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8 de março de 2013

Castlevania


Poucas são as séries que sobreviveram aos tempos e que criaram legiões de fãs como a que a Konami conseguiu fazer com a série Castlevania. Ainda hoje saem muito bons jogos da série, e com Mirror of Fate à venda nas lojas hoje (e já desde a meia noite na eShop) é interessante ver como tudo começou.

Foi no final do século XIV que Christopher Belmont conseguiu exilar o Conde Dracula nas trevas, trazendo paz à vila de Transylvania, mas com a escuridão crescente no coração dos Homens (sedentos de destruição e caos) o vampiro regressa durante a época da Páscoa, a mesma que passamos agora, para aterrorizar o mundo dos vivos.

Esta história não está descrita no jogo em si, e parte apenas do conhecimento que temos da série através dos manuais de instruções. O jogo parte logo para ação e vemos Simon Belmont entrar no castelo de Dracula, envergando o chicote Vampire Killer e acompanhado pelo peso que sente por pertencer ao clã Belmont.

A mecânica é extremamente simples e temos apenas o chicote como arma (que vai ficando mais forte após encontrar os upgrades) e uma arma secundária que consome corações como magia, estes que estão escondidos em candelabros muito presentes nos níveis. É interessante como pormenores como este ainda existam nos jogos mais recentes da série, mecânicas que estamos tão habituados como saltar em Super Mario.

Outro elemento ainda por aparecer na série era a exploração que ajudou no aparecimento do conceito Metroidvania, e neste jogo atravessamos diversos níveis como num jogo de plataformas, chegando ao fim de cada zona e enfrentamos um boss. Todos os monstros são retirados de diversas mitologias e temos de enfrentar múmias, cabeças de medusa e até mesmo o Frankenstein, entre outros. Tudo isto acompanhado por uma excelente banda sonora, outro elemento a permanecer na série.


Com o lançamento de Castlevania: Lords of Shadow — Mirror of Fate na 3DS será interessante ver como tudo começou há mais de 25 anos, dando a conhecer aos jogadores mais recentes a fundação da série. Para os fãs mais devotos é sempre bom matar saudades, e para boas doses de nostalgia ter jogos como este sempre presentes na consola é um ponto positivo.