja para uma simples missão ou para uma sessão que ocupe uma tarde ou noite inteira!


VERSÃO WII U

A versão Wii U destaca-se essencialmente pelo seu grafismo. Apresentado em HD (1080p) e com texturas bastante melhoradas em relação à versão Wii, o mundo de Monster Hunter ganha uma nova vida com gráficos detalhados e cores vivas. Não é tecnologicamente impressionante, nota-se que não foi originalmente concebido para a consola e só consegue deslumbrar graças à fantástica direcção artística por trás do desenho dos monstros colossais e um desenho dos ambientes. No entanto, é sem dúvida esta a melhor representação feita até hoje deste universo.


A outra característica que diferencia esta versão é a de permitir jogar o modo multijogador online. O jogo permite juntar até 4 jogadores através da internet, ou então jogar em modo local com mais 3 amigos que tenham a versão 3DS. Essencialmente, a experiência de jogo é a mesma em qualquer destes modos, mas jogar com amigos presentes no mesmo espaço é sempre preferível. Ainda assim, o modo online facilita a conversação à distância com a utilização de um teclado no ecrã do GamePad para chat e ainda o microfone para comunicação por voz. Ao jogar online, é possível ver o estado de todos amigos registados na Nintendo Network e tentar juntar ao grupo dos que estejam ligados.

Não há motivo para não se querer utilizar o GamePad, mas o jogo também permite utilizar o Wii U Pro Controller e o Classic Controller / Classic Controller Pro da Wii. O simples facto do ecrã do GamePad ser utilizado da mesma forma que o ecrã tátil da Nintendo 3DS é um grande ponto a favor deste método de controlo, com painéis costumizáveis que permitem aceder a vários atalhos e apresentar toda a informação de modo a ter o ecrã principal (TV) sem qualquer ruído visual. Todos estes métodos de controlo têm uma vantagem em relação à versão 3DS, que é o facto de oferecerem um segundo botão analógico para controlar a câmara. Não sendo realmente necessário, é bastante mais cómodo do que as alternativas no D-Pad ou ecrã tátil.

Brevemente também será possível jogar assim!
Há ainda uma funcionalidade algo "escondida" nos menus que proporciona uma excelente experiência: enviar o output de som para o GamePad em vez da televisão. Utilizando-a em conjunto com um par de auscultadores, tem-se uma enorme sensação de imersão no mundo de jogo: ouvir um Rathian rugir-nos ao ouvido é outra coisa! Curiosamente, poucos jogos da Wii U tiram partido desta possibilidade, mas é algo que faz todo o sentido em títulos como Monster Hunter 3 Ultimate. Especialmente conveniente para jogar pela madrugada dentro sem incomodar os vizinhos.

Ao jogar a versão Wii U, sentem-se duas críticas que seriam aparentemente inevitáveis. No lançamento do jogo, não será possível jogar MH3U apenas no GamePad, sendo sempre necessário utilizar a televisão. Além disso, o modo de jogo online estará restrito à Europa, não sendo possível jogar com americanos. No entanto, a Capcom anunciou que durante o mês de abril será lançada uma atualização para o jogo que irá resolver precisamente estas duas questões. Sendo assim, o único defeito que sobra para a apontar ao jogo é a sensação de que os gráficos poderiam ser mais impressionantes, embora já sejam bastante bons.


COMENTÁRIO FINAL

Monster Hunter 3 Ultimate é um jogo extremamente gratificante e viciante, que oferece uma quantidade e variedade de conteúdo realmente impressionantes. No entanto, não é para qualquer um: MH3U exige tempo, paciência e dedicação, especialmente para quem nunca experimentou um jogo desta série. A grande curva de aprendizagem, no entanto, é diretamente proporcional ao grau de satisfação que o jogo oferece: quando finalmente se consegue derrotar um determinado monstro e se completa uma missão, há uma grande sensação de que isso foi feito graças ao próprio esforço, por oposição ao que acontece nos RPGs onde muitos combates fazem o personagem automaticamente mais forte.

Uma aventura épica que se pode prolongar por mais de cem horas de jogo e um verdadeiro system-seller tanto para a Nintendo 3DS como para a Wii U, sendo precisamente o tipo de jogo de que esta última estava a precisar. Seja a solo ou com um grupo de amigos... Preparem-se para a caça!


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