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25 de março de 2012

Nintendo 3DS celebra 1º Aniversário


Os utilizadores da Nintendo 3DS acordaram hoje com uma agradável surpresa: um convidado especial e uma nova peça para os puzzles da Praça Mii StreetPass. Tudo isto porque hoje se comemora o primeiro aniversário do lançamento da Nintendo 3DS na Europa.

"Condenada" ao fracasso ainda antes do seu lançamento pelos mais cépticos (especialmente a imprensa deslumbrada por certos gadgets), uma dificuldade no arranque das vendas a nível mundial parecia encher de razão os que acreditavam já não fazer sentido a existência de uma consola, quando se tem "joguinhos" gratuitos no telemóvel. Afinal, não tinham tanta razão assim: com um ajuste do preço da consola ao poder de compra dos consumidores e um forte catálogo de jogos, as vendas da Nintendo 3DS rapidamente dispararam e fizeram dela uma das mais bem sucedidas consolas da Nintendo, com apenas 1 ano de vida e mais de 16 milhões de unidades vendidas em todo o mundo [fonte].


Embora os joguinhos gratuitos sejam uma forma de entretenimento perfeitamente aceitável e merecedora do seu próprio mercado, a Nintendo provou que o mercado sedento por jogos de grande qualidade não só existe, como se mantém disposto a adquirir uma plataforma dedicada aos videojogos, desde que existam os conteúdos. E que conteúdos! É difícil olhar para a história da Nintendo e ver um catálogo de jogos tão forte no primeiro ano de lançamento. Desde o remake em 3D do lendário Legend of Zelda: Ocarina of Time a jogos completamente novos como Mario Kart 7 e Super Mario 3D Land (considerado o Jogo do Ano 2011 na 3DS) ou Resident Evil Revelations, a 3DS conta já com um vasto leque de jogos de grande qualidade para todos os gostos, dos quais o mais recente exemplo é o excelente Kid Icarus Uprising!

O lançamento da Nintendo eShop e a chegada de jogos como o Mighty Switch Force ou Pullblox (considerado Jogo do Ano 2011 na eShop) foram também marcos importantes no primeiro ano de vida da consola que, gradualmente, se foi tornando cada vez mais ligada, quer pelos serviços online e o SpotPass, quer pelas experiências proporcionadas pelo StreetPass. Aos poucos, a 3DS tem-se tornado numa das melhores formas de jogar e trocar experiências com os amigos – as funcionalidades da Nintendo Network já apresentadas em Mario Kart 7 e Kid Icarus Uprising, ou a própria Caixa Postal Nintendo são apenas os primeiros passos de uma evolução bastante visível em direcção a mais e melhores experiências, seja sozinho, com um grupo de amigos ou o mundo inteiro através da internet.


Se foi assim o primeiro ano de vida da consola, resta-nos imaginar quão melhor poderá ser o que ainda está para vir. Por cá, aguarda-se por jogos como Fire Emblem: Awakening, Luigi's Mansion 2 ou o quinto jogo da saga Professor Layton. Mas o que causa maior curiosidade é a lista de jogos ainda por anunciar e que nos poderão deixar completamente surpreendidos. O Meus Jogos DS estará cá para contar como foi!
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20 de março de 2012

Resident Evil Revelations


Sustos, explosões e muita ação. São estes os ingredientes básicos de uma aventura espectacular e empolgante que se revelou um verdadeiro must have para a Nintendo 3DS. Resident Evil Revelations é o novo capítulo da famosa série de terror da Capcom que tem vindo a assustar milhares de jogadores desde 1996 e, ao contrário das expectativas dos mais cépticos por ser um jogo portátil, este é um título bastante forte e digno dos melhores da saga.


O título é enganador. Este jogo não é um spinoff, baseado em pequenas revelações acerca de outros jogos da série. Revelations é um jogo independente e pode ser apreciado por qualquer jogador, mesmo sem precisar de conhecer ou compreender o enredo da saga em geral. Ainda assim, o seu título é justificado pela forma como a história é contada, dividida por episódios, começando por levantar um grande conjunto de mistérios cujas respostas vão sendo reveladas conforme se aproxima do final. A estrutura em episódios é bastante adequada ao formato portátil do jogo, dando-lhe uma estrutura narrativa semelhante à de séries de televisão, começando com uma recapitulação cinemática dos episódios anteriores e concluindo sempre com uma cena importante, seja um cliffhanger ou uma grande revelação: tudo para dar vontade de ver o capítulo seguinte. Se é verdade que a história está recheada de clichés dentro do género e que a temática das conspirações também já possa estar um pouco gasta, também é verdade que Resident Evil nunca precisou de uma história incrível para entreter o jogador. Infelizmente, algumas partes da história nunca são suficientemente exploradas para se tornar satisfatórias, fazendo com que alguns personagens jogáveis acabem por ser pouco interessantes.


