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28 de fevereiro de 2013

Fire Emblem, por Ivo Silva – Parte II: A chegada à Super Famicom

Continuamos a nossa retrospectiva da saga Fire Emblem, desta vez dedicada aos tempos da Super Famicom (SNES), quando a série permanecia exclusiva do território japonês. Podem ler ou reler a primeira parte aqui.

Parte II – A chegada à Super Famicom
A 21 de Janeiro de 1994, a Nintendo lança o terceiro título de FE para a Super Famicom, a sucessora 16bits da Famicom. Este era um jogo muito mais ambicioso do que os seus precedentes. Estava dividido em duas partes, ou livros: o livro um consistia num remake do FE original, o livro dois era a continuação da história do primeiro jogo. Fire Emblem: Monshō no Nazo (Mystery of the Emblem) abordava mais profundamente a importância do Fire Emblem para o enredo da história e acompanhava a busca de um Marth mais experiente pelas doze partes da Star Web. Munido da sua espada Falchion, Marth conta com a ajuda de diversos companheiros, notavelmente o mago Gato, o cavaleiro aposentado Jagan e a princesa de Talis, e noiva de Marth, Sheeda. O seu objectivo é, mais uma vez, salvar a terra do perigo de um Medeus renascido enquanto tenta, simultaneamente, salvar o seu companheiro do jogo original, Hardin. Hardin, aliado de Marth no primeiro jogo, é agora não apenas o Imperador de toda a Akaneia mas também, sem saber, um peão de Medeus.

A nível da jogabilidade, muitos dos elementos de Gaiden foram abandonados. É mantida a bateria ram save e o uso de ícones para as armas. No entanto, foram introduzidas certas limitações aos jogadores. Por exemplo, os Cavaliers só podiam usar a espada a pé e a lança a cavalo, nunca as duas. Dentro de castelos, abadias ou outros sítios fechados, unidades aladas teriam que desmontar. O Mystery of the Emblem vem oferecer aos jogadores uma história mais complexa, mais cativante e dois novos capítulos extra, desde que sejam cumpridos certos requisitos no jogo. Ambos os livros têm duas bandas sonoras distintas, embora sejam elaboradas pela mesma compositora. Este título, relançado em 2006 para a Virtual Console japonesa, esteve no primeiro lugar da prestigiada revista Famitsu durante um ano – de salientar que na lista dos 100 jogos mais importantes, em 2006, Mystery ocupava a 16ª posição.

Em 1996, foi produzida pela KSS e pelos estúdios Fantasia, uma série anime baseada na história do livro 2 deste jogo. Dirigida por Shin Misawa, a série não teve grande popularidade e foi descontinuada após apenas dois episódios. A adaptação para inglês foi levada a cabo pela ADV Films.

Apenas dois anos mais tarde, a 14 de Maio de 1996, seria lançado, para a Super Famicom, Fire Emblem: Seisen no Keifu (Genealogy of Holy War). Aquele que era o quarto título da série, foi, também, o último a ter a participação de Gumpei Yokoi, que iria falecer em 1997. Originalmente pretendia-se que o jogo estivesse dividido em três partes distintas. Porém, a falta de tempo levaria ao cancelamento da terceira parte. Situada no continente de Jugdral e com um total de oito nações, a história não tinha qualquer relação com os jogos anteriores. O enredo gira à volta de 12 Cruzados responsáveis pela divisão do continente e pela derrota do senhor da Trevas, Loputosu. O protagonista da primeira metade do jogo era o cavaleiro Sigurd, um dos descendentes dos Cruzados. Com a espada Tyrfing, Sigurd conta com a ajuda da jovem Diadora, que se torna sua mulher, e de inúmeros guerreiros numa luta para evitar que os Duques de Granbelia ocupem para si o trono.

O desfecho desta primeira parte é surpreendente e chocou muitos jogadores na época. No entanto, e a fim de evitar estragar a experiência de quem venha a jogar o título, não mais vou falar acerca disso. 17 anos após a conclusão dos acontecimentos da primeira parte, é-nos dado para controlar Celice, filho de Sigurd. Celice, líder do exército revolucionário de Grandbel, inicia uma guerra civil no Império, enquanto luta contra a influência dos duques e a resistência do seu próprio irmão, Julius, apelidado de príncipe das trevas. Celice, chamado de príncipe da Luz pela população, tem ainda a dura tarefa de evitar o renascimento do demoníaco Loputosu. Mas, como em qualquer FE, o peso de tal tarefa não era só seu. Ao longo da aventura, muitos outros se iriam juntar à luta. Destaque para Shanan, o professor de Celice.

