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Análises

28 de setembro de 2012

DLC para New Super Mario Bros 2

Foram hoje revelados os novos conteúdos descarregáveis para New Super Mario Bros. 2, que consistem em novos níveis com desafios diferentes divididos em três pacotes. Por enquanto sabemos que estarão disponíveis no Japão a 2 de outubro, mas ainda não temos confirmação de data nem preços para a Europa. Estes níveis poderão ser jogados como desafios no modo Caça às Moedas.

O primeiro pacote, Go! Go! As Gold Mario Pack consiste em 3 níveis onde poderemos usar o Mario Dourado para apanhar grandes quantidades de moedas e derrubar imensos inimigos, para conseguir 30 mil moedas facilmente! O segundo pacote, Challange the Record A Pack, desafia-nos com mais 3 níveis numa luta pela melhor pontuação numa tabela de scores online no website do jogo. Para os jogadores mais experientes surge Survival Panic Pack, onde enfrentamos inúmeros perigos e armadilhas também em 3 níveis diferentes.

São estes os primeiros níveis que vão prolongar mais o jogo e nos levam a pegar mais vezes no jogo, ou até acompanhar a vossa 3DS durante o dia. Em baixo poderão ver os novos desafios, embora que em japonês.

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20 de setembro de 2012

Circle Pad Pro para 3DS XL revelado



Foi revelada hoje a primeira imagem da versão XL do Botão Deslizante Pro, durante a Tokyo Game Show. Esta versão aparenta ter linhas ergonómicas para ser confortável a sua utilização (ainda por cima devido às suas grandes dimensões).

Ainda não existem preços nem datas de lançamento para a Europa, mas deste modo todos poderão tirar partido dos controlos extra que alguns jogos permitem, como o caso de Resident Evil: Revelations (que foi lançado juntamente com o CPP original) ou o mais recente Kingdom Hearts 3D [Dream Drop Distance].
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13 de setembro de 2012

Monster Hunter 3 Ultimate anunciado para 3DS e Wii U

O Nintendo Direct de hoje pode ter sido dedicado à nova consola da Nintendo Wii U, mas isso não foi impedimento para o anúncio de uma grande novidade para a Nintendo 3DS – Monster Hunter 3 Ultimate!

O jogo será lançado em simultâneo para as consolas Wii U e 3DS até ao final de março de 2013 e terá ligação total entre as duas versões. Será possível jogar na Wii U com outros jogadores online ou ligar-se a jogadores da versão 3DS através de uma ligação local. Quem possuir as duas versões, poderá mesmo jogar em casa na Wii U e continuar na 3DS ou vice-versa, transferindo o ficheiro guardado entre as versões.

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Wii U sai a 30 de novembro em Portugal

Deu-se por terminado o Nintendo Direct que serviu como apresentação mais detalhada sobre o lançamento da Wii U, anunciando datas de lançamento tanto da consola como os jogos que a vão acompanhar durante o período de lançamento. Ficou assim confirmada a data de 30 de novembro para o lançamento da Wii U.

Contudo não existe um preço definitivo da consola por enquanto, devido às diferenças de preço na Europa (e mesmo entre lojas), surgindo no entanto diversas estimativas que vão dos 250 aos 350€ no pacote Básica, e 300 a 400€ no pacote Premium.

A consola estará disponível no lançamento em dois pacotes diferentes. O pacote Básico é composto pela consola em branco e traz consigo um GamePad (branco e com o carregador), 8 GB de memória e o cabo HDMI para a consola.

Já a edição Premium será lançada em preto e, para além do GamePad (preto e com o carregador) e o cabo HDMI, vem ainda com 32 GB de memória, um stand para a consola, um stand e uma base de recarga para o GamePad, barra de sensores (igual à da Wii) e, o mais importante de tudo, vem com o jogo Nintendo Land incluído, este que serve perfeitamente para demonstrar o tipo de jogabilidade que a Wii U nos permite.