Os níveis de produção deste jogo são absolutamente impressionantes. Não só existe um número bastante elevado de sequências de animação cinemáticas espalhadas ao longo dos vários episódios, a qualidade gráfica do jogo é realmente surpreendente, mostrando que a Nintendo 3DS é capaz de muito mais do que o que se esperava inicialmente, ainda antes da consola ter completado um ano no mercado. Os modelos dos personagens são bastante detalhados e os cenários muito bem construídos, com excelentes texturas que ajudam a construir o ambiente assustador e claustrofóbico do navio Queen Zenobia. Embora os personagens estejam dentro de um barco, existe uma grande diversidade de ambientes para explorar, baseados em diferentes áreas desde a residencial, que evoca a mansão do primeiro Resident Evil, à zona das máquinas, com um ambiente mais industrial. Ao longo dos episódios, há várias partes da história que ocorrem em diferentes localizações, o que contribui para uma ainda maior diversidade de ambientes. A tudo isto, junta-se uma subtil, mas excelente banda sonora, que conduz as emoções do jogador enquanto alterna entre as partes mais assustadoras e as outras mais focadas na ação.

Infelizmente, nem tudo é perfeito. Sendo extremamente ambicioso, o jogo tenta disfarçar sequências de loading bastante pesadas ao colocar os personagens dentro de elevadores para mudar de cenário sem qualquer corte. No entanto, o resultado disto é uma grave perda de fluidez que, em momentos, parece querer congelar o jogo. Felizmente, é uma situação pouco frequente e, nos restantes casos, a transição entre salas é feita sem qualquer problema. Apesar do jogo dar uma boa utilização ao efeito 3D do ecrã, a experiência acaba por ser melhor em 2D, uma vez que os recursos libertados neste modo foram aproveitados para aplicar anti-aliasing à imagem, oferecendo uma qualidade gráfica ainda mais impressionante, e rivalizando com o aspecto dos melhores momentos de Resident Evil noutra consola.


Outro departamento de excelência deste jogo é o da jogabilidade. O controlo do personagem é bastante simples e de fácil aprendizagem, mas são oferecidas algumas configurações adicionais que o podem tornar ainda melhor e mais adequado aos gostos do jogador, incluindo até a hipótese de controlar a mira com o giroscópio da consola. Ainda assim, e mesmo sem qualquer necessidade para uma boa experiência de jogo, foi incluído o suporte do Circle Pad Pro (disponível numa versão especial do jogo ou em separado) para uma experiência mais próxima da dos comandos tradicionais. Existem dois níveis iniciais de dificuldade, desbloqueando-se depois o modo "Hell" após completar a história, que tem uma duração de cerca de 10h. Embora a experiência de jogo mais satisfatória seja a de eliminar todos os monstros possíveis em todas as salas, por vezes a única solução é fugir devido à escassez de munições (uma dificuldade extremamente rara no modo de jogo mais fácil). Em alguns episódios, há ainda sequências de jogo com uma jogabilidade bastante diferente, que serão agradáveis surpresas para os jogadores.


Para além da história principal, o jogo inclui o novo Raid Mode, onde existe um conjunto de cenários e missões disponíveis para simplesmente matar zombies e outros monstros, sozinho ou em modo cooperativo para dois jogadores, localmente ou através da internet. Este modo é uma evolução do jogo Resident Evil: The Mercenaries 3D, lançado alguns meses antes para a 3DS, adaptado ao contexto de Revelations e bastante melhorado em vários aspectos – tanto que, de certa forma, Mercenaries se tornou obsoleto. Neste modo, existe progressão dos níveis do jogador, dando acesso a novas armas e upgrades para as armas, assim como outros conteúdos desbloqueáveis. O modo StreetPass recolhe informações de outros jogadores encontrados na rua, que são transformados em zombies e colocados nos cenários do Raid Mode, criando assim novas missões e incentivando a repetir níveis já concluídos, para além de oferecer munições extra para o modo principal.


A quantidade de conteúdo oferecida pelo jogo parece ser precisamente a dose certa e ultrapassa até a de muitos jogos de sucesso nas consolas domésticas. Nada parece ter sido sacrificado para que este jogo fosse possível, sensação que é resultante do esforço que foi feito em fazer deste um jogo tão bom na 3DS como teria sido numa consola de alta definição. Devido aos ambientes assustadores e imagens que possam impressionar os mais sensíveis, este não é certamente um jogo para toda a família. Já os fãs de zombies e filmes de terror irão ficar deliciados com a experiência de jogo e, provavelmente, repetir a dose num modo mais difícil depois de acabar. Resident Evil: Revelations é uma pequena maravilha técnica da Nintendo 3DS e, mesmo não sendo um jogo sem falhas, colocou a fasquia da qualidade num patamar bastante elevado, numa fase ainda inicial do ciclo de vida da consola.