A nível da jogabilidade, este era um FE muito diferente dos restantes. O jogador  começa com um castelo inicial, no qual podem ser feitas subidas de nível, e deve, a todo o custo, evitar a sua conquista. Podiam-se fazer, em castelos aliados, compras, armazenamento e reparação de items. Cada unidade disponha do seu próprio dinheiro, sendo que apenas amantes ou ladrões o poderiam partilhar. Existem apenas sete oponentes por capítulo e as personagens que perderem em níveis de arena não morrem, apenas têm o seu HP reduzido a 1. Cada unidade dispõe do seu próprio conjunto de movimentos especiais. Genealogy dá uma importância enorme aos relacionamentos entre as personagens e as suas consequências. As personagens podem apaixonar-se, ao acumularem uma grande quantidade de Love Points. Isto conduz a criticals bastante eficazes durante as batalhas. As habilidades dos apaixonados transitam para a sua descendência na segunda parte do jogo. Este interessante capítulo da série foi relançado em 2007 para a Virtual Console nipónica. Uma bela obra de despedida de Yokoi.

Com a popularidade de FE em alta e aproveitando o sistema Satellaview, foram transmitidos de Setembro a Outubro de 1997 e de Abril a Maio de 1999, quatro jogos curtos da série. Chamados de Akaneia Saga, estes jogos passavam-se algum tempo antes do começo do jogo original e tinham apenas um mapa, com vozes e músicas faladas em japonês. O objectivo era conseguir o melhor score, antes do fim do tempo disponível. O primeiro era o Fall of the Palace, onde se comandava Nina e se tentava uma fuga do castelo. O segundo chamado de The Red Dragon Knight, tinha Minerva a unir-se a um inimigo para parar a destruição das vilas. O terceiro chamava-se Chivalors Thieves e consistia em, com Richard, roubar o máximo de ouro existente no palácio de Akaneia. A quarta e última parte, chamava-se de The Begining, consistia numa luta desesperada contra Medeus.

A 1 de Setembro de 1999 foi lançado, via download através da Nintendo Power Cartridges, Fire Emblem: Thracia 776. Este foi o último jogo da série a ser feito para a Super Famicom e prossegue a história do jogo anterior (Seisen no Keifu), situando-se no período de tempo entre os capítulos 5 e 6. Nele é contada a história de Leaf, filho do príncipe deposto de Lenster. A Leaf cabe a tarefa de derrotar os Dragon Knigts do Rei de Trabant e restaurar o seu reino. Encontrando refúgio em Fianna, Leaf inicia essa sua jornada com a ajuda do cavaleiro Fin e da princesa Nanna. A história, talvez por ser um sidestory do jogo anterior, não é tão épica, embora seja no geral um jogo muito polido e agradável de jogar. Este FE, relançado em cartucho normal, por volta de 2000, introduziu elementos novos e duradoiros para a série. O Fog of War ou o Night Combat, foram aqui utilizados pela primeira vez e exigiam o uso de tochas para ver melhor o mapa de batalha. Foram também usados os comandos Capture, para possibilitar às unidades aliadas prenderem um inimigo e confiscarem o seu equipamento, e Rescue, para resgatar do perigo unidades com HP reduzido. Este foi o único jogo da série a servir-se de um sistema de stamina para as suas personagens. Thracia seria lançado em 2008 para a Virtual Console, mais uma vez, somente no Japão. Este marcou o fim de uma era para a série.

O lançamento da Nintendo 64 em 1996, não foi acompanhado com um novo FE. Planos para FE 64 foram esquecidos e colocados totalmente de parte com o falhanço comercial do periférico da Nintendo, o 64 DD. Para piorar a situação, Shouzou Kaga abandonou, após a conclusão de Thracia, a Nintendo. Criando o seu próprio estúdio independente, a Tiirnanog. O primeiro jogo que desenvolveu foi Tear Ring Saga para a PSX, consola da concorrente Sony. Lançado em 2001, este revelou ser um jogo muito similar ao FE, tanto a nível gráfico, como de jogabilidade. A Nintendo apresentaria um processo por infracção de direitos, mas acabaria por perder o caso e recebendo apenas uma indemnização, sem que o título fosse retirado das lojas. Uma sequela deste titulo, Bernick Saga, nasceria, após isso, em 2005 para a PS2.