O Premium Pack inclui ainda o programa especial de recompensas Nintendo Network Premium, que ao comprar conteúdos digitalmente recebemos pontos (que valem 10% do preço original). Isto é aplicado tanto nos jogos como nos conteúdos descarregáveis (DLC), sejam da Nintendo ou de quaisquer outras editoras. Ao atingir os 500 pontos (equivalente a 5€) poderemos usa-los como crédito na compra de conteúdo adicional. A Nintendo pretende continuar com este sistema até dezembro de 2014.



Foram também anunciados os jogos de lançamento da consola, onde para além de Nintendo Land a Nintendo traz-nos os já aguardado New Super Mario Bros U. Outros jogos de peso como Rayman Legends e ZombiU da Ubisoft, Fifa13 e Mass Effect 3: Wii U Edition da Electronic Arts e Call of Duty®: Black Ops II da Activision tiveram o seu destaque. Futuramente iremos falar dos jogos anunciados para a Wii U num post dedicado.

A maioria dos jogos da Wii serão compatíveis com a Wii U, e será ainda possível transferir os jogos e aplicações que adquiriram digitalmente através dos serviços de WiiWare e Virtual Console. No entanto os jogos de GameCube perdem o suporte, tal como os seus acessórios. Já os acessórios da Wii serão compatíveis com a nova consola, e irão-se manter disponíveis nas lojas onde muda apenas as caixas em que são vendidos.

Tivemos ainda dois anúncios surpresa que causaram bastante impacto nesta apresentação. Monster Hunter 3 Ultimate estará disponível em simultâneo na Wii U e 3DS, suportando multi-jogador entre versões (e partilha de dados de gravação) e Bayonetta 2 será publicado pela Nintendo, em exclusivo para a Wii U.

No lançamento da consola teremos disponíveis os acessórios para a Wii U, como o Kit Adicional Comando Wii Plus (que contém uma barra de sensores, um Wii Remote Plus e um Nunchuk, útil para quem adquirir o pacote Básico e não tiver acessórios da Wii), o novo Comando Wii U Pro, um Microfone e um útil protector de ecrã para o GamePad (que traz ainda uma Stylus extra). Futuramente será possível usar 2 GamePads ao mesmo tempo, mas estes só estarão à venda em separado assim que surgirem jogos que tirem partido disto.

Se não tiveram oportunidade de ver a apresentação em direto poderão ver no vídeo abaixo colocado. Poderão ainda ver diversos vídeos da apresentação no canal de YouTube da Nintendo Portugal!



Estas informações preparam assim o lançamento da Wii U, que poderá proporcionar uma época festiva passada em família e com amigos, recriando um pouco o que aconteceu com a Wii em 2006. Brevemente estarão disponíveis mais informações sobre os títulos e preços (sejam de jogos como da consola) e mais detalhes sobre o sistema, ao que iremos comunicar assim que possível!
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12 de setembro de 2012

Antevisão: Wii U

Wii U. Quem acompanha a Nintendo há bastante tempo, já terá certamente assistido ao lançamento de várias experiências de jogo completamente inovadoras e nunca antes vistas. Algumas foram verdadeiras revoluções no mundo dos videojogos (Nintendo DS e Wii, por exemplo), outras passaram bastante despercebidas – em vários casos, por se encontrarem demasiado à frente do seu tempo. Basta pensar nas experiências de interacção da Gameboy Advance com a Nintendo Gamecube, onde surgiram algumas ideias brilhantes de utilização de um ecrã adicional para uma consola, mas com requisitos dispendiosos que deitaram a ideia por terra…

