Notícias

Análises

9 de maio de 2013

Retrospectiva F-Zero – Parte 1

Ilustração: Joel Sousa (joelchan.deviantart.com)
Em colaboração com Ivo Silva, já vosso conhecido do nosso Especial Fire Emblem, partilhamos aqui uma excelente coluna do seu blog Art'in (culturaeartepop.blogspot.pt), desta vez dedicada à série de jogos de corridas futuristas F-Zero.

Esta é a primeira parte de uma retrospectiva que será acompanhada pelo Meus Jogos DS e coincide com o mais recente projecto de Shiryu Music intitulado "F-ZERO GO FAST!" – o primeiro volume "Age of SNES" já se encontra disponível para download aqui.


Introdução 
O pai dos jogos de corridas futuristas surgiu, pela primeira vez, em 1990, pelas mãos da Nintendo EAD.
F-Zero foi uma série que se tornou conhecida pelo seu sentido de velocidade, por personagens únicas, das quais se destaca o lendário Captain Falcon, pelos cenários vertiginosos, por uma dificuldade elevada e pela sua banda sonora excepcional. Nesta retrospectiva que vos apresento a seguir, vamos falar acerca da evolução da série, desde os seus primórdios, até aos tempos de hoje. A primeira parte está bem aqui. Apertem bem os cintos, vai ser uma viagem alucinante.

Chegada à SNES e as oportunidades perdidas

Produzido pelos esforços conjuntos de Shigeru Miyamoto e Isshin Shimizu, o primeiro jogo da série F-Zero seria o título de estreia para a nova consola da Nintendo, a Super Famicom, corria o dia 21 de Novembro de 1990. Uns meses mais tarde, a 23 de Agosto de 1991, sairia, também, nos EUA, a estrear a versão ocidental da consola, a SNES. Só a 4 de Junho de 1992 é que os europeus receberiam a sua versão do jogo. O mesmo seria relançado em 2006 para a Wii Virtual Console e para a WiiU este ano. O jogo partilha muitas semelhanças com um outro título da Nintendo, o Mach Rider. Este, também de corridas futuristas, foi lançado em 1985 para a NES. Embora, não tenha tido sequela, muitas das suas características foram passadas para o F-Zero. Nomeadamente, a agressividade dos pilotos e o próprio design de alguns. Por exemplo, Captain Falcon é muito semelhante ao protagonista de Mach.



O primeiro F-Zero fazia uso do famoso Mode7, da SNES, que permitia simular ambientes 3D de forma bastante convincente e espectacular. Tirando o Pilot Wings, F-Zero era o primeiro título a usar este sistema. A história do jogo decorria no ano 2560, onde um conjunto de multimilionários tinha criado uma nova forma de entretenimento remanisciente das antigas corridas de Fórmula 1. F-Zero foi o nome dado a este novo tipo de corridas. Disputada por um total de quinze pistas, divididas por três ligas, cabia ao jogador escolher uma, de entre quatros personagens seleccionáveis. Cada um disponha do seu próprio carro, alimentado por plasma e com características distintas uns dos outros. Podia-se escolher entre o caçador de prémios, Captain Falcon, o médico, Dr. Stewart, o assassino, Pico e o chefe dos ladrões de Red Canyon, o Samurai Goroh. O objectivo de todos era o mesmo. Conseguir o grande prémio intergaláctico que aguardava o vencedor no final da competição.


A chegada de F-Zero ao mercado, em 1991, veio reinvigorar o género das corridas e serviu de inspiração para futuros títulos de outras companhias. A sua magnífica banda sonora vai servir de base para o lançamento de um álbum de Jazz, em 1992, pela Editora Tokuma Japan Communicatios. Aplaudido pela crítica, pelos gamers e considerado como um dos melhores jogos de todos os tempos, era apenas natural que estivesse nos planos da Nintendo uma sequela.


A sequela seria lançada entre 1996 e 1997, mas somente no Japão, para o add-on da Super Famicom, o Satellaview. Graficamente idêntico ao original, as duas versões para este add-on são vistas, hoje em dia, como meras expansões do primeiro. O primeiro F-Zero BS incluía mais uma pista e quatros novos veículos. O segundo BS dispunha de uma nova liga, com cinco pistas a mais e dois modos novos. (o Grand-Prix e o Practice) Esteve, na altura, em cima da mesa a possibilidade de estes dois BS’s alcançarem as costas americanas, via o Gamepack, mas tal hipótese foi, eventualmente, descartada.


Pelo caminho, ficaria o Zero Racers, ou G-Zero para o malfadado Virtual Boy. O G-Zero teria um gameplay distinto dos restantes jogos da série e os veículos, em questão, seriam, totalmente, 3D. Todavia, a primeira tentativa da Nintendo de entrar no reino 3D falhou completamente e foi descontinuada, um ano após a sua criação, em 1995, levando consigo este mesmo jogo.


Deixo-vos, agora, com a magnífica música de Shiryu, que muito contribui para mais este projecto.
Para mais, consultem os seguintes links:

Big Blue 2013 Redux