Apesar de toda a turbolência após Thracia 776, Fire Emblem renasceria com força maior em 2001. 
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26 de fevereiro de 2013

Wii mini será lançada em Portugal


Não joga com 2 ecrãs mas contém um enorme legado de excelentes títulos: a nova Wii mini chega a Portugal no próximo dia 27 de março e é uma versão compacta da consola Wii.
Este modelo não contém opções de ligação à internet (não permitindo jogar online nem adquirir jogos em formato digital), mas é compatível com a maioria dos atuais acessórios para a Wii. A embalagem inclui uma Wii mini preta com bordas em vermelho e ainda um Comando Wii Plus e um Nunchuk vermelhos. O design da consola, certamente, não passará despercebido.
Embora a Wii U seja totalmente compatível com os jogos da Wii, esta Wii mini é uma boa alternativa para quem quer simplesmente desfrutar do catálogo de jogos da consola que revolucionou o mundo dos videojogos, a um preço acessível. Juntamente com o lançamento da consola, será expandido catálogo de jogos Nintendo Selects para incluir Mario Party 8, Wii Sports Resort, Mario Power Tennis e Super Paper Mario a um preço reduzido.
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22 de fevereiro de 2013

Novo trailer de Monster Hunter 4


Enquanto aguardamos impacientemente o lançamento de Monster Hunter 3 Ultimate, os japoneses antecipam já o novo Monster Hunter 4, exclusivo para a Nintendo 3DS. O novo jogo promete bastantes novidades, especialmente um modo de combate muito mais dinâmico do que o tradicional da série. Podem ver o trailer em seguida:



Entretanto, já é possível experimentar as demos do Monster Hunter 3 Ultimate, bastando para isso aceder à eShop na Nintendo 3DS ou na Wii U e fazer o download da respectiva versão!
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17 de fevereiro de 2013

Little Inferno


Comecemos pelo essencial: Little Inferno é uma perda de tempo. Esta é uma afirmação forte e capaz de fazer com que muitos não queiram ler mais, mas este jogo é precisamente para quem também não se importa de perder algum tempo a ler sobre ele.

Na sua vertente mais elementar, Little Inferno é semelhante a um conjunto de jogos "sociais" em que fazemos vezes sem conta um conjunto de acções rotineiras que, geralmente, envolvem um tempo de espera ou uma transacção monetária. Mais morangos para a quinta, um novo frigorífico para o restaurante... não sabemos bem como, mas perdemos horas a fio com este tipo de jogos cujo retorno acaba sempre por ser muito baixo ou nulo. E se um jogo "deste género" nos desse alguma coisa em troca? Mesmo que fosse... a clara noção de que estamos a perder no nosso tempo?


Está muito frio lá fora. Não pára de nevar e a poluição encobriu completamente o céu. Acima das colunas de fumo, no balão meteorológico, confirmam-se as previsões de mais frio para os próximos tempos. As pessoas isolaram-se em casa, tentando aquecer-se com aquilo que podem. A Tomorrow Corporation inventou um brinquedo perfeitamente apropriado a esta situação: a lareira Little Inferno, onde as crianças podem queimar todos os seus brinquedos de forma divertida, para se manterem quentes. Uma abordagem, no mínimo, interessante para ajudar as crianças a lidar com o frio e o isolamento.
No jogo, somos precisamente uma dessas crianças em frente à lareira. À nossa disposição, temos um catálogo de objetos que podemos encomendar para, em seguida, colocar na fogueira e queimar. Cada objecto tem uma interacção própria com o fogo e, ao queimar alguns destes em conjunto, podem ocorrer combinações especiais. A componente de puzzle entra precisamente aqui, com uma lista de pistas misteriosas que devem ser decifradas para descobrir quais objetos queimar em simultâneo. Ao queimar todos os items de um catálogo e resolver algumas combinações, é desbloqueado um novo catálogo. As encomendas dos catálogos funcionam como nos jogos "sociais", havendo um tempo de espera para a entrega dos objectos (que custam dinheiro) e podendo pagar-se para uma entrega imediata. Felizmente, todo o dinheiro é virtual e facilmente obtido ao queimar coisas.