Quase 10 anos depois, sem a necessidade de consolas portáteis adicionais, pilhas ou cabos, surge a primeira consola que faz do ecrã secundário uma característica principal. Durante este período, o lançamento da Nintendo DS mudou a forma como vemos e interagimos com os jogos, quer pelos seus dois ecrãs, quer pela interface que fez do touchscreen uma das formas mais populares de jogar. Surgiu ainda a Wii e a massificação da ideia de controlar os jogos através dos movimentos. A nova consola da Nintendo surge precisamente da consolidação do melhor que a Nintendo já fez, mas oferece mais do que a soma das suas partes. Quanto ao impacto que possa ter no mundo dos videojogos, só o tempo dirá mas, a poucas semanas do seu lançamento, é já possível ter uma ideia do enorme potencial desta nova consola. Aqui apresentamos uma breve antevisão das principais características que já tivemos oportunidade de experimentar da nova Wii U.
Wii U GamePad. O comando da Wii U é o alvo de todas as atenções nesta nova consola, muito por causa do seu tamanho e a inclusão de um ecrã. É realmente mais pesado que um comando tradicional, mas não tanto como se possa pensar, o que é algo irónico pois acaba por ser um pouco maior ao vivo do que a impressão causada pelas fotos e vídeos promocionais. O ecrã tem o tamanho ideal e uma resolução suficientemente boa para jogar, mas não se espere daqui uma imagem impressionante: a que está na TV terá sempre melhor qualidade. No entanto, os jogos demonstram que não é isso o importante, mas sim o que se faz com o erã. Em compensação pelo tamanho e peso acrescidos deste comando, houve um cuidado muito grande com a ergonomia, sendo que a forma do comando encaixa perfeitamente nas mãos quando se está a jogar. Os botões encontram-se em posições naturais e a experiência de jogar com o GamePad torna-se bastante intuitiva em pouco tempo, especialmente para quem já estiver habituado a jogar Nintendo DS ou 3DS.

Ainda assim, a Nintendo criou o Wii U Pro Controller, um comando para as situações em que o ecrã não seja necessário. Mais uma vez, sente-se o cuidado com a ergonomia, mas os botões laterais do modelo que estava disponível davam um feedback estranho ao pressionar – provavelmente algo que estará resolvido no lançamento.

Nintendo Land. Não há volta a dar: este é o melhor jogo de lançamento da Wii U. O jogo que muda tudo e mostra como a consola veio para revolucionar a forma como se interage com os videojogos. Com um conjunto de 12 pequenos jogos temáticos de séries clássicas da Nintendo (dos quais apenas cinco estavam disponíveis), este título é um verdadeiro parque de diversões, especialmente quando junta 5 jogadores em simultâneo. Muito poderia ser dito deste jogo, mas a verdade é mesmo que só experimentando é que se percebe o quão inovador e divertido é Nintendo Land. Especialmente em diversões como Animal Crossing Sweet Day e Luigi's Ghost Mansion onde um jogador com o GamePad compete contra os restantes com um Wii Remote cada. A natureza "um contra todos" é potenciada pela jogabilidade assimétrica, onde um dos jogadores tem um papel completamente diferente dos outros, com a vantagem de ter um ecrã só para si.


Luigi's Ghost Mansion é candidato a melhor experiência multiplayer de sempre ou, pelo menos, a principal motivo para juntar os amigos em frente à televisão desde o lançamento da Wii com o velhinho Wii Sports. Com o comando da Wii, 4 jogadores procuram um fantasma numa casa assombrada, munidos de uma lanterna. A única pista que têm para a sua localização é a vibração do comando, que aumenta com a proximidade. Por sua vez, o fantasma é um jogador com o Wii U GamePad nas mãos, com um ecrã que lhe mostra todo o campo de jogo e permite planear emboscadas. Conseguirá vencer os restantes jogadores? Ou serão estes capazes de comunicar entre si e combinar uma estratégia para o capturar? O certo é que, no final, todos irão querer jogar novamente e disputar pelo controlo do fantasma!

Mas Nintendo Land não oferece só uma revolução no multiplayer competitivo, contendo ainda excelentes diversões em modo cooperativo ou até mesmo para um só jogador. Todas elas evidenciam uma característica especial do Wii U GamePad, mas não se trata de uma experiência tão minimalista como foi Wii Play, e sim de algo bem mais substancial de que será muito difícil não gostar!



