Notícias

Análises

22 de novembro de 2012

Fallblox


Desenvolver uma boa sequela é um trabalho muitas vezes complicado, pois não só tem de respeitar o jogo original mas também terá de inovar, se quiser cativar o público já existente e trazer novos jogadores. Isto torna-se ainda mais difícil quando falamos de Pullblox, um jogo de sucesso da eShop que imediatamente se tornou um jogo obrigatório para todos os que têm uma 3DS.

Mallo regressa numa nova aventura, que após um breve segmento de tutoriais, onde as mecânicas nos são explicadas, rapidamente somos entregues a nós próprios e temos de descobrir como resolver os níveis sem ajuda, aumentando assim o desafio. Tal como o nome indica a gravidade é o elemento principal deste jogo, e ao mover as diferentes peças (ou plataformas) vamos escalando as diferentes construções, normalmente até ao topo, onde encontramos um pássaro, ou uma bandeira, completando assim o nível.

É nesta mudança de conceito e jogabilidade que o jogo se revoluciona. Não é mais do mesmo, não é uma repetição do que já assistimos em Pullblox, mas um novo jogo, novos desafios que nos deixam a pensar constantemente. Para além de fazer as peças cair, podemos puxar e empurrar, usar peças para mover outras, tendo uma liberdade de controlo extrema. Tudo isto assente numa área de jogo bastante grande para que possamos ter mais espaço de manobra, sempre ajudados por um controlo de câmara que agora se movimenta para os lados, oferecendo uma visão completa do nível. Este controlo de câmara, juntamente com os cenários mais detalhados, permitem um efeito 3D bastante bom, embora longe do melhor que se consegue ter na consola.

O sentimento de realização é bastante grande, onde a complexidade de diversos níveis nos põem a pensar de tal modo, que quando descobrimos a solução ficamos empolgados para continuar os níveis seguintes. A curva de dificuldade do jogo está bem estruturada, e diversas vezes o modo como concluímos um nível será repetido no nível seguinte, mais difícil e com problemas mais complexos.

Mas no caso de não conseguirmos resolver um nível podemos a qualquer altura sair dele e jogar o seguinte, ou ir ao modo de Training, que contém mais níveis e temos a ajuda de Papa Blox para nos ajudar. Tal como em Pullblox, à medida que vamos avançando surgem novas mecânicas e desafios mais interessantes, tornando o jogo bastante interessante sem problemas como a repetição ou ser aborrecido. Outra boa surpresa, e uma agradável evolução desta sequela, é a banda sonora que vai buscar inspiração aos tempos de 8 e 16 bits, o que se enquadra perfeitamente no espírito do jogo e no seu estilo artístico.


O editor de níveis está de volta, e com ele uma comunidade disposta a partilhar as suas criações através da internet e do uso de QR Codes, e à medida que vamos tendo novas mecânicas, estas ficam desbloqueadas no editor também. Podemos ainda tirar fotografias durante o jogo, algo extremamente útil se quisermos partilhar as nossas criações, ou até partes do jogo onde estejamos encalhados.

A Intelligent Systems criou outro jogo obrigatório na 3DS, mesmo para os que não sejam fãs do género de puzzles, pois este acaba por ser também um jogo de plataformas. Rapidamente pegamos na nossa consola e jogamos mais um nível, quer numa viagem ou em breves pausas que tenhamos, até porque muito rapidamente entramos nos níveis, sem existirem longos loadings prévios ou um número grande de menus. É um forte candidato a jogo da eShop do ano, mesmo com jogos de retalho agora disponíveis digitalmente!