O jogo pode ser inteiramente jogado no GamePad ou na televisão, utilizando um comando Wii ou o ecrã tátil para arrastar os objetos para a lareira e depois incendiá-los. O estilo artístico é inconfundível, da responsabilidade de Kyle Gabler, criador do fantástico World of Goo. O mesmo pode ser dito da subtil, mas excelente banda sonora, que está disponível gratuitamente na página oficial do jogo. Igualmente subtil é a história, praticamente inexistente ao início mas que se vai desvendando aos poucos através de cartas recebidas, quer da vizinha (que tem uma lareira igual), quer de outros personagens.


Mas o que acontece após queimar todos os objectos dos catálogos disponíveis? Para não estragar a surpresa, digamos apenas que desbloqueamos o fim do jogo e que esta é uma experiência completamente diferente. Uma ruptura quase chocante com o que são até aí as regras do jogo e algo que faz com que todo aquele tempo "perdido" não tenha sido em vão, mas sim o caminho para lá chegar. Little Inferno é um jogo bastante divertido e também bastante casual, mas traz consigo uma forte mensagem para quem a quiser procurar. Uma sátira aos chamados jogos sociais que, ironicamente, daria um dos melhores jogos sociais alguma vez feitos.

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Fire Emblem: War Memories, por Shiryu – Parte II

Fire Emblem: War Memories é o título do álbum dedicado à banda sonora dos jogos da série Fire Emblem, criado pelo incansável artista Shiryu para o especial Meus Jogos DS – Fire Emblem. Podem encontrar a primeira parte deste projecto aqui, com músicas dos jogos lançados entre 1990 e 1996.

Aqui poderão ouvir a segunda parte do álbum, com músicas dos jogos lançados entre 1999 e 2003, com especial destaque para o título da GBA que foi também o primeiro jogo publicado no Ocidente. Enjoy!

XI – Kingdom of Isaac
Fire Emblem: Thracia 776 (1999)

XII – The Dawn of Battle
Fire Emblem: Thracia 776 (1999)

XIII – Path of Roy
Fire Emblem: Fūin no Tsurugi (2002)

XIV – The Black Fang
Fire Emblem: Rekka no Ken (2003)

XV – Utopia
Fire Emblem: Rekka no Ken (2003)


XVI – Faraway Travels
Fire Emblem: Rekka no Ken (2003)

XVII – The Dragon God
Fire Emblem: Rekka no Ken (2003)
XVIII – Lyn's Wish
Fire Emblem: Rekka no Ken (2003)

XIX – Requiem
Fire Emblem: Rekka no Ken (2003)

XX – Ride!
Fire Emblem: Rekka no Ken (2003)
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14 de fevereiro de 2013

Animal Crossing: New Leaf – data de lançamento


Um dos jogos de peso do ano será Animal Crossing: New Leaf, que teve o seu devido destaque na Nintendo Direct de fevereiro. Qualquer destaque que possamos dar ao jogo é pouco, pois trata-se de um jogo único e que muitos vêm a pedir desde que a 3DS foi anunciada. Por cá a espera já é pouca, pois o jogo será lançado dia 16 de junho nas lojas e na eShop. O formato digital é fortemente recomendado pois torna-se extremamente conveniente ter o jogo sempre disponível connosco.

A Nintendo tem vindo a dar especial atenção ao jogo no Japão, lançando uma 3DS XL especial e criando até Nintendo Directs dedicados, cada um deles dedicados a novos pormenores e partes do jogo, onde a experiência de cada jogador muda devido às personagens que vai encontrando na sua cidade. Agora podemos ver um dos Nintendo Direct devidamente traduzido:


Há muito para explorar e partilhar, mas principalmente mesmo muito para coleccionar e mostrar aos nossos amigos. Neste novo jogo assumimos o papel do presidente da vila, algo que não é inteiramente novo pois esse tem sido uma das nossas responsabilidades nos jogos da série, entre outras. Mas desta vez temos muito mais liberdade no que podemos fazer na vila. Um jogo para estar especialmente atento! Para ficar a saber muito mais sobre este jogo, basta ver o vídeo em baixo.