New Super Mario Bros. U. Este era um dos títulos mais antecipados e, talvez por isso, tenha ficado um pouco aquém das expetativas. A melhor forma de explicar este título é como uma versão HD do New Super Mario Bros. Wii, mas com um estilo artístico completamente renovado e melhorado, níveis totalmente originais e ainda novos power-ups. Tudo isto ao melhor nível, uma lufada de ar fresco numa série que estava a pecar pela falta de mudança. O que falha, então, é a jogabilidade ser a mesma de sempre, sem que o comando característico da nova consola tenha uma utilidade prática. O GamePad serve para um jogador extra poder criar blocos no cenário através do ecrã tátil e, assim, tentar ajudar ou prejudicar os restantes jogadores. Peca por parecer pouco inspirado, ao pé de outros títulos que dão usos bastante criativos ao mesmo comando. Mas não há que enganar: este é mais um grande jogo de plataformas para a coleção!


Rayman Legends. É surpreendente, mas verdade: o jogo de plataformas mais original da Wii U é mesmo este Rayman Legends, com um fantástico modo cooperativo para dois (ou mais) jogadores. Enquanto um jogador controla Rayman com um comando tradicional (neste caso, o Wii U Pro Controller), o outro utiliza o GamePad para controlar um personagem capaz de interagir com o cenário, ajudar o protagonista e derrotar ou neutralizar inimigos. Duas experiências completamente diferentes, mas que se complementam de forma excelente, ao ponto de cada jogador ver coisas diferentes, o que permite ao ajudante dar algumas dicas além da interação física que já faz com o cenário. Definitivamente um jogo a ter debaixo de olho para a nova consola.

Pikmin 3. Não por culpa do jogo em si, mas do que havia disponível na versão de demonstração, este acabou por ser uma desilusão, já que nem o principal modo de jogo estava disponível, nem os controlos dedicados ao Wii U GamePad. Os gráficos de Pikmin são bons em HD, mas longe de ser os mais impressionantes da consola. Ainda assim, do que deu para experimentar, percebe-se que esta será uma evolução dos jogos anteriores, sem grandes mudanças no estilo de jogo. E tendo em conta que já passou tanto tempo desde Pikmin 2, é tudo o que os fãs podiam querer.

ZombiU consegue ser mais impressionante a nível visual. A mecânica de jogo é interessante no modo para um jogador, mas algo infeliz no modo multijogador onde quem controla o GamePad coloca zombies num mapa para o outro derrotar num jogo de "capture the flag". Ainda assim, esta é a grande aposta (para já) da consola no mercado dos shooters, e consegue sê-lo com uma grande dose de originalidade. Problemas técnicos com a versão de demonstração não permitiram analisar a fundo este título, mas há aqui bastante potencial para impressionar no lançamento da consola.

Acabaram por ser mais surpreendentes alguns jogos que a nível dos media tiveram pouca divulgação. É o caso do Game & Wario, uma compilação de minijogos que se destaca com um para 4 jogadores só com um GamePad: o jogador com o comando é um ladrão no meio da multidão, os restantes observam na TV essa multidão e tentam identificá-lo enquanto este deve roubar quatro maçãs e passar despercebido. Um jogo de nervos, mas hilariante, como é habitual nos jogos com a marca "Wario". O outro que deve ser mencionado é Project P-100, um título que ainda vai dar muito que falar, com um estilo de jogo bastante original. O jogador controla um grupo de super-heróis utilizando o botão analógico e o ecrã tátil, muito ao estilo dos jogos da Nintendo DS que pediam para desenhar coisas no ecrã. Em cima disso, acrescentaram um estilo artístico que lembra vagamente Viewtiful Joe e, assim, conseguiram a fórmula para um jogo de culto em potência.
Ficou por experimentar um grande conjunto de jogos e outras funcionalidades que não estavam disponíveis, incluindo o Miiverse. Ainda assim, foi possível sentir em primeira mão a forma como esta consola tem o que é preciso para mudar tudo, desde os jogos tradicionais aos mais arrojados. A principal surpresa foi, sem dúvida, o Nintendo Land e os seus fantásticos minijogos. Não adianta explicar as regras ou dizer quão divertido é: têm mesmo de o experimentar para perceber que este é o grande título de lançamento da consola ou, pelo menos, o mais viciante! A consola não traz uma revolução gráfica, os jogos estavam aproximadamente ao nível do que é habitual ver nas outras consolas HD (mas com maior utilização do espectro de cores), mas traz uma revolução na jogabilidade e todas as condições para que os developers a aproveitem.

