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21 de maio de 2013

F-Zero

Uma corrida para campeões
F-Zero, um título de lançamento da SNES, está agora disponível na Virtual Console da Wii U. Lançado em 1992, pela Nintendo, F-Zero mantém, nesta sua conversão para a nova consola doméstica da grande N, tudo aquilo que o tornou em um dos melhores títulos para a SNES. Comecemos pela história. Embora não seja, de todo, um aspecto relevante, considerando que se trata de um jogo de corridas, é, ainda assim, bem estruturada e adequada. As corridas de F-Zero passam-se no distante ano de 2560. Patrocinadas por milionários daquela época, estas são corridas extremamente perigosas, nas quais participam todo o tipo de indivíduos. Neste jogo, propriamente dito, podemos escolher um de entre quatro personagens, com o seu próprio hovercraft. Temos o já conhecido Captain Falcon, Dr. Stewart, o assassino Pico e o samurai ladrão, Goroh. O objectivo de todos eles é um único. Vencer a competição e conseguir, com isso, obter o grande prémio. Para isso, deverão vencer cada uma das três taças. Os seus carros, como já referi, diferem nas características, uns dos outros. Enquanto os dois primeiros primam pela velocidade, o verde é o mais durável, mas mais lento, sendo o rosa aquele que é mais estável de todos. Esta característica permite que mesmo um jogador inexperiente tenha a hipótese de vencer. Para isso, basta a selecção do carro que mais se adequar às suas características como jogador.


O jogo tem um total de 15 pistas, divididas por três taças e níveis de dificuldade que variam entre Beginner e Hard. Com a sua velocidade alucinante intacta e as suas pistas gradualmente repletas de obstáculos (quer pela presença de NPC’s incómodos, quer pelos hazards que nos vão surgindo pelo percurso), F-Zero mantem-se como um dos jogos mais difíceis de sempre. O ideal, para qualquer jogador iniciante, é escolher a pista e dificuldade mais fáceis, e conduzir o carro mais maleável. Ainda assim, e apesar de difícil, F-Zero é um jogo justo, uma vez que tem um grau elevado de aprendizagem e habituação, que vão permitir ao jogador mais dedicado e paciente evoluir e dominar. Todas as características do gameplay transitam intactas para a Wii U. Jogar no pad é quase o mesmo que jogar num comando da SNES da altura.


Os gráficos já bastante elaborados e agradáveis para a SNES, são o que mais beneficia com esta passagem para a Wii U. Apresentando-se agora, mais claros e sem aquele granulado característico de muitos jogos retro, F-Zero dá uma amostra, como Mario World já havia feito, de como jogos da velha SNES beneficiam do HD da Wii U. O uso do Mode 7, que permitia dar a ilusão do 3D, permanece, em todo o seu esplendor, intocável nesta versão. A banda sonora incrível do jogo mantém-se intacta e transporta, sobretudo os jogadores mais antigos, para o mundo nostálgico das 16 bits.


Com a Wii U não precisamos de estar a olhar para o ecrã da televisão, podendo usufruir da experiência no monitor mais pequeno do GamePad. Isso vem trazer uma maior flexibilidade e é uma vantagem, sobretudo, para quem não possui uma consola portátil, como a 3DS. Também podemos salvar o jogo a qualquer altura, recorrendo à criação de um ponto de restauro, que pode ser acedido pelo menu de pausa. Assim, quando voltarmos a F-Zero, podemos começar de onde ficamos, o que é uma enorme vantagem. É possível postar comentários da nossa experiência no Miiverse e, ao mesmo tempo, ler ou ver o que os outros jogadores acharam, conferindo uma maior envolvência ao jogo.


No geral, todas as características que fizeram do jogo um sucesso em 1992 permaneceram. As novidades, sobretudo o nível gráfico e a possibilidade de jogar só no GamePad, são um bónus para um jogo que já era excelente de si. Aconselho vivamente.

Análise por Ivo Silva