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Fire Emblem 3DS XL anunciada


Um dos jogos mais aguardados do ano é Fire Emblem: Awakening, e como podem verificar no nosso especial dedicado à série, o nosso entusiasmo é bastante! O Nintendo Direct de hoje pode não ter dedicado muito tempo ao jogo, mas mesmo tendo sido "pouco" este trouxe novidades muito boas!

A data de lançamento do jogo está marcada para 19 de abril, tanto nas lojas como em formato digital, e como um pedido de desculpas por parte da Nintendo, irá sair uma Nintendo 3DS XL especial de Fire Emblem exclusiva para o território europeu! Tal como a 3DS Cobalt Blue especial lançada na América do Norte e no Japão, esta consola traz pré-instalado o jogo.

Também como nos restantes territórios o primeiro DLC do jogo será completamente gratuito, para puxar o interesse dos jogadores para a compra dos restantes. Para publicitar ainda mais o jogo e o dar a conhecer a muitos outros, estará disponível uma demo logo no início de abril!
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Nintendo Direct 3DS - fevereiro


Decorreu mais um Nintendo Direct, desta vez dedicado à 3DS e trouxe consigo uma boa dose de novidades, anunciando diversos jogos inesperados. O foco principal desta apresentação foi Luigi, e para lhe dar destaque e tira-lo um pouco da sombra de Super Mario, 2013 será "O ano do Luigi".

E como não podia deixar de ser este Direct começou com Luigi's Mansion 2, o principal jogo de Luigi este ano que estará à venda dia 28 de março! Para falar mais sobre o jogo foi convidado Shigeru Miyamoto naquela que foi a sua estreia nestas apresentações, e falou da jogabilidade do Sugospectro e o modo como interagimos com os diferentes cenários, para além de capturar os diversos fantasmas.

Foi ainda demonstrado o modo de multijogador que permite sessões de jogo localmente (o jogo suporta também Download Play) ou através da Internet. Ficamos a saber um pouco mais sobre os fantasmas que vamos encontrar, entre eles os Bus e um cão sedento de ouro, e o modo como todos eles interagem com os cenários, explorando as diferentes características desses espaços.

As novidades sobre o Luigi não ficaram por aqui. Já no verão deste ano teremos o quarto capítulo da série Mario & Luigi, um RPG que tem acompanhado as consolas portáteis desde a GameBoy Advance. Desta vez entramos dentro dos sonhos de Luigi onde ele é a principal estrela, existindo até inúmeros Luigis, todos eles a estrela principal nos sonhos do mesmo. Também este verão teremos Mario Golf World Tour (onde Luigi também é estrela), para a 3DS, que continua com o mesmo género de golf que temos vindo a acompanhar na série.


Mas para ser definitivamente o ano de Luigi foi anunciado um DLC bastaste extenso para New Super Mario Bros U, chamado New Super Luigi U que reformula o jogo e os mais e 80 níveis, feito a pensar apenas no single player, em que controlamos Luigi numa aventura solitária.

Talvez a novidade que deixou muita gente ansiosa foi Donkey Kong Country Returns 3D com data prevista já pare este verão! Uma importação do aclamado jogo de Wii que viu o regresso de Donkey e Diddy Kong aos jogos de plataformas tradicionais. O jogo está a ser desenvolvido a pensar na 3DS, e talvez termina aqui o segredo sobre o possível jogo que a Retro Studios estava a trabalhar (mas nunca se sabe). Ainda hoje teremos disponível na eShop um vídeo deste jogo!

 

Mais um jogo de peso prestes a ser lançado é Monster Hunter 3 Ultimate, disponível em simultâneo para a 3DS e Wii U no dia 22 de março, e para dar algum destaque a esta série ambas as versões serão lançadas também em bundles especiais. Na versão portátil teremos uma Nintendo 3DS XL Preta, com uma cópia digital do jogo (será lançado no mesmo dia o Circle Pad Pro XL), e na versão caseira teremos uma Wii U Premium Pack com uma cópia do jogo mais um Pro Controller. Já na próxima semana teremos demos disponíveis para ambas as consolas!