Este artigo não seria possível sem a gentileza da equipa da Nintendo em Portugal, pelo que lhes agradeço publicamente em nome pessoal e do Meus Jogos DS pelo convite a experimentar a Wii U e os respetivos jogos.
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Pokémon Black/White Version 2: Nintendo oferece Genesect

Com a chegada de Pokémon Black Version 2 e Pokémon White Version 2 a aproximar-se a passos largos, a Nintendo prepara-se para oferecer aos jogadores que adquirirem uma destas versões a oportunidade de receberem o Mythical Pokémon Genesect. Esta rara criatura será distribuída gratuitamente através da Ligação Wi-Fi da Nintendo durante um período de tempo limitado após o lançamento dos dois jogos, já no próximo dia 12 de outubro.

Genesect, o Mythical Pokémon recém-descoberto, foi restaurado a partir de um fóssil com 300 milhões de anos. Modificado pela Team Plasma, conta com um ataque caraterístico denominado "Techno Blast" sendo, até agora, o único Pokémon que se conhece com este ataque. O Genesect é um Pokémon dos tipos Bug e Steel e tem a capacidade de ajustar os seus níveis de poder com base no inimigo que está a combater. Este poderoso Pokémon estará disponível entre 12 de outubro e 12 de novembro.

Relembramos ainda que, de 14 de setembro a 11 de outubro, a Nintendo estará a oferecer o pokémon Keldeo aos possuidores de Pokémon Black Version e Pokémon White Version. Mais informações aqui.

[Nota: parte do texto apresentado neste artigo foi retirado de um comunicado oficial da Nintendo Ibérica.]
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11 de setembro de 2012

Anunciado Nintendo Direct de antevisão à Wii U


A Nintendo anuncia hoje que a próxima Nintendo Direct acontecerá já esta quinta-feira, dia 13 de setembro, às 15h00. Esta apresentação estará, mais uma vez, a cargo do presidente da Nintendo of Europe, Satoru Shibata, e concentrar-se-á na nova consola de uso doméstico da Nintendo, a Wii U. Esperam-se novidades acerca da data e preço de lançamento da consola na Europa, assim como novas imagens dos principais títulos de lançamento e detalhes sobre o funcionamento do Miiverse.

Esta é ainda uma excelente oportunidade para anunciar que o Meus Jogos DS terá uma nova secção dedicada à primeira consola doméstica a seguir as pisadas da Nintendo DS, oferecendo uma interface táctil em conjunto com os tradicionais botões dos comandos de jogos. Nós adoramos jogar com dois ecrãs e, embora o nosso foco seja sempre dedicado aos jogos para Nintendo DS e 3DS, não deixaremos de fora os principais títulos para esta nova e excitante consola da Nintendo!
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10 de setembro de 2012

New Super Mario Bros. 2

A febre do ouro chegou à Nintendo 3DS. A mais recente aventura em 2D do mais famoso personagem da história dos videojogos parece adequar-se aos tempos que correm, onde por todo o mundo se fala em dinheiro – até mesmo no Reino Cogumelo! Nunca um jogo do Mario deu tantas moedas como este, mas será isso suficiente para marcar a diferença?

Numa bela tarde, estão Mario e Luigi a recolher moedas para a princesa Peach quando esta é novamente raptada. Não é preciso mais do que isto para a história do jogo, cujo objetivo é precisamente salvar a princesa e juntar moedas, muitas moedas. Em nenhum lado é dito ao jogador que tem de colecionar 1 milhão de moedas, mas a mensagem está no DNA do jogo, com um contador sempre presente que mostra o total de moedas recolhidas. Regularmente, o jogo vai dando os parabéns pelo dinheiro amealhado, incentivando sem nunca forçar o jogador a concentrar-se nas moedas – afinal, é o que os jogadores já fazem naturalmente em todos os jogos da série!