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11 de março de 2012

Meus Jogos DS celebra 2 anos!

Há precisamente 7 anos, chegou a Portugal e ao resto da Europa a consola Nintendo DS. Cinco anos mais tarde, esta tinha-se tornado uma plataforma de eleição. Mas já não bastava jogar, era preciso também falar desses jogos, mostrar ao mundo o motivo de se considerar a DS uma das melhores consolas da história dos videojogos. E assim surgiu o Meus Jogos DS.

Iniciado como um mero passatempo, cedo o blog se tornou uma paixão. Ao fim de um ano, passava de projecto unicamente pessoal a uma colaboração entre amigos. Pouco depois, o lançamento da nova plataforma Nintendo 3DS possibilitou o aparecimento de novos conteúdos como notícias e antevisões. Ao longo destes dois anos, o Meus Jogos DS ultrapassou a meta dos 500 amigos na página do Facebook e, nos últimos 12 meses, o próprio blog passou de uma média de 500 visitas mensais para as 2000, com tendência favorável ao seu crescimento. O nosso público abrange todas as idades e inclui tanto pais como filhos, residentes em Portugal e no Brasil. A todos os que por cá passam, um sincero obrigado. Aos que cá regressam e aos que ficam, um agradecimento profundo – são os leitores que nos motivam a continuar e a querer sempre fazer melhor.


Hoje apresentamos também uma ligeira renovação da imagem do blog, reforçando o nosso foco nas consolas portáteis da Nintendo. Apresentamos ainda a nossa nova timeline no Facebook, onde são destacados os principais artigos destes últimos dois anos. Estão convidados a visitá-la em facebook.com/MeusJogosDS.

Esperamos que nos continuem a acompanhar ao longo das próximas aventuras e mistérios a desvendar nos jogos destas consolas. Mais uma vez, muito obrigado a todos os nossos leitores!
Telmo Couto
Nuno Mendes
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8 de março de 2012

Pullblox

O lançamento de uma nova plataforma de jogos não faz realmente sentido enquanto não existir um software que se possa considerar "obrigatório" para a mesma. É o caso da Nintendo eShop e o jogo Pullblox, um jogo desenvolvido exclusivamente para a 3DS e disponível apenas por download na loja digital da consola. Embora já existisse uma oferta relativamente interessante na eShop, este foi o primeiro grande título e marcou um ponto de viragem na oferta de conteúdos digitais da consola.

Pullblox é um jogo de puzzles com um conceito bastante simples: dada uma grelha vertical de blocos coloridos, puxar e empurrar os blocos de forma a criar um caminho que permita o personagem subir até um ponto específico (geralmente no topo do puzzle). Há algumas regras sobre a forma como os blocos podem ser movidos entre 3 camadas de profundidade possíveis, mas o funcionamento do jogo é extremamente fácil de assimilar após 2 ou 3 puzzles de exemplo.

Ao início, os puzzles são também de fácil resolução, sendo geralmente fácil de visualizar o caminho que se pretende construir. Aos poucos, no entanto, a complexidade vai aumentando e obrigando o jogador a pensar cada vez mais no percurso a fazer, que blocos puxar ou empurrar, acabando por encontrar puzzles "impossíveis" que darão bastante que pensar, desafiando a criatividade do jogador. Por isso mesmo, Pullblox revela-se um jogo bastante estimulante e um verdadeiro quebra-cabeças, distinguindo-se de outros puzzlers básicos cuja resolução se torna mecância e repetitiva. Há até vários casos em que um "pullblox" é apenas uma ligeira variação de um anterior, mas implica uma abordagem completamente diferente.

Para além dos desafios oferecidos pelo jogo, há ainda um construtor de puzzles que permite ao jogador criar os seus próprios "pullblox" e partilhá-los através de códigos QR que ficam guardados no cartão de memória da consola. Naturalmente, isto deu origem à criação de comunidades online de partilha de novos puzzles, o que assegura uma grande longevidade do título para além dos puzzles iniciais. Infelizmente, o jogo não permite a partilha de conteúdos através do StreetPass ou SpotPass.


Um puzzle para quem gosta de puzzles e procura um verdadeiro desafio para a mente, não deixa de ser um título bastante acessível a todos os jogadores. Com bastantes horas de conteúdo disponível, o jogo oferece um excelente valor para o seu preço na eShop e é um excelente motivo para fazer a "primeira compra" na loja digital da Nintendo 3DS.
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2 de março de 2012

Antevisão: Kid Icarus: Uprising

Tive ontem a oportunidade de testar a última versão de antevisão de Kid Icarus: Uprising, o jogo que é a grande aposta da Nintendo para a 3DS neste trimestre e, se tivesse de resumir a experiência numa só palavra, esta seria... Comprem!