Por falar em bundles, Fire Emblem: Awakening terá também uma versão muito especial para os fãs Europeus! Este jogo estará disponível no dia 19 de abril, mas para saberem mais podem ver aqui neste post dedicado.

Castlevania: Mirror of Fate, após estar algum tempo esquecido será finalmente lançado a 8 de março, e juntamente com ele serão lançados alguns jogos este ano para públicos mais dedicados, como Etrian Odyssey IV: Legends Of The Titan, o bastante aguardado Project x Zone que será lançado este verão, e alguns jogos na eShop como Splash or Crash, Code of Princess. Ainda na eShop será lançado Mario and Donkey Kong, mas desta vez ambos os personagens trabalham em equipa juntamente com Pauline.



Enquanto esperamos por Pokémon X e Y podemos explorar outro tipo de jogabilidade da série em Pokémon Mystery Dungeon Gates to Infinity, disponível a 17 de maio. Ainda dentro deste espírito será lançado Inazuma Eleven 3 para a 3DS já este verão, saltando assim a versão DS lançada anteriormente no Japão.

Dos jogos mais aguardados da Nintendo 3DS é Animal Crossing: New Leaf, finalmente com data de lançamento agendado para 14 de junho! Um jogo tão especial que merece o seu próprio destaque  e podem ver aqui.

Para quem não consegiu assistir em direto à apresentação, ou quiser ver novamente, poderá assistir ao Nintendo Direct completo na ligação que se segue. 2013 não será só o Ano de Luigi mas também um ano de peso para a 3DS, com o catálogo de jogos bastante forte que irá agradar a muitos. Ainda estamos no segundo mês do ano e já estamos ansiosos pelo que vem aí, e vocês?

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12 de fevereiro de 2013

The Denpa Men: They Came By Wave


O meio digital é uma ótima maneira de distribuir jogos simples e bastante viciantes, que nos fazem voltar vezes sem conta e ao abrir a consola parece que têm um balão em cima a dizer "joga-me…", isto sem que seja preciso uma notificação que serve de desculpa para abrir o jogo.

Os Denpa Men são pequenas criaturas coloridas que vivem em todo o lado, flutuando pelas ondas de rádio em nosso redor. É muito provável que esteja agora mesmo um no teu ombro a olhar para esta análise, e outro na tua cabeça (só que tu não sabes, pois não os vês a olho nú). Para que os consigas ver só precisas de uma 3DS e deste jogo, pois as câmaras da consola são as únicas capazes de revelar estas pequenas criaturas. Pelo menos é o que nos dizem.


O jogo foi feito a partir da seguinte receita, o suficiente para que fosse cativante e muito recomendado, principalmente aos fãs do género de RPG:
Tudo isto é preciso para que possamos ajudar um Denpa Men numa aventura para resgatar a sua amada das garras do King of Evil! O que torna este jogo ainda mais especial é a personagem principal ser aleatória, mudando de jogador para jogador, mas são sempre bastante simpáticos pois frequentemente falam connosco. Para os ajudar contamos com outros Denpa Men que temos de procurar e capturar em diferentes locais, por isso não fiquem apenas pelas vossas casas e procurem-nos em todo o lado!


A mecânica de RPG lembra-nos de diversos jogos tradicionais do género, só que com 8 personagens na equipa, cada um com as sua próprias habilidades apresentadas pela antena que tem (ou não), a cor que vestem que representa a sua resistência aos diferentes elementos, e até o seu tamanho que influencia a sua força. Mas todos partilham o modo como atacam os diversos inimigos: à cabeçada!

Por falar em inimigos, estes lembram-nos de Dragon Quest por serem extremamente carismáticos e bastante diversos para um jogo tão simples, e estão sempre visíveis, livrando-nos de batalhas aleatórias frustrantes. Existem até monstros de tal modo engraçados que nos dá vontade de os coleccionar (ou ter peluches dos mesmos)! No entanto, o jogo peca um pouco pela falta de história.

Que adorável!

Este jogo podia ter sido a derradeira aventura da Praça Mii StreetPass, num formato mais tradicional e com mais conteúdo, mas acaba por ser mais interessante com as suas próprias personagens, estas que são imensas e geralmente cómicas (ou por vezes deprimentes). Com muita pena o jogo não utiliza o StreetPass, o que podia ser útil para recrutar personagens usados por outros jogadores, mas felizmente podemos utilizar QR Codes para partilhar os nossos Denpa Men!