Qualquer pessoa que já tenha jogado algum jogo 2D do Super Mario sabe com o que poderá contar neste jogo, que oferece mais de 80 novos níveis para conquistar. Além das centenas de moedas douradas em cada nível, há ainda 3 moedas especiais para coleccionar, muitas delas estando mesmo bem escondidas, oferecendo assim um desafio inicial. Alguns níveis só estão acessíveis a partir de saídas secretas que podem fazer com que certos níveis sejam repetidos à exaustão na tentativa de as descobrir (isso, ou uma pesquisa na internet, para os menos persistentes). A verdade é que o jogo pode ser concluído por qualquer pessoa, mas só alguns chegarão aos 100%, o que representa um desafio bastante superior ao do jogo anterior na Nintendo DS. Com níveis mais difíceis, há também uma pequena ajuda: morrer várias vezes seguidas ativa a possibilidade de utilizar o poder do Mapache (Tanooki) Branco, que torna Mario invencível até ao final do nível. A principal novidade do jogo é a possibilidade de jogar a 2, cooperando na incessante conquista de moedas e mais moedas.


Graficamente, pouco há a destacar num jogo que segue fielmente o estilo artístico que já todos conhecem e mal dá uso ao efeito 3D, dispensando alguns truques de profundidade que poderiam trazer uma nova camada de diversão. Outro ponto em que o jogo fica algo atrás das expetativas é nos novos modos de jogo. Há um novo conjunto de níveis em que Mario corre automaticamente (sendo apenas necessário saltar) que oferece um desafio bastante interessante, mas não passa de uma experiência ocasional. Por outro lado, foi introduzido o novo modo de Caça às Moedas (Coin Rush) que consiste em apanhar o maior número possível de moedas num tempo limitado de uma sequência de 3 níveis aleatórios, sem perder uma única vida. O recorde será depois partilhado via StreetPass para que outros o possam desafiar por uma boa recompensa monetária mas, infelizmente, cada jogador só poderá guardar um recorde de cada vez. No entanto, é neste modo que fica a possibilidade de expansão do jogo, com a disponibilização de novos níveis que poderão ser comprados na eShop (a anunciar).

Ao longo do tempo, os jogos do Mario sempre nos habituaram a uma grande componente de surpresa e inovação. A cada nova aventura, há sempre algo completamente diferente que faz dos jogos de Mario uma constante descoberta. Veja-se o exemplo dos fenomenais Super Mario Galaxy e Super Mario Galaxy 2 que, embora partindo da mesma premissa, ofereceram aventuras épicas totalmente distintas. Super Mario 3D Land, lançado no ano passado para a Nintendo 3DS, é mais um exemplo recente de como o Mario consegue derrubar quaisquer fronteiras e oferecer algo único. O mesmo não acontece com esta saga "New Super Mario Bros." – aqui o ponto forte é a familiaridade. O problema desta sequela é precisamente o de ser familiar demais. Sendo já o terceiro da saga com a mesma jogabilidade e estilo artístico (até as mesmas temáticas para os diversos mundos!), é difícil pegar neste jogo sem pensar no que ele poderia ser caso a equipa de desenvolvimento tivesse arriscado um pouco.


Não quer isto dizer que tenha havido qualquer sacrifício na qualidade, no entanto. Esta aventura é tão sólida e divertida como qualquer outra da série, sendo perfeitamente recomendável a todos os jogadores da consola. Apenas não é a escolha obrigatória para quem procura o melhor jogo do Mario.

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7 de setembro de 2012

Tales of the Abyss



A série "Tales of" já tem mais de 15 anos, e embora existam imensos títulos lançados, muito poucos foram aqueles que chegaram à Europa. Tales of the Abyss é apenas uma adaptação de um jogo de PlayStation 2 que nunca chegou cá (embora tenha saído nos Estados Unidos), sendo o suficiente para os fãs da série pois podem agora jogar o que é considerado um dos melhores da série. Também é um bom jogo para finalmente saciar a fome de RPGs na 3DS.

