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11 de janeiro de 2013

Ninja Gaiden 3: Razor's Edge

Lançado originalmente em março de 2012 (Xbox 360 e PS3), Ninja Gaiden 3 foi alvo de fortes críticas por parte dos fãs: pouco violento, péssimo sistema de batalhas, demasiado "automático" e pouco desafiante. Todas essas críticas foram tidas em conta no desenvolvimento desta edição Razor's Edge para a Wii U, que agora conta com muito sangue, um sistema de combate reformulado e novas armas, personagens e modos de jogo. E muito sangue.

Aqui tudo é completamente exagerado: desde a história sobre uma ameaça global, aos desmembramentos ensanguentados capazes de fazer corar o Kill Bill, passando pelas lutas contra helicópteros, demónios e dinossauros, tudo neste jogo passa os limites da razão. E é precisamente isso que o faz ser tão divertido e empolgante (mas alguns jogadores irão certamente detestar e optar por algo mais sério e realista). O modo principal de jogo acompanha a história de Ryu Hayabuza numa missão para salvar o mudo de uma terrível ameaça terrorista, enquanto é consumido por uma maldição das almas de todos os que assassinou. Pelo meio há traições, conspirações e explosões, cabeças e membros cortados, etc. (o dia-a-dia de um ninja!). Pelo meio, há ainda um conjunto de níveis novos onde é contada a história da sensualmente fatal Ayane, personagem de Dead or Alive. Jogar com esta nova personagem é fantástico devido à sua rapidez e fluidez! 

Sendo um jogo de ação, não há grandes rodeios, passando-se das sequências de animação da história para o calor da batalha. Os níveis são lineares e com pouca margem para exploração, mas a suficiente para ter alguns bónus escondidos. As batalhas são muito intensas, com movimentos rápidos e muita exigência na capacidade de esquivar e atacar no momento certo. Alguns movimentos especiais levam a sequências de animação incríveis que, geralmente, terminam em membros a voar e o ecrã banhado em sangue. O jogo oferece 3 modos de dificuldade: Hero (fácil), Normal e Hard. Enquanto que, no modo Normal, existe a possibilidade de trocar para fácil ao morrer várias vezes no mesmo combate (podendo voltar para Normal no nível seguinte), o modo Hard apresenta um desafio adicional para os mais experientes, sem permitir baixar a fasquia.

Graficamente, o jogo está a par com o que se vê habitualmente nas consolas HD, com um toque extra de sangue bem vermelho. Em algumas sequências de ação, há perdas bastante visíveis de framerate, mas não são muito frequentes. Em certos cenários, a iluminação faz com que se perca de vista o próprio personagem no meio da confusão - altura em que se carrega em tudo para não morrer. A nível sonoro, não há grandes defeitos a apontar, sendo de destacar a possibilidade de jogar com as vozes em japonês, com legendas. Apesar de escondida dentro dos menus de configurações, uma das melhores funcionalidades é a possibilidade de jogar este título apenas no GamePad.

Outra das novidades em Razor's Edge é um modo multijogador online que permite combater em co-op com jogadores de todo o mundo. Aqui há bastantes níveis diferentes com crescentes níveis de dificuldade (começando no difícil) onde são testadas as capacidades ninja dos jogadores. Além de Ryu e Ayane, é possível jogar neste modo com outros personagens obtidos por DLC, com Momiji (Ninja Gaiden) e Kasumi (Dead or Alive) já anunciados como downloads gratuitos.


Ninjas, terroristas, dinossauros, monstros e muito sangue, tudo à mistura com extra sangue. Ninja Gaiden 3: Razor's Edge é um jogo intenso, difícil e violento, precisamente o que faltava à Wii U para ter algo para todos os gostos na sua fase de lançamento. Não é uma obra-prima, mas diverte bastante e tem muito por onde continuar a jogar após o fim da história. Mas não se esqueçam, caso não tenha dado para reparar: tem muito sangue e é para maiores de 18!