A banda sonora motiva-nos de tal modo que torna as coisas bastante mais interessantes, e quando damos por ela estamos de tal modo colados no jogo que mesmo aspectos como o grinding se torna um aspecto positivo. Não é um jogo que se torna repetitivo, e estamos constantemente a receber novos conteúdos, existindo sempre algo de novo.

E já vem uma sequela a caminho!

Resultado: 4 estrelas em 5
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7 de fevereiro de 2013

Rayman Legends: De título de lançamento a condenado ao esquecimento?


Rayman Legends foi um dos primeiros títulos revelados para a Wii U e também um dos primeiros a mostrar o que as características da consola podiam trazer de inovador para o mundo dos videojogos. Prometido para o dia de lançamento, depois adiado para a "janela de lançamento" até confirmarem a data de 26 de fevereiro e, finalmente, adiado mais uma vez para o mês de setembro.

A poucas semanas da suposta data de lançamento, altura em que é esperado que o jogo esteja pronto e em fase de produção para ser entregue a tempo às lojas, a Ubisoft anuncia que, afinal, só em setembro será possível jogar um dos títulos mais aguardados para a consola. O motivo do atraso? Não encontraram de repente um problema grave que exigisse alguma remodelação de última hora para justificar 7 meses de espera. Simplesmente decidiram fazer também uma versão para as consolas PS3 e Xbox 360, desenvolvida pela mesma equipa e, por isso, lançar as 3 versões em simultâneo.

Uma boa parte da imprensa dos videojogos aproveitou para anunciar uma espécie de grande golpe contra a Wii U, os mais sensacionalistas até ameaçando a consola de se tornar irrelevante ao perder a exclusividade de mais um título (também nesta semana, foi anunciada uma adaptação de Ninja Gaiden 3: Razor's Edge para as restantes consolas domésticas, com os conteúdos existentes na versão Wii U). Os fãs da Nintendo já conhecem a velha e famosa história de que "a Nintendo está condenada", expressão que se ouve sempre que sai uma nova consola desta empresa. Ainda há bem pouco tempo a Nintendo 3DS ia ser um "fracasso"... Mas o que mais saiu prejudicado com este anúncio, ironicamente, foi o próprio jogo.


É perfeitamente natural que se façam versões de um jogo para diversas plataformas. Em termos de mercado, é normalmente o investimento mais seguro para se fazer, embora tenha havido algumas excepções: "de Blob" e "uDraw" foram exclusivos da Wii bem sucedidos que se revelaram enormes fracassos nas restantes consolas, tendo levado ao fim das respetivas séries. Veja-se como bom exemplo o da SEGA com a série Sonic, que ofereceu títulos diferentes para a Wii e para PS3/360 de forma a tirar melhor proveito das plataformas em questão. Mesmo com Rayman Legends, será interessante ver se (e como) replicam nas outras plataformas as funcionalidades do jogo da Wii U que tanto o fizeram destacar pela originalidade – é possível que as adaptações acabem por oferecer uma experiência inferior.

O que não é natural ou compreensível é a decisão de adiar o lançamento do jogo em sete meses, quando este está (hipoteticamente) pronto para ser posto à venda. Rayman Legends era o principal título previsto para a Wii U em fevereiro (e o único à venda nas prateleiras das lojas físicas), numa altura em que muita gente terminou os jogos de lançamento e tem sede de algo novo. Não tirando mérito à qualidade do jogo, este era o timing perfeito para cativar o público da consola, até porque em março começa a invasão de grandes títulos como os anunciados na última Nintendo Direct. Com os anúncios feitos para o verão e outono, especialmente o remake de The Legend of Zelda: Wind Waker, a atenção dos fãs da consola irá virar-se para outros títulos mais aliciantes. Acrescente-se a isto os eventuais anúncios da próxima E3, incluindo o grande sucessor de Super Mario Galaxy 2 e o novo Mario Kart, e é fácil perceber que quem tiver uma Wii U terá de fazer contas no final deste ano e escolher os jogos que pode adquirir. Se fosse no final deste mês, a escolha seria bem mais fácil.