 
A história é bastante simples: Luke é um monarca e o sobrinho de um dos 2 mais importantes reinos do mundo, e que após um incidente de rapto anos antes viu-se preso na sua mansão, sem poder viajar para fora da cidade. Do mundo exterior só conhece o que o seu melhor amigo Guy e o seu mestre de espadachim, Van, lhe contavam. Mas foi num último treino que aparece Tear e, misteriosamente, ambos são tele-transportados imediatamente para bastante longe. Rapidamente vamos conhecendo as personagens principais do jogo, tal como os seus inimigos, e todos eles são distintos e memoráveis, evoluindo bastante ao longo do jogo.

O jogo é livre de random battles, podendo evita-las ou tomar vantagem sobre os inimigos. O sistema de batalha, embora que nos transporte para uma arena "separada" do mundo, é de ação onde controlamos 1 de 4 personagens (podendo trocar de personagem sempre que quisermos). A dificuldade das batalhas é decidida no Menu, tendo 2 modos iniciais (Normal e Hard) e 2, mais difíceis, que desbloqueamos após completar o jogo uma vez. Existem ainda muitas habilidades desbloqueáveis ao longo das batalhas (e algumas fora), tornando-as mais interessantes ao longo do jogo.

Sendo um port não deixamos de comparar esta versão com a original. Graficamente o jogo está idêntico ao original de 2005, apresentando alguns problemas a nível gráfico, principalmente nos modelos das personagens pouco definidos que geralmente apresentam texturas nas caras com baixa definição (precisava de um melhoramento no estilo do Ocarina of Time, nem que fosse só nos personagens mais importantes do jogo). Algo que não precisa de quaisquer melhorias é a banda sonora, que continua excelente passado estes anos todos, e tem alguns detalhes que não é habitual encontrar até nos RPGs mais recentes, como 3 músicas distintas para as batalhas e 2 para o mapa do mundo, ajudando no sentimento de evolução que o jogo transmite.

O jogo também não tira proveito do efeito 3D, sendo apenas notável em algumas situações quando a câmara se encontra mais próxima (geralmente esta está bastante afastada), e peca pela falta de anti-aliasing sem o 3D ligado. Aqui nota-se bastante falta de trabalho por parte da equipa, que se limitou apenas a importar o jogo e a desenvolver pequenos ajustes, como o suporte para o ecrã mais horizontal.

O ecrã táctil é bastante útil nas batalhas, apresentando 4 atalhos para ataques de personagens (sendo útil para colocar as magias de curar), e para fazer comida no fim de cada batalha (esta que cura ou atribui status). No resto do jogo apresenta um mapa do mundo bastante conveniente, quando exploramos o mesmo, e apresenta alguma informação sobre o jogo quando dentro das cidades.


É um jogo recomendado, principalmente para quem quer perder mais de 70 horas de jogo, no mínimo, numa história com bastante desenvolvimento e sem recorrer ao entediante grinding, que é muito visto no género. Há mesmo muito para falar sobre o jogo, algo complicado sem usar spoilers do mesmo, pois o jogo consegue dedicar bastante tempo a cada uma das personagens, não ignorando ninguém, até mesmo personagens secundárias ou vilãs. Temos ainda muita exploração com base em side-quests opcionais que tanto desenvolvem a história como nos dão recompensas bastante úteis.

Infelizmente não tem a opção de jogar com as vozes em japonês, que por muito boas que estejam as vozes inglesas, e com uma presença bastante recorrente no jogo, estas não existem nos tradicionais skits (sequências extra de diálogo entre personagens), que na versão japonesa está totalmente com voz. Embora seja um jogo excelente, não deixa de ser pena que mais poderia ser feito pelo jogo, ou oferecendo conteúdo extra que não existia no original, como por exemplo mais roupas para os personagens.

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