Notícias

Análises

28 de fevereiro de 2012

Sonic Chronicles: The Dark Brotherhood


Tal como o seu velho rival Mario, Sonic the Hedgehog já se estreou em imensos spin-offs que o levaram a outros géneros de aventuras, desde jogos de luta aos jogos olímpicos, ou até corridas usando veículos (o que é bizarro, pois Sonic corre à velocidade da luz). No entanto, foi na DS que ele se estreou num género ainda por explorar, o de RPG. O seu anúncio causou muito furor entre fãs (e não só), por se tratar de algo novo numa série já com 20 anos.

A SEGA escolheu a Bioware, já muito conhecida pelos seus RPGs ocidentais, para desenvolver este jogo. Sonic regressa acompanhado pelos seus amigos (infelizmente Big the Cat marca presença), numa história onde as Chaos Emeralds e os planos diabólicos de Dr. Eggman são novamente motivo para mais uma aventura. Rapidamente enfrentamos os verdadeiros vilões do jogo, o Nocturnos Clan. O jogo conta com áreas bastante familiares para os fãs da série, entre novos locais.

Tal como outros jogos da Bioware este jogo conta com imenso diálogo com diferentes opções, que acabam por levar sempre ao mesmo e nada mudar no jogo. Surgem ainda histórias secundárias entre as personagens que geralmente não levam a lado algum e nunca são explicadas. Mesmo a parte final do jogo foi mal construída e "termina" com a introdução de uma sequela que nunca chegou a ser concretizada. No entanto, tendo em conta a recepção e a qualidade do jogo, valerá assim tanto a pena concluir a história?

O ponto forte do jogo são os visuais e um nível artístico com bastante qualidade: os modelos das personagens estão interessantes e enquadram-se bem com os cenários pré-renderizados com bastantes locais para explorar. Podia ter sido acompanhado por uma banda sonora mais interessante, mas esta não é memorável e muito rapidamente é esquecida. O sistema de batalha é pouco interessante, monótono e conta com movimentos no ecrã tátil no estilo Elite Beat Agents. Mistura também um pouco do sistema de combinações visto em grandes clássicos como Chrono Trigger, o que nos faz pensar bem na nossa equipa.


Fosse um jogo mais dentro do género de RPGs tradicional como nas séries Dragon Quest ou Final Fantasy, seria mais interessante e melhor aproveitado. A própria história, se tivesse um fim, tornava o jogo bastante melhor. Sendo assim, ficamos com meio-jogo, com muito potencial desperdiçado, e que, em comparação com vários outros jogos do género na consola, é fácilmente posto de lado.