Kid Icarus: Uprising foi o primeiro jogo anunciado para a Nintendo 3DS, inicialmente esperado para o lançamento da consola, e será lançado a 23 de março, por altura do 1º aniversário da 3DS na Europa. Durante este ano extra de desenvolvimento, a equipa por trás do jogo esmerou-se por criar uma experiência de jogo bastante simples e divertida, algo que transparece ao fim de poucos minutos com o jogo.

O jogo consiste em guiar Pit, o herói angelical, ao longo de diferentes percursos recheados de inimigos, disparando contra eles enquanto se desvia dos seus ataques. Cada nível do jogo consiste numa parte aérea ao estilo de Sin & Punishment, série de culto na Nintendo 64 e Wii, onde a câmara se desloca automaticamente e o controlo do personagem tem como único objectivo desviar-se dos ataques adversários e outros obstáculos no caminho. A segunda parte dos níveis é feita a pé, onde existe já liberdade de movimento. Aqui, os controlos requerem alguma habituação mas, ao fim de alguns minutos, funcionam praticamente sem problemas: a mecânica foi construída à base do combate e não da exploração como num jogo de aventura, e isso sente-se nas partes calmas dos cenários que, felizmente, são muito raras. Finalmente, o nível termina com uma batalha contra um boss épico, seguindo a mesma mecânica da parte anterior.

Enquanto o personagem é controlado com o Circle Pad, o ecrã tátil é utilizado para controlar a mira com a stylus da consola. Pit tem 2 tipos de ataque possíveis, a curta ou longa distância. No entanto, basta premir o botão L para disparar, pois o personagem irá sempre utilizar o ataque mais adequado. O tipo de ataque varia conforme o tipo de arma utilizada: por exemplo, um Fortune Bow dispara flechas a longa distância e ataca com um slash rotativo em curtas distâncias, mas uma Shock Orbitar ataca com bolas de energia. Não é só o efeito visual que varia, todas as armas têm efeitos diferentes nos inimigos. E estamos a falar de muitas armas...

Antes de começar um nível, é possível escolher a arma de uma vasta selecção de espadas, arcos, garras, etc. disponíveis. Cada arma tem as suas próprias características e diferentes estatísticas, que podem ser experimentadas imediatamente num modo de treino que apresenta o dano causado por cada tipo de ataque. A verdade é que trocar de arma pode mudar completamente a experiência de jogo, sendo por si só um motivo suficiente para repetir os níveis "só mais uma vez". Durante o jogo podem ser obtidas novas armas, assim como numa loja que vende armas em troca de corações, também estes obtidos durante o jogo.

Os corações obtidos ao longo de um nível são determinados em função da dificuldade de jogo, escolhida pelo jogador no início. Este sistema, conhecido como "Fiend's Cauldron", permite ajustar a dificuldade numa escala de 0 a 9, sendo que o nível máximo oferece a maior quantidade e dificuldade de inimigos, mas também os melhores e mais raros tesouros como recompensa. Ao perder durante um nível, é dada a opção de tentar novamente a partir do último checkpoint com um nível de dificuldade mais moderado.

Graficamente, o jogo está entre os mais impressionantes da Nintendo 3DS, apesar de vídeos e screenshots não lhes fazerem qualquer justiça. Há sempre imensa coisa no ecrã ao mesmo tempo e um grafismo bastante polido, para não falar no excelente efeito de profundidade 3D, tudo isto sem estragar a fluidez. As partes aéreas são particularmente deslumbrantes. A nível sonoro, o jogo é complementado pelos excelentes diálogos entre Pit e a deusa Palutena, que o guia. Esta característica poderia ser a ruína do jogo, mas a verdade é que existe um sentido de humor por vezes fácil, mas sempre hilariante, e que consegue arrancar algumas gargalhadas mesmo durante um intenso combate contra um boss. É uma questão de estilo que faz com que Kid Icarus: Uprising, sendo intenso e desafiante, não seja apenas mais um jogo sério, mas algo bastante divertido e acessível a todos os jogadores.


Em jeito de conclusão, os aspectos mais impressionantes de Kid Icarus: Uprising são mesmo a variedade de armas e o replay value existente em cada nível. Mas além de tudo isto, há ainda o modo multiplayer anunciado na última conferência Nintendo Direct, ou o modo de Realidade Aumentada ao qual estará associada uma nova vertente de coleccionismo de cartas. Se esta experiência foi indicador de alguma coisa, é de que o conteúdo deste jogo irá parecer interminável, mas nada disto importaria se o jogo não fosse divertido. E Kid Icarus: Uprising promete ser extremamente divertido.
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