Por um lado, lançar as três versões em simultâneo evita a situação dos fãs das outras consolas acharem que é um jogo "velho" por já ter saído há mais de meio ano na Wii U. Por outro lado, deixar os fãs da Wii U à espera de um jogo que foi importante na decisão de compra da consola faz com que estes se sintam desiludidos – algo que já se reflete nas comunidades de jogos da Ubisoft no Miiverse, especialmente a Uplay Community que é dedicada aos jogos da empresa na consola. Pior ainda, o planeamento para setembro parece ignorar não só a oferta que estará disponível na Wii U, mas também o que estará disponível para PS3 e 360: GTA V será lançado em meados de setembro e promete roubar completamente a atenção dos fãs das respectivas consolas.


Rayman Legends não vai ficar um jogo pior por sair mais tarde. Não vai deixar de ser inovador, apesar de poder não ter o mesmo impacto devido à maior oferta de experiências criativas com a consola entretanto lançadas e apresentadas. Não é um golpe trágico para a Wii U só por ter uma versão para as consolas da concorrência, mas pode ser um golpe para as vendas do próprio jogo. O anterior Rayman Origins, lançado para todas as consolas possíveis, vendeu apenas 50 mil unidades no primeiro mês e rapidamente baixou de preço, acabando por ser um jogo lucrativo a médio prazo. Nunca saberemos realmente, mas podemos facilmente especular que Rayman Legends teria boas hipóteses de ser melhor sucedido que o anterior se a versão Wii U fosse lançada na altura inicialmente prevista, seguido de uma adaptação PS3/360 mais próxima do Natal.

A Ubisoft colocou Rayman Legends numa posição ingrata de passar de um dos jogos mais aguardados no lançamento da Wii U para um jogo que terá de competir pela atenção com vários títulos bastante fortes em plataformas diferentes, pagando o preço acrescido da frustração e desilusão de imensos fãs que contavam jogá-lo ainda este mês. Está nas mãos da empresa fazer com que o entusiasmo de há poucas semanas se mantenha e seja transmitido aos fãs das restantes consolas, apesar de todas as adversidades, para que este continue a ser relevante. Seria uma grande pena ver um título com tão bom aspecto e qualidade cair no esquecimento dos jogadores.
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6 de fevereiro de 2013

Fire Emblem: War Memories, por Shiryu

Uma das características marcantes da série Fire Emblem é a sua banda sonora, épica desde o primeiro jogo. Não estaríamos realmente a dar a conhecer a série sem mostrar um pouco do seu legado musical e, por isso, desafiamos o artista nacional Shiryu a acompanhar a nossa viagem pelo universo de Fire Emblem. O nosso convite foi prontamente aceite e rapidamente começou a formar-se o resultado: todo um novo álbum de covers dedicadas aos vários jogos da série!

É para nós um orgulho poder contar com um trabalho deste calibre, esperamos que seja também do agrado dos nossos leitores, tanto os fãs de Fire Emblem, como os que estão agora a conhecer a série. Deixamos ainda o convite a visitar a página do Shiryu em http://shiryumusic.no.sapo.pt, onde poderão encontrar imensos álbuns dedicados aos videojogos e completamente gratuitos!

Durante este período, e até ao lançamento de Fire Emblem Awakening, iremos atualizar esta página com novos temas dedicados à história desta fantástica série. Já está disponível a primeira parte, que poderão ouvir em seguida.

I - Ready For Battle
Fire Emblem: Ankoku Ryū to Hikari no Tsurugi (1990)

II – Attack of the Riders
Fire Emblem Gaiden (1992)


III – The Fire Emblem
Fire Emblem: Monshō no Nazo (1994)

IV – The Empire
Fire Emblem: Monshō no Nazo (1994)

V – Enemy Raid
Fire Emblem: Monshō no Nazo (1994)

VI – Age of Crisis
Fire Emblem: Monshō no Nazo (1994)

VII – The Empire Again
Fire Emblem: Monshō no Nazo (1994)

VIII – The Duel
Fire Emblem: Seisen no Keifu (1996)

IX – Kingdom of Veldam
Fire Emblem: Seisen no Keifu (1996)

X – Pegasus Knights of Silesia
Fire Emblem: Seisen no Keifu